O que vejo
A onsemi é um fabricante de semicondutores de potência e analógicos que saiu do vale de 2025 com a utilização das fábricas a subir de 68 para 83 por cento, preços a firmar e uma área de centros de dados de inteligência artificial a duplicar. A tese de partida lê isto como lucros ainda ao nível normal, estimativas a subir e uma acção castigada por uma aquisição mal recebida. Os números operacionais confirmam-se; a leitura do preço não. A 84,89 dólares a acção já não está barata contra os pares: paga cerca de 25 vezes o resultado de meio de ciclo e desconta o plano da gestão para 2030 a um custo do capital de 11,3 por cento, abaixo dos 12,27 usados.
A tensão central está no segmento de potência. É de lá que vem o crescimento, e é lá que a margem bruta caiu de 47 por cento em 2023 para 27,8 por cento no segundo trimestre de 2026, com o carboneto de silício sob pressão de preços chinesa. A ponte da gestão para uma margem bruta de 53 por cento em 2030 depende de 650 pontos base de mix que o segmento ainda não mostra. Ao mesmo tempo, os sinais de procura — encomendas para 2028 para garantir oferta, alocação de capacidade e uma carteira de acordos de longo prazo que encolheu mil milhões de dólares em seis meses — são os de 2021 e 2022, e a compra da Synaptics em dinheiro troca a redução anual de cerca de 6 por cento do número de acções por uma dívida líquida próxima de 5,9 mil milhões no fecho.
O valor ponderado de 65,18 dólares fica 23 por cento abaixo do preço. Mesmo aplicando em simultâneo todas as regras que o subiriam — probabilidades simétricas, custo do capital de 11 por cento, pesos iguais, impostos diferidos activos e sinergias integrais — chega a 77,3, ainda abaixo da cotação. A rentabilidade esperada até ao fim de 2029 é de 4,2 por cento ao ano, e a assimetria é desfavorável: 28 por cento de subida até ao cenário optimista contra 57 por cento de descida até ao pessimista.
O teste vem em duas datas. A margem do quarto trimestre, comunicada em Fevereiro, mostra se a utilização passa à conta de resultados; a margem do segmento de potência no segundo trimestre de 2027 mostra se o mix existe. Até lá, o preço já incorpora o melhor desses dois desfechos.
A empresa e o modelo de negócio
A onsemi nasceu em 1999 da separação do grupo de componentes semicondutores da Motorola, está cotada no Nasdaq desde 2000 e tem sede em Scottsdale, no Arizona. Desde a chegada de Hassane El-Khoury à presidência executiva, em Dezembro de 2020, saiu de cerca de 900 milhões de dólares de receita sem valor estratégico, integrou o carboneto de silício desde o substrato e concentrou-se no automóvel, na indústria e, mais recentemente, nos centros de dados. Em 2025 facturou 5.995 milhões de dólares, contra 8.326 no pico de 2022, com margem bruta contabilística de 33,1 por cento, contra 49,0 em 2022. Nos doze meses até Junho de 2026 facturou 6.198 milhões e gerou 1.500 milhões de fluxo de caixa livre, com investimento de apenas 2,8 por cento da receita, contra cerca de 5 por cento normalizados. Emprega cerca de 22.600 pessoas.
O negócio divide-se em três segmentos. As soluções de potência — carboneto de silício, transístores de silício e nitreto de gálio — valeram 51,7 por cento da receita do segundo trimestre de 2026, com margem bruta de 27,8 por cento; o analógico e sinal misto, 34,0 por cento, com margem de 53,4; os sensores de imagem para automóvel e indústria, 14,3 por cento, com 41,4. Por mercado, o automóvel pesa 48,7 por cento, a indústria 26,4 e o resto, que inclui os centros de dados, 24,9. A margem depende da utilização das fábricas, plena a 92 ou 93 por cento, e do preço do carboneto de silício. A vantagem competitiva é moderada: escala nos discretos de potência, custos de mudança pela qualificação automóvel e por plataformas de três a cinco anos, e propriedade intelectual no carboneto de silício, com uma durabilidade estimada em oito anos; a vantagem do substrato próprio foi parcialmente erodida pelos fabricantes chineses. A reestruturação é recorrente: entre 2023 e o primeiro semestre de 2026 somou 1,54 mil milhões em encargos e imparidades, cerca de 440 milhões por ano, excluídos do resultado não-GAAP.
