Os ganhos de mercado distribuíram-se de forma mais alargada durante o trimestre, ainda que as empresas ligadas a inteligência artificial tenham continuado a ser motor importante dos retornos. Mais abaixo no espectro de capitalização, as acções norte-americanas de pequena e micro capitalização superaram as de grande capitalização, com o Russell 2000 a registar o melhor primeiro semestre desde 1991, e as acções de valor acompanharam o ritmo com a rotação para áreas mais defensivas no final do trimestre. Os investidores rodaram para fora de algumas das Magnificent Seven, mesmo com o investimento em infraestrutura de inteligência artificial a manter-se motor estrutural poderoso. Os mercados absorveram ainda dois dos maiores aumentos de capital de sempre num intervalo de duas semanas, o que sublinha a dimensão do apetite dos investidores por empresas centrais à construção de infraestrutura de IA.
Concentração extrema do mercado norte-americano
Pillar: Estrutura de mercado · 346 cartas · 184 fundos · 7 trimestres
Como gestores articulam este tema (332 variantes)
- 76% das indústrias do S&P 500 negoceiam abaixo da P/E média de 35 anos
- A Grande Divisão — concentração extrema do S&P 500 e especulação retalhista
- A Nvidia e a opcionalidade embutida dos índices diversificados
- A amplitude do trimestre engana — a liderança emergente é a mesma aposta em inteligência artificial
- A lei dos grandes números e o preço das maiores empresas do mundo
- Activos de conteúdo desportivo premium e monetização incremental
- Aglomeração recorde e valorizações extremas nos índices dos EUA
- Alargamento da amplitude de mercado e desenrolar do beta e do momento
- Alargamento da participação para lá das mega caps
- Alargamento da participação — liderança a sair dos mega-caps
- Alargamento de liderança para lá da Magnificent Seven
- Alargamento do mercado e rotação para valor
- Alargamento do mercado para lá dos sectores favoritos
- Alargamento dos resultados para além das grandes tecnológicas
- Alargamento dos retornos para lá do tema de IA em 2025
- Alargamento dos retornos para lá do tema de IA esperado em 2025
- Amplitude de mercado estreita e concentração na liderança da IA
- Amplitude de mercado extremamente estreita — duas acções não detidas explicaram metade do ganho do índice
- Amplitude estreita do mercado e oportunidade de alargamento
- Amplitude estreita do mercado — paralelo com 1998-1999 e oportunidade para small caps
- Ausência dos vencedores da inteligência artificial passa de travão a contributo
- Avaliações esticadas e retornos futuros do índice
- Avaliações extremas e concentração do mercado norte-americano
- Bifurcação quality-vs-speculative e euforia em torno de IA
- Bifurcação quality-vs-speculative num rally risk-on
- Big Tech como 'monopólios com crescimento' — a tese central
- Bolha de IA e ressurgimento de acções especulativas de baixa qualidade
- Broadening do crescimento de resultados para lá das mega caps
- Bull market dominado por um punhado de gigantes tecnológicos
- Bull market dominado por um punhado de gigantes tecnológicos — growth volta a bater value em todo o espectro
- Concentracao de retornos - premios de valuation em accoes de crescimento
- Concentração Mag7 — driver dominante de retornos
- Concentração Magnificent 7 e narrow breadth como contexto adverso
- Concentração americana no MSCI ACWI — desequilíbrio estrutural
- Concentração da propriedade accionista e monocultura de investimento
- Concentração da propriedade accionista e monocultura do capital passivo
- Concentração da tecnologia e avaliações esticadas
- Concentração de margens e disparidade de mercado
- Concentração de mercado e debate sobre bolha de IA
- Concentração de mercado e dispersão de mid/small caps
- Concentração de mercado e dispersão dentro dos Magnificent Seven
- Concentração de mercado e divergência face aos índices
- Concentração de mercado e liderança estreita
- Concentração de mercado e narrativa estreita
- Concentração de mercado e narrative-driven trading
- Concentração de mercado e valorizações premium em IA
- Concentração de mercado em IA e bifurcação quality-vs-speculative
- Concentração de mercado em mega-caps e AI trade
- Concentração de mercado em megacapitalizações sobrevalorizadas
- Concentração de mercado na Magnificent 7 e estreitamento da amplitude
- Concentração de mercado nas mega-caps de tecnologia
- Concentração de mercado nas mega-caps de tecnologia (BATMMAAN)
- Concentração de mercado nos Magnificent Seven
- Concentração de mercado sem precedentes — diversificação como disciplina
- Concentração de mercado — Magnificent Seven a dominar a contribuição
- Concentração de mercado — Magnificent companies a dominar índices
- Concentração de mercado — liderança de mega caps e momentum em nomes de crescimento esticados
- Concentração de mercado — liderança extremamente estreita
- Concentração de mercado — mega-caps TMT e breadth a alargar
- Concentração de mercado — regresso da amplitude
- Concentração de mercado — top 10 em ~37% do S&P 500
- Concentração de retornos do S&P 500 em mega-caps de IA
- Concentração de retornos do mercado em acções relacionadas com IA
- Concentração de retornos nas líderes tecnológicas como reflexo de fundamentos
- Concentração de retornos no S&P 500 e efeito-riqueza circular
- Concentração de retornos — economia K-shaped
- Concentração de índices — a Magnificent 7 em 40% do S&P 500
- Concentração dentro do índice de valor — duas acções, um quarto do retorno
- Concentração do S&P 500 e impacto no múltiplo agregado
- Concentração do S&P 500 em acções de IA e o paralelo com a bolha das dotcom
- Concentração do S&P 500 nas megacaps tecnológicas em níveis seculares
- Concentração do S&P 500 numa coorte restrita de tecnológicas
- Concentração do benchmark e domínio da narrativa
- Concentração do benchmark em mega-caps tecnológicas
- Concentração do mercado e convergência das carteiras
- Concentração do mercado e dispersão sob a superfície
- Concentração do mercado e domínio das mega-caps tecnológicas
- Concentração do mercado e especulação no fim do ciclo altista
- Concentração do mercado e fluxos passivos
- Concentração do mercado e o alargamento de Novembro
- Concentração do mercado e paralelos de avaliação com o ano 2000
- Concentração do mercado e regresso de um mercado de selecção de acções
- Concentração do mercado em mega-caps
- Concentração do mercado nas Magnificent Seven
- Concentração do mercado nas margens mais especulativas
- Concentração do mercado no chamado AI Trade e nas megacapitalizações
- Concentração do mercado no índice de semicondutores e primado da dinâmica de preços sobre a avaliação
- Concentração do mercado norte-americano
- Concentração do mercado — domínio dos Magnificent Seven
- Concentração do mercado — top 10 em ~37% do S&P 500
- Concentração do mercado — top ten a 37% do S&P 500
- Concentração do índice como obstáculo directo ao retorno relativo
- Concentração do índice e excesso especulativo pós-tarifas
- Concentração do índice e o efeito Palantir no Russell Midcap Growth
- Concentração do índice e o peso da Palantir no Russell Midcap Growth
- Concentração do índice em máximo de cem anos como risco assumido e não coberto
- Concentração do índice em títulos de momentum
- Concentração do índice nas Magnificent Seven e ambiente especulativo em torno da inteligência artificial
- Concentração do índice passou de vento favorável a âncora, com avaliações historicamente ricas
- Concentração do índice perto de máximos e o vazio das outras 493
- Concentração do índice perto de máximos históricos
- Concentração do índice — Alphabet como maior peso por margem larga
- Concentração do índice — BBOPs, ETFs e o fim da subida em linha recta
- Concentração do índice — Palantir e AppLovin dominam o retorno do Russell Midcap Growth
- Concentração do índice — efeito Palantir
- Concentração dos retornos nas maiores tecnológicas e cautela perante a IA
- Concentração dos índices e fragmentação sob a superfície
- Concentração dos índices globais — só 29% das empresas do ACWI bateram o índice
- Concentração e distorção de avaliação no índice ponderado por capitalização
- Concentração e especulação — indexação, "never let you down stocks" e meme stocks
- Concentração e exuberância — a IA converge com as maiores empresas
- Concentração e múltiplos exigentes no topo do S&P 500
- Concentração e rotação para momento penalizam a inclinação de qualidade
- Concentração e valuation excessivos no mercado liderado por tecnologia
- Concentração em IA e bolha renovada em temas especulativos
- Concentração em IA, momentum e bolha em temas especulativos
- Concentração em large/mega caps e momentum em mid cap especulativo
- Concentração em mega-caps de IA — NVIDIA 16% e top 5 ~45% NAV
- Concentração em mega-caps e fluxos passivos como especulação disfarçada
- Concentração estrutural do S&P 500 e o paradoxo do investimento passivo
- Concentração extrema das grandes capitalizações e amplitude de mercado estreita
- Concentração extrema das grandes capitalizações no S&P 500
- Concentração extrema de capital num conjunto restrito de vencedores
- Concentração extrema de mercado e excesso especulativo
- Concentração extrema do Russell Midcap Growth — Palantir como anomalia histórica
- Concentração extrema do S&P 500 e valorização do índice
- Concentração extrema do S&P 500 nos Magnificent Seven
- Concentração extrema do S&P em handful de stocks
- Concentração extrema do mercado US e fim do exceptionalism
- Concentração extrema do mercado US e momentum regime
- Concentração extrema do mercado e alargamento futuro
- Concentração extrema do mercado e desconcentração lenta
- Concentração extrema do mercado e fragilidade dos índices
- Concentração extrema do mercado e ineficiências no small-cap
- Concentração extrema do mercado e liderança das mega-caps tecnológicas
- Concentração extrema do mercado e prémio de valorização das mega-caps
- Concentração extrema do mercado em IA e bifurcação de desempenho
- Concentração extrema do mercado em narrative leaders e dispersão alargada
- Concentração extrema do mercado em tecnologia e o paralelo com a bolha de 1999
- Concentração extrema do mercado nas mega-caps de tecnologia
- Concentração extrema do mercado norte-americano
- Concentração extrema do mercado norte-americano vs. desconcentração internacional
- Concentração extrema do mercado nos Magnificent 7 e múltiplos elevados
- Concentração extrema do mercado nos top 10 do S&P 500
- Concentração extrema do mercado num pequeno grupo de líderes de IT
- Concentração extrema do mercado — Mag7 e top 10 em máximos históricos
- Concentração extrema do mercado — paralelos com bolha tech de 2000
- Concentração extrema do retorno dos índices smid cap
- Concentração extrema do índice S&P 500
- Concentração extrema do índice de crescimento norte-americano
- Concentração extrema do índice e avaliações historicamente ricas sustentadas por expansão de múltiplos
- Concentração extrema do índice e dificuldade da gestão activa
- Concentração extrema do índice e moderação de expectativas
- Concentração extrema do índice e vaga de emissão de acções
- Concentração extrema do índice em semicondutores e AI leaders
- Concentração extrema do índice nas Mag 7
- Concentração extrema do índice nas maiores capitalizações de tecnologia
- Concentração extrema do índice norte-americano
- Concentração extrema dos ganhos do índice em megacapitalizações tecnológicas
- Concentração extrema dos retornos do mercado em mega-caps de IA
- Concentração extrema dos retornos num punhado de acções
- Concentração extrema dos índices em megacapitalizações e no Magnificent 7
- Concentração extrema dos índices norte-americanos
- Concentração extrema e avaliação exigente da bolsa norte-americana
- Concentração extrema e disparidade de retornos
- Concentração extrema e factor Momentum em máximos históricos
- Concentração extrema e mercado liderado por uma narrativa única
- Concentração extrema e valorização do mercado em megacaps tech
- Concentração extrema em IA e magnificent seven
- Concentração extrema nas Magnificent 7 — 35% do S&P 500 e vulnerabilidade a rotação
- Concentração extrema no subconjunto mais caro e de maior duração
- Concentração extrema — IT 30%+, top 10 acima de 40%
- Concentração extrema — Magnificent Seven acima de 30%, top 10 a 38,4%
- Concentração histórica dos índices e valorizações que exigem execução quase perfeita
- Concentração mega cap e SMID dislocation versus large cap
- Concentração mega-cap como traço definidor do ciclo actual
- Concentração mega-cap e breadth estreito do mercado
- Concentração nas Mag 7 e oportunidade fora dos índices concentrados
- Concentração nas mega caps e liderança de beta elevado
- Concentração no S&P 500 como risco sistémico
- Concentração nos Magnificent 7 e diferencial de avaliação growth/value
- Concentração recorde do S&P 500
- Concentração recorde do S&P 500 e prémio extremo do crescimento sobre o value
- Concentração recorde do S&P 500 nas maiores capitalizações
- Concentração recorde do mercado e os 'sete magníficos'
- Concentração recorde do mercado e risco de reversão
- Concentração recorde do sector Tecnologia e Mag 7 nos índices passive
- Concentração recorde e dispersão de avaliações elevada
- Concentração recorde em índices passive e Mag 7
- Concentração recorde nos EUA e primado da diversificação
- Concentração recorde nos Magnificent Seven
- Concentração sem precedentes nas top 10 do S&P 500
- Concentração tecnológica e desconexão de valorizações face ao pico de 2000
- Conteúdo premium de combate e site fees como flywheel monetizável
- Correcção das growth de grande capitalização — excessos a sair
- Curb Your Enthusiasm — concentração da Magnificent 7, valorizações esticadas e excesso especulativo
- Desconcentração do mercado liberta capital para o value em desconto extremo
- Dez acções explicam 71% da subida do S&P 500
- Dicotomia de avaliação entre passivos caros e portefólio de valor
- Dispersão de S&P 500 entre price index e lucros — divergência crescente
- Dispersão e exuberância de avaliações em mid-caps ligadas a IA
- Dispersão entre mega-caps de IA — leading stocks divergem
- Dispersão nas mega-caps de IA — crescimento cede ao valor
- Domínio de um punhado de tecnológicas e divergência entre valor e crescimento
- Domínio de um punhado estreito de temas narrativos
- Domínio do Magnificent Seven e estreitamento da amplitude de mercado
- Domínio persistente das large caps e do estilo crescimento
- Duas acções não detidas contribuíram quase 19% do retorno anual do índice de referência
- Durabilidade das maiores caps do S&P 500 e o "rally mais odiado"
- Entusiasmo com a IA e liderança dos títulos de momento
- Especulação pós-eleitoral e estreitamento da amplitude do mercado
- Especulação, concentração de capital e mercado com feição de casino
- Espuma nas mega caps e desconexão entre preço e realidade
- Estreitamento da liderança de mercado
- Estreitamento dos motores de desempenho no universo SMID
- Estreitamento dos motores de desempenho no universo de pequena capitalização
- Estreitamento extremo da liderança de mercado
- Estreiteza da liderança do mercado
- Estreiteza da liderança e o prémio pago pelo crescimento
- Estreiteza histórica do mercado e liderança especulativa
- Euforia nas large caps com múltiplos ao nível da bolha das dotcom
- Exuberância de mercado e prémio estreito em líderes especulativos
- Exuberância prévia em títulos caros e correcção à procura de catalisador
- Fim do mercado estreito de 2024 — reversão do gap growth/value longamente devida
- Fraqueza das Mag 7 e oportunidades fora dos índices concentrados
- Ganhos de mercado a distribuírem-se de forma mais alargada
- Ganhos do S&P 500 concentrados na infra-estrutura de IA
- Grandes capitalizações de crescimento com valorizações de bolha
- Homogeneização do pensamento e euforia especulativa
- Large caps demasiado dependentes das Magnificent Seven e com valuations esticadas
- Leitura de fim de ciclo com liderança estreita e múltiplos alongados
- Liderança concentrada nas grandes tecnológicas, que a gestora explica pelo crescimento dessas empresas
- Liderança das grandes capitalizações e rally de baixa qualidade
- Liderança das large caps e do estilo crescimento
- Liderança das mega caps e desempenhos extremos a distorcer o índice
- Liderança do índice concentrada em títulos de beta elevado que a carteira não detém
- Liderança do índice concentrada em títulos fora do universo investível
- Liderança do índice concentrada nos títulos de menor qualidade
- Liderança do índice concentrada num punhado de títulos fora do universo investível
- Liderança estreita de growth stocks e especulação em ativos sem modelo de negócio
- Liderança estreita do mercado e a ilusão de que a diversificação é desnecessária
- Liderança estreita do mercado e recusa de perseguir os temas populares
- Liderança estreita do rali pós-8 de Abril em poucos títulos
- Liderança estreita do índice como origem do atraso relativo
- Liderança estreita do índice concentrada em beneficiários de IA
- Liderança estreita e de baixa qualidade no Russell 2500 Growth
- Liderança estreita e de beta elevado deixa a carteira de qualidade para trás
- Liderança estreita e narrativa em detrimento de qualidade no 1º semestre
- Liderança estreita e o fosso sectorial entre os índices value e growth
- Liderança estreita e risco de avaliação concentrado
