O Hotchkis & Wiley Large Cap Fundamental Value Fund (I Shares) recuou
-0,91% no quarto trimestre de 2024, superando o Russell 1000 Value
(-1,98%) num trimestre em que o crescimento esmagou o valor — o Russell
1000 Growth subiu +7,1% e a vantagem do crescimento sobre o valor a dois
anos atingiu 63 pontos percentuais, a maior desde 1979. No conjunto do
ano, porém, o fundo ficou aquém (12,81% contra 14,37%), penalizado pela
exposição negativa ao factor momento. F5, General Motors e Wells Fargo
lideraram os contributos; Elevance Health, CVS e Olin detraíram. Com o
S&P 500 a 25x lucros, a equipa mostra-se cautelosa quanto ao mercado
amplo, aliviou financeiras e reforçou defensivas, mantendo a carteira
perto da avaliação média histórica.
Stance macro
RiskRisk-offTiltDefensivos sobrepeso
O S&P 500 subiu +2,4% no quarto trimestre, fechando 2024 com um ganho de
+25,0%. O índice valorizou cerca de 6% após as eleições, recuando depois
da reunião de Dezembro do Comité Federal de Mercado Aberto, que cortou a
taxa em 25 pontos base para 4,25%-4,50% mas sinalizou inflação mais alta e
menos cortes em 2025. O crescimento esmagou o valor no trimestre — Russell
1000 Growth +7,1% contra -2,0% do Value — com a vantagem a dois anos a
atingir 63 pontos percentuais, a maior desde 1979. A equipa mostra-se
cautelosa quanto às avaliações do mercado amplo, mas continua a encontrar
oportunidades selectivas, rodando de financeiras para sectores defensivos.
No quarto trimestre o crescimento esmagou o valor: o Russell 1000 Growth
subiu +7,1% e o Russell 1000 Value caiu -2,0%, sobretudo pela continuação
do desempenho excepcional das Magnificent Seven, com destaque para o
retorno de +54% da Tesla. A vantagem do crescimento a dois anos ascende a
63 pontos percentuais, a maior desde a criação dos índices Russell em 1979.
Estas sete acções representam já 56% do Russell 1000 Growth e 0% do Russell
1000 Value, um desequilíbrio que a equipa considera insustentável e gerador
de oportunidade para o valor.
Russell 1000 Growth +7,1% vs Russell 1000 Value -2,0% no trimestre
Vantagem do crescimento a dois anos de 63 p.p., a maior desde 1979
Magnificent Seven já representam 56% do índice de crescimento e 0% do de valor
O S&P 500 transacciona a 25x os lucros consensuais para o próximo ano,
uma avaliação no percentil 94 desde o início da década de 1990 — só
superada durante a bolha dotcom e brevemente em 2020. A equipa diz-se
cautelosa quanto às perspectivas do mercado amplo, mas encontra algum
conforto: excluindo as Magnificent Seven, o índice transaccionaria a cerca
de 19x, e a melhoria secular da rendibilidade dos capitais próprios e do
capital devolvido aos accionistas justifica múltiplos mais altos. O
desequilíbrio permanece, ainda assim, um risco latente.
S&P 500 a 25x lucros futuros — percentil 94 desde o início dos anos 1990
Excluindo as Magnificent Seven, o índice estaria a cerca de 19x
Melhoria secular da rendibilidade dos capitais próprios justifica múltiplos mais altos
Apesar da cautela quanto ao mercado amplo, a equipa sublinha que
permanecem inúmeras oportunidades em vários segmentos, de forma muito
discernível. A carteira transacciona muito perto da sua avaliação média de
longo prazo, ao passo que os índices passivos negoceiam bem acima das
médias históricas — o que obriga a uma carteira com pouco em comum com o
índice, com um active share de 91% face ao S&P 500 e 87% face ao Russell
1000 Value. A equipa mantém-se paciente e focada na avaliação ponderada
contra os riscos fundamentais.
Carteira perto da avaliação média de longo prazo vs índices bem acima
Active share de 91% (S&P 500) e 87% (Russell 1000 Value)
Oportunidades selectivas mas numerosas em vários segmentos
A equipa valoriza gestões empenhadas em devolver capital aos accionistas e
em recomprar acções subvalorizadas. A General Motors destaca-se como forte
geradora de fluxo de caixa livre, com uma equipa de gestão comprometida com
a recompra das suas acções a preços descontados. O Wells Fargo é apontado
como uma das melhores franquias da banca, com historial de elevada
rendibilidade dos activos e dos capitais próprios. São negócios de qualidade
adquiridos a avaliações atractivas.
General Motors como forte geradora de fluxo de caixa livre com recompras
Wells Fargo entre as melhores franquias da banca, alta rendibilidade
Gestões empenhadas em recomprar acções subvalorizadas
As seguradoras de saúde ficaram sob pressão no trimestre, com resultados e
orientações decepcionantes e uma deterioração do sentimento dos investidores
face ao sector. A Elevance Health continua, segundo a equipa, subvalorizada
pelo cepticismo quanto a margens e crescimento, sendo o aumento da despesa
médica um factor positivo de longo prazo. Na CVS, o seguro de saúde reajusta
preços anualmente, pelo que os custos mais altos da Aetna deverão ser
recuperados em um a dois anos. A equipa reforçou a saúde, agora o segundo
maior sector da carteira.
Seguradoras de saúde sob pressão por margens e sentimento negativo
Aumento da despesa médica visto como factor positivo de longo prazo
Saúde reforçada para segundo maior sector da carteira
Vende software de redes e segurança de aplicações, além de equipamentos
para centros de dados. A cotação recuperou com força na segunda metade do
ano após a empresa reportar uma carteira de oportunidades em expansão e
melhores taxas de conversão nas vendas de software por subscrição. A F5 não
tem dívida, transacciona a uma avaliação atractiva e beneficia de uma
margem bruta em melhoria e de despesas operacionais mais baixas.
