O que vejo
A Nynomic é um grupo alemão de fotónica que fabrica tecnologia de medição óptica através de cinco subsidiárias, uma das quais detém uma posição qualificada em metrologia in situ para epitaxia de semicondutores compostos — o processo que produz os lasers dos transceptores ópticos dos centros de dados. A receita descreveu um ciclo completo entre 2020 e 2025, de 78,6 para 118,0 e de volta a 92,6 milhões de euros, e a margem operacional percorreu 10,1%, 12,9% e 2,2% no mesmo intervalo. O título negoceia a 19,20 euros, tendo valorizado 130% desde o mínimo de Março, com a narrativa de exposição indirecta ao ciclo de interconexão óptica já publicada na imprensa financeira alemã de retalho em Abril e em Agosto.
A tensão central não é entre crescimento e estagnação — é entre duas leituras do mesmo ponto baixo. Uma lê-o como cíclico e reversível, sustentada por uma inflexão real na entrada de encomendas, que passou de 0,89 para 1,48 vezes a facturação em doze meses, e por uma carteira de 55,6 milhões que cobre 55% da receita anualizada, a melhor cobertura desde 2023. A outra lê-o como parcialmente estrutural, sustentada pela constatação de que a quota implícita caiu entre 28% e 45% nas três divisões enquanto os três mercados de referência cresciam entre 15% e 32%. A primeira leitura corrige-se com procura; a segunda não. E há um facto que nenhuma delas dissolve: normalizado a meio do ciclo, o retorno sobre o capital investido é de 6,7% contra um custo do capital entre 9,2% e 10,9%, e sete anos de compra e construção que aplicaram 38 milhões de euros elevaram a receita por acção em 5,8% e reduziram o resultado operacional por acção em mais de um quarto.
A relação entre risco e retorno é desfavorável ao preço actual, mas por uma razão mais específica do que a expressão sugere. O valor esperado de 20,80 euros excede o preço em 8,4%, e quarenta e seis por cento desse valor provém de um cenário com vinte por cento de probabilidade. Retirado esse cenário, o valor cai para 14,15 euros. O cenário mais provável avalia a empresa em 18,80 euros, abaixo do preço de mercado. Quatro metodologias independentes situam a entrada entre 11,80 e 14,37 euros. E a banda de confiança do próprio modelo, de mais ou menos trinta por cento, contém o preço actual, o que significa que a análise não consegue distinguir caro de justo com os dados disponíveis.
O que a análise estabelece com confiança não é o valor, é a estrutura do risco. Existe um modo de falha capaz de destruir três quartos do valor sem qualquer aviso operacional prévio, porque depende de uma decisão do canal de distribuição e não da execução da empresa. Existe uma lacuna de divulgação que impede quantificar o activo em que toda a tese assenta. E existe, dentro de duas a três semanas, um teste binário com limiar numérico explícito que resolve a premissa mais importante. É essa proximidade — e apenas ela — que separa acompanhar de descartar.
A empresa e o modelo de negócio
A Nynomic é um grupo alemão de fotónica sediado em Wedel, resultante da antiga m-u-t e rebaptizado em 2018, que desenha e fabrica tecnologia de medição óptica sem contacto e não destrutiva. Opera através de subsidiárias especializadas: metrologia óptica in situ para epitaxia de semicondutores compostos, espectrómetros miniatura acoplados a fibra, sistemas industriais de espectroscopia no ultravioleta, visível, infravermelho próximo e Raman, fibras ópticas especiais incluindo infravermelho médio, e sensores baseados em sistemas microelectromecânicos.
A receita provém da venda de instrumentos, sistemas e componentes ópticos a fabricantes de equipamento e a utilizadores industriais finais, com perfil de bem de equipamento: encomenda, produção e entrega, com receita reconhecida na entrega e visibilidade dada pela carteira. A componente de serviço, calibração e consumíveis existe mas não é divulgada separadamente. O ciclo de conversão de caixa de 187 dias e as existências em 30% da receita confirmam um modelo intensivo em fundo de maneio.