- Liderança estreita e risco de concentração nas avaliações
- Liderança estreita e risco de valorização concentrado sob retornos agregados fortes
- Liderança extremamente estreita e distorção da biotecnologia no quarto trimestre
- Liderança histórico-estreita no Russell 2000 Growth
- Liderança notavelmente estreita no Russell 2500 Growth
- Limites de diversificação impostos ao Russell 1000 Growth
- Low-quality rally e dispersion em leadership do mid cap growth
- Mag7 e concentração do mercado sem ressentimento, mas sem dependência
- Magnificent 7 — quase 40% do S&P 500 e um índice historicamente caro
- Magnificent Seven dominance e junk rally
- Magnificent Seven retoma leadership
- Mania especulativa e obsessão do mercado por momentum
- Mercado conduzido por um pequeno grupo de mega-caps ligadas à IA
- Mercado de 2024 conduzido por temas de investimento estreitos
- Mercado de extremos e concentração em acções de IA
- Mercado dividido entre vencedores da infraestrutura de IA e todos os outros
- Mercado dominado por large caps penaliza estratégias activas SMID
- Mercado estreito dominado pelos Magnificent 7 e pela narrativa de IA
- Mercado estreito liderado por mega-capitalizadas caras
- Mercado estreito — Mag 7 dominam os ganhos de 2024
- Mercado estreito — Magnificent Seven dominam, alargamento esperado
- Mercado estreito — concentração extrema em temas de crescimento muito visíveis
- Mercado estreito — rotações momentum-driven com inversão tardia no trimestre
- Mercado large-cap dominante penaliza small-cap value
- Mercado mais caro de sempre — top-down cauteloso
- Mercado norte-americano elevado — margens e múltiplos fora da escala
- Mercado norte-americano elevado — margens e múltiplos fora da escala, eco de 1999-2000
- Mercado richly priced dominado por passividade e narrativa IA
- Mercado top heavy — Mag 7 +22,7% e bottom quintile R3000 mediana -40%
- Mercado-casino dominado pela especulação e por capital concentrado em poucas empresas
- Mercados concentrados e caros a limitar a expansão de múltiplos
- Mid caps a alargarem além de winners momentum-driven
- Mid-cap growth no fundo da tabela — rotação defensiva para valor
- Mid-caps fora de favor — leadership narrow em large-caps IA
- Momentum em ar rarefeito e desconexão entre preço e realidade
- Momentum vs value e falha do broadening em mid cap
- Monopólios funcionais — escala, network effects e liquidez como moat
- Máximos históricos, valorizações elevadas e a expectativa de retornos mais modestos
- O cesto de infra-estrutura de IA descolou-se do resto do mercado
- O mercado mais caro de sempre
- O retrato de Dorian Gray — excessos de avaliação históricos escondidos num mercado concentrado
- O índice deixou de representar a economia
- Optimismo com a IA e liderança do crescimento sobre o valor
- Optimismo desenfreado a dominar o mercado norte-americano, sobretudo em empresas ligadas à inteligência artificial
- Paralelo com a era dot-com — concentração de mega-caps e divergência qualitativa
- Pico da bolha de IA e ressurgimento de negócios de baixa qualidade
- Power, política e bottlenecks estruturais da economia da IA
- Previsões estreitas e comportamento especulativo a concentrar o mercado
- Quality vs Momentum dispersion — RLG long-short Momentum +4.83 vs Quality -8.01
- Quebra do domínio das Magnificent Seven e alargamento da amplitude
- RLG IT a 49% — concentração extrema do benchmark
- Rali de menor qualidade — carteira muito diferente do Russell 2000
- Rali estreito e liderado por acções de baixa qualidade
- Rali low-quality e mania de meme stocks
- Rali low-quality, meme stocks e surto de retail trading
- Rally de baixa qualidade — concentração em empresas não-lucrativas e high-beta
- Rally risk-on penaliza a qualidade
- Recuperação de 25% concentrada em poucos nomes, com menos de um terço dos constituintes do índice a superar o retorno global
- Recuperação liderada por poucos títulos e pela baixa qualidade
- Regime large-cap growth continua a penalizar activistas SMID
- Ressurgimento especulativo e a drenagem de liquidez esperada do IPO da SpaceX
- Risco de concentração em large e megacaps norte-americanas
- Rotação de crescimento para valor e defensivas
- Rotação de liderança e regresso do estilo de valor
- Rotação especulativa — paralelos com a bolha de 2021
- Rotação para lá das mega caps depois de anos de domínio dos sete gigantes
- Russell 2000 atrás do S&P 500 em cinco dos últimos seis trimestres
- S&P 500 a valuation extrema e oportunidade fora do índice concentrado
- S&P 500 de regresso a território caro e concentrado
- S&P 500 de volta a território caro e concentrado
- Subida estreita liderada pela tecnologia norte-americana
- Subpesos deliberados nos pesos-pesados do índice como motor do desempenho relativo
- Terceiro ano de bull market com concentração perto de recordes e caso para rotação value
- Top 10 do Russell 1000 Growth excede 60% — risco e oportunidade
- Top 10 do S&P 500 a 80% do GDP e a sub-3% de yield de lucros
- Triunfo do crescimento sobre o valor e concentração nas Magnificent 7
- Valorizações em máximos limitam o potencial e antecipam rotação sectorial
- Valuations historicamente ricas e excessos especulativos
- Ímpeto de preço em extremos e concentração do S&P 500 em megacapitalizações
- Índice concentrado em mega-caps e excessos especulativos
- Índice em máximos com múltiplo alto e crescimento de lucros ainda respeitável
- Índices de grandes capitalizações caros e amplitude a estreitar
Articulação por trimestre
Articuladores
Enquanto a participação se alargou no conjunto do mercado, a liderança dentro do Russell Midcap Value Index permaneceu muito menos equilibrada. A SanDisk, fabricante de produtos de armazenamento de memória flash, ganhou mais de 200% no trimestre e contribuiu mais de dois pontos percentuais para o retorno do índice; a Western Digital subiu mais de 100% e contribuiu mais de um ponto percentual. Em conjunto, estas duas posições representaram cerca de 24% do retorno trimestral do índice. Para uma carteira de valor mid-cap com disciplina de preço, esta configuração torna o índice difícil de bater sem replicar um risco concentrado que a equipa não subscreve.
Vinte acções contribuíram 78% do retorno total do MSCI ACWI em Maio; destas 20, 18 eram de Tecnologia de Informação. Um pequeno grupo de títulos foi responsável pela maior parte da força do mercado no ano. Para uma carteira de qualidade concebida para a diversificação, este é um regime hostil: o subdesempenho — em Maio e no acumulado do ano — foi especialmente agudo em IT.
A gestora contrasta os pesos sectoriais do S&P 500 com a composição real do produto interno bruto norte-americano: 3% em Energia, 5% em Consumo Básico, 6% em Consumo Discricionário, mas 49% em Information Technology. Questiona se metade do produto económico dos Estados Unidos provém realmente dos serviços da Meta, da Google e da Nvidia. Acrescenta que o influxo de capital criou um ciclo auto-reforçado em que os constituintes de maior peso recebem uma fatia desproporcionada dos novos fluxos.
Um dos maiores mercados de momentum da história moderna das acções: os beneficiários do capex de IA geraram 85% do retorno do mercado no ano e quatro acções (Nvidia, Micron, Broadcom, Sandisk) representam 40 pontos percentuais do crescimento de lucros do S&P 500. Hosking antecipa mean reversion: a tecnologia prepara-se para emitir grandes volumes de acções, o fim das recompras — consumidas pelo capex de IA — retira suporte às valorizações, e a JP Morgan estima emissão líquida recorde desde 1999. Sinais clássicos de valorizações altas e concorrência crescente que tipicamente antecedem retornos futuros fracos.
Os mercados estão em ou perto de máximos históricos após três anos fortes e um primeiro semestre robusto. As valorizações estão elevadas, as expectativas de lucros são altas e o dividend yield do S&P 500 está perto de mínimos de várias décadas. Nada disto prevê uma queda, mas defende retornos mais modestos do que o passado recente sugere. As mãos quentes revertem para a média com mais fiabilidade do que a maioria espera, e quando isso acontece os retornos que melhor resistem tendem a ser os aborrecidos: crescimento durável de lucros, remuneração accionista real e valorizações que não exigem um desfecho perfeito.
A casa descreve um alargamento ao nível dos índices de grande capitalização que mascara uma realidade mais estreita, com a liderança a rodar entre apostas concentradas em energia e em tecnologia ligada à inteligência artificial, acompanhadas de especulação significativa. Sobreposto a uma concentração histórica dos índices e a valorizações que exigem execução quase perfeita, considera que o argumento cumulativo a favor da disciplina é difícil de ignorar.
A casa considera que a concentração elevada num punhado de sectores está a inverter-se e que isso lhe é favorável. Aponta que o S&P 500 equiponderado superou o índice ponderado por capitalização no acumulado do ano e classifica o facto como sinal muito saudável. Espera que o alargamento persista e beneficie carteiras que detêm muitas empresas atrasadas face aos sectores mais quentes, ainda baratas e posicionadas para liderar em períodos futuros. Antecipa volatilidade acima do normal e múltiplas rotações de liderança no segundo semestre.
A tecnologia pesava cerca de 14,66% do Russell 2500 e gerou perto de 50% do retorno absoluto do índice no trimestre. No Russell 2500 Value, um único produtor de memória e armazenamento explicou quase um quarto dos 18,50% de retorno total. A amplitude de mercado, embora em melhoria, é identificada como factor a vigiar.
A NZS alerta que a concentração dentro dos índices aumenta a fragilidade dos investimentos passivos, mesmo dos classificados como «diversificados». À data de Março de 2026, a Magnificent 7 (Nvidia, Alphabet, Apple, Microsoft, Amazon, Meta e Tesla) representa uns historicamente elevados 40% do S&P 500. Defende que gestores e alocadores devem focar-se menos no índice e mais no active share, pois novos vencedores de lei de potência surgirão na era da IA, em detrimento de um ou mais dos incumbentes.
A carta regista que a liderança estreita do mercado persistiu no trimestre, com os investidores a continuarem a favorecer empresas percebidas como beneficiárias directas da despesa em IA. Em contraponto, as gestoras reafirmam a filosofia de valor e declaram manter o foco em deter negócios que transaccionam com desconto material face à estimativa de valor intrínseco, em vez de perseguirem os temas mais populares do mercado.
Semicondutores e equipamento tecnológico, apenas 8% das empresas e 22% da capitalização do S&P 500, geraram quase 85% dos ganhos do índice no ano. Mais de 90% das empresas do índice contribuíram com menos de 2% do retorno total e quase 40% caíram em bolsa.
A gestora mede a concentração pela capitalização das empresas do índice de semicondutores, que passou de 5% da do S&P 500 no final de 2022 para 22% actualmente, e nota que as acções das empresas de software colapsaram em termos relativos. Afirma que são as empresas com dinâmica de preços favorável, em particular as beneficiárias do capex em IA, a conduzir os mercados accionistas em alta, e que a avaliação passou a consideração secundária.
A RGA dividiu o S&P 500 em dois grupos e identificou quarenta empresas que vendem infra-estrutura crítica para a construção de centros de dados, desde semicondutores e componentes de telecomunicações até energia e arrefecimento. Esse cesto acompanhou o índice desde 2022 até meados de 2025, separou-se depois e tornou-se parabólico entre Abril e Julho, passando a valer cerca de 20% do S&P 500 face a 14% um ano antes. A correlação a 63 dias com o resto do mercado colapsou para 0,17, contra uma mediana de trinta anos de 0,75.
O gestor avisa que os retornos do trimestre não foram tão abrangentes quanto pareciam. Nos mercados emergentes, que aparentemente lideraram com 24,05%, a subida foi comandada por pesos-pesados dos semicondutores como a TSMC, a SK Hynix e a Samsung, o que significa que grande parte do retorno é a mesma aposta em inteligência artificial sob outro nome. Conclui que mesmo os mercados que aparentavam diversificação eram, muitas vezes, apenas outra forma de apostar no mesmo pequeno grupo de empresas que alimenta a construção digital.
O índice de momentum do S&P 500 subiu 44% no trimestre, marcando um máximo histórico face ao índice base após três anos de liderança. Dez contributores explicaram 69% do retorno do índice no trimestre e, no acumulado do ano, cinco explicaram 103%, com apenas 27% das empresas a bater o índice. As gestoras consideram esta liderança frágil e susceptível a reversões violentas perante pequenas alterações de sentimento.
O trimestre foi particularmente forte nas margens mais arriscadas do mercado, com o desempenho dos índices a ser conduzido por empresas de tecnologia e industriais com ligações específicas à corrida armamentista da inteligência artificial. A casa quantifica: o sector industrial do Russell 2000 subiu 30,3 por cento desde o início do ano, mas o movimento veio sobretudo de subsegmentos como Equipamento Eléctrico e Construção e Engenharia, a subir 83,4 e 62,4 por cento respectivamente. A metáfora náutica organiza a leitura: uma inclinação por carga mal distribuída corrige-se quando a carga é redistribuída, ao passo que um ângulo de loll é um navio que perdeu estabilidade e repousa enganosamente sereno até à perturbação seguinte. A casa não afirma saber com certeza qual dos dois descreve o mercado.
Livadas descreve um mercado obcecado por momentum em que boas empresas geradoras de caixa são vendidas por contratempos temporários ou riscos extrapolados, enquanto o capital persegue temas especulativos e de IA. Antecipa que este excesso — um eco da mania de 2021 — se dissipe, criando oportunidades invulgares para comprar qualidade sem sobrepagar.
O gestor alerta que o uso generalizado das mesmas ferramentas de IA pode unificar o pensamento, gerando consenso, posicionamento semelhante e maior instabilidade de mercado. Sobrepõe a isto a euforia especulativa corrente em segmentos estreitos e múltiplos de lucros em máximos históricos sobre margens também recorde, cuja sustentabilidade considera baixa.
O gestor descreve um cordão de veludo vermelho a separar as acções entre vencedores da infraestrutura de IA e o resto, com as maiores empresas do mundo a oscilar ±8% em horas com pouca ou nenhuma notícia nova. Os cíclicos tradicionais continuam em recessão e o gasto alargado é sustentado sobretudo pelo efeito riqueza desta expansão concentrada.
A participação de mercado alargou-se, com cíclicas e small caps a ganhar tracção. As gestoras vêem no alargamento uma redução da dependência de um punhado de líderes, mas sinalizam que a concentração elevada nesses líderes aumenta a vulnerabilidade a mudanças de sentimento.
A subida do trimestre foi dominada pelos títulos ligados à inteligência artificial, com o grupo dos semicondutores a inflacionar para 19% da capitalização do S&P 500 e o sector tecnológico, consoante a definição, a representar cerca de 40% a 50% do índice. A casa considera esta concentração de capital num grupo estreito de acções semelhante à bolha tecnológica do final dos anos 1990, quando a grande maioria das restantes acções definhou apesar de crescimento forte e preços de saldo.
Reichek identifica a concentração como o principal risco estrutural de 2026. As Magnificent 7 representam 35% do S&P 500 e, na ausência de alternativa efectiva nos últimos anos, a maioria dos investidores está significativamente sobre-indexada a um grupo estreito de posições, o que torna as carteiras mais vulneráveis a períodos de rotação. Com mais de $40 biliões referenciados ao S&P 500 e ao Nasdaq, o gestor vê o fenómeno como uma tendência desde a crise financeira global que 2026 deverá marcar como pico.
Pavese avisa que a aglomeração recorde nos índices norte-americanos, a transaccionar em valorizações recorde, representa riscos que muitos investidores não apreciam enquanto celebram os seus maiores vencedores. O paralelo implícito é o discurso de Alan Greenspan de Janeiro de 2000, que abre a carta: a mesma retórica de aceleração de inovação once-in-a-century precedeu o pico do mercado. Prefere aceitar underperformance de curto prazo a assumir riscos que não estão bem apreçados.
Ao longo dos últimos anos, os mercados foram fortemente influenciados por um conjunto relativamente estreito de narrativas e grupos de liderança — um ambiente que pode criar a ilusão de que a diversificação é desnecessária. Essa postura começou a mudar, com alocações a value e small caps a compensar a fraqueza de growth. A Cambiar contrasta esta narrativa com a sua filosofia de construção de carteira: propriedade ampla através de uma mistura diversa de negócios, dentro e entre sectores. Em períodos incertos, argumenta, a diversificação é menos sobre maximizar retornos e mais sobre assegurar durabilidade.
O trimestre marcou um regresso da amplitude de mercado: o Russell 1000 Value subiu 2,1% enquanto o Growth caiu 9,8% — a primeira vez em bastante tempo que o value supera significativamente o growth — e o S&P 500 Equal Weight avançou 0,7% ao passo que as Magnificent Seven recuaram 11,2% em conjunto. A gestora lê o movimento como sinal de participação mais ampla, ainda que num pano de fundo de volatilidade elevada, com o VIX no nível mais alto desde o Liberation Day do ano anterior.