Construtor automóvel que reportou resultados sólidos no terceiro trimestre
e melhorou a orientação para o fluxo de caixa livre. A equipa aprecia as
posições de liderança da empresa nos principais segmentos, considera a
avaliação extremamente atractiva e vê-a como forte geradora de caixa, com
uma gestão empenhada em recomprar as suas acções subvalorizadas.
Um dos maiores bancos depositários do país, com elevada quota de mercado em
depósitos e nas geografias onde opera, do oeste ao sudeste dos Estados
Unidos. A equipa vê-o como uma das melhores franquias da banca, com
historial de elevada rendibilidade dos activos e dos capitais próprios. As
acções subiram com a perspectiva de desregulação sob o novo regime
presidencial e a especulação de que o limite aos activos possa ser levantado
já no primeiro semestre de 2025.
Grande seguradora de saúde e uma das maiores no segmento comercial. As
acções ficaram sob pressão no trimestre na sequência de resultados e
orientação decepcionantes e da deterioração do sentimento dos investidores
face ao sector. A tese permanece inalterada: a equipa considera a empresa
subvalorizada pelo cepticismo quanto a margens e crescimento, e vê o aumento
da despesa médica como um factor positivo de longo prazo.
Empresa diversificada de cuidados de saúde que opera um gestor de
benefícios de farmácia, uma seguradora e uma rede retalhista de farmácias.
Ficou aquém no quarto trimestre sobretudo pelo desempenho do negócio Aetna,
penalizado por custos inesperadamente mais altos, e pela referida queda das
avaliações no grupo de pares. Sendo o seguro de saúde um negócio que
reajusta preços anualmente, deverá recuperar os custos acrescidos e
restabelecer margens em um a dois anos.
Um dos maiores produtores de químicos cloro-alcalinos e derivados de cloro.
A cotação caiu no trimestre após resultados fracos no terceiro trimestre,
afectados pelo impacto significativo do furacão Beryl e por uma orientação
para o quarto trimestre abaixo do esperado. Apesar das condições
operacionais no fundo do ciclo, as dinâmicas de longo prazo afiguram-se
promissoras; o balanço é sólido e a afectação de capital tem sido favorável
aos accionistas.
Citações
This is the largest 2 year outperformance since the inception of the Russell indices in 1979, exceeding growth’s 62 percentage point advantage in the dot.com era that peaked in the 24 months ended August of 2000.
"Esta é a maior superação a dois anos desde a criação dos índices Russell em
1979, ultrapassando a vantagem de 62 pontos percentuais do crescimento na
era dotcom, que atingiu o pico nos 24 meses terminados em Agosto de 2000."
These 7 stocks now comprise a remarkable 56% of the Russell 1000 Growth, and 0% of the Russell 1000 Value.
"Estas 7 acções representam agora uns notáveis 56% do Russell 1000 Growth e
0% do Russell 1000 Value."
The S&P 500 trades at 25x FY1 consensus earnings, a valuation that ranks in the 94th percentile going back to the early 1990s.
"O S&P 500 transacciona a 25x os lucros consensuais para o próximo ano, uma
avaliação que se situa no percentil 94 desde o início da década de 1990."
Our portfolio trades very near its long term average valuation despite passive indices trading well above their historical averages.
"A nossa carteira transacciona muito perto da sua avaliação média de longo
prazo, apesar de os índices passivos negociarem bem acima das suas médias
históricas."
We remain patient, long-term investors focused on valuation balanced against fundamental risks, and we continue to find interesting risk/return opportunities in a challenging market.
"Mantemo-nos investidores pacientes e de longo prazo, focados na avaliação
ponderada contra os riscos fundamentais, e continuamos a encontrar
oportunidades interessantes de risco-retorno num mercado desafiante."
Performance
Retornos
T4 2024 (I Shares)
-0,91%
YTD
+12,81%
Desde início
+9,22%
Base
net
CAGR desde inception
+9,22%
Benchmark
Russell 1000 Value Index
Período
-1,98%
YTD
+14,37%
Track record anual
Período
Fundo
Benchmark
1 ano
+12,81%
+14,37%
3 anos (anualizado)
+7,67%
+5,63%
5 anos (anualizado)
+9,90%
+8,68%
10 anos (anualizado)
+8,83%
+8,49%
since inception 6/24/87 (anualizado)
+9,22%
—
Contribuidores
Top contributors:FFIV, GM, WFC
Top detractors:ELV, CVS, OLN
Attribution
O fundo superou o Russell 1000 Value no quarto trimestre. A selecção
positiva de títulos em consumo discricionário, tecnologia e financeiras
contribuiu favoravelmente, tal como a sobreponderação em financeiras e a
subponderação em materiais e imobiliário. Do lado negativo, a selecção em
saúde, bens de consumo de base e materiais penalizou o resultado. No
conjunto do ano o fundo ficou aquém do índice: a exposição persistentemente
negativa ao factor momento foi um vento contrário, e a selecção em energia
e saúde foram os maiores detractores, ao passo que tecnologia e financeiras
ajudaram de forma assinalável.
Portfólio
Top 10 concentração
32,1%
Sector tilts
Financeiras · neutral — Maior peso sectorial da carteira, mas reduzido significativamente ao longo do ano para sensivelmente neutro face ao índice, depois de as financeiras renderem +35% e de a equipa aliviar em favor de melhores oportunidades de risco-retorno
Saúde · underweight (slight) — Reforçada ao longo do ano, passando de subponderação significativa no início do ano a ligeira subponderação; é agora o segundo maior sector da carteira