A onsemi fabrica semicondutores de potência — carboneto de silício, transístores de silício e nitreto de gálio —, circuitos analógicos e de sinal misto e sensores de imagem, em fábricas próprias nos Estados Unidos, na República Checa, na Coreia do Sul, no Japão e na Malásia. É um dos três maiores fornecedores mundiais de semicondutores discretos de potência e está integrada no carboneto de silício desde o substrato.
Vende componentes e módulos a fabricantes de automóveis e aos seus fornecedores directos, a clientes industriais e de infra-estrutura energética e, cada vez mais, aos fabricantes de fontes de alimentação para centros de dados de inteligência artificial. O automóvel pesa 49 por cento da receita, 54 por cento passa por distribuidores e o maior distribuidor vale 11 por cento. A margem depende da utilização das fábricas — cada ponto vale 25 a 30 pontos base de margem bruta — e do preço do carboneto de silício. Parte da procura está coberta por acordos de fornecimento de longo prazo, com 6,1 mil milhões de dólares por reconhecer em Julho de 2026.
| Segmento | % Receita | Tipo |
|---|---|---|
| Soluções de potência — PSG (2T26) | 52% | Transaccional |
| Analógico e sinal misto — AMG (2T26) | 34% | Transaccional |
| Sensores inteligentes — ISG (2T26) | 14% | Transaccional |
- Sede
- Scottsdale, Arizona, Estados Unidos
- Fundação
- 1999
- Listing
- ON · NASDAQ
- Capitalização
- USD 33.05B(2 Out 2026)
- Colaboradores
- 22 600
- CEO
- Hassane El-Khoury, presidente executivo desde Dezembro de 2020 · 5.8 anos
- Geografias
- Hong Kong, 27,3 por cento da facturação de 2025, sobretudo destinada à China · Reino Unido, 22,5 por cento, porta de facturação da Europa · Singapura, 20,9 por cento · Estados Unidos, 20,5 por cento · Outros, 8,8 por cento
- Estrutura societária
- FMR, 15,7 por cento (Setembro de 2025)
- Vanguard, 12,6 por cento (Março de 2026)
- BlackRock, 10,9 por cento (último registo, Agosto de 2024)
- Administradores e gestores, 0,31 por cento, sem compras em doze meses
- Posições curtas de cerca de 10,4 por cento do capital disperso, numa só fonte
- Activos principais
- Cadeia integrada de carboneto de silício, do substrato ao módulo, e plataforma analógica Treo
- Fábrica de 300 milímetros em East Fishkill, Nova Iorque, e fábricas na República Checa, na Coreia do Sul, no Japão e na Malásia
- Carteira de acordos de fornecimento de longo prazo de 6,1 mil milhões de dólares, 7,1 em Dezembro de 2025
- Liquidez de 3.864,5 milhões e linha de crédito de 1,5 mil milhões; dívida financeira de 4.459,4 milhões, dos quais 3,0 mil milhões em convertíveis
Tese de partida
A tese de partida é uma nota de triagem quantitativa sem autor, data nem fonte identificados, com classificação de investibilidade de 4 em 5 e a indicação de que a análise deve avançar; usa o fecho de 2 de Outubro de 2026 e o acordo revisto com a Synaptics de 1 de Outubro. Apresenta a onsemi como uma recuperação cíclica com lucros ao nível normal, estimativas a subir 13,5 por cento em três meses, P/E de 20,3 vezes os lucros dos próximos doze meses e um preço-alvo mediano de 100 dólares, depois de a acção cair de 134,92 para cerca de 67 com a aquisição. Pede que se modele a alavancagem depois da Synaptics e o caminho para uma margem bruta de 45 por cento em 2027. Omite que o máximo de referência encerrou uma subida de 116 por cento em dois meses e subestima a dívida líquida no fecho.