O top-10 do MSCI USA representa 39% da capitalização do mercado, contra 14% no MSCI EAFE. A Causeway argumenta que a desconcentração estrutural dos índices internacionais oferece um campo de jogo mais amplo para a selecção bottom-up — com menos risco idiossincrático concentrado em poucas megacaps tecnológicas e mais oportunidade em qualidade historicamente desfavorecida.
Dispersão acentuada dentro das mega-caps de IA. A Microsoft foi o pior desempenho entre os Magnificent Seven, e os maiores nomes de infraestrutura de IA — incluindo Microsoft e NVIDIA — contribuíram desproporcionadamente para as perdas do índice. O crescimento, medido pelo MSCI World Growth, caiu 8,45% no trimestre enquanto o valor (MSCI World Value) ganhou 1,18%, marcando um shift de liderança para nomes de valor e maior amplitude de mercado face aos nomes de crescimento pesados em tecnologia que dominaram no início do ano.
O Comité destaca que os 10 maiores constituintes do S&P 500 representam aproximadamente 40% da capitalização total, sobretudo em Tecnologias de Informação e Serviços de Comunicação. A queda acentuada deste grupo no trimestre teve impacto desproporcionalmente negativo no Índice. A subponderação estrutural a estas mega-caps ajudou no desempenho relativo face ao S&P 500.
Os investidores adoptaram uma postura defensiva, favorecendo empresas com dimensão, estabilidade e força de balanço. Como resultado, as acções de valor superaram as de crescimento no trimestre e as large-caps (S&P 500 −4,33%) superaram moderadamente as mid-caps, deixando mid-cap growth no fundo da tabela entre classes de activos (Russell Midcap Growth −6,35%).
A gestora regista que o peso da inteligência artificial manteve o mercado estável até ao início do conflito e que a recuperação para máximos a meados de Maio foi muito mais marcada nos Estados Unidos, onde a temática tem presença bem maior nos índices. Quantifica-o sem daí extrair uma previsão própria: dez acções do S&P 500 representam 71% da subida e as restantes 490 os 29% remanescentes.
A carta atribui a concentração extrema do mercado ao investimento passivo em índices ponderados por capitalização e à criação de moeda pela Reserva Federal, com valorizações em níveis vistos pela última vez em 2000 e 2021. O gestor trata o fenómeno como um risco de estrutura de mercado, sem apostar directamente contra ele, mas posicionando o fundo do lado do small cap.
As dez maiores empresas representavam 41% do S&P 500 no final de 2025, um nível de concentração que a equipa compara aos precedentes da Nifty Fifty e da bolha Dot-Com, ambos seguidos de desempenho inferior das large caps. Ao contrário do investimento passivo, que pondera pelo índice independentemente do preço pago, a Heartland detém apenas três das dez maiores — Amazon, Alphabet e Berkshire Hathaway — de forma disciplinada e oportunista.
A equipa contextualiza a fase actual como mais um capítulo de booms de grupos estreitos — Nifty 50, bolha dotcom, mega-cap tech via IA — que historicamente acabam num alargamento do mercado. A comparação directa entre o Russell 2000® Value (1,5 biliões de dólares) e a capitalização da Alphabet/Nvidia ilustra a desproporção e enquadra o argumento contra a manutenção da concentração actual.
A carta descreve um mercado que continua a recompensar um rali de menor qualidade, no qual o fundo se mantém muito diferente e frequentemente em desacordo com o Russell 2000, como tem sido nos últimos dois anos e mais. Baixos múltiplos sobre lucros correntes não bastam: Negócio e Pessoas vêm antes de Preço.
Sanchez reconhece a semelhança óptica — as acções ligadas a IA pesam perto de metade do índice e explicaram cerca de metade do retorno de 2025, com os dois maiores fundos cotados de semicondutores a subirem mais de 50% em 2026. Recusa, porém, a leitura de bolha, apoiado em três diferenças face a 1999: receita já existente, infra-estrutura escassa em vez de sobrante e financiamento por empresas geradoras de caixa.
As perspectivas de resultados empresariais mantêm-se um ponto positivo e continuam a mostrar sinais de alargamento para além das grandes empresas de tecnologia. As estimativas de resultados para 2026 subiram tanto para grandes como para pequenas empresas, com o S&P 500 projectado para 17% de crescimento e o S&P 600 para 16%. Para um fundo diversificado por qualidade, o alargamento da base de rentabilidade é um enquadramento favorável face à concentração extrema dos últimos anos.
Depois de mais de uma década em que as acções de crescimento superaram largamente as de valor, a gestora considera que o valor entra num período de retornos relativos e absolutos favoráveis. Assinala que a Tecnologia foi duramente penalizada, em especial as maiores capitalizações, e antecipa volatilidade acima do habitual com muitas rotações de liderança.
Lysik destaca que a Mag 7 fechou o trimestre com price-to-sales de 10,1x e o sector Tecnologia em P/S superior a 8x — acima dos 7x do pico de 2000. O CAPE do S&P 500 ficou em 37,2x face à média histórica de 30 anos de 28,7x. O top 10% de acções por dimensão representa 75% do mercado de acções dos EUA, máximo histórico, contra mediana de 62%. Configura risco assimétrico para equities de longa duração.
Alsin articula em Secção II que o S&P 500 é apresentado como veículo diversificado mas os top 10 representam ~40% do peso e os top 5 ~25%. Conclui que o investidor passivo detém aposta concentrada em mega-caps tecnológicas, não fatia diversificada da economia americana. Posiciona a concentração intencional do fundo (20 posições) como alternativa superior em risco-ajustado.
Os "Magnificent 7" também viraram negativos no trimestre, com a Microsoft isolada a explicar cerca de um quarto da queda do S&P. O S&P equiponderado superou o índice ponderado pela capitalização em cerca de 5%, sinal que a gestora lê como o início de um mercado de selecção de acções.
As gestoras descrevem o risco de o S&P 500 passivo "fazer com que a maioria dos investidores falhe em conjunto". Comparam a confiança da multidão convencional na alta perpétua do índice — sustentada por fluxos 401k e perda de decisão activa — à fé, em 2005-2007, na impossibilidade de descida nos preços das casas. O posicionamento internacional contrarian é a resposta directa.
Retomando um argumento de cartas anteriores, a SouthernSun nota que a concentração do mercado subiu de forma significativa, com um número reduzido de empresas a representar uma fatia desproporcionada do retorno dos índices. Em paralelo, as carteiras dos grandes gestores activos tornaram-se, em muitos casos, mais semelhantes entre si — não por intenção, mas por efeito da estrutura. Antecipa que, à medida que o capital se concentra e a liderança do mercado estreita, o conjunto de oportunidades fora das áreas mais visíveis possa permanecer subvalorizado.
Com o mercado a subir ao longo de Abril, a gestão observou um ressurgimento de acções especulativas de baixa qualidade. O IPO da SpaceX é apresentado como enquadramento particularmente favorável para vender a descoberto acções de múltiplo elevado: à medida que capital especulativo e fluxos de retalho rodam para financiar essa colocação recorde, a gestão espera uma drenagem de liquidez relevante das acções de beta elevado e "meme", potencialmente catalisando uma correcção acentuada nesses nomes.
Cocke descreve os fluxos de capitais entre semicondutores e todas as outras indústrias separados como o Mar Vermelho: a exposição dos gestores activos a semis está no percentil 100 histórico, o software perto do percentil zero, e o retorno a 30 dias do factor Momentum quebrou recordes estabelecidos no pico da bolha da internet há 26-27 anos. Os semis assumem 16,9% da capitalização americana e a volatilidade implícita do factor está em máximos, mascarada por uma volatilidade de índice contida. Um risco emergente: a entrada de memória chinesa no mercado americano a baralhar o lado da oferta.
A equipa enquadra o trimestre num mercado em que large-caps superaram ligeiramente small-caps e ambos superaram mid-caps, com value a superar growth em todas as capitalizações. O atraso relativo do fundo é descrito em parte como reflexo da rotação para nomes cíclicos e do regime de mercado, não da deterioração da tese bottom-up.
Os gestores avisam que o desempenho do índice permanece muito concentrado num pequeno número de empresas de grande capitalização. Esta dinâmica eleva o risco de oscilações mais bruscas de sentimento e reforça a importância da selectividade. Os benefícios da disrupção por IA são também distribuídos de forma desigual, levantando dúvidas sobre a durabilidade dos padrões recentes de retorno.
A equipa contextualiza 2025 como ano em que momentum e volatility outperformed quality, com a liderança a recair novamente em Communication Services (+33,65%) e Information Technology (+24,04%) impulsionada pelo entusiasmo em torno da IA. O Russell 1000® Growth bateu o Russell 1000® Value em +2,65% no ano. A leitura é de que a disciplina fundamental se torna mais valiosa precisamente quando o mercado se concentra em narrativas estreitas.
O benchmark mid cap permanece mais concentrado que historicamente, mas a remoção do Palantir Technologies do índice a meio do ano contribuiu para um market environment que parece broadening além de pequeno número de runaway winners. A equipa argumenta que períodos de retornos driven por wider set de outcomes company-specific — rather than narrow grupo de momentum-driven stocks — historicamente favorecem o seu approach. Não deter Palantir foi o maior detractor relativo do ano (-300bps), com a acção a subir nearly 73% e a representar nearly 50% dos retornos do índice antes da remoção.
A equipa identifica a concentração elevada nos índices de grande capitalização ponderados por valor de mercado como um dos riscos que os investidores invocam para 2026. Em Novembro o mercado alargou, com o valor e as acções não ligadas à IA a liderar, e a equipa declara que acolheria bem uma mudança duradoura de liderança. O desempenho relativo da carteira melhorou de forma notória quando essa rotação ganhou raízes.
Shah enquadra 2025 como ano de concentração extrema, expansão agressiva de múltiplos e dispersão alargada entre perceived winners e o resto do universo accionista. Compara explicitamente ao late-cycle de 1999 — pequeno cluster de empresas index-dominating ligadas a uma narrativa dominante. Articula efeito conhecido: expansão de múltiplos para perceived leaders independentemente de starting valuation; compressão em high-quality businesses fora da cohort apesar de intrinsic value continuar a compor.
A gestora articula explicitamente o trimestre como prolongamento de um rally de baixa qualidade desde o mínimo de Abril, citando empresas não-lucrativas a subirem 42,9% em 2025 e o quintil de maior beta a subir 31,9%. Caracteriza o ambiente como backdrop de mercado difícil para a estratégia, que se foca em empresas rentáveis de elevada qualidade e evita ventures especulativos. Tom defensivo dominante no comentário.
A gestora dedica espaço significativo à explicação do gap de desempenho 2025 face ao índice através de uma única posição (PLTR), que entrou o ano com cap de mercado de ~$175 mil milhões a 49x vendas (>5% do índice), saiu do índice em finais de Junho a mais de $370 mil milhões a 72x vendas (>9% do índice), e contribuiu 430 pontos base para o retorno anual do benchmark. A gestora explicita que PLTR não é comparable à sua abordagem apesar da inclusão no benchmark — universo é mid-cap entre $2 mil milhões e $50 mil milhões à compra, com winners segurados até cap aproximada de $100 mil milhões.
Pavese descreve um mercado onde menos de uma dúzia de acções domina os benchmarks, com hedge funds com correlações máximas a favoritos retalhistas, formando "uma enorme aposta consensual numa única narrativa". Acções relacionadas com IA absorveram 75% dos retornos do S&P 500, 80% do crescimento de lucros e 90% do crescimento de capex desde o ChatGPT. Compara o setup aos picos de 1929, 1973, 2000 e 2021 — drawdowns subsequentes de 25-80%.
A gestora nota que um conjunto estreito de mega-caps TMT contribuiu para cerca de metade do retorno do S&P 500 em 2025, mas que a market breadth melhorou meaningfully face a 2023 e 2024. Todos os 11 sectores tiveram retornos positivos e o S&P 500 Equal Weight Index subiu 11,4%, com o gap de 650 bps face ao cap-weighted a estreitar significativamente vis-à-vis os 12-13% dos dois anos anteriores. Equal Weight a 17,5x lucros forward sugere que a acção média está bem menos esticada e tem potencial para participação mais ampla.
As dez maiores acções dos EUA representam 43% do mercado contra 13% no internacional. Esta concentração eleva o prémio de valuation embebido nas megacaps e expõe o índice norte-americano a quedas desproporcionadas em caso de deterioração das expectativas de resultados.
Tese estrutural da carta: concentração actual descrita como "the most concentrated equity market in American history". Sector IT em 34% do S&P 500 (46% incluindo Alphabet, Amazon e Meta); as quatro maiores empresas representam 5%–8% do índice cada (limite ClearBridge é 3%–5%). Os gestores reiteram disciplina pré-existente — limites de 3%–5% por posição e 15%–20% por sector desde 2003 — como contraste deliberado. Ao longo prazo cap-weighted e equal-weighted entregam retornos semelhantes; a divergência actual é cíclica.
Os gestores enquadram o trimestre como definido por temas momentum-driven ligados a IA, tecnologia e criptomoedas a estenderem-se na parte inicial antes de reverter, resultando em volatilidade elevada e dispersão amplificada a nível de acção. A inversão tardia reforçou a abordagem balanceada de high active share, permitindo participação no momentum inicial enquanto fornecia protecção em queda à medida que a volatilidade aumentou. À medida que a volatilidade aumentou, os investidores tornaram-se mais selectivos, recompensando empresas com fundamentos duráveis e crescimento driven por inovação.
As gestoras articulam wide dispersion entre momentum stocks e quality stocks em 2025, especialmente na segunda metade do ano. A relative overweight to quality e relative underweight to momentum factors pesaram negativamente nos resultados. Citam Palantir como example de não deter speculative AI operating system maker — aggressive future growth assumptions já no valuation. Buckets approach to portfolio construction limits exposure to broadening within IT among speculative names.
Os gestores enquadram 2025 como ano definido por rotações fortes, volatilidade episódica e foco anormalmente concentrado num conjunto estreito de temas de crescimento. Para grande parte do ano, se o desempenho não estava ligado a IA ou aos seus beneficiários imediatos, a atenção dos investidores era limitada, independentemente dos fundamentos. Esta dinâmica contribuiu para período prolongado de investimento adiado e tomada de decisão cautelosa fora de número limitado de áreas favorecidas. Os gestores são incrementalmente mais encorajados por sinais de que este desequilíbrio possa começar a aliviar.
Aram Green articula que o ciclo de liderança alargada para lá da Magnificent Seven está ainda nos primeiros innings. Quando os dez maiores pesos em índices large cap como o S&P 500 historicamente constituíram quota desproporcionada do benchmark, versões equal-weighted superaram com folga as versões cap-weighted nos cinco anos seguintes. Combinado com liderança económica da administração Trump trazendo experiência de mercados de capitais ao policy making, esperado levar a regulação mais leve e ambiente mais favorável a M&A, condições particularmente benéficas para gestores activos investindo em empresas no espectro descendente de market cap. Multiples para SMID stocks deverão sofrer mean reversion positivo em direcção a valuations normais.
Os gestores caracterizam 2025 como mais um ano narrativamente estreito, com forte desempenho para factores de momentum, baixa qualidade e alto beta, retail trading elevado e desafios para gestores activos. Menos de 20% das estratégias de small cap growth superaram o benchmark no ano. A liderança de mercado permanece ligada a um conjunto estreito de temas, com false starts em industriais tradicionais, software, consumer e saúde a regressarem a crescimento sustentado.
A gestora descreve desempenho divergente entre leading AI stocks: os memory-chip suppliers surgiram com supply constraints (Micron mais que triplicou em 2025) enquanto outros AI infrastructure names enfrentaram pressão amid bubble concerns e questões sobre o path de capex para cash-flow generation. O quarter marcou também um shift de liderança com large-cap value stocks e broader market breadth a fortalecer-se relativamente a technology-heavy growth names que dominaram earlier in the year.
A casa quantifica de forma detalhada a concentração extrema das devoluções do Russell 2000 Growth em 2025: as 10 melhores acções representaram 46% do retorno total do índice e as 20 melhores 71%, face a médias históricas de 23% e 35% nos cinco últimos anos positivos. No quarto trimestre, biotecnologia e farmacêutica de small cap representaram 132% do retorno do índice. Esta narrowness é vista como sintoma de mercado anormal, não sustentável.
As dez melhores acções do índice representaram 46% do retorno total do ano e as vinte melhores 71%, contra médias históricas de 23% e 35% nos últimos cinco anos positivos. No quarto trimestre a biotecnologia e a farmacêutica de pequena capitalização representaram sozinhas 132% do retorno do índice, mais do que compensando as perdas de Tecnologia, Industriais e Consumo Discricionário.
No final de 2025 as dez melhores acções do Russell 2000 Growth valiam 46% dos retornos do índice e as vinte melhores 71%, contra médias de 23% e 35% nos cinco anos positivos anteriores. No Russell Midcap Growth a maioria dos ganhos concentrou-se igualmente num pequeno punhado de contribuidores, quase todos ligados a equipamento de inteligência artificial, defesa e infra-estrutura eléctrica. É a mesma leitura do trimestre anterior, agora estendida ao ano inteiro.
