Tese central da carta: o domínio das mega-caps tecnológicas começou a
erodir no final de 2025 e acelerou no T1 2026, com a Magnificent 7 a
recuar cerca de 11% em base ponderada — mais de 2x pior que o S&P 500.
Cerca de 57% das constituintes do índice superaram o índice agregado,
uma taxa de participação muito superior aos mercados estreitos
recentes, sinalizando alargamento estrutural do leque de vencedores.
- Magnificent 7 -11% em base ponderada no T1 2026
- 57% das constituintes do S&P 500 superaram o índice
- S&P 500 Equal Weight superou cap-weighted por 5 pontos percentuais
Russell Midcap, Russell 2500 e Russell 2000 conseguiram retornos
modestamente positivos no T1, contrastando com S&P 500 negativo.
Contudo, no selloff de Março a especulação reapareceu down cap: cerca
de 56% das constituintes do Russell Microcap eram não rentáveis nos
doze meses anteriores e o índice resistiu melhor que o Russell Mid Cap
(apenas 15% não rentáveis). Microcaps superaram Small Caps em quase 2x
e Mid Caps em quase 3x no último ano — comportamento que a casa
classifica como sideshow, não estado estável.
- Russell 2500 e Russell 2000 modestamente positivos no T1
- 56% do Russell Microcap não rentáveis vs 15% do Russell Mid Cap
- Microcaps superaram Small Caps em ~2x e Mid Caps em ~3x no último ano
A escalada do conflito no Irão em Março foi descrita como o
intervalo que ninguém esperava. Investidores ignoraram fundamentais
e correram para beneficiários de curto prazo em energia, agricultura
e outros segmentos de hard assets. A casa estabelece paralelo com o
início de 2022 (invasão russa da Ucrânia) — após rotação inicial
para energia, a partir do segundo trimestre os mercados refocaram
em qualidade. Recusa direccionalidade: declara não pretender
conhecer o curso dos eventos geopolíticos.
- Rotação especulativa para energia, agricultura e hard assets em Março
- Paralelo histórico explícito com 2022 (Russia/Ucrânia)
Para além das mega-caps, empresas de software viram as suas
valorizações comprimidas pelos receios de que avanços rápidos em
Inteligência Artificial pudessem erodir os moats de empresas
estabelecidas. A casa não defende stocks específicos no comentário
mas regista a dinâmica como driver da rotação observada.
- Receios de erosão de moats em software estabelecido
Mensagem central da carta: a casa não tenta antecipar a direcção da
geopolítica ou da economia, focando no que controla — empresas com
vantagens competitivas duradouras, retornos sobre capital sólidos e
balanços flexíveis. Estas qualidades permitem navegar amplitudes
alargadas de cenários económicos. O alargamento do mercado é
interpretado como pausa, não fim — episódios prévios duraram anos.
- Foco em vantagens competitivas duradouras vs commodity-linked
- Recusa explícita de forecasting macro
- Episódios de alargamento são prolongados (anos), não trimestres