Tese de partida vs realidade
| Premissa | Verificação | Estado |
|---|---|---|
| Lucros ao nível normal — resultado dos próximos doze meses de 0,96 vezes o normal | Contradito. O resultado de meio de ciclo, com margem bruta de 42,5 por cento e operacional de 22, é de 3,44 dólares por acção; o dos próximos doze meses, 4,18, fica 21 por cento acima e o consenso de 2028, 5,87, 71 por cento acima. A 84,89 dólares a acção paga 24,7 vezes o resultado de meio de ciclo | Contradiz |
| Estimativas a subir 13,5 por cento em três meses | Contradito na substância. Em noventa dias, o resultado por acção de 2026 subiu 3,3 por cento e o de 2027, 5,0; cerca de 8,6 pontos da subida de 13,2 no indicador dos próximos doze meses vêm do rolamento do calendário | Contradiz |
| Desconto face ao máximo de 134,92 dólares depois de uma aquisição mal recebida | Parcial. O máximo de 3 de Junho encerrou uma subida de 116 por cento desde 31 de Março, a 61,92; a acção está 37 por cento acima desse ponto e 72 por cento acima de há um ano. A queda de 23,7 por cento no anúncio da Synaptics é real | Parcial |
| Barata — P/E de 20,3 e EV/EBITDA de 13,7 vezes os próximos doze meses | Parcial. O P/E confirma-se e está no primeiro quartil dos pares; o EV/EBITDA é de 12,6 vezes, só 4 por cento abaixo da mediana de 13,2, com crescimento da receita de 2027 abaixo do primeiro quartil | Parcial |
| Utilização das fábricas de 68 para 83 por cento, a 25 a 30 pontos base de margem por ponto | Confirmado: 68 por cento no quarto trimestre de 2025, 77 no primeiro de 2026 e 83 no segundo, com a regra dita pela gestão. A plena utilização, a 92 ou 93 por cento, limita o ganho restante a cerca de 250 a 300 pontos base | Confirma |
| Metas de 2030 — margem bruta de cerca de 53 por cento e fluxo de caixa livre de 3,5 mil milhões | Parcial. As metas existem e excluem a Synaptics, mas a ponte depende de 650 pontos base de mix e o segmento de potência, que lidera o crescimento, está a 27,8 por cento de margem contra 47 em 2023. O preço desconta o plano a um custo do capital de 11,3 por cento | Parcial |
| Centros de dados de inteligência artificial e 800 volts — conteúdo de carboneto de silício por bastidor de 15 para 115 mil dólares | Parcial. A receita passa 500 milhões em 2026, cerca de 7,7 por cento do total, e deve duplicar em 2027; os 115 mil dólares são o conteúdo total da onsemi por bastidor, de alta e baixa tensão, e não apenas carboneto de silício | Parcial |
| Dívida líquida de 0,6 para cerca de 3 mil milhões com a Synaptics | Contradito. Com 4,8 mil milhões pagos em dinheiro e 0,4 de dívida líquida assumida, a dívida líquida no fecho é de cerca de 5,9 mil milhões com a política declarada de devolver todo o fluxo de caixa livre, ou 4,2 com recompras suspensas; os 3 mil milhões exigem seis a sete trimestres sem recompras | Contradiz |
Drivers de crescimento
A projecção constrói-se por segmento, com a margem de cada um ligada à utilização das fábricas, ao preço e ao mix. O segmento de potência cresce 15,5 por cento em 2027 e 11 em 2028, puxado pelos centros de dados — mais de 500 milhões de receita em 2026 e o dobro em 2027 — e pelo carboneto de silício no automóvel chinês, com o preço a descer cerca de 1 por cento ao ano; a margem bruta do segmento recupera de 30,3 por cento em 2026 para 37,5 em 2028, ainda abaixo dos 47 de 2023. O analógico cresce 4 a 6 por cento, com margem de 55 por cento ou mais, e os sensores cerca de 4. O cenário central inclui uma descida cíclica em 2029, de menos 2,8 por cento na receita, porque os sinais de procura repetem os de 2021 e 2022. A margem operacional não-GAAP chega a 28,5 por cento em 2030, abaixo dos 38 da meta da gestão, e desce para 25,5 no terminal.