O gestor descreve o rali de 46% do índice entre 8 de Abril e 27 de Outubro como concentrado num pequeno grupo de contribuidores ligados a temas de inteligência artificial, hardware e defesa, num ambiente que favoreceu empresas de baixa qualidade, beta elevado e não rentáveis. Escreve que a amplitude dos desvios de 2025 é emblemática de quão anormais foram os retornos do mercado nesse ano.
As gestoras quantificam explicitamente: as dez maiores empresas do MSCI AC World explicam 40% do desempenho trienal, com o índice equiponderado a render 12,8% anualizados contra 21,3% do principal. Apontam que o múltiplo de free cash flow do agregado é o mais alto dos últimos 20 anos e moderam expectativas de retornos realistas para 9–10% em janelas de 5–10 anos, contra os mid-teens recentes.
Uma grande parte do retorno do índice no T4 veio do que muitos consideram áreas de crescimento do mercado. O exemplo mais notável poderá ser a Alphabet, adicionada ao índice em Junho de 2025 com um peso elevado, cujo retorno de 29% no T4 fez dela de longe o maior contribuidor para o desempenho do índice no trimestre e que é agora o maior peso do índice por uma margem larga.
Gestores caracterizam mercado como dominado por capital especulativo a favorecer empresas low-quality, levered ou ligadas a IA, em detrimento de qualidade. Quality factor out of favor apesar de prospects fundamentais sólidos. Empresas dividend-paying ficaram mais de 50% atrás de non-dividend payers, com 46% dos constituintes do Russell Midcap em retornos negativos no ano e queda média de 20%. Tax-loss selling deprimiu ainda mais cotações. Paralelismo explícito com bolha tecnológica do final dos anos 1990.
Mid-cap growth foi dos segmentos mais fracos do mercado no trimestre. O avanço modesto das large-caps — S&P 500 +2,66% no trimestre — foi conduzido por grupo restrito de empresas, sobretudo ligadas ao desenvolvimento de IA generativa. As small-caps beneficiaram de maior sensibilidade a taxas e rotação para nomes de menor qualidade e mais especulativos. Mid-cap growth, tradicionalmente high-quality e estavelmente rentável, ficou apertado entre os dois extremos. Para o ano completo, Russell Midcap Growth +8,66% vs S&P 500 +17,88%.
Smith documenta que as 10 maiores acções do S&P representavam 39% do valor do índice e 50% do retorno total em 2025. Compara historicamente com 1930 (último pico de concentração equiparável) e cita que o S&P só recuperou em 1954, e o pico de 2000 só foi superado em 2007 (e perdido novamente até 2013 no Credit Crisis). Argumenta que bolhas deste tipo, ao rebentar, podem causar décadas perdidas.
Poppe destaca que o S&P 500 está top-heavy como não esteve em 100 anos. As oito maiores empresas tecnológicas representam 37,6% do índice e geraram 25% de retorno em 2025. O S&P Quality Index, com 100 constituintes de alta qualidade, gerou 13,0% contra 17,9% do índice global. Stance mixed reflecte reconhecimento de que os fundamentais das megacaps suportam a valorização, mas cepticismo sobre durabilidade da concentração.
Articulação top-down explícita: o mercado de acções dos EUA é o mais caro desde a inception da firma e arguably na história do país. Cepticismo persistente sobre IA combina com comportamento especulativo palpável no retalho. Convicção de que este não é um bom momento para equity exposure elevada — vista mantida há vários anos com correlação diária de −0,11 ao mercado em 2025.
Mid-cap stocks lagged tanto large- como small-cap stocks no Q4 e no ano. Russell Midcap Index subiu apenas 0,2% no trimestre e cerca de 10% no ano face a quase 18% do S&P 500. A equipa argumenta que large-cap US stocks parecem quite expensive, enquanto mid e small cap segments continuam a transaccionar em múltiplos atractivos, particularmente em value-oriented stocks. Convicção em high-quality profitable companies que generate cash, pay dividends e repurchase shares.
Top 10 US stocks representam ~40% do MSCI ACWI no final de 2025, vs ~18% em 2009. Outperformance US dura ~193 meses (15+ anos), >2,5x o episódio anterior mais longo. Valuations US ~2x foreign. US caiu para 26º no Heritage Foundation Index of Economic Freedom (vs top 10 há 15 anos). Risk premiums elevam-se com incerteza em tarifas, regulação, fiscal e monetary policy. Diversificação geográfica torna-se mais importante após anos em que sentir-se-ia como penalty.
As gestoras descrevem o T4 2025 como mais um trimestre de outperformance de large e mega caps face a mid caps, com o broadening de mercado a falhar em mid cap. No interior do mid cap value, segmentos especulativos, de menor qualidade e momentum-driven captaram a atenção e lideraram, enquanto Quality Value ficou para trás — apesar do track record histórico de outperformance do segmento de maior qualidade. A disparidade de avaliação entre Quality Value e Junky Value é descrita como tão larga como alguma vez observada (data Leuthold Group, 1996-2025).
Apesar de stretches breves de broadening, large- e mega-cap stocks registaram outro trimestre de outperformance. O breadth global estreitou-se à medida que mega-caps superaram nas primeiras seis semanas do trimestre. Russell 2000® small caps retornou 2,19% no T4, abaixo dos 2,66% do S&P 500. Mesmo dentro do universo value, junky value continua a liderar, mesmo que high quality value tenha tido outperformance no longo prazo. Não-earners entre small-caps continuam a outperformar — sinal de que a especulação não desapareceu.
Apenas 10% das empresas concentram mais de 75% da capitalização total do mercado, num pico histórico que a equipa enquadra como mais um capítulo de manias periódicas. Recurso a Charles Mackay para sustentar que crowds coalescem rapidamente mas as bolhas desfazem-se lentamente, investidor a investidor. Daí a leitura de primeiro ou segundo inning do rebound de small-caps.
No fim de 2025 as Magnificent Seven valiam cerca de 36% da capitalização do índice norte-americano e as dez maiores já ultrapassavam 40%, o que leva Javier Ruiz a descrever a bolsa dos Estados Unidos como uma aposta de tudo ou nada. O CAPE perto de 41 vezes resultados só foi superado na bolha das dot-com, e a margem de segurança parece-lhe praticamente inexistente.
A equipa documenta que o P/E forward do MSCI World subiu de ~11x no fim de 2008 para perto de 23x, percentil 89 desde 1995, só ultrapassado na bolha dotcom e brevemente em COVID. Sublinham que esta avaliação elevada é fortemente influenciada por um pequeno conjunto de títulos — excluindo os Magnificent 7, o P/E forward seria 17,3x, quase idêntico à média de 30 anos (17,4x). Argumentam que oportunidades fora deste grupo permanecem abundantes, com avaliações próximas da média e algumas muito atractivas.
A equipa estabelece que a elevação do P/E forward do S&P 500 para 26x está fortemente influenciada por um pequeno grupo de empresas (Mag 7). Excluindo essas, o múltiplo cai para 18x, apenas ligeiramente acima da média de 35 anos de 17,4x. Esta dispersão sugere que oportunidades fora do grupo concentrado se mantêm abundantes e a valuations razoáveis, sustentando a abordagem activa face ao posicionamento passivo concentrado.
Goldman Sachs charts mostram que enquanto 94 por cento do total return desde WWII vem de lucros e dividends, na last year a share caiu para 82 por cento. S&P 500 price index outpaced trailing-12-month operating lucros por margem material a partir de 2015 — divergência ampla na década recente. Posicionamento: a gestora aceita que multipla expansion contribuiu materialmente nos últimos anos e modela path para double-digit annual returns assumindo compressão de 20-30 por cento em forward lucros multiples. Stance mixed reflecte recognition de elevated valuations sem bearish call directional.
Beiro destaca que tecnologia e serviços de comunicação representaram quase 60% dos ganhos do mercado em 2025 e que apenas duas empresas (Nvidia e Alphabet) contribuíram com mais de um quarto do retorno total do S&P 500. Os semicondutores subiram 42,8% face a 1,1% dos defensivos de consumo. Argumenta que dez acções a representar 40% dos retornos converte índices diversificados em apostas alavancadas em infraestrutura de IA — qualquer tropeço expõe a fragilidade estrutural.
A equipa identifica que desde finais de 2022 os retornos do índice foram desproporcionalmente concentrados num pequeno grupo de mega-caps ligadas ao AI buildout, com Nvidia e várias platform e cloud businesses a capturar parcela desproporcionada das gains enquanto o broader market ficou para trás. Estratégias underweight nestes leaders enfrentaram headwinds materiais e a Jensen Quality Growth foi uma delas. A resposta foi disciplinada: não abandonar standards de quality para perseguir momentum, mas remodelar carteira para incluir AI beneficiaries que entretanto passaram a satisfazer critérios de qualidade.
Kris e Nate articulam que o S&P 500 está em forward P/E de 22,0 com dividend yield de 1,4% e treasury yield a 10 anos em 4,2% — combinação sobreponível apenas a topos prévios (Mar/2000, Out/2007, Jan/2022). O FCF yield agregado da Magnificent 7 é apenas 1,9%, com PLTR como caso extremo: EV de $400B contra $2B de FCF 2025, exigindo crescimento de 16% durante 50 anos para justificar retorno de 10%. Postura claramente bearish do conjunto megacap tech.
Retornos agregados fortes mascararam uma dispersão crescente, com a liderança a manter-se estreita e o risco de valorização cada vez mais concentrado, ao ponto de riscos específicos de empresas poderem ganhar significado mais amplo. A casa nota que as recuperações periódicas de tomada de risco, sobretudo em segmentos de beta elevado e de menor qualidade, contribuíram de forma relevante para os retornos recentes, mas que a história sugere que raramente são duradouras.
A casa identifica a liderança estreita do mercado como vento contrário directo ao resultado relativo do trimestre e descreve um mercado definido por avaliações elevadas e risco de concentração. Argumenta que o risco de avaliação cada vez mais concentrado eleva a probabilidade de riscos específicos de empresa ganharem significado mais amplo.
A casa descreve retornos de cabeçalho fortes a mascarar dispersão crescente sob a superfície, com liderança estreita e risco de avaliação cada vez mais concentrado. Argumenta que essa concentração eleva a probabilidade de riscos específicos de empresa ganharem significado mais amplo para o mercado.
Dinâmica articulada como sinal de fim de ciclo: ~35% do S&P 500 com ganhos >20% no ano (retorno médio +50%) vs. apenas ~5% do portefólio do fundo. Tese circular: investidores retalho com baixa base fiscal em nomes considerados "seguros" não vendem para realizar ganhos — desencadeando overshoot à baixa quando o sentimento muda, como aconteceu este ano em UnitedHealth e Fiserv. Confirma a tese de "portefólio cuidadosamente seleccionado" com maior volatilidade trimestral mas barreiras mais baixas a partir daqui.
Dinâmica articulada como sinal de fim de ciclo: segmento relevante do mercado com baixa base fiscal em acções consideradas seguras não vende para realizar mais-valias, gerando overshoot à baixa quando o sentimento muda — como sucedeu em UnitedHealth e Fiserv no ano (anteriormente detidas pela Longleaf a preços mais baixos). A tese sustenta a preferência por portefólio cuidadosamente seleccionado com maior volatilidade trimestral mas barreiras inferiores a partir daqui.
Sanchez articula que o mercado dos EUA atingiu valorizações recorde sustentadas por um conjunto estreito de acções tecnológicas que pesa aproximadamente metade do valor do S&P 500. Decompõe ainda que cerca de 8 p.p. dos 17,9% retornados pelo índice em 2025 vieram do sector de semicondutores. Conclui que é momento para diversificar fora do índice.
A gestora articula explicitamente que market leadership uma vez mais favoreceu factores High Beta e Momentum em 2025, com participação que permaneceu estreita. Apenas três dos onze sectores superaram o índice e menos de um terço dos títulos individuais do S&P 500 bateram o benchmark. O quarto trimestre alargou modestamente — Healthcare, Financials, Consumer Discretionary mais fortes — mas mega cap tech continua a impulsionar o retorno do índice, deixando o S&P 500 altamente concentrado nestes títulos. A gestora não muda exposição em resposta — mantém underweight estrutural a Info Tech (20,03% vs 34,43%).
O gestor argumenta que o esforço de investimento em IA permanece concentrado num pequeno número de empresas que desenvolvem modelos, fabricam componentes ou capturam a maior parte do capex. Sublinha que quando o mercado se convence de uma narrativa de mudança estrutural, tende a antecipar nos preços vários anos de crescimento futuro, pelo que qualquer atraso ou desilusão pode resultar em correcções severas.
A gestora descreve a subperformance residual do fundo como largamente explicada pelo que "não estava em carteira" — "a disproportionate share of S&P 500 returns was generated by a narrow group of companies associated with AI that are trading at exceedingly high valuations". Argumenta historicamente que apenas uma pequena minoria de empresas que transacionaram em "rarified valuation territory" se revelaram investimentos de longo prazo notáveis. Mantém disciplina de não perseguir estas valorizações.
A gestora regista que "AI e a crescente concentração de mercado voltaram a estar no centro do palco em 2025", com valorizações a empurrar para cima e "comportamentos bolha-like a emergir abaixo da superfície". No contexto small cap, esta concentração manifesta-se na forma como o Russell 2000 abriga "muitas empresas especulativas, não rentáveis, com valorizações elevadas (e.g., biotech, computação quântica, startups de energia nuclear inicial)" — durante o regime "risk on" de 2025 estes nomes performaram bem e impactaram materialmente o desempenho relativo do Fundo. A gestora mantém disciplina de valorização e não persegue estas exposições.
"Magnificent Seven accounted for roughly one-third of the S&P 500's total market capitalization, underscoring both the durability of their business models and the market's heavy reliance on a small cohort of winners." Dispersão a alargar dentro do grupo à medida que a narrativa de IA amadurece. Em Q4, market leadership começou a expandir-se modestamente, com participação a alargar para além do mega-cap complex.
"Magnificent Seven accounted for roughly one-third of the S&P 500's total market capitalization, underscoring both the durability of their business models and the market's heavy reliance on a small cohort of winners." Dispersão a alargar dentro do grupo à medida que a narrativa de IA amadurece. Em Q4, market leadership começou a expandir-se modestamente, com participação a alargar para além do mega-cap complex.
2025 fechou com retornos totais de 21,1% para o Nasdaq, 17,9% para o S&P 500 e 14,9% para o Dow, mas a gestora sublinha que estes números agregados mascaram um mercado muito mais fragmentado. A maior parte dos ganhos foi conduzida por um grupo restrito de megacaps, prolongando a tendência de concentração dos índices e levantando questões sobre amplitude e sustentabilidade.
O mercado norte-americano é 'alarmingly top heavy'. Mag 7 superou +22,7% em 2025, batendo o S&P 500 (+17,9%), o equal- weighted S&P 500 (+11,4%), o S&P SmallCap 600 (+6,0%) e o Russell 2000 (+4,8%). Apesar do ano forte, quase metade das acções dos EUA esteve em queda; a mediana do bottom quintile do Russell 3000 caiu 40,0% e a do Russell 2000 caiu 45,3%. 38 das 50 melhores acções do Russell 3000 tinham resultados negativos. O mercado financia a hype via passive flows e Robinhood — 'real tests of mettle vêm das abandoned corners of the market'.
Gestores caracterizam o mercado de 2025 como K-shaped, com retornos concentrados em nomes de IA e crescimento sluggish no resto da economia. Reposicionamento Q4 (3 compras / 6 vendas) reflecte aposta no alargamento da liderança para nomes cíclicos de qualidade fora da megatrend de IA.
Sete títulos (NVDA, GOOGL, MSFT, AVGO, JPM, PLTR, META) representaram mais de metade dos retornos do S&P 500 em 2025, criando um ambiente desafiante para gestores activos. Apesar deste factor estrutural adverso, a estratégia bateu o índice pelo terceiro ano consecutivo (+26,1%), com a maioria da outperformance vinda de ideias idiossincráticas e não da exposição aos Magnificent Seven.
Polen quantifica a concentração: perto de dois terços do Russell 1000 Growth cabem em dez empresas, todas acima de um bilião de dólares de capitalização, e todas com maturidade maior e crescimento provavelmente mais lento nos próximos cinco anos do que nos anteriores. O gestor calcula que estas representam 0,25% das empresas cotadas nos EUA mas cerca de 35% da capitalização do mercado, e diz preferir os retornos futuros das restantes 99,75%.
A carta regista que as valorizações subiram de forma generalizada e que as áreas de concentração, em particular nas tecnológicas de muito grande capitalização, podem criar bolsas de vulnerabilidade se as expectativas não se concretizarem.
O quarto trimestre fechou um ano caracterizado por forte entusiasmo com a inteligência artificial e por liderança continuada dos títulos orientados para o momento; neste pano de fundo a estratégia Focused Value ficou aquém do índice de valor. A carta lê o mesmo facto nos dois sentidos: a liderança estreita penaliza o desempenho relativo e, ao mesmo tempo, sustenta a dispersão de valorizações que a equipa considera atractiva.