| Segmento | % Receita | Tipo |
|---|---|---|
| Clean Tech — semicondutores, iluminação, energia e ambiente | 65% | Transaccional |
| Agricultura e alimentação | 22% | Transaccional |
| Life Science — tecnologia médica | 13% | Transaccional |
- Sede
- Wedel, Alemanha
- Fundação
- 1995
- Listing
- M7U.DE · XETRA
- Capitalização
- EUR 126M(14 Ago 2026)
- Colaboradores
- 538
- CEO
- Conselho de administração de dois membros, ambos em funções há mais de dez anos · 11 anos
- Geografias
- Alemanha e resto da Europa · Ásia · Américas
- Estrutura societária
- Cinco subsidiárias operacionais especializadas, todas detidas na totalidade após a aquisição da participação minoritária remanescente com efeito a 1 de Janeiro de 2026
- Admissão no segmento Scale da bolsa de Frankfurt, com regime de divulgação reduzido
- Sem accionista de controlo; posições divulgadas acima de 0,3% somam 12,0% do capital
- Activos principais
- Metrologia óptica in situ para epitaxia de semicondutores compostos
- Espectrómetros miniatura acoplados a fibra
- Sistemas industriais de espectroscopia no ultravioleta, visível, infravermelho próximo e Raman
- Fibras ópticas especiais, incluindo infravermelho médio
- Sensores baseados em sistemas microelectromecânicos
A repartição por divisão em 2025 foi de 59,85 milhões em Clean Tech, 20,73 no segmento de agricultura e alimentação e 11,99 em Life Science, sobre um total de 92,57. A repartição geográfica foi de 54,11 na Alemanha, resto da Europa e outros mercados, 19,23 na Ásia e 19,22 nas Américas, o que coloca cerca de 42% da receita fora da zona euro sem cobertura cambial divulgada. O grupo emprega 538 pessoas, o que dá uma receita por trabalhador de aproximadamente 172 mil euros.
O modelo tem duas particularidades que a leitura convencional apaga. A primeira é a intensidade de fundo de maneio: as existências valem 30% da receita e o ciclo de conversão de caixa é de 187 dias, o que significa que a recuperação de receita consome caixa em vez de a libertar — no cenário central, a subida de 92,6 para 129,6 milhões absorve 12,8 milhões de fundo de maneio ao longo de cinco anos. A segunda é que o emitente reporta receita por divisão mas não rentabilidade por divisão, e não divulga a receita de nenhuma subsidiária individualmente. É a lacuna estrutural desta análise: toda a argumentação da tese de partida assenta no contributo de uma subsidiária cujo peso na receita consolidada não é público, num emitente admitido num segmento com regime de divulgação reduzido.
Tese de partida
A tese foi publicada em meados de Agosto de 2026, com declaração de posição longa. Sustenta que o grupo detém uma posição de quase monopólio em metrologia óptica in situ para epitaxia de semicondutores compostos e que uma multiplicação por cinco a dez em cinco anos é plausível se a receita compuser a taxas de dois dígitos e a margem operacional se expandir para a ambição de médio prazo de 16% a 19%. Enumera cinco condições de execução — escala das linhas de maior valor, expansão de margem, conversão da carteira, aquisições disciplinadas e melhoria da qualidade financeira — e identifica o resultado semestral como próximo teste.
A tese está correcta em quase todos os factos que apresenta. Receita, previsão anual, carteira de encomendas e solidez do balanço confirmam-se integralmente contra fontes primárias. O que a distingue desta leitura não é uma disputa sobre a evidência apresentada, mas o conjunto de evidência considerado: o historial de cumprimento de previsões, a trajectória do segmento onde reside a subsidiária central, a distância entre a ambição do emitente e os modelos das casas que o cobrem, e a estrutura do risco de canal não entram na análise de origem.