| Cenário central | 2025 | 2026 | 2027 | 2028 | 2029 | 2030 | 2035 |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Potência (PSG) | 2.805,1 | 3.396,0 | 3.922,4 | 4.353,8 | 4.266,8 | 4.906,8 | 6.468,1 |
| Crescimento | — | 21,1% | 15,5% | 11,0% | −2,0% | 15,0% | 3,0% |
| Analógico (AMG) | 2.261,9 | 2.216,0 | 2.349,0 | 2.442,9 | 2.345,2 | 2.556,3 | 3.169,5 |
| Crescimento | — | −2,0% | 6,0% | 4,0% | −4,0% | 9,0% | 3,0% |
| Sensores (ISG) | 928,4 | 939,0 | 976,6 | 1.015,6 | 985,2 | 1.054,1 | 1.282,3 |
| Crescimento | — | 1,1% | 4,0% | 4,0% | −3,0% | 7,0% | 3,0% |
| Receita total | 5.995,4 | 6.551,0 | 7.247,9 | 7.812,4 | 7.597,1 | 8.517,2 | 10.920,0 |
| Crescimento | — | 9,3% | 10,6% | 7,8% | −2,8% | 12,1% | 3,0% |
| Margem bruta não-GAAP | 38,4% | 40,4% | 42,8% | 44,5% | 42,1% | 45,0% | 43,5% |
| Margem operacional não-GAAP | 18,6% | 21,9% | 25,2% | 27,5% | 24,3% | 28,5% | 25,5% |
| EBITDA | — | 1.995,0 | 2.386,8 | 2.682,2 | 2.316,2 | 2.922,3 | 3.335,7 |
| Fluxo de caixa livre não alavancado | — | 1.570,8 | 1.648,1 | 1.783,1 | 1.668,2 | 1.747,0 | 2.089,9 |
| Cenário | Receita 2030 | Crescimento anual 2026-30 | Margem bruta 2030 | Margem operacional 2030 | Margem operacional terminal | Margem do PSG 2028 | Múltiplo de saída | Probabilidade |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Pessimista | 7.030 | 1,8% | 39,1% | 21,2% | 19,6% | 27,0% | 10,0x | 30% |
| Central | 8.517 | 6,8% | 45,0% | 28,5% | 25,5% | 37,5% | 11,5x | 50% |
| Optimista | 10.623 | 12,8% | 51,9% | 37,5% | 34,6% | 42,0% | 15,5x | 20% |
Valores em milhões de dólares. O EBITDA e o fluxo de caixa livre deduzem a reestruturação normalizada a 1 por cento da receita; o fluxo de 2026 é o do ano inteiro, e só o quarto trimestre entra na avaliação. O cenário central fica 2 por cento abaixo do consenso de receita para 2027 e 7 por cento abaixo para 2028; o consenso de 2028 a 2030 segue a trajectória orgânica da gestão, 13,5 por cento ao ano, e exclui a Synaptics. Uma projecção descendente, por tendência e mercado endereçável, dá uma mediana de 9.752 milhões em 2030, 13,5 por cento acima do central; sem a descida cíclica de 2029 a diferença é de 7,7 por cento. O pessimista materializa a dupla encomenda — receita menos 9 por cento em 2028 e margem do segmento de potência presa em 27 por cento. O optimista é o plano da gestão a cerca de 95 por cento, com margem bruta de 51,9 por cento em 2030. Nenhum cenário inclui a Synaptics, tratada à parte na avaliação.
Avaliação
Quatro métodos contributivos e quatro verificações sem peso. Os fluxos descontados com perpetuidade pesam 35 por cento; o múltiplo de saída sobre o EBITDA, 20; a regressão de pares, 25; e o P/E de ciclo próprio sobre o resultado de meio de ciclo, 20. As probabilidades são de 30, 50 e 20 por cento: o pessimista pesa mais do que o optimista porque a empresa é cíclica num regime de subida de juros, os sinais de dupla encomenda estão presentes, a alavancagem sobe com a Synaptics e o optimista depende de 650 pontos base de mix ainda não observados. O custo do capital é de 12,27 por cento: taxa do Tesouro a dez anos de 5,28 por cento, prémio de mercado de 4,79 — ponderado pela facturação por região, com Hong Kong a 27 por cento — e beta desalavancado de 1,50, realavancado para 1,67, com custo do capital próprio de 13,28 por cento e da dívida de 4,9 depois de imposto, a 12 por cento do capital. A ponte soma à dívida líquida de 618,2 milhões o défice de pensões, os interesses minoritários e a contrapartida contingente de uma aquisição de 2025: 773,4 milhões. São usados 395 milhões de acções diluídas, o número guiado pela gestão para o terceiro trimestre.