Ao longo de 2025 a avaliação do mercado subiu, prolongando uma tendência iniciada no final de 2022. O P/E do S&P 500 ponderado por capitalização subiu quase 60% em três anos, contra pouco mais de 30% na versão equiponderada, reflectindo as avaliações elevadas das mega caps que distorcem o índice. O índice equiponderado está cerca de 24% abaixo do ponderado por capitalização, e o Russell 1000 Growth registou a maior divergência de desempenho em 25 anos.
O gestor argumenta que o conceito de alocação de activos se transformou num processo de concentração de activos em poucas classes sobrelotadas, sugando capital dos históricos underperformers. Anos de alocação aos segmentos com bons resultados levaram a valuation extremes noutros locais. Robotti vê esta concentração como sinal possível das fases iniciais de uma rotação mais ampla na liderança de mercado.
O Comité observa que o S&P 500 nunca esteve tão concentrado — nem no pico da bolha dot-com, nem no auge das Nifty Fifty — com os 'sete magníficos' a pesarem cerca de 34,4% do índice no final de 2025. Considera a estratégia também concentrada, mas de forma deliberada e baseada em investigação exaustiva, em contraste com a concentração mecânica do índice.
No quarto trimestre apenas dez empresas explicaram mais de 70% do ganho do índice: a mediana dos constituintes subiu menos de 1% enquanto o índice avançou mais de 3%. No conjunto de 2025, apesar de participação alargada por sectores e regiões, a dispersão entre acções manteve-se elevada e o constituinte mediano do MSCI ACWI ficou quase dez pontos percentuais atrás do índice.
A concentração do S&P 500 atingiu extremos históricos — os cinco e os dez maiores constituintes representam um recorde de 30% e 40% do peso do índice, níveis não vistos em mais de cinco décadas. O peso do sector tecnológico subiu para perto de 34% do índice. Os gestores enquadram esta concentração como sinal de excesso de mercado e como argumento central a favor de uma reversão para acções de dividendo e value, dado que os sectores defensivos combinados caíram para apenas 19% do índice.
A gestora cita dados da Furey Research segundo os quais o top 5 do S&P 500 atingiu 31% do peso do índice em Outubro, superando o pico de 18% da bolha dot-com e os 24% da era Nifty Fifty no início dos anos 1970. Esta concentração é lida como sinal de aviso sobre a estrutura do mercado de grande capitalização, embora a gestora a enquadre simultaneamente como fonte de oportunidade para o seu universo.
A gestora critica explicitamente a concentração estrutural — articula que mercado tem sido liderado por um select few "Magnificent" companies que agora dominam índices populares e crescentemente até portfolios de alguns dos seus competidores "value". Observa que algumas estratégias active e passive que se proclamam value têm valuations elevadas growth-like. Single Mag 7 holding do fundo é Alphabet a 31/12/2025.
A casa observa que o ano fiscal de 2025 entregou retornos de índice fortes mas impulsionados de forma esmagadora por um grupo restrito de empresas large-cap ligadas à IA. O desempenho ao nível do índice mascarou dispersão significativa: muitos sectores ficaram materialmente para trás, a volatilidade aumentou episodicamente e o capital fluiu com concentração crescente para a certeza percepcionada. A SouthernSun enquadra esta dinâmica como característica de fim de ciclo, em que a convicção persiste mesmo quando os compradores marginais se tornam mais cautelosos.
A casa observa que o ano fiscal de 2025 entregou retornos de índice fortes mas impulsionados de forma esmagadora por um grupo restrito de empresas large-cap ligadas à IA. O desempenho ao nível do índice mascarou dispersão significativa: muitos sectores ficaram materialmente para trás, a volatilidade aumentou episodicamente e o capital fluiu com concentração crescente para a certeza percepcionada. A SouthernSun enquadra esta dinâmica como característica de fim de ciclo, em que a convicção persiste mesmo quando os compradores marginais se tornam mais cautelosos.
Squire enquadra o trimestre num mercado large-cap dominated em que é muito difícil para fundos activos com benchmark Russell 2000 superar índices ponderados por capitalização. Russell 2000 e S&P 500 superam o fundo no acumulado de 2025, mas Squire aponta para inversão de padrão observada nos primeiros dias de 2026. A divergência de desempenho relativo é atribuída ao regime de mercado, não a deterioração da tese activista.
A leitura é bilateral. Sobre a liderança concentrada em IA e momentum, a gestão não a vê como o problema central — valuations elevadas, mas crescimento de resultados positivo e economia resiliente. A preocupação concentra-se na "renewed bubble forming across speculative themes", onde liquidez e entusiasmo retalhista empurraram valuations para lá dos fundamentais. Sectores como quantum computing, energia nuclear, eVTOLs e drones surgem particularmente desconectados — alvos do livro short.
Fitzpatrick desenha paralelo explícito entre o ambiente de 2025 e a era dot-com da late 1990s. Top 10 mega-caps do S&P 500 acumularam mais de 50% do retorno do índice em 2025 e todas têm mcap acima de $1 bilião. Aproximadamente 61% do retorno de 17,88% do S&P 500 veio de acções relacionadas com IA. Empresas de qualidade inferior (especialmente lucros negativos) bateram empresas de qualidade superior — Russell 2000 Value retornou 12,59% mas excluindo as não rentáveis (S&P 600 SCV) retornou apenas 6,70%. MVP list de Vulcan retornou apenas ~7% em 2025.
A secção macro articula múltiplos sinais de excesso: Buffett indicator (cap de mercado / PIB EUA) em 2,18, máximos absolutos; rendimento implícito de Shiller próximo de mínimos históricos; percentagem de stocks com P/Sales superior a 10x em extremos mesmo após ajuste para mega-caps; e margem de dívida do investidor a subir mais de 42% nos últimos sete meses — sinal historicamente seguido por retornos negativos a 9-12 meses (média -6,93% a 1 ano em cinco análogos desde 1959).
Sax avisa que o mercado vive late-cycle vibes apesar do Fed easing path. Leadership remains narrow — big tech, plays de IA e nomes selectos de energia/industriais sustentam o índice. Múltiplos alongados e crescimento de lucros precisa de heavy lifting. Sax recomenda sectores defensivos e balanços de qualidade à medida que volatility sobe em torno de dados macro e política. Equities likely grind higher, mas upside é modesto e fragile. Wall of Worry não se desfaz — fica mais alta.
Os gestores alertam que riscos ligados à concentração de mercado, à incerteza política e ao shutdown federal em curso podem contribuir para volatilidade acrescida. Apesar de o sentimento permanecer optimista, a liderança estreita por mega-caps tecnológicas eleva o risco de mudanças bruscas de sentimento.
A equipa recorda ter escrito em cartas anteriores sobre níveis altos e crescentes de concentração do índice em acções de momentum caras e de maior capitalização. Aponta a Palantir, que à data da saída do Russell Midcap em finais de Junho representava perto de 9% do índice, e considera que sem ela a composição do índice de referência fica mais típica.
A liderança de mercado é estreita, dominada por acções de tecnologia, com avaliações historicamente esticadas nos índices norte-americanos de grande capitalização. O índice de crescimento de média capitalização transaccionava a 33 vezes os lucros estimados contra 18 vezes do índice de valor, um diferencial de 15 pontos face a médias de 10 e 7 pontos desde 1998.
O trimestre foi liderado por large-cap growth via tema de IA e por small caps animadas pela expectativa de cortes de juros. A razão primária da divergência é a composição sectorial dos índices: o value tem 10% em tecnologia contra 52% no growth, e pesos maiores em financeiras, energia e consumo básico. A equipa nota que, em três anos, o growth superou o value em mais de 1400 pontos base anualizados, e que qualquer argumento de reversão à média depende sobretudo do que fizer o sector tecnológico.
Os Mag7 apreciaram 15,5% em grupo no T3 e absorveram 77% do ganho de 10,5% do R1KG. Not owning Apple custou 137bps relativos. A gestora aceita deliberadamente o underweight aos Mag7 como factor de risco de desempenho relativo. IT sector representa agora 52,6% do R1KG e, desde 2023, +186% vs +123% do índice — concentração sectorial e de single-stocks atingiu níveis estruturais que pesam em qualquer estratégia diversificada vs benchmark.
As Magnificent Seven dominaram os retornos do S&P 500 pelo segundo trimestre consecutivo, contribuindo para quase dois terços dos ganhos do índice (+15,5% contra +4,6% no restante). A ausência de exposição foi um travão face ao índice. Os factores de estilo penalizaram: as acções com melhor comportamento tinham beta, volatilidade e variabilidade de lucros elevados; as piores eram de média capitalização, com rendibilidade forte e lucros de qualidade. O gestor caracteriza o trimestre como uma subida especulativa e mantém a inclinação para qualidade, esperando que a diferença seja anómala e de curta duração.
A gestora articula o trimestre como aceleração de um rally de baixa qualidade iniciado no final de 2024, citando empresas não-lucrativas a subirem 16,8% no trimestre e 38,5% no ano e o quintil de maior beta a subir 13,6% no trimestre e 29,0% no ano. Caracteriza o ambiente como backdrop de mercado difícil para uma estratégia centrada em empresas rentáveis e de elevada qualidade. Tom defensivo dominante reforçado pelo comentário final de que o mercado voltará inevitavelmente a sua atenção para cash flow e rentabilidade.
Sete dos top 15 contributors do Russell Midcap Growth Index têm negócios que assentam em IA e capex de data centers; excluindo as duas a operar em prejuízo, os top 15 transaccionam em média a 97 vezes lucros do ano corrente segundo FactSet. A gestora trata esta concentração como sinal de risco a gerir activamente — daí os trims em FIX/VST/VRT/PSTG/NET/MPWR e o exit de Figma a +157% no primeiro dia. Postura cautelosa: a gestora reentra em nomes anteriormente trimados apenas em pullbacks materiais.
A gestora regressa explicitamente ao tema de concentração extrema: Magnificent Seven subiu mais de 17% no trimestre vs Equal-Weight Index a apenas +4,3%. Embora ecoe a opinião de muitos que esta estreiteza não é saudável nem sustentável por período prolongado, reconhece que a duração desta tendência já ultrapassou amplamente o que se julgava possível. A força de lucros contínua suportada pela corrida armamentista de IA permite valuations não esticarem ainda mais, mas sublinha que qualquer crack na tese de IA pode seriamente comprometer a força do mercado.
Tese estrutural explícita: IT representa mais de 30% do mercado total (mais ainda se incluir tech reclassificada noutros sectores) e os top 10 ultrapassam 40% do S&P 500 — ambos máximos históricos (Exhibits 1 e 2). A resposta da Strategy é diversificação tradicional e risk-management disciplinado, com underperformance temporária aceite como custo da disciplina. Os gestores reiteram que a abordagem reduz o risco de perdas materiais se o entusiasmo IA esvanecer ou encontrar um air pocket.
Os gestores caracterizam o T3 2025 como um trimestre em que o crescimento económico foi narrowly driven por AI infrastructure investments, reshoring e early-stage markets como high-tech defense e space, enquanto o rali do índice foi paced por low-quality constituents. Goldman Sachs High Retail Sentiment Basket +29% no trimestre e +75% YTD ilustra dominance de retail enthusiasm em pockets early-stage e high-growth-potential markets (AI, quantum computing, nuclear energy).
Top 5 holdings (NVDA, MSFT, AVGO, AAPL, LRCX) representam ~44,71% do NAV; top 10 ~58,70%. NVIDIA isolada é 16,01% (concentração extrema). Esta estrutura reflecte conviction num punhado de AI beneficiários core — NVIDIA, Broadcom, Apple impulsionaram contribuições absolutas mas posicionam o fundo com alta exposure a single-stock drawdowns numa eventual repricing de capex de IA ou trade-war headwind sobre semicondutores.
A casa quantifica de forma detalhada a concentração extrema dos retornos: as vinte melhores acções do Russell 2000 Growth representam 78% dos ganhos do índice no ano de 2025, versus 39% durante o selloff e rali de 2020. No quarter, factores de baixa qualidade — não rentáveis, alto beta, baixa margem — devolveram em excesso de 1600 a 2000 pontos base sobre os respectivos opostos. Esta narrowness é sintoma de mercado anormal, não sustentável.
Os vinte melhores títulos do Russell 2000 Growth valem 78% dos ganhos do índice no acumulado do ano, contra 39% no episódio equivalente de 2020, e os não rentáveis superaram os rentáveis em 1600 pontos base no trimestre. No índice de micro capitalização os títulos de beta mais elevado subiram 113% e os não rentáveis, que representam mais de 40% do índice, mais de 31%.
Os dez maiores contribuidores para o retorno do Russell Midcap Growth explicaram 130% do ganho total do índice no trimestre, e a quase totalidade desses nomes está fora do universo investível da casa. No acumulado do ano, os vinte melhores títulos do Russell 2000 Growth valem 78% dos ganhos do índice, contra 39% no episódio equivalente de 2020. É a mesma leitura do trimestre anterior, agora mais extrema.
Das 1269 acções do índice, as vinte de melhor desempenho valeram 82% do retorno total do trimestre. As não rentáveis subiram 25%, mais do que triplicando o retorno das rentáveis, e o quintil de beta mais elevado ganhou mais de 24%. O gestor lê o episódio como a intensificação da estreiteza que marcou o rali desde os mínimos de Abril.
A tese sobre CME ancora-se em quota de mercado superior a 90% nas classes-chave de derivados e na dinâmica de liquidity begets liquidity — efeitos de rede onde os spreads bid-ask mais apertados coexistem com maior número de participantes. Margens operacionais de 68% e modelo de royalty (cêntimos por contrato) traduzem economias de escala raras. Tentativas anteriores de challenger (ELX em 2009, FMX em 2024, ambas apoiadas pelo grupo BGC de Howard Lutnick) falharam em ganhar tracção apesar de tarifas zero.
Casa descreve onda especulativa featuring meme stocks, cryptocurrency, SPACs e ETFs de gold miners, biotech, EVs, solar e cryptocurrency a liderarem desempenho. ETFs de higher-quality businesses — consumer staples, healthcare, equity income, insurance, community banks — ficaram para trás. Investidores arguably complacentes sobre downside threats como trade policy, com foco crescente no curto prazo. Quality factor articulado como out of favor apesar de fundamentais sólidos. Stocks que são flashy mas com baixa profitabilidade, dívida alta e resultados voláteis foram snapped up no quest for outsized returns.
Dez holdings do S&P 500 fortemente influenciadas por IA atingiram perto de 35% do índice — sinal clássico de bolha por desempenho sectorial outsized, lack of breadth e adoração inquestionável de market darlings. Evidência histórica — apenas uma das top 10 de 2005 permanece nas top 10 vinte anos depois. Lições da Nifty Fifty dos anos 1970 e bolha de 2000 esquecidas. Posicionamento estrutural — portefólios FMI "look very different than our benchmarks".
Articulação top-down explícita: "This remains the most expensive market we have experienced". Bom ano para o S&P 500 e great year para as poucas dezenas de empresas centrais à narrativa AI; difícil fazer dinheiro em longs fora desse ecosystem porque o resto da economia está a flounder. Einhorn enquadra o fim de bolhas por referência ao last buyer buying e ao last short seller covering — fenómeno difícil de antecipar. Em 25 anos de gestão, ainda não está claro porque é que a internet bubble rebentou quando rebentou.
A gestora explica que a maior subponderação do fundo — Information Technology — reflecte as alocações excepcionalmente grandes do Russell 1000 Growth Index a Apple, Microsoft e NVIDIA, e não uma falta de convicção no sector. As subponderações relativas em Apple e Microsoft contribuíram positivamente para o desempenho relativo no trimestre, dado o desempenho mais fraco destas acções.
Os últimos seis meses foram um dos períodos mais intensos de momentum investing em mais de 70 anos: high-momentum stocks bateram low-momentum em 45 percentage points YTD. S&P 500 returns estão mais concentrados do que durante a bolha dotcom. US retail investors estão activos novamente, comprando expensive stocks (echo da meme-stock mania 2021). Concentração heightens investor attention num limited set de companies, fueling momentum e fear of missing out. Bank of America's US AI Beneficiaries Index já teve 70% turnover este ano — a lista de "AI winners" muda rapidamente. Para um portfolio designed para diversificação e underpriced quality, este é o regime mais hostil.
Godfrey documenta a bifurcação extrema do mercado em Setembro: acções de IA, cripto e memes representaram 175% dos ganhos do mês, enquanto os restantes 85% do mercado registaram quedas e contribuíram -0,5% para o índice. Na carteira, 20 das 25 acções tiveram desempenho inferior ao Russell Mid Cap em Setembro e sete caíram mais de 10% sem notícias relevantes. O gestor considera que o mercado está hoje numa dinâmica de "IA ou nada", com capital a sair indiscriminadamente de tudo o que não toca em IA.