Tese de partida vs realidade
| Premissa | Verificação | Estado |
|---|---|---|
| A receita de 2025 foi de 92,6 milhões, uma queda de cerca de 10% | Confirma — 92,569 milhões, menos 9,6%, verificado em comunicado do emitente e em duas fontes independentes. | Confirma |
| O resultado operacional de 2025 foi de cerca de 2 milhões, fortemente comprimido | Parcial — corresponde ao comunicado preliminar de Março de 2026. As linhas anuais padronizadas de duas fontes reportam menos 0,727 milhões, e a soma das linhas semestrais dessas mesmas fontes devolve mais 1,963. Três construções convergem em cerca de 2,0, com banda de mais ou menos 0,5; o relatório auditado permaneceu inacessível. | Parcial |
| O primeiro trimestre de 2026 registou receita de 22,3 milhões, resultado operacional de 0,1 e carteira de 55,6, mais 23% em termos homólogos | Confirma — verificado integralmente no comunicado de Maio de 2026. A entrada de encomendas implícita é de 32,9 milhões sobre receita de 22,3, ou seja um rácio de 1,48 contra 0,89 no trimestre homólogo. | Confirma |
| A previsão para 2026 é de 100 a 105 milhões de receita com margem operacional de 6% a 8% | Confirma — reiterada em Maio de 2026, com o consenso de dois analistas em 100,4 milhões e a casa de research independente a modelar 7,8% de margem. | Confirma |
| O rácio de capitais próprios ronda os 70% e a dívida líquida é baixa | Confirma e supera — capitais próprios de 96,3 milhões sobre activo de 133,8, ou seja 72%. Oitenta e dois por cento da dívida reportada são locações: a posição financeira efectiva é de caixa líquida de 11,3 milhões, e não de dívida líquida de 3,4. | Confirma |
| A financeira está apenas no início da recuperação, com 2026 a ser o primeiro ano de crescimento rentável após o mínimo | Contradiz — não há um mínimo mas dois exercícios consecutivos de resultado líquido negativo, o primeiro com resultado operacional positivo de 7,4 milhões e um encargo de 4,0 cuja natureza não foi identificável em fontes públicas, o segundo com taxa efectiva de imposto superior a 100%. A divergência entre resultado reportado e ajustado excede 100% em ambos. | Contradiz |
| Uma multiplicação por cinco a dez em cinco anos é credível com margem de 16% a 19% | Contradiz — o cenário favorável deste modelo, com entrega integral de 192 milhões de receita a 16,4% de margem, avalia a acção em 47,44, ou 51% abaixo do limite inferior da banda proposta. A margem de 16% a 19% nunca foi atingida: o máximo histórico é 15,1% em 2018 sobre receita de 67 milhões. E a banda não é de execução — o limite inferior exige entrega, o superior exige uma reavaliação para 47 a 56 vezes os resultados. | Contradiz |
| Trata-se de uma oportunidade ainda por descobrir | Contradiz — o título valorizou 78,6% em doze meses e 130% desde o mínimo de Março de 2026. A narrativa de exposição indirecta à cadeia de semicondutores compostos foi capa de imprensa financeira alemã de retalho em Abril e em Agosto, e uma dessas peças identifica explicitamente a especulação sobre o valor autónomo da subsidiária como o motor da subida de 8 para 22 euros. | Contradiz |
Quatro confirmações, uma parcial e três contradições. A tese não falha na descrição do negócio nem nos números que apresenta — falha na aritmética do resultado que promete e no conjunto de evidência que omite.
Drivers de crescimento
Os motores existem e são identificáveis, mas nenhum deles tem a dimensão que a tese lhes atribui. O primeiro é a inflexão da carteira de encomendas, que é real e mensurável: 55,6 milhões no fecho do primeiro trimestre contra 45,2 um ano antes, com o trimestre a construir carteira em 10,6 milhões contra um consumo de 2,3 no período homólogo. O segundo é a poupança estrutural de cerca de 5 milhões anunciada com o programa de eficiência, que sobre uma receita de 130 milhões vale 3,8 pontos percentuais de margem e é a maior componente isolada da expansão projectada. O terceiro é o ciclo de procura de semicondutores compostos, ancorado na interconexão óptica de centros de dados e na electrónica de potência.
O que a construção descendente mostra, e a ascendente confirma, é que o terceiro motor é mais pequeno do que parece ao nível do grupo. Derivando o mercado endereçável de metrologia in situ a partir da receita do fabricante de equipamento dominante, da sua quota declarada e de um conteúdo de metrologia por reactor entre 2% e 5%, o mercado mundial situa-se entre 12 e 40 milhões em 2025 e entre 19 e 61 em 2030. Mesmo com quota de 100%, o contributo máximo teórico cresce cerca de 21 milhões em cinco anos, sobre uma base de grupo de 92,6. A premissa de conteúdo por reactor é própria e sem fonte, e a um conteúdo de 10% a conclusão inverte-se — é ordem de grandeza condicional, não medição.