Constantes em todos os métodos: custo do capital 12,3%, dívida líquida ajustada 773 milhões, 395 M de acções. Valores em milhões de dólares.
| Ano | Fluxo de caixa | Desconto | Valor presente |
|---|---|---|---|
| 4T26 | 393 | ÷ 1,015 | 387 |
| 2027E | 1648 | ÷ 1,089 | 1513 |
| 2028E | 1783 | ÷ 1,223 | 1458 |
| 2029E | 1668 | ÷ 1,373 | 1215 |
| 2030E | 1747 | ÷ 1,542 | 1133 |
| 2031E | 1744 | ÷ 1,731 | 1007 |
| 2032E | 1838 | ÷ 1,943 | 946 |
| 2033E | 1908 | ÷ 2,182 | 874 |
| 2034E | 2003 | ÷ 2,449 | 818 |
| 2035E | 2090 | ÷ 2,750 | 760 |
| Soma dos fluxos descontados | 10 111 | ||
| Valor da empresa | 18 081 |
| − Dívida líquida ajustada | −773 |
| Capital próprio | 17 308 |
| ÷ 395 M acções | 43,82 $ |
O ciclo fica em 1,00 no central porque a mediana dos pares já incorpora a taxa a dez anos de 5,28 por cento; reduzir o múltiplo outra vez contaria os juros duas vezes. A qualidade fica em 1,00 porque a rendibilidade do capital de meio de ciclo, 15 a 17 por cento, está em linha com os pares; o crescimento próprio em 0,95 porque os 6,8 por cento ao ano de 2026 a 2030 ficam abaixo do primeiro quartil do consenso dos pares. O risco próprio fica em 1,00: o ciclo está nas probabilidades e o beta de 1,67 já está no custo do capital. Ficam de fora a Monolithic Power, com prémio próprio de 40 vezes os lucros, e a Lattice, de lógica programável. O valor terminal pesa 78 por cento; a distância para os fluxos descontados é de 38,6 por cento.
A recta não explica a dispersão dos pares — o coeficiente de determinação fica entre 0,03 e 0,15 — e a leitura equivale a negociar em linha com a mediana, com desconto ligeiro. O desconto encolhe de 23 por cento nos últimos doze meses para 13 por cento em 2027: parte da recuperação já está no preço. Ficam de fora a Monolithic Power e a Lattice, pelos prémios próprios, a Alpha and Omega, com resultados negativos, e a Navitas, sem lucros.
O método trabalha ao nível do capital próprio e não usa a ponte. O resultado por acção dos próximos doze meses, 4,18 dólares, fica 21 por cento acima do de meio de ciclo e o consenso de 2028, 5,87, 71 por cento acima; a 84,89 dólares a acção paga 24,7 vezes o resultado de meio de ciclo. O resultado não-GAAP exclui reestruturações que se repetem desde 2023; normalizadas a 1 por cento da receita, o resultado de meio de ciclo desce para 3,28 dólares.
A durabilidade do foso é estimada em oito anos, abaixo do horizonte de uma perpetuidade com crescimento. A variante capitaliza o resultado operacional depois de imposto de 2036 ao custo do capital, sem retorno incremental acima dele: 24,60, 39,67 e 63,84 dólares, com valor ponderado de 39,99 contra 44,27 no método principal. Verificação cruzada; não contribui para a composta.
Ao custo do capital de 12,27 por cento e às margens do cenário central, o preço de 84,89 dólares exige crescimento da receita de 17,6 por cento ao ano de 2027 a 2035, contra 6,8 por cento no central de 2026 a 2030. A 5, 8, 10, 15, 20 e 25 por cento ao ano, os fluxos descontados dão 41,1, 48,5, 54,2, 72,2, 96,7 e 129,8 dólares. Lido pela taxa, o preço equivale a um custo do capital de 11,3 por cento sobre o plano da gestão para 2030, de 10,9 sobre o cenário optimista e de 7,9 sobre o central. Verificação cruzada; não contribui para a composta.