Russell Midcap +6,18% no trimestre versus Nasdaq Composite +11,24%, com momentum no Russell Midcap Value a superar free cash flow yield por mais de 14% nos últimos 12 meses. As gestoras notam que o desempenho relativo day-to-day da estratégia está inversamente correlacionado com o desempenho relativo de momentum versus FCF yield, e que a outperformance dramática de momentum coincidiu com outperformance extrema de high vs low volatility. Reconhecem que stock-picking tornou a vida mais difícil num backdrop "generationally euphoric" que já é challenging para o estilo.
Growth stocks de large- e mid-cap atingiram novos máximos independentemente da qualidade do modelo de negócio ou da valuation. A equipa destaca ainda a caça continuada a apostas especulativas em criptomoedas, onde um modelo de negócio não é exigido e a alavancagem é tratada como vegetais — quanto mais melhor. Considera as valuations a aproximarem-se de extremos históricos e, por força dos 10 Princípios de Value Investing, continuou a reduzir exposição a negócios que aparentam estar plenamente valorizados, encontrando mais oportunidades no espaço mid- e large-cap dado o forte rali das small caps.
A equipa caracteriza o mercado como dominado por passividade e pelo enamoramento dos investidores com IA, num episódio que fornece sinais contraditórios — ISM Manufacturing PMI em contracção há quase três anos enquanto Caterpillar bate máximos. A leitura é de mercado richly priced, mas com bolsas de valor descobertas pela equipa, frequentemente líderes sectoriais ignorados pela multidão de momentum.
Ruiz abre a carta a dizer que o trimestre voltou a dar sinais claros do optimismo desenfreado que domina o mercado norte-americano, com destaque para as empresas ligadas à inteligência artificial. Qualifica essas dinâmicas como quase de bolha e diz preferir ficar de fora delas.
A equipa estabelece que o S&P 500 negoceia a 25x consensus do próximo ano — 96º percentil desde o início dos anos 1990 — com yield de lucros de apenas 4%, virtualmente igual ao yield da Treasury a 10 anos. Excluindo Mag 7, o múltiplo cai para pouco abaixo de 21x (77º percentil). O portefólio negoceia a menos de 13x consensus e pouco mais de 9x lucros normais, em linha com a sua média histórica apesar da valuation elevada do mercado amplo.
O desempenho superior dos maiores nomes do índice ponderado por capitalização, combinado com o entusiasmo por acções de momento e de crescimento acelerado, criou um contexto difícil para a estratégia. A equipa nota que as dinâmicas de mercado favoreceram crescimento acelerado, cíclicas e valor, criando ventos contrários para quem se concentra em qualidade, e que a concentração do mercado aumentou no período. A rotação para fora das defensivas penalizou as posições mais duráveis da carteira.
As mega large-caps superaram o mercado no trimestre, com liderança estreita a alimentar o debate sobre se estamos a entrar numa nova era de crescimento sustentável ou a assistir aos primeiros sinais de uma bolha especulativa. Bulls apontam lucros fortes, procura resiliente e balanços saudáveis das hyperscalers; bears apontam valorizações esticadas, liderança de mercado estreita e riscos geopolíticos crescentes. Dados recentes mostram simultaneamente máximos históricos nos índices e elevado short interest em sectores-chave. A gestora permanece alerta a exuberância irracional, ancorando-se em substância e qualidade.
A casa descreve os mercados accionistas como concentrados e caros, o que limita potencialmente o espaço para expansão de múltiplos e levanta a perspectiva de retornos moderados acompanhados de maior volatilidade. Reconhece que as expectativas são em parte sustentadas por ganhos de produtividade, pelo alargamento do crescimento dos lucros e por uma política monetária menos restritiva.
A casa identifica a liderança dos factores de volatilidade e a concentração do índice como obstáculos materiais ao retorno relativo do trimestre, pela segunda vez consecutiva. Descreve os mercados accionistas como concentrados e caros, o que limita potencialmente o espaço para expansão de múltiplos e levanta a perspectiva de retornos moderados acompanhados de maior volatilidade.
A quota da tecnologia no Russell 1000 atingiu um máximo de 33%, acima do nível observado na era dot-com. As avaliações, sobretudo nas mega caps tecnológicas, estão 25% acima das médias de dez anos, com múltiplos a subir mais do que os resultados entregues.
A casa descreve os mercados accionistas como concentrados e caros, o que limita potencialmente o espaço para expansão de múltiplos e levanta a perspectiva de retornos moderados acompanhados de maior volatilidade. Reconhece que as expectativas são em parte sustentadas por ganhos de produtividade, pelo alargamento do crescimento dos lucros e por uma política monetária menos restritiva.
As gestoras estabelecem um paralelo explícito entre a avaliação actual do mercado e o ano 2000. Citam investigação de terceiros segundo a qual os activos ligados à IA representaram 75% dos retornos do S&P 500 desde o lançamento do ChatGPT, e mostram um gráfico do rácio preço-vendas do índice com extremos comparáveis aos do pico de 2000. Argumentam que a metade sobrevalorizada do mercado tem elevado potencial de desiludir face às expectativas.
Tomicki descreve um mercado em que os índices amplos sobem impulsionados por um pequeno grupo de megacapitalizações altamente sobrevalorizadas, enquanto o resto do mercado estagna. Sustenta a tese com múltiplos em níveis extremos — P/E de mercado acima de 30x (percentil 99), P/B acima de 5,6x e Shiller PE acima de 40x — e argumenta que valorizações iniciais elevadas conduzem historicamente a retornos futuros fracos. A carteira está estruturalmente curta em índices de mercado amplos.
As acções ligadas à IA representaram cerca de 75% dos retornos de mercado no trimestre. A equipa de gestão descreve um mercado de extremos cada vez mais frequente, com o beta a tornar-se um dos principais motores de retorno e os títulos mais voláteis a superar largamente o mercado. Investidores de retalho atingiram níveis recorde de volume diário e acções fortemente vendidas a descoberto valorizaram, sinalizando apetite crescente pelo risco e fundações frágeis em certos segmentos.
O peso dos Estados Unidos no MSCI ACWI atingiu cerca de 65%, valor sem precedentes face ao seu peso de 26% no PIB global. O gestor enquadra esta concentração como sinal de fase avançada do ciclo de mercado: o P/E do S&P 500 em 22,5x está acima das médias de 5 e 10 anos. O contraste entre valuation e ponderação atinge níveis inéditos e justifica disciplina na separação entre preço e valor.
Os gestores reconhecem que as acções relacionadas com IA conduziram a maioria do crescimento de lucros e dos retornos do mercado desde o lançamento do ChatGPT em Novembro de 2022. Embora considerem a IA uma tecnologia genuinamente revolucionária para mercados, economias e sociedade, mantêm-se vigilantes dado que o sentimento em torno deste tema pode ser volátil e sujeito a reversões rápidas, como testemunhado no 'momento DeepSeek' no início do ano. Múltiplos de valuation elevados nos EUA, sentimento optimista, participação retail crescente e VIX em níveis baixos são sinais de cautela.
A gestora abre a carta com a concentração como facto dominante de 2025: desde o lançamento do ChatGPT em 2022, as 40 acções ligadas a IA no S&P 500 responderam por cerca de 75% do retorno do mercado, com valorizações em níveis não vistos desde a viragem do século. Argumenta que, quando a liderança é tão concentrada e as valorizações tão elevadas, o risco não é ficar de fora mas assumir que a tendência dura para sempre. A subperformance da componente accionista é largamente explicada pela ausência de exposição a estes nomes — uma escolha deliberada de disciplina de valorização.
A gestora abre a carta com a observação de que a concentração do mercado prossegue em 2025: desde o lançamento do ChatGPT em 2022, as 40 acções de IA do S&P 500 responderam por cerca de 75% do retorno do mercado, e a Magnificent Seven representa agora mais de 35% da capitalização total do índice e mais de metade do seu retorno — com a NVIDIA sozinha a contribuir cerca de 20% do ganho. Argumenta que as valorizações atingiram níveis não vistos desde a viragem do século e que, com liderança tão concentrada, o risco não é ficar de fora mas assumir que a dinâmica dura para sempre.
A gestora regista que "a concentração do mercado continua em 2025", com grande parte do desempenho positivo carregada por um pequeno grupo de mega caps associadas a IA: cerca de 40 acções ligadas a IA no S&P 500 responderam por aproximadamente 75% do retorno do mercado desde o lançamento do ChatGPT em 2022. Observa que as valorizações deste segmento atingiram níveis não vistos desde a viragem do século e que, quando a liderança é tão concentrada, o risco não é ficar de fora mas assumir que durará para sempre. Mantém disciplina de valorização e não persegue estas exposições.
Magnificent Seven a representar perto de 37% da capitalização do S&P 500, máxima histórica. Esta dominância sem precedentes, combinada com record highs e fervor especulativo, alimenta debate sobre se o rally entrou em bubble territory. Gestor sublinha que o AI-fueled surge pode estar a aproximar-se dos seus limites e prioriza diversificação, disciplina de rebalanceamento e captura de oportunidades em segmentos underappreciated.
Os Magnificent Seven representam cerca de 37% da capitalização do S&P 500, a maior quota registada, propelidos pelo entusiasmo em IA. Esta dominância inédita, combinada com uma sucessão de record highs e fervor especulativo, alimenta o debate sobre bubble territory. O gestor sinaliza que a heavy concentration e os rising signs of speculative excess sugerem que o surge alimentado por IA pode estar a aproximar-se dos seus limites.
A gestora sublinha o risco da concentração: as dez maiores acções representavam 40,4% do S&P 500 no final de Setembro, com P/E médio de 29,9x contra 19,5x para o resto do mercado, e oito das dez são tecnológicas. Com o índice a 22,8x lucros futuros — mais de um desvio-padrão acima da média de trinta anos — considera que existe pouca margem de segurança para más notícias, particularmente nas acções de crescimento mega-cap. Antecipa rotação sectorial para fora dos vencedores de crescimento à medida que o abrandamento se torna evidente.
Lysik destaca que o sector Tecnologia do S&P 500 atingiu peso de 34,8% no fim do trimestre, mais de 1000 bps acima da contribuição de lucros do sector e a aproximar-se do recorde all-time de 34,9% (27 de Março de 2000, pico Dot Com). Forward P/E do sector >30x vs média 20Y de 18,3x. Price-to-sales sector acima dos 10x, com Mag 7 próximo de 13x, face ao pico de 2000 de ~7x. Long duration equities representam quase 35% do índice com P/S superior a 10x — máximo histórico. Apple e Microsoft são as duas maiores posições do S&P 1500 Value Index, ambas acima de 30x lucros.
A NZS observa que uma parte significativa do que move o mercado actual assenta em previsões cada vez mais estreitas, financiadas por comportamento crescentemente especulativo. Identifica narrow predictions pela presença de projecções eufóricas, pela propensão a financiá-las com comportamento especulativo e pela vigilância sobre a valorização. A resposta é remover previsões estreitas da carteira e adaptá-la em passos medidos, contrariando uma visão de mundo demasiado estreita.
Top 10 do S&P 500 hoje detém 80% do GDP americano face a 36% no pico do tech bubble em Março 2000. As sete maiores empresas do índice por market cap — todas tech — experimentaram um six-fold de lucros na última década, gerando meio bilião de dólares anuais. Top 10 share dos lucros do S&P 500 atingiu record de 35% (vs 23% há dez anos). Multiple agregado em 35,2x (39x para tech members), com sub-3% de yield de lucros. Nvidia em $4,5T market cap a 52,4x, Tesla a 243,8x. O paralelo histórico com o tech bubble não impressiona — being less overvalued than 2000 não é convincing position.
O sentimento pró-risco e a concentração crescente nas acções da Magnificent 7 estreitaram a amplitude do mercado e penalizaram o desempenho relativo dos títulos defensivos da carteira. A casa observa que as dinâmicas recentes não favoreceram acções defensivas, embora considere os fundamentais dessas posições sólidos.
Gestores notam que muito dos ganhos do mercado desde o fundo de Abril se acumularam em accoes que estao a habilitar ou a beneficiar de IA, enquanto o crescimento economico global permanece moderado. Num ambiente de crescimento escasso, os premios de valuation pagos por accoes de crescimento rapido aumentaram, e a concentracao de retornos nas accoes de valuation mais elevada e descrita explicitamente como factor de risco a monitorizar.
Polen identifica Apple, Tesla e NVIDIA como ~27% do índice e quase metade do underperformance relativo. Heavy concentration at stock e sector level leaves Index com heavy exposure a higher-beta areas. Polen explicitamente estructuralmente diferenciada, com health care overweight (18% vs 7%) como ballast.
Os índices amplos norte-americanos subiram no trimestre alimentados pelo optimismo continuado com a inteligência artificial e pela perspectiva de política monetária mais acomodatícia. A tecnologia foi o grupo com melhor desempenho e o crescimento superou materialmente o valor, pano de fundo em que a estratégia subiu mas ficou aquém do Russell 1000 Value.
As preocupações com a avaliação aumentaram à medida que o mercado renovou máximos. A gestora nota que as métricas do S&P 500 estão bem acima das médias históricas, mas são fortemente influenciadas pelas avaliações elevadas de várias mega caps, que representam uma percentagem sem precedentes do índice ponderado por capitalização. As dez maiores acções correspondem a 39% do peso do índice, o valor mais alto de sempre, enquanto o índice equiponderado e os índices de média e pequena capitalização estão mais próximos das normas históricas.
A RGA abre o comentário com a constatação de que o mercado, tal como habitualmente referido, passou a ser dominado por um punhado de empresas de muito grande capitalização. O S&P 500 equiponderado (RSP) é, no seu entender, um indicador muito mais fiel do desempenho da acção mediana, e a divergência face ao SPY revela quão distorcido ficou o índice ponderado por capitalização. As dez maiores empresas representam já mais de 40% do peso do índice, um nível histórico que torna comparações de múltiplos como o preço/lucro menos relevantes do que seriam normalmente. A esta concentração somam-se a especulação retalhista, forte ao ponto de dobrar a lógica de avaliação — exemplificada na Palantir —, criando um ambiente que penaliza estratégias activas mas que, defendem os gestores, abre oportunidades.
A carta descreve uma liderança de mercado a estreitar-se, com o tema de crescimento secular da IA a convergir com as maiores empresas e o S&P 500 a acrescentar 15 biliões de dólares de capitalização desde Abril. Sinaliza actividade especulativa crescente, com menos de metade dos constituintes do Nasdaq 100 acima das médias móveis de 50 dias no fim do trimestre, e avisa que a dependência da economia face à IA pode amplificar qualquer inversão.
Os Estados Unidos contribuíram com perto de 70% do ganho do índice e as tecnologias de informação, o consumo discricionário e os serviços de comunicação explicaram, em conjunto, mais de 70% do retorno total. Subiram 60% dos constituintes, mas o retorno mediano ficou em cerca de metade do ganho do índice. A equipa nota ainda que o tema secular da IA convergiu com as maiores empresas à medida que os mercados avançaram e a liderança estreitou.
A subida das Magnificent 7 levou a concentração de mercado a novos extremos: as dez maiores acções do S&P 500 representam um recorde de 39% do índice, um nível não visto em mais de cinco décadas. O peso combinado dos sectores de Tecnologia e Serviços de Comunicação subiu para perto de 50% do índice, máximo histórico, enquanto os sectores defensivos caíram para apenas 19%, mínimo de várias décadas. O prémio de valorização do crescimento sobre o value atingiu 110%, mais do dobro da média histórica de 57%. Os gestores enquadram estes extremos como argumento central a favor de uma reversão para acções de dividendo e value.
As valorizações das grandes capitalizações permanecem elevadas, com as dez maiores acções do S&P 500 a representar perto de 40% da capitalização do índice — um recorde que sublinha uma concentração extrema. Após vários anos de liderança estreita em torno das grandes tecnológicas, o terceiro trimestre assistiu a um alargamento notável da participação de mercado, sobretudo entre empresas mais pequenas. Os gestores enquadram esta concentração como contraste favorável a segmentos subvalorizados do mercado, sobretudo small-cap value.
Após vários anos de liderança estreita em torno das grandes tecnológicas, o ressalto das Magnificent 7 empurrou a valorização do grupo de volta para máximos históricos e a concentração de mercado para níveis extremos. O S&P 500 ponderado pela capitalização superou a versão equiponderada em 360 pontos base no trimestre, e apenas 37% das acções superaram o índice no acumulado do ano. Os gestores enquadram esta concentração como um risco para o mercado mais alargado e como contraste favorável aos segmentos value, mais baratos e com posicionamento leve.
Top 10 do Russell 1000 Growth representa agora mais de 60% do índice. SGA está exposta a quatro destes top 10 (Nvidia 7,5%, Alphabet 3,1%, Apple 3,3%, Microsoft 7,0%) mas underweight aos restantes seis (Tesla 0%, Broadcom 0%, Oracle 0%, Palantir 0%, AppLovin 0%, AbbVie 0%). O top 10 contributors do R1G acumulou 10,18 pontos percentuais de retorno YTD (97% do índice) versus 20,9 pontos percentuais de exposure SGA — selection bias contra SGA quando bifurcação se aprofunda, mas opcionalidade significativa se concentração reverter.