| Divisão | Receita 2025 | CAGR central 2025-2030 | Receita 2030 central | Margem 2030 central |
|---|---|---|---|---|
| Clean Tech | 59,85 | 7,6% | 86,4 | 19,0% |
| Agricultura e alimentação | 20,73 | 4,5% | 25,9 | 14,0% |
| Life Science | 11,99 | 7,6% | 17,3 | 16,0% |
| Consolidado | 92,57 | 7,0% | 129,6 | 10,1% |
Valores em milhões de euros; margem ao nível de resultado antes de amortizações por divisão, e ao nível de resultado operacional na linha consolidada, depois de custos centrais e depreciação. As duas camadas de projecção convergem: a construção descendente devolve 138,6 milhões no cenário central contra 129,6 da ascendente, um desvio de 6,7%, e passa igualmente nos outros dois cenários. A ambição de 200 milhões do emitente, que inclui explicitamente aquisições, não é alcançável organicamente nem no cenário favorável da construção descendente, que chega a 180,2.
Avaliação
As constantes são comuns a todos os métodos contributivos: custo do capital de 10,92%, construído com taxa sem risco de 3,17% da dívida pública alemã a dez anos, prémio de risco de mercado de 5,75%, beta desalavancado de indústria de 1,10 realavancado para 1,21 e prémio de dimensão de 2,00 pontos percentuais. Dívida líquida ajustada de 3,461 milhões e 6,569 milhões de acções. Todos os valores em euros.
O prémio de dimensão é convenção e não dado observável, e é a escolha isolada mais consequente de toda a avaliação. Retirando-o, o custo do capital desce para 9,20% e o valor do cenário central pelo método de fluxos sobe de 11,75 para 14,81. A reconciliação entre o método de fluxos e os métodos de múltiplo exigiria uma taxa entre 5,97% e 8,16%, abaixo de ambas as versões, o que abre uma bifurcação não arbitrável com os dados disponíveis: ou o mercado desconta este tipo de activo a uma taxa inferior à que o modelo aplica, ou o grupo comparável negoceia acima do valor intrínseco e o múltiplo importado carrega esse excesso. O sentido da divergência é idêntico nos três cenários, o que exclui erro de premissa operacional isolada.
Constantes em todos os métodos: custo do capital 10,9%, dívida líquida ajustada 3 milhões, 7 M de acções. Valores em milhões de euros.
| Ano | Fluxo de caixa | Desconto | Valor presente |
|---|---|---|---|
| 2026 | 7 | ÷ 1,109 | 7 |
| 2027 | 5 | ÷ 1,230 | 4 |
| 2028 | 6 | ÷ 1,365 | 4 |
| 2029 | 7 | ÷ 1,514 | 5 |
| 2030 | 9 | ÷ 1,679 | 5 |
| Soma dos fluxos descontados | 25 | ||
| Valor da empresa | 81 |
| − Dívida líquida ajustada | −3 |
| Capital próprio | 77 |
| ÷ 7 M acções | 11,75 € |
Corrida em três eixos sobre seis comparáveis europeus, todos com cobertura de três ou mais analistas. O eixo histórico de resultados devolve um coeficiente de determinação de 0,010 e o prospectivo de 0,008 — a rendibilidade dos capitais próprios não explica praticamente nada da variação de múltiplo neste grupo, pelo que qualquer valor derivado seria ruído apresentado como sinal. O eixo patrimonial tem ajustamento de 0,767 mas produz 58,52 por acção, um artefacto de composição: os comparáveis negoceiam entre 5,7 e 15,8 vezes o activo tangível porque quase não têm activo tangível, enquanto o emitente tem 48,4 milhões. Peso zero. O resultado é substantivo e inverte o que a tese de partida sugere: testado formalmente, o argumento de subvalorização face a comparáveis não se sustenta em nenhum eixo com poder explicativo.