Vinte e quatro recomendações de compra, vinte e duas de manutenção e uma de venda; preço-alvo médio de 99,50 dólares e mediano de 95,00, entre 62 e 150. Os cinco alvos dos últimos trinta dias têm média de 87,00 e uma segunda fonte dá 104,27. Todos ficam 33 a 60 por cento acima do valor ponderado: a receita de consenso de 2028 a 2030 segue a trajectória orgânica da gestão, 13,5 por cento ao ano, e o resultado por acção de 2028, 5,87 dólares, fica 71 por cento acima do de meio de ciclo. Verificação cruzada; não contribui para a composta.
A compra em dinheiro, a 123 dólares por acção da Synaptics — 4,8 mil milhões de capital, mais 0,4 de dívida líquida assumida e cerca de 0,1 de custos —, avalia-se como transferência de valor: sinergias de 200 milhões por ano realizadas a 50 por cento no central, com valor presente de cerca de 0,55 mil milhões, contra um prémio de até 0,3 mil milhões sobre o valor autónomo da Synaptics e os custos. Por acção da onsemi: menos 1,30 dólares no pessimista, mais 1,10 no central e mais 3,50 no optimista, vezes a probabilidade de fecho de 85 por cento — menos 1,11, mais 0,94 e mais 2,98. Não entra na composta; soma-se ao valor ponderado, mais 0,73 dólares, e leva a banda composta para 36,11, 65,35 e 108,38 dólares.
| Dívida financeira, valor contabilístico | 4459 M$ | |
| + | Locações financeiras | 23 M$ |
| − | Caixa e investimentos de curto prazo | 3865 M$ |
| + | Défice de pensões após impostos | 22 M$ |
| + | Interesses minoritários | 20 M$ |
| + | Contrapartida contingente da linha Vcore comprada à Aura | 113 M$ |
| = | Dívida líquida ajustada — as locações operacionais, de 226,3 milhões, ficam fora porque o EBITDA e os fluxos já deduzem a renda | 773 M$ |
O valor ponderado pelas probabilidades é de 64,45 dólares; a Synaptics soma-lhe 0,73 e leva-o a 65,18 dólares, 57,92 euros, 23,2 por cento abaixo do preço. A margem de segurança é negativa em 30,2 por cento, contra 35 exigidos a uma cíclica. A rentabilidade esperada até Dezembro de 2029, com saída ao múltiplo de cada cenário sobre o EBITDA de 2030 e sem recompras, é de 4,2 por cento ao ano — menos 11,8 no pessimista, 3,8 no central e 28,9 no optimista. Os métodos divergem: no central vão de 43,82 a 82,03 dólares, e os fluxos descontados ficam 42 por cento abaixo da média dos três métodos relativos, 75,0. A distância é de taxa e não de resultados — os pares negoceiam a taxas implícitas de 9 a 10 por cento e o custo do capital usado é de 12,27 —, e por isso nenhum método é ajustado. O valor terminal pesa 44 por cento nos fluxos descontados e 78 no múltiplo de saída. Mesmo com custo do capital de 10,5 por cento e margem operacional terminal de 31,5, os fluxos descontados dão 67,6 dólares. Uma guerra de preços no carboneto de silício, com a margem do segmento de potência presa em 30 por cento até 2035, leva o central para 36,3; centros de dados estagnados em 520 milhões, para 32,5; o piso cíclico de Abril de 2025, 1,7 vezes o valor contabilístico, dá 31,5.
