As tarifas anunciadas a 2 de Abril foram muito além do esperado em alcance
e severidade, com uma pausa de 90 dias a 9 de Abril a oferecer alívio
apenas temporário. Ao contrário da primeira guerra comercial, focada na
China, há agora poucas válvulas de escape. Os gestores avaliam a capacidade
de cada empresa repercutir custos via poder de fixação de preços.
- Tarifa recíproca de 46% sobre o Vietname
- Tarifa média recíproca de ~30% na Ásia vs ~20% na Europa
- Foco em sectores expostos a bens transaccionáveis (industriais, consumo discricionário, saúde)
Os gestores consideravam complacente a convicção de que a superioridade
dos EUA era quase uma lei natural; no final de 2024 as empresas
norte-americanas que acompanham tinham ficado caras face a congéneres
não-americanas. A carteira terminou o ano fortemente exposta à Europa e,
no acumulado de 2025, os mercados fora dos EUA superaram facilmente o
mercado americano.
- Carteira fortemente exposta à Europa
- EUA caros face a congéneres internacionais
- Alemanha com apetite por investimento em infra-estruturas e na transição verde
O mercado de momentum de 2024 — em que muitas acções subiam apenas por já
terem subido, com destaque para nomes ligados à inteligência artificial —
parece ter parado. Em 2025 esses títulos revelaram-se vulneráveis a más
notícias, como ilustrou a chegada do DeepSeek em Janeiro, expondo a
fragilidade subjacente a uma aparente força.
- Episódio DeepSeek (Janeiro 2025)
- Acções de maior momentum a 12 meses subiram 58% em 2024
- Fragilidade subjacente à aparente força do mercado de 2024
Com os mercados guiados pelo medo, a reagir a cada notícia e com horizontes
temporais comprimidos, os gestores afirmam estar perante um excelente
ambiente para investir e a comprar activamente empresas de qualidade que
desvalorizaram. Mantêm a disciplina de não recuar para activos defensivos
de capital intensivo e procuram negócios capital-light com forte proposta
de valor.
- Excelente ambiente para investir em activos desvalorizados
- Viés contra utilities e consumer staples de capital intensivo
- Preferência por empresas capital-light com poder de mercado
O primeiro trimestre de 2025 trouxe uma série de recuos sem precedentes no
investimento sustentável, da reestruturação da GFANZ à saída de grandes
gestoras de iniciativas net-zero e ao retrocesso em diversidade e inclusão.
A Generation reafirma o compromisso, sustentando que as alterações
climáticas, a perda de natureza e a desigualdade são questões financeiras e
que a transição para uma economia sustentável é inevitável.
- Reestruturação da GFANZ e saída da BlackRock da NZAM
- Retrocesso em diversidade e inclusão na América corporativa
- Compromissos da Generation inalterados; meta de 60% do AUM com metas científicas