O preço de 19,20 exige uma margem operacional sustentada de 12,55% sobre o caminho de receita do consenso, nível atingido em três dos últimos oito exercícios e nunca sobre receita superior a 120 milhões. À margem média do ciclo de 10,2%, o preço exigiria crescimento de receita de 14,5% ao ano, quatro vezes e meia o histórico de cinco anos. Inversamente, se a ambição de 17,5% se materializasse, o preço actual justificar-se-ia com a receita a contrair 1,9% ao ano. As três leituras delimitam com precisão o espaço de crenças compatível com o preço de mercado.
| Dívida financeira efectiva | 3 M$ | |
| + | Responsabilidades de locação ao abrigo da norma de locações | 15 M$ |
| − | Caixa e equivalentes | 14 M$ |
| + | Passivos por impostos diferidos estruturais | 0 M$ |
| = | Dívida líquida ajustada | 3 M$ |
A composta de 18,80 no cenário central resulta de pesos de 30%, 30%, 25% e 15%, e a escolha de ponderação não é o condutor do resultado: com pesos iguais nos quatro métodos, a composta central seria 19,39, uma diferença de 3%. O condutor é a escolha de cenário. O valor esperado ponderado por probabilidades é de 20,80, o que excede o preço em 8,4%, mas a composição desse valor é o que importa: o cenário favorável, com 20% de probabilidade, contribui 46% do valor esperado, enquanto o cenário central, com 50%, avalia a empresa 2,1% abaixo do preço de mercado. Removendo o cenário favorável e renormalizando, o valor esperado cai para 14,15.
Aplicada a banda de confiança de mais ou menos trinta por cento ao valor esperado, o intervalo é de 14,56 a 27,04 e contém o preço actual. A formulação honesta do resultado não é que o título esteja caro — é que está dentro da banda de erro do próprio modelo, com o centro da distribuição ligeiramente acima do preço e a mediana dos cenários ligeiramente abaixo. Sobre a taxa interna de rentabilidade, duas formulações divergem em 7,3 pontos percentuais: a média ponderada das taxas por cenário devolve 5,8% e a taxa sobre o múltiplo esperado de 1,85 vezes devolve 13,1%. Fica abaixo do custo do capital próprio de 12,12% em quatro dos cinco pontos da distribuição e acima apenas quando a cauda é integralmente creditada.
Catalisadores
| Gatilho | Janela | Acção |
|---|---|---|
| Resultados do primeiro semestre de 2026 | Final de Agosto a início de Setembro de 2026 | É o único evento com capacidade de alterar a decisão no curto prazo e o único teste binário com limiar numérico explícito. Margem semestral igual ou superior a 6,0% sobre receita igual ou superior a 47 milhões confirma a estrutura de custos posterior ao programa de eficiência e obriga a recalcular a margem a meio do ciclo sobre uma base mais baixa, o que deslocaria o pino de 10,2% para perto de 13%. Abaixo de 3,0%, ou com receita abaixo de 44 milhões, converte-se em descarte sem nova deliberação. |
| Confirmação ou revisão da previsão anual | Novembro de 2026 a Março de 2027 | A previsão de 2026 é, em substância, a mesma que foi dada para 2025 e falhada por 76% a 80% na linha operacional. Um terceiro exercício consecutivo de previsão falhada retiraria credibilidade a qualquer projecção plurianual do emitente, e o teste de stress correspondente devolve 14,03. |
| Divulgação do peso da subsidiária de metrologia na receita consolidada | Sem data definida | Resolveria a lacuna estrutural desta análise. Um peso acima de 20% da receita com crescimento superior a 30% ao ano tornaria a expansão de margem mecanicamente credível por via de mix; abaixo de 10% invalidaria o motor que sustenta a tese de partida. |
| Ciclo de encomendas do fabricante de equipamento dominante | Leitura trimestral contínua | É o indicador antecedente da procura final. O consenso projecta receita de 919 milhões em 2028 e 814 em 2029 para essa empresa, cuja acção está 34% abaixo do máximo de 52 semanas e abaixo da média de cinquenta sessões — o indicador perdeu momentum nas últimas semanas. |
| Anúncio de aquisição | Sem data definida | A ambição de 200 milhões inclui explicitamente aquisições e a construção descendente mostra que o alvo não é organicamente alcançável. Um múltiplo inferior a oito vezes o resultado operacional seria acretivo; acima de doze vezes, ou com diluição superior a 10%, confirma a repetição do padrão que já destruiu 8,1 milhões de resultado operacional. |