A gestora reflecte sobre 5 anos pós-COVID — apesar da dominância das Magnificent 7 e do lack of breadth, condições de mercado foram melhores para o estilo value à medida que taxas de juro normalizaram a partir de 0%. Articula explicitamente que Sound Shore não detém nenhuma das 7 acções (Apple, Microsoft, Amazon, Alphabet, Tesla, Nvidia, Meta) a 31/3/2025 — divergência deliberada do índice.
A SouthernSun observa que, enquanto as fronteiras da oportunidade se alargam, a estrutura de propriedade se estreita: um pequeno grupo de gestores de activos de grande dimensão domina hoje a propriedade do capital cotado, tornando-se accionistas universais com influência sobre a maioria das large caps. A casa enquadra esta concentração como uma ameaça à diversidade de pensamento que definiu o capitalismo, gerando uma uniformidade involuntária. Vê nisto simultaneamente um desafio — o afastamento entre propriedade e administração — e uma oportunidade de diferenciação nas empresas de menor dimensão onde a descoberta genuína ainda é possível.
A SouthernSun observa que um pequeno punhado de gestores de activos de grande dimensão domina a paisagem da propriedade de capital público, tornando-se accionistas universais com influência sobre a maioria das empresas large-cap. Argumenta que esta concentração extravasa o desempenho: molda a governação corporativa, as dinâmicas competitivas e o próprio tom cultural dos mercados. O capital passivo, pela sua natureza, detém tudo em proporção independentemente do valor ou da visão, gerando uma uniformidade não intencional — uma monocultura de investimento. A casa enquadra a oportunidade na diferenciação através de empresas mais pequenas onde a concentração é menos pronunciada.
Squire enquadra o desempenho relativo numa narrativa de mercado dominado por large caps em que activistas com mandato SMID têm dificuldade estrutural em superar índices ponderados por capitalização. Russell 2000 superou o fundo no trimestre e no acumulado de 2025, mas Squire ancora a tese activista como independente do regime e antecipa convergência relativa quando o mercado rodar para SMID value.
A leitura é bilateral. Sobre a liderança de mercado concentrada em IA e momentum, a gestão não a vê como o problema central — valuations elevadas face a níveis históricos, mas crescimento de resultados ainda positivo e economia resiliente. A preocupação concentra-se na "renewed bubble forming across speculative themes", onde liquidez e entusiasmo retalhista empurraram valuations para lá dos fundamentais. Sectores ligados a quantum computing, energia nuclear, eVTOLs e drones surgem particularmente desconectados da realidade. A gestão sublinha ainda a subperformance dos factores Value (−4,5%) e Quality (−5%) em base sector-neutral no acumulado do ano, evidência da liderança de empresas de baixa qualidade.
Wedgewood identifica electricidade como o bottleneck verdadeiro do ciclo AI. Saber Capital antecipa que a procura global de data centers atinja 1.600 TWh — equivalente a 40% do consumo eléctrico actual dos EUA. Sam Altman articula objectivo OpenAI de 250 GW até 2033 face a 2 GW à saída de 2025. Reguladores estatais e políticos locais ganham papel decisivo no licenciamento e tarifário, com preços médios de electricidade nas cidades EUA já a subir de 13,5 cent/kWh em 2016 para 18,2 cent/kWh em 2025.
Os gestores sinalizam que growth bateu value e large caps continuaram a superar small caps no trimestre, com liderança estreita do AI trade. Apesar do sentimento optimista, a concentração em mega-cap tecnológicas eleva o risco de oscilações abruptas de sentimento. Cortes fiscais e desregulação deverão sustentar a ampliação do rally para além do AI trade.
A carta atribui à Palantir mais de 20% do retorno do Russell Midcap Growth no trimestre e um peso no índice de cerca de 9% em finais de Junho, acima do maior nome do Russell 1000. A equipa afirma que não deter a acção foi, tal como no trimestre anterior, o maior travão isolado do retorno relativo, e que sem a Palantir as posições de tecnologia da informação passariam de maior travão a contributo. Com a saída da Palantir e da AppLovin do índice, espera um perfil de retorno mais equilibrado e típico.
Os gestores questionam abertamente o múltiplo trailing de 27X do S&P 500, observando que nove dos 10 melhores desempenhos trimestrais do índice foram nomes de tecnologia. O Bitwise Crypto Index subiu 31% no trimestre, e dez dos 14 títulos do Russell 3000 que triplicaram desde inícios de Abril não geram lucros. Por contraste, cinco dos piores desempenhos do índice foram saúde. A leitura é de exuberância concentrada — "risk, as they say, is clearly on" — com a capacidade de lucros efectiva das empresas ainda por reportar para Maio-Junho (primeiros dois meses de tarifas em vigor).
Shah caracteriza o 1º semestre de 2025 como mercado resiliente mas de liderança estreita, em que a qualidade ficou em segundo plano em face da narrativa. Articula expectativa de reversão à sanidade quando fundamentais se reasserterem, posicionando a carteira como bem colocada para esse cenário. Enquadra Fed anxiety, tariff tantrums e AI hype como ruído de manchete sem leitura direccional própria — o foco é a estreiteza da liderança, não o macro.
A gestora articula que Palantir Technologies atingiu peso de 8%+ no Russell Midcap Growth Index — o maior peso de uma security única em mais de 25 anos. O recorde anterior era 4,2% atingido por VIAVI Solutions (anteriormente JDS Uniphase) no início de 2000 durante a bolha dot-com (que subsequentemente caiu ~98%). Palantir e AppLovin, ambas removidas do Index a 27 de Junho de 2025, representavam combinadamente quase 11% do peso do Index antes da remoção. A gestora explicitamente compara esta concentração ao pico dot-com — bear-case implícito para investidores indexados.
Magnificent Seven complex resumed leadership role no trimestre, accounting for most of S&P 500's gains. Group appreciated more than 20% no período, outpacing 10,9% gain para Index e 6,9% gain para todas as stocks do Index outside dos Mag7. Lack de exposição foi headwind para o desempenho do Fundo contra broader market. Large-cap stocks outperformed mid- e small-caps; Growth bateu Value across all market caps. Fund mantém tilt para quality apesar do drawdown relativo, com expectativa de "We believe the Fund is more diversified with less correlation across our holdings than most other sector funds."
A gestora articula que a aceleração tecnológica e a intensidade de capital crescente «crowded out» small-caps numa lógica de «winner take all (or at least most)», criando mercado de «haves and have nots». A capitalização do sector tecnológico do S&P 500 como percentagem do total atingiu 32% — par com o pico da bolha dot-com (31%). Os top 5 nomes do S&P 500 valem 5x todo o Russell 2000. Postura cautelosa face à concentração mega-cap, contraposta pela tese long em small-caps.
Pavese enquadra o mercado actual como dominado por um handful de stocks que toda a gente possui, com as top dez acções a representar 38% do S&P 500 e a transaccionar quase 40% mais caras do que pares de menor dimensão. A carteira é construída deliberadamente fora deste epicentro especulativo, com flexibilidade para deter empresas mais pequenas — entre 5 e 25 mil milhões de dólares — descritas como completamente desligadas do índice.
A gestora regressa ao tema de concentração extrema: Magnificent Seven combinada +21% no trimestre vs apenas +5% do S&P 500 Equal Weight, repetindo padrão dos dois anos anteriores. Embora reconheça o risco estrutural da liderança estreita, o tom é descritivo mais do que accionável — momento e crescimento de lucros foram os factores mais positivos do trimestre, validando o trade no curto prazo. Stance mixed reflecte leitura de risco-de-fragilidade simétrica: a estreiteza alimenta o rally enquanto durar, mas amplifica qualquer reversão.
Tese estrutural explícita: a Magnificent Seven representa mais de 30% do S&P 500 e transacciona acima de 30x lucros — o dobro do múltiplo médio de longo prazo do índice. São empresas fabulosas que merecem prémios de valuation, mas já são as maiores do mundo e a lei dos grandes números acaba sempre por apanhar toda a gente. O Exhibit 4 mostra que níveis elevados de concentração precedem broadening — o S&P 500 equal-weight tende a bater o cap-weighted nos cinco anos seguintes. A resposta da Strategy é uma carteira tradicionalmente diversificada.
IT terminou o T2 a 49% do Russell 1000 Growth, second-highest concentration desde reclassifications de 2018 e 2023. As gestoras citam Exhibit 2 mostrando que weights dos 10 largest S&P 500 constituents acima de 24% historicamente precedem subsequent five-year underperformance do cap-weighted face ao equal-weighted index. S&P 500 a mostrar signs de broadening na advance/decline line e número de stocks above 50-day moving average, mas RLG continua dominado por eight $1 trillion+ market cap components.
Rally do trimestre caracterizado como combinação de continued AI demand e low-quality rally — growth stocks overcame tariff-induced market volatility. Underperformance relativa ilustra dispersion: handful de stocks com excessive valuation (Palantir +55%) liderou o índice mas não cabem no framework qualitativo do Strategy. Iniciação modest em Palantir como risk management strategy reflecte tactical recognition do drag relativo, não embrace da tese.
Aram Green observa retorno do mercado a liderança mega cap growth no T2, com Russell 3000 Growth a superar value por mais de 1300 bps. Articula dislocation histórico SMID versus large cap: gap anualizado rolling a dez anos é o maior alguma vez registado desde os anos 1930, com valuations relativos no decil inferior. SMID stocks recuperaram historicamente após períodos de sub-desempenho significativos versus large cap conforme Exhibit 1: retorno médio de preço de Russell 2500 versus Russell 1000 nos doze meses seguintes a sub-desempenho de -15% é de 4,3%, 9,7% nos 24 meses e 13,5% nos 36 meses.
Os gestores caracterizam o rali do T2 2025 como fuelled por menor capitalização de mercado, non-earners de baixa qualidade e um surto de volume retail favorecendo momentum e as acções de maior risco. Apontam para o regresso de alguma da mania de "meme stock" de 2021, com retail trading a representar 20% do volume diário versus 10% em 2010, e gyrations selvagens em criptomoedas, quantum computing e eVTOL. A Goldman Sachs "meme" basket atingiu máximo histórico, rendendo mais de 44% no trimestre.
Os gestores caracterizam o rali do T2 como propelled by risky and speculative assets, reminiscente das post-COVID days of meme stocks e NFTs. O retail trading mais que duplicou desde 2010, atingindo aprox. 21% do volume total. Quase 45% das empresas compradas pelo retail são zombies sem lucros — apontam Regencell Bioscience como extremo, +7,000% no trimestre com $40 bn de market cap sem revenue, regulatory approval ou patentes. Mere online chatter empurra low-quality, sem lucros e cast fundamentals aside.
A equipa observa que o rali pós-8 de Abril foi liderado por um número relativamente pequeno de títulos. Nas large caps, as Mega Cap do 'Magnificent 7' representaram 65% do retorno total do S&P 500 no trimestre. A liderança estreita estendeu-se às small caps: 30% dos ganhos do Russell 2000 Growth vieram de apenas dez acções, e o Russell Mid Cap Growth recebeu 59% dos retornos dos seus dez melhores desempenhos. O fenómeno é capturado como headwind para uma carteira diversificada de qualidade.
As sete maiores capitalizações tecnológicas explicam 65% do retorno total do S&P 500 no trimestre e 30% dos ganhos do Russell 2000 Growth vieram de apenas dez títulos. Os não rentáveis do Russell 2000 subiram 12,9%, quase o dobro dos 6,9% dos rentáveis, e os títulos de beta mais elevado, preço mais baixo e pior retorno do capital superaram todos o índice.
O segmento com beta superior a 2,3, ao qual o composite não tem qualquer exposição, gerou mais de metade do retorno do Russell Midcap Growth no trimestre, e o índice recebeu 59% dos seus ganhos dos dez melhores títulos. Só a ausência da Palantir, maior peso do índice, custou cerca de 400 pontos base de retorno relativo. É a mesma leitura do trimestre anterior com o sinal invertido: o que então favoreceu a carteira passou agora a penalizá-la.
As sete mega capitalizações valeram 65% do retorno total do S&P 500 no trimestre e a estreiteza estendeu-se às pequenas capitalizações: dez acções explicaram 30% dos ganhos do Russell 2000 Growth e as dez melhores do Russell Mid Cap Growth valeram 59% do retorno do índice. Dentro do universo SMid, os títulos de beta mais elevado e sem resultados foram os maiores vencedores.
Os gestores articulam tese contrarian: S&P 500 trada a 23x lucros forward e Nasdaq a 30,5x, com prémio concentrado em narrativa de IA, meme stocks e investidores institucionais forçados a restringir underweights em outperformers recentes. Apenas quatro posições do Fundo (Universal Music, McKesson, Mastercard, Visa, 21,6% do total) negoceiam em múltiplos próximos do mercado. As restantes posições negoceiam a 10-18x, descritas como "becoming cheaper and cheaper in a relative sense".
A tese sobre TKO ancora-se na liderança duopolista em conteúdo de desporto de combate (UFC + WWE), com optionality crescente em site fees: TKO demonstra capacidade de captar valor económico de cidades-anfitriãs ao festivalizar eventos ao longo de múltiplos dias, gerando upside material em eventos previamente não-monetizados. O acordo TKO/Perth Government referencia ~$50M de benefício económico associado a um weekend takeover com três eventos WWE — case-study explícito.
A casa descreve um ambiente risk-on em que acções mais especulativas e orientadas para crescimento lideraram o mercado. Muitos negócios de baixa qualidade — com baixa profitabilidade, resultados instáveis e níveis elevados de dívida — superaram as empresas de alta qualidade que a Fenimore favorece. O trimestre viu rotação para semicondutores e empresas especulativas, incluindo biotechs, enquanto homebuilders e indústrias menos cíclicas como seguros e consumer staples — onde a casa frequentemente encontra firmas de alta qualidade — ficaram para trás. Virtualmente todos os fundos quality-biased ficaram aquém do Russell 2000.
A equipa abre e fecha o comentário assinalando que as valorizações actuais do S&P 500 se assemelham às do final da década de 1990. Declara que avaliar as grandes empresas de crescimento caras está acima das suas competências, mas recorda o que sucedeu às franquias de qualidade quando a bolha rebentou.
O S&P 500 e o Nasdaq Composite atingiram máximos históricos no início de Julho. Poppe classifica o múltiplo de 23,7 vezes lucros do índice como alto, mas contrapõe que o crescimento norte-americano continua sólido e que o consenso dos analistas na FactSet aponta para crescimento de 9,4% dos lucros das componentes do índice no ano — nível que considera respeitável dada toda a incerteza. Nota ainda que o atraso da carteira face ao índice se deveu em parte à menor exposição aos gigantes tecnológicos, efeito que perdeu importância em 2025 com alguns dos chamados Magnificent 7 a vacilar.
Miller reconhece que muitas das maiores empresas do mundo estão a desafiar a lei dos grandes números, dando como exemplo os 18% de crescimento de receita da Microsoft e os mais de 11 mil milhões de dólares acrescentados num único trimestre. O ponto seguinte é aritmético: duplicar exigiria somar mais 4 biliões de dólares de capitalização, com um múltiplo de 38 vezes lucros que deixa pouca margem para expansão. Separa explicitamente a qualidade da empresa da qualidade do investimento.
Godfrey documenta uma estreiteza de mercado em extremos históricos. O Russell Mid Cap Index é composto por 810 acções, mas quatro empresas representaram 22% do retorno do índice no T2 e 31% no acumulado do ano — três delas cripto (Coinbase, Robinhood, Microstrategy) e a Palantir, a transacionar a 76x receitas. O gestor cita ainda a Bloomberg sobre subidas de 78% em empresas ligadas a Bitcoin, 69% em computação quântica e 44% em meme stocks. Considera esta liderança emblemática de um apetite ao risco elevado, reminiscente do mercado de meme stocks/SPAC de 2021, e raramente sustentável.
A equipa abre a carta a constatar que o Russell 2000® ficou atrás do S&P 500 pela quinta vez em seis trimestres e que os investidores permanecem subalocados a small caps. Parte da desafectação é atribuída a ideias erradas sobre a classe — as empresas são frequentemente maiores do que se assume e dominantes nos seus nichos.
A equipa argumenta que as alternativas passivas negoceiam a múltiplos de avaliação acima das médias históricas: o índice value transacciona com prémio meaningful face à sua própria média histórica, enquanto o índice growth se aproxima de máximo histórico. Em contraste, o rácio preço/lucro do portefólio mantém-se em linha com a sua média de longo prazo, quer usando consensus quer a estimativa própria de lucros normais. A equipa interpreta esta dicotomia como favorável a investidores activos focados em fundamentais e valuation de longo prazo, ainda que não consiga prever com confiança quando o benefício se materializará.
Deal observa que cerca de metade dos resultados do S&P 500 vêm das 25 maiores e mais dominantes empresas do mundo, cuja durabilidade torna o índice difícil de apostar contra em qualquer prazo razoável. Reconhece, porém, que isso não significa que o desempenho futuro será tão atractivo como na última década: à medida que os receios económicos abrandam, as valuations podem tornar-se um travão para muitas acções do S&P 500 recentemente consideradas refúgios seguros. Caracteriza a recuperação trimestral, sobretudo em tecnologia, como o "rally mais odiado".
