The London Company Large Cap Strategy

Q1 2026 · 1352 palavras · Commentary

Resumo editorial

O The London Company emitiu comentário trimestral sobre o T1 2026, marcado pela queda de 4,3% do S&P 500 — o pior trimestre desde 2022 — e por dispersão sectorial após anos de domínio das mega-caps tecnológicas. As estratégias Large Cap e Income Equity produziram retornos absolutos positivos contra benchmarks de referência em terreno negativo, beneficiando da rotação para fora do tema da Magnificent 7 (que recuou cerca de 11% em base ponderada). Mid, SMID e Small Cap ficaram aquém devido ao subponderamento estrutural em Energia, que se tornou vento contrário pontual após a escalada do conflito no Irão em Março. A casa interpreta este episódio como pausa, não fim, do alargamento de mercado iniciado no final de 2025.

Stance macro

Risk Neutral Tilt Defensivos sobrepeso

Posicionamento defensivo de qualidade. A casa privilegia empresas com vantagens competitivas duradouras, retornos sobre capital elevados e flexibilidade de balanço — qualidades que permitem navegar uma amplitude alargada de cenários económicos. Recusa explicitamente forecast de geopolítica ou economia, focando no que controla.

Temas

Tese central da carta: o domínio das mega-caps tecnológicas começou a erodir no final de 2025 e acelerou no T1 2026, com a Magnificent 7 a recuar cerca de 11% em base ponderada — mais de 2x pior que o S&P 500. Cerca de 57% das constituintes do índice superaram o índice agregado, uma taxa de participação muito superior aos mercados estreitos recentes, sinalizando alargamento estrutural do leque de vencedores.

  • Magnificent 7 -11% em base ponderada no T1 2026
  • 57% das constituintes do S&P 500 superaram o índice
  • S&P 500 Equal Weight superou cap-weighted por 5 pontos percentuais

Russell Midcap, Russell 2500 e Russell 2000 conseguiram retornos modestamente positivos no T1, contrastando com S&P 500 negativo. Contudo, no selloff de Março a especulação reapareceu down cap: cerca de 56% das constituintes do Russell Microcap eram não rentáveis nos doze meses anteriores e o índice resistiu melhor que o Russell Mid Cap (apenas 15% não rentáveis). Microcaps superaram Small Caps em quase 2x e Mid Caps em quase 3x no último ano — comportamento que a casa classifica como sideshow, não estado estável.

  • Russell 2500 e Russell 2000 modestamente positivos no T1
  • 56% do Russell Microcap não rentáveis vs 15% do Russell Mid Cap
  • Microcaps superaram Small Caps em ~2x e Mid Caps em ~3x no último ano

A escalada do conflito no Irão em Março foi descrita como o intervalo que ninguém esperava. Investidores ignoraram fundamentais e correram para beneficiários de curto prazo em energia, agricultura e outros segmentos de hard assets. A casa estabelece paralelo com o início de 2022 (invasão russa da Ucrânia) — após rotação inicial para energia, a partir do segundo trimestre os mercados refocaram em qualidade. Recusa direccionalidade: declara não pretender conhecer o curso dos eventos geopolíticos.

  • Rotação especulativa para energia, agricultura e hard assets em Março
  • Paralelo histórico explícito com 2022 (Russia/Ucrânia)

Para além das mega-caps, empresas de software viram as suas valorizações comprimidas pelos receios de que avanços rápidos em Inteligência Artificial pudessem erodir os moats de empresas estabelecidas. A casa não defende stocks específicos no comentário mas regista a dinâmica como driver da rotação observada.

  • Receios de erosão de moats em software estabelecido

Mensagem central da carta: a casa não tenta antecipar a direcção da geopolítica ou da economia, focando no que controla — empresas com vantagens competitivas duradouras, retornos sobre capital sólidos e balanços flexíveis. Estas qualidades permitem navegar amplitudes alargadas de cenários económicos. O alargamento do mercado é interpretado como pausa, não fim — episódios prévios duraram anos.

  • Foco em vantagens competitivas duradouras vs commodity-linked
  • Recusa explícita de forecasting macro
  • Episódios de alargamento são prolongados (anos), não trimestres

Citações

Every compelling story has an intermission.

"Toda a história convincente tem um intervalo."

The London Company Large Cap Strategy · Q1 2026

the Magnificent 7 stocks effectively owned the stage

"as acções da Magnificent 7 efectivamente eram donas do palco"

The London Company Large Cap Strategy · Q1 2026

We do not pretend to know the course of geopolitical events. We do know that markets often react first and think later.

"Não pretendemos conhecer o curso dos eventos geopolíticos. Sabemos que os mercados muitas vezes reagem primeiro e pensam depois."

The London Company Large Cap Strategy · Q1 2026

We believe this broadening story has paused —not ended —and fundamentals will eventually return to center stage.

"Acreditamos que esta história de alargamento está em pausa —não terminou —e os fundamentais voltarão eventualmente ao centro do palco."

The London Company Large Cap Strategy · Q1 2026

markets can move in ways that overwhelm fundamentals in the short run

"os mercados podem mover-se de formas que sobrepõem os fundamentais no curto prazo"

The London Company Large Cap Strategy · Q1 2026

Performance

Benchmark

S&P 500 Index

Período
-4,33%
YTD
-4,33%

Benchmarks alternativos

  • Russell 3000 Index · -4,00% (YTD -4,00%) — indicador de mercado amplo US
  • Russell 1000 Value Index — comparador de estilo (Income Equity superou)
  • MSCI EAFE Index — benchmark da estratégia International (firm-wide commentary)

Attribution

A nível das estratégias da casa, Large Cap e Income Equity beneficiaram da dispersão da Magnificent 7 e da rotação para empresas de qualidade fora das mega-caps tecnológicas. Mid, SMID e Small Cap ficaram aquém pelo subponderamento estrutural em Energia, sector que beneficiou do choque geopolítico no Irão. A estratégia International superou no selloff de Março mas ficou abaixo do MSCI EAFE no trimestre por inexistência de exposição a Energia e Utilities, os dois sectores mais fortes do índice.

Portfólio

Sector tilts

  • Energia · underweight (significant) — Subponderamento estrutural em Energia. A casa prefere empresas com vantagens competitivas duradouras a empresas cujo destino está atado ao preço de uma matéria-prima. Tornou-se vento contrário pontual no T1 quando o choque geopolítico do Irão reacendeu rotação para nomes especulativos e indústrias ligadas a hard assets.