| Internalização da metrologia pelo fabricante de equipamento dominante | Sem data definida | Modo de falha único capaz de destruir a tese sem qualquer aviso operacional prévio. O teste de stress devolve 4,65, uma destruição de 73%. Não exige que a empresa execute mal — exige apenas que o seu canal decida capturar o conteúdo por reactor. |
| Oferta de aquisição de controlo | Sem data definida | Ausência de accionista de referência, activo estratégico num nicho e capitalização de 126 milhões tornam a hipótese concebível. Não está modelada em nenhum cenário e o prémio de aquisição não foi aplicado ao múltiplo de saída, pelo que é opcionalidade não precificada. |
Mapa de riscos
Internalização da metrologia in situ pelo fabricante de equipamento que controla 70% a 90% do mercado mundial de deposição química em fase vapor organometálica
A margem não recupera ao ritmo que o preço exige — o preço desconta 12,55% sustentada contra 2,2% entregues em 2025 e 0,4% no primeiro trimestre de 2026
A perda de quota continua e o ponto baixo revela-se estrutural — a quota implícita caiu 28% a 45% nas três divisões enquanto os três mercados cresciam
Terceiro exercício consecutivo de previsão falhada
Repetição do padrão de alocação de capital — 38 milhões em aquisições produziram mais 25,5 de receita e menos 8,1 de resultado operacional, com diluição de 30,5%
Compressão de múltiplo por aperto monetário — o banco central europeu subiu as três taxas em Junho de 2026
Imparidade de goodwill — 43,3 milhões, ou 45% dos capitais próprios, sobre uma base de resultado operacional de 2,0
Iliquidez em período de aversão ao risco — volume médio diário de 470 mil euros e impacto de mercado estimado em 3,8% numa posição de um milhão
Controlos de exportação sobre tecnologia de semicondutores compostos, com 21% da receita gerada na Ásia
Opinião
Síntese assistida por inteligência artificial.
A tese de partida é descartada, e por aritmética e não por juízo. O cenário mais favorável que este modelo consegue construir — entrega integral de 192 milhões de receita com margem operacional de 16,4%, que é substancialmente a ambição do próprio emitente — avalia a acção em 47,44 euros, ou 2,47 vezes o preço actual. O limite inferior da banda proposta pelo autor corresponde a 96 euros. A diferença não está nas premissas operacionais, que são substancialmente as mesmas, mas num múltiplo de saída implícito de cerca de 36 vezes o resultado operacional contra 18,5 vezes neste modelo. O título fica em acompanhamento, com um desvio declarado frágil sobre uma matriz de decisão que falha quatro de oito critérios — e o que sustenta esse desvio não é a qualidade do activo, é a existência de um teste binário datado a duas ou três semanas que resolve a premissa mais importante ao custo de zero, dado que nenhuma posição é recomendada no intervalo.
Não há posição a construir ao preço actual. Cinco critérios independentes convergem numa banda estreita de entrada: margem de segurança de 40%, ajustada por confiança moderada, situa-a em 12,48 euros; a igualdade entre taxa interna esperada e custo do capital em 14,37; a remoção do prémio de cauda em 14,15; e exigências de taxa interna de 12% e 15% em 11,80 e 10,34. O ponto médio da convergência é de aproximadamente 13,10 euros. Mesmo com confirmação favorável do resultado semestral — que obrigaria a recalcular a margem a meio do ciclo sobre a base de custos posterior ao programa de eficiência, deslocando o valor central em perpetuidade de 14,04 para perto de 19 — a entrada só se justifica abaixo de 15 euros, com dimensão máxima de cerca de 470 mil euros por restrição de liquidez.
A zona de aterragem mais provável situa-se entre 14 e 21 euros nos próximos doze a dezoito meses, com o resultado semestral a determinar qual metade da banda. O cenário adverso avalia em 6,39 com 30% de probabilidade, o central em 18,80 com 50% e o favorável em 47,44 com 20% — uma dispersão de sete vezes que é a medida honesta do que não se sabe. Os critérios de invalidação são cinco e o primeiro é auto-liquidante: margem semestral abaixo de 3,0% ou receita abaixo de 44 milhões converte o acompanhamento em descarte sem nova deliberação. Seguem-se receita de 2026 abaixo de 96 milhões ou margem anual abaixo de 4,5%; anúncio de metrologia própria pelo fabricante dominante, que é o único gatilho sem janela temporal; aquisição acima de doze vezes o resultado operacional ou com diluição superior a 10%; e preço acima de 27,00 euros sem entrega correspondente, ponto a partir do qual a assimetria se inverte e o acompanhamento se encerra.