A verificação no sentido ascendente foi feita e nenhum ajuste foi aplicado. Probabilidades simétricas, de 25, 50 e 25 por cento, somariam 5,5 por cento ao valor; pesos iguais, 4,5; os impostos diferidos activos de 1,0 mil milhões como activo na ponte, 3,9; um custo do capital de 11 por cento, 3,8; as sinergias da Synaptics a 100 por cento, 0,7. Um prémio de qualidade no múltiplo de saída não se aplica no central, porque a rendibilidade de meio de ciclo está em linha com os pares, e um prémio de aquisição também não, sem comprador plausível para 33 mil milhões. Aplicadas todas em simultâneo, levam o valor a 77,3 dólares, mais 18,6 por cento, ainda 9 por cento abaixo da cotação. Nenhum dos cinco preços de referência externos fica a menos de 20 por cento do valor ponderado: o preço-alvo médio das corretoras, 99,50 dólares, o mediano, 95,00, a média dos últimos trinta dias, 87,00, uma segunda fonte, 104,27, e o alvo da tese de partida, 100, estão todos 33 a 60 por cento acima. A leitura é contrária ao consenso, e a diferença está na margem terminal e na taxa, não no ano corrente: o cenário central coincide com o guia de 2026.
Catalisadores
| Gatilho | Janela | Acção |
|---|---|---|
| Resultados do terceiro trimestre de 2026 e guia do quarto | Início de Novembro de 2026, data por confirmar | Margem bruta não-GAAP contra o guia de 40 a 42 por cento. Um guia do quarto trimestre com margem igual ou superior a 44 por cento é o primeiro sinal de reabertura; abaixo de 42, a transmissão da utilização à margem fica em causa |
| Proxy e assembleia da Synaptics | Novembro a Dezembro de 2026 | Voto dos accionistas da Synaptics sobre os 123 dólares em dinheiro; a acção da Synaptics negoceia a 121,10, com a Parte A ainda activa |
| Regresso da Parte A com proposta superior | Até ao voto | Perder a Synaptics com indemnização de 235 milhões e recompras retomadas pode ser favorável à acção, que caiu 23,7 por cento no anúncio de Junho. Uma oferta da onsemi acima de 129 dólares transfere cerca de 0,6 dólares por acção por cada 5 por cento |
| Contas de 2026, guia de 2027 e política de recompras | Fevereiro de 2027 | Margem do quarto trimestre contra 44 por cento, a confirmar com média igual ou superior a 45 no primeiro semestre de 2027. Crescimento orgânico de 2027 abaixo de 5 por cento, canal acima de 12 semanas ou carteira de acordos abaixo de 5,0 mil milhões confirmam o descarte |
| Margem do segmento de potência no segundo trimestre de 2027 | Agosto de 2027 | Igual ou superior a 32 por cento, com o segmento a crescer 15 por cento ou mais, mostra que o mix existe e reabre a análise; abaixo de 30, com o segmento a crescer, o cenário optimista desce para 10 por cento ou menos |
| Fecho da Synaptics e financiamento | Meados de 2027; data-limite a 25 de Junho, prorrogável | Dívida líquida sobre EBITDA pró-forma acima de 2,25 vezes no fecho, ou recompras suspensas por mais de quatro trimestres, retiram 4 a 6 por cento ao resultado por acção de 2028 do cenário central |
| Cotação | Aberta | A 65,8 dólares a rentabilidade esperada ponderada chega a 15 por cento ao ano; a 50,3, a 25 por cento, e a análise reabre sem condição fundamental; a 42,4, a margem de segurança atinge os 35 por cento exigidos. Não é ordem de compra |
Mapa de riscos
Correcção de dupla encomenda em 2027-28 — encomendas para 2028, alocação, prazos de entrega a alongar e uma carteira de acordos que encolheu mil milhões em seis meses repetem o padrão de 2021 e 2022, com o inventário próprio em 192 dias
Erosão de preços do carboneto de silício pelos fabricantes chineses — a margem do segmento de potência fica abaixo de 32 por cento e os 650 pontos base de mix da ponte para 53 não aparecem; menos 10 por cento no preço do segmento retiram cerca de 20 por cento ao EBIT
Alavancagem depois da Synaptics e fim das recompras — dívida líquida de cerca de 5,9 mil milhões no fecho com a política de devolver todo o fluxo de caixa livre, ou 4,2 com recompras suspensas; a redução de cerca de 6 por cento das acções por ano sai do resultado por acção
Juros mais altos durante mais tempo — a Fed subiu 25 pontos base a 16 de Setembro e a taxa a dez anos está em 5,28 por cento; mais 100 pontos base retiram cerca de 8 por cento aos fluxos descontados e aos múltiplos
China — 27 por cento da facturação passa por Hong Kong e o carboneto de silício para automóveis chineses cresce 60 a 70 por cento; a perda de metade da receita chinesa retira 24 por cento ao EBIT
Disputa e integração da Synaptics — a Parte A pode regressar, e a integração de um negócio de conectividade fora do núcleo, com remuneração em acções de 12,5 por cento da receita, pode consumir as poupanças
Reestruturações recorrentes — 1,54 mil milhões de encargos e imparidades entre 2023 e o primeiro semestre de 2026, excluídos do resultado não-GAAP; os 175 pontos base restantes do programa Fab Right exigem novas saídas de fábricas
Substituição tecnológica — o nitreto de gálio desloca o carboneto de silício na conversão de alta tensão nos centros de dados, e as arquitecturas de 800 volts abrem-se a vários fornecedores
Controlos de exportação e tarifas sectoriais sobre semicondutores montados na Ásia — uma camada de custo de 5 por cento da receita retira 20 por cento ao EBIT
Opinião
Síntese assistida por inteligência artificial
A leitura final é de descarte ao preço de 84,89 dólares. A matriz de decisão devolve três falhas em oito critérios. A margem de segurança é negativa em 30,2 por cento, contra 35 exigidos a uma cíclica com confiança moderada-alta. A rentabilidade esperada é de 4,2 por cento ao ano até ao fim de 2029, contra 15 exigidos. Nenhum dos cinco preços de referência externos fica a menos de 20 por cento do valor ponderado — estão todos acima. Passam os ciclos, com três de seis favoráveis, o catalisador a menos de doze meses, a liquidez, alta, a exposição fora de balanço, normal, e a qualidade dos resultados, amarela.
É um descarte de preço, não de negócio. A empresa recupera — utilização de 83 por cento, preços firmes, centros de dados a duplicar — e o guia de 2026 está a ser cumprido. O que falta é margem de segurança: a 84,89 dólares a acção paga 24,7 vezes o resultado de meio de ciclo, o EV/EBITDA fica só 4 por cento abaixo da mediana dos pares, e o preço desconta o plano da gestão para 2030 a 11,3 por cento quando o custo do capital é de 12,27. A tese de partida acerta nos números operacionais e erra na âncora: compara com um máximo especulativo, lê o rolamento do calendário como revisões em alta e subestima a dívida depois da Synaptics.
Por perfil, a conclusão não muda. Para o investidor de valor ou de meio de ciclo não há posição, e a reabertura fica abaixo de 50 dólares. Para o investidor temático em centros de dados de inteligência artificial, a exposição é diluída — cerca de 8 por cento da receita de 2026 — por um automóvel cíclico. Para quem já detém a acção, o preço desconta o plano de 2030, e manter exige convicção explícita na margem do quarto trimestre e na do segmento de potência. A opcionalidade de evento está na Synaptics, a 121,10 dólares contra 123 em dinheiro e com a Parte A activa, e não na onsemi.
A leitura reabre por três vias. Pelo preço: igual ou inferior a 50,3 dólares, a rentabilidade esperada ponderada chega a 25 por cento ao ano. Pela margem: margem bruta não-GAAP do quarto trimestre igual ou superior a 44 por cento e média igual ou superior a 45 no primeiro semestre de 2027. Pelo mix: margem do segmento de potência igual ou superior a 32 por cento no segundo trimestre de 2027, com o segmento a crescer 15 por cento ou mais. Em sentido contrário, canal acima de 12 semanas ou carteira de acordos abaixo de 5,0 mil milhões baixam a zona de reabertura para o pessimista, perto de 36 dólares. A banda de valor vai de 36,11 a 108,38 dólares com a Synaptics, com valor ponderado de 65,18 e uma banda de confiança de 15 a 20 por cento que o estende de 52 a 78; o preço está acima dela. Não há acção a tomar hoje. As datas que contam são os resultados do terceiro trimestre, no início de Novembro, as contas de 2026, em Fevereiro de 2027, e a margem do segmento de potência, em Agosto de 2027.