A gestora descreve um mercado de novo caro versus a história e estreito: a tecnologia explicou 65% do retorno do S&P 500 e 95% das dez maiores acções do índice são Magnificent Seven ou tecnologia. A recuperação foi liderada por nomes especulativos — 858 empresas deficitárias do Russell 3000 subiram 36% entre 9 de Abril e 27 de Junho, batendo o S&P 500, e o índice Growth-Dynamic superou o Growth-Defensive em quase 20%. Contra este pano de fundo, a gestora valoriza a diferenciação da carteira face ao índice.
A ausência dos dez melhores títulos do Russell Midcap explicou mais de 40% do atraso do trimestre, apesar de o índice ser mais alargado na parte baixa da capitalização. A casa lê o S&P 500 como de regresso ao território caro e concentrado em que iniciou o ano.
A casa nota que o S&P 500 regressou ao território caro e concentrado em que iniciou o ano, ao mesmo tempo que o pano de fundo de risco macroeconómico se deteriorou desde o arranque de 2025, com abrandamento do mercado de trabalho, incerteza tarifária persistente, obstáculos vindos da dívida, tensões geopolíticas e tendências de inflação pouco claras. Daí retira a expectativa de retornos accionistas moderados no curto prazo.
A casa nota que o S&P 500 regressou ao território caro e concentrado em que iniciou o ano, ao mesmo tempo que o pano de fundo de risco macro se deteriorou desde o começo de 2025. Nota ainda que as grandes capitalizações superaram as pequenas e que os estilos de crescimento lideraram os de valor no trimestre.
As gestoras descrevem a intersecção entre indexação e "never let you down stocks" como motor de uma distribuição desigual da incerteza de resultados, agravada por um nível preocupante de especulação em títulos de menor qualidade (manchete do WSJ sobre meme stocks e apostas YOLO). Continuam a evitar os favoritos populares e a inclinar-se para mispricings gerados por emoções de curto prazo, sustentando o P/V atrativo em low-60s%.
Rhodes enquadra os investimentos preferidos como monopólios com crescimento — mais previsíveis e com espaço natural para reinvestir lucros. Efeitos de rede, escala, bundling e custos de mudança sustentam rentabilidade e crescimento extraordinários em Alphabet, Amazon, Apple, Meta e Microsoft. O mercado tem dificuldade em aceitar que algo óbvio possa estar mal precificado. As quatro posições do tema — Meta, Tencent, TSMC e Nvidia — representam 35% da carteira.
A amplitude de mercado estreitou de forma significativa: a versão de igual ponderação do Russell 1000 Growth ficou cerca de 7% abaixo da versão ponderada por capitalização, invertendo a leitura mais saudável do primeiro trimestre. As empresas estáveis caíram em desfavor e o rali concentrou-se num subconjunto estreito de acções de elevado momento, alimentado pela expansão de múltiplos e não pelo crescimento de lucros.
Big Tech voltou a liderar o mercado em alta enquanto a esperança de um rally mais alargado entre sectores não se materializou. O S&P 500 equal-weighted ficou aquém da versão market-cap-weighted, sublinhando a dominância continuada de um punhado de mega-caps de tecnologia. Com valuations já elevadas, o gestor argumenta que a trajectória do mercado dependerá mais do crescimento de lucros do que de expansão adicional de múltiplos, advogando disciplina de valuation e foco em qualidade durável.
Big Tech voltou a liderar o mercado em alta enquanto a esperança de um rally mais alargado entre sectores não se materializou. O S&P 500 equal-weighted ficou aquém da versão market-cap-weighted, sublinhando a dominância continuada de um punhado de mega-caps de tecnologia. Embora o trimestre tenha registado a melhor subida desde 2023, a estreiteza da leadership e valuations já elevadas levam o gestor a advogar disciplina de valuation e foco em qualidade durável.
O rally foi liderado novamente pela Big Tech, com o S&P 500 equal-weighted a ficar aquém do índice market-cap-weighted e a sublinhar o domínio continuado de um punhado de tecnológicas large-cap. A esperança de uma rotação mais ampla entre sectores não se materializou no trimestre. A concentração eleva a fragilidade do índice, ainda que sustentada por resultados resilientes.
Com as valorizações accionistas globais em máximo histórico, a casa considera que existe um tecto para o potencial de subida e pouca margem de segurança para lucros ou perspectivas abaixo do esperado. Antecipa que as expectativas de lucros sejam revistas em baixa ao longo do ano e que prossiga a rotação sectorial, com os líderes do segundo trimestre a arrefecer e os retardatários do trimestre posicionados para recuperar.
S&P 500 P/E em 24x. Net margin em 13% — face a 8,5% há 20 anos e 5% há 30 anos. As Mag 7 capturam quase toda a contribuição de lucros do S&P 500 mas a força de margens é mais ampla — S&P MidCap 400 e SmallCap 600 com margens acima de qualquer ponto pré-2021. Os gestores duvidam da sustentabilidade num cenário em que metade do país está sob pressão. CEO confidence colapsou no T2.
A gestora observa que os retornos do índice se concentraram num punhado de nomes: as oito maiores acções geraram aproximadamente 55% do retorno total do benchmark, e todas menos uma são consideradas beneficiárias iniciais de IA. Embora detenha duas das oito (AppLovin e Cloudflare), sublinha, com base na história, que as empresas tidas como vencedoras de tecnologias disruptivas podem mudar rapidamente, justificando cautela perante a concentração da liderança de mercado.
Polen identifica que menos de 1/3 dos constituintes do índice outperformed o overall return no T2, com semicondutores (+64% a partir dos mínimos de 8 de Abril) e high-beta cyclicals a definirem o rally. A exposição zero a semicondutores explica quase totalidade do sub-desempenho relativo de -8,48%. Polen articula o portfolio como estructuralmente diferenciado, broad and diversified across the growth spectrum.
Dissipada a incerteza de curto prazo sobre as tarifas recíprocas, o segundo trimestre abriu caminho a uma recuperação de 25% que não foi generalizada: menos de um terço dos constituintes do índice superou o retorno global. Dois temas ligados definiram a subida, a liderança da inteligência artificial e os cíclicos, com os bancos de novo entre os principais motores do índice. A estreiteza da liderança e a forte ciclicidade formaram um ambiente adverso a uma carteira construída sobre crescimento secular de qualidade.
A liderança do mercado no trimestre concentrou-se nas mega caps tecnológicas e nos segmentos de beta mais elevado, com o S&P 500 ponderado por capitalização a render 10,9% contra apenas 5,5% do índice equiponderado. A gestora reafirma a preferência por uma carteira amplamente diversificada de acções de crescimento de qualidade a preços razoáveis como resposta a esta concentração.
O gestor reconhece que a maior parte dos ganhos recentes do S&P proveio do AI Trade — infraestrutura de IA e as grandes plataformas tecnológicas — e partilha a cautela quanto a uma eventual correcção saudável do mercado americano. Não traduz essa cautela em posicionamento direccional.
Com a concentração de mercado perto de máximos históricos, a gestora vê vulnerabilidades potenciais num subconjunto das maiores posições do índice. Argumenta que a concentração criou um vazio que pode limitar a exposição às empresas das outras 493 do índice, ou fora dele, melhor posicionadas para usar a IA para melhorar a magnitude ou a duração do crescimento dos seus lucros.
Com a concentração de mercado perto de máximos históricos, a equipa vê vulnerabilidades potenciais num subconjunto das maiores participações do índice. Acrescenta que a concentração do índice criou um vazio que pode limitar a exposição a negócios com pesos menores no índice de referência, precisamente aqueles que considera melhor posicionados para usar a inteligência artificial para aumentar a magnitude ou a duração do crescimento dos seus resultados.
A recuperação das Magnificent 7 empurrou a concentração do mercado para novos extremos: as dez maiores acções do S&P 500 representam um recorde de 38% do índice, nível não visto em mais de cinco décadas. As valorizações regressaram a máximos de várias décadas, com o índice ponderado pela capitalização a negociar a 22x lucros futuros — o terceiro valor mais alto em trinta anos — contra 17x do índice equiponderado. O prémio do crescimento sobre o value atingiu 130%, mais do dobro da média histórica de 57% e acima do pico especulativo de 2020. Os gestores enquadram estes extremos como o argumento central para uma reversão a favor de acções de value e de dividendo.
A concentração de mercado nunca foi tão grande: excluindo uma automóvel em declínio a cerca de 200x lucros, o P/E forward das dez maiores do S&P 500 cai de 40x para 26,5x, contra 18x do índice equiponderado. A dispersão de avaliações está elevada, ainda que não tão extrema como em 2000 ou 2021, com a fatia de acções a transaccionar acima de 10x EV/vendas de volta a máximos da bolha dotcom.
Citando Jim Paulsen, Wedgewood destaca que mais de 76% dos 72 grupos industriais do S&P 500 negoceiam a um P/E relativo abaixo da sua média de 35 anos. Este é o "hunting ground" recente da equipa — onde encontraram United Rentals e Zoetis. A tese: apesar da dominância tech persistente, uma lista crescente de acções tornou-se bargain por "benign neglect" da comunidade institucional obcecada pelo curto prazo. Quality compounders são comprados quando "fall out of favor".
A gestora destaca que o período evidenciou preocupações com a concentração de mercado, com as dez maiores empresas a representarem aproximadamente 37% do S&P 500 no início de 2025. Em consequência, a queda colectiva destas líderes teve impacto significativo no retorno de -4,27% do índice no trimestre.
O trimestre destacou preocupações sobre a concentração do mercado: as dez maiores empresas representavam aproximadamente 37% do S&P 500 no início de 2025. Em consequência, a underperformance colectiva destas líderes teve impacto significativo no retorno de -4,27% do índice no trimestre. A gestora regista o fenómeno como caracterização do enquadramento de mercado, sem articular tese direccional sobre concentração.
A gestora sublinha que o trimestre evidenciou preocupações de concentração do mercado: as dez maiores empresas representavam aproximadamente 37% do S&P 500 no início de 2025, pelo que o desempenho inferior colectivo destas líderes teve impacto significativo no retorno de −4,27% do índice no trimestre. Information Technology e Consumer Discretionary foram os piores sectores; Energy e Health Care superaram. Stance neutral — observação estrutural de mercado, sem posição directional articulada.
A carta assinala que a Palantir subiu 12% no trimestre e terminou com um peso de 6,2% no Russell Midcap Growth Index, uma capitalização de quase 180 mil milhões de dólares e um rácio preço/vendas de 66 vezes, e que não deter a acção foi o maior travão isolado da carteira no trimestre. Nota também que, tendo a expansão da IA ajudado a sustentar o domínio das Magnificent Seven, a notícia do DeepSeek pesou sobre alguns dos maiores nomes do Russell 1000 Index.
Depois de dois anos de domínio, as Magnificent Seven vacilaram e responderam pela totalidade das perdas do S&P 500 no trimestre: cederam 15% no período e 19% face ao pico de Dezembro de 2024, com a emergência da concorrência chinesa em inteligência artificial a somar a expectativas de crescimento exigentes. Excluindo esse grupo, o índice ainda somou 1%. A ausência de exposição do Fundo às Magnificent Seven foi um apoio face ao mercado mais amplo, tal como a maior exposição ao sector financeiro, que subiu mais de 3% no índice.
Pavese argumenta que optimismo crescente e valuations recorde deixaram os activos americanos vulneráveis, com um handful de tecnológicas a dominar o desempenho dos índices passivos. Com as Magnificent 7 agora maiores do que todo o Europe STOXX 600, apostar na coisa certa raramente é a estratégia mais rentável: retornos superiores vêm de odds superiores, não de histórias superiores. Com concentração sem precedentes e divergências recorde de valuation face ao resto do mundo, a diversificação nunca foi tão importante.
A gestora documenta a inversão do padrão de concentração dos dois anos anteriores: a liderança do índice transitou de um grupo concentrado de mega-caps tecnológicas para uma base mais diversificada, com o S&P 500 Equal Weight a superar o cap-weighted em 370 pontos base. A rotação favoreceu sectores defensivos, qualidade e dividendos — precisamente o habitat natural do fundo — enquanto os líderes de 2023-24 (consumo discricionário, tecnologia, serviços de comunicação) ficaram para trás. Stance mixed: o alargamento valida o estilo growth & income do fundo, mas as suas maiores posições tecnológicas (Microsoft, Broadcom, Oracle) sofreram com a reversão de momento.
As gestoras vêem os holdings fora das Magnificent Seven a começar a entregar melhor crescimento de resultados e posicionaram o portfólio em antecipação deste broadening out do mercado. Barring a recession, esperam em 2025 que industrials e health care estreitem o gap de crescimento de resultados face ao technology universe. O Strategy entra no período de incerteza com tariff exposure geralmente inferior ao benchmark.
Enquanto 2024 foi definido por um mercado estreito dominado por um pequeno conjunto de momentum stocks, 2025 trouxe um ambiente muito mais diversificado. O gap de valuation entre growth e value tinha atingido níveis historicamente extremos, tornando uma reversão longamente devida. Combinado com a volatilidade recente, isto prepara o terreno para portfólios value de alta qualidade outperformarem — o Russell 1000 Value (+2,1%) bateu folgadamente o growth (-10,0%) no trimestre.
O valor relativo do value face ao growth permanece em extremos históricos — no decil mais barato versus história — apesar de o value liderar o ciclo pós-COVID. O choque tarifário e as disrupções criativas schumpeterianas da emergência da IA podem libertar mais plenamente o value dos níveis extremos actuais, especialmente se o declínio em curso da concentração de mercado a partir de níveis extremos continuar, permitindo que o capital flua para áreas largamente ignoradas até recentemente — algo que os gestores esperam que continue.
Depois de um ano de 2024 em que a falta de títulos de inteligência artificial fez o composite ficar significativamente atrás do índice, a mesma ausência tornou-se, segundo a casa, um contributo determinante para o retorno relativo do primeiro trimestre de 2025. É a mesma leitura do trimestre anterior com o sinal invertido.
Mesmo após o sell-off, os retornos de títulos com preços ricos foram extraordinários: a tabela inicial mostra Nvidia com +559,5% e Tesla com +80,1% em pouco mais de dois anos, contra +29,4% do MSCI World (USD). Os gestores suspeitam que os investidores apenas precisavam de um bom pretexto para catalisar uma correcção que muitos consideravam inevitável, com o recuo das Mag 7 a arrastar a Alphabet sem notícias fundamentais equivalentes.
O trimestre marcou uma reversão da liderança de mercado: as acções de tecnologia, líderes em anos anteriores, foram especialmente penalizadas, enquanto as acções de valor superaram as de crescimento e o S&P 500 perdeu terreno. As empresas vistas como tariff-proof ou economicamente defensivas tiveram melhor desempenho relativo, e a firmeza dos prémios de seguro ajudou as holdings de seguros do fundo. Esta dinâmica, juntamente com o receio crescente de uma bolha de IA, favoreceu o posicionamento de qualidade e valor da Fenimore, traduzindo-se em outperformance relativa nas três estratégias.
A FMI questiona se o mercado terá "levado o seu romance com a tecnologia longe demais". O sector tecnológico saltou para mais de 30% da ponderação do S&P 500 e 40% da contribuição para o desempenho de 2024, enquanto a tecnologia como percentagem do PIB se mantém estável abaixo de 10% — desconexão clara. A tabela da Leuthold compara sinais vitais de hoje com o pico de 2000 (market cap/PIB, margens operacionais, P/E mediano normalizado e défices federais todos significativamente mais altos), concluindo que riscos de queda podem não estar plenamente reflectidos. Estudo da Morgan Stanley reforça a regressão à média das taxas de crescimento elevadas.
Os Magnificent Seven representavam mais de 22% do MSCI World Index e recuaram -14% no trimestre, liderando a queda de -1,8% do índice. O diferencial de avaliação entre os índices de crescimento e de valor mantém-se largo numa base de preço sobre lucros normalizados (27x vs 15x), o que a equipa lê como uma perspectiva promissora para o valor. O portefólio negoceia a um rácio muito mais atractivo de 9x, vantagem que, combinada com bons negócios e balanços saudáveis, sustenta a confiança face às alternativas passivas.
O índice foi penalizado pelo overweight em TI (relativamente bom para o fundo) mas ajudado pelos "BBOPs" — grandes bancos, petrolíferas e farmacêuticas — que pesam mais nos ETFs de value e criaram vento contrário relativo. As gestoras detêm menos destas empresas por não as considerarem de qualidade suficiente no negócio ou nas pessoas, e notam que dois dos três grupos são economicamente sensíveis numa recessão. Num mercado conduzido por ETFs no curto prazo, acreditam que os primeiros passos para fora dos favoritos de crescimento podem favorecer primeiro os BBOPs.
A liderança de mercado rodou para empresas praticamente esquecidas nos últimos 24 meses, com o mercado a alargar-se enquanto as grandes tecnológicas e os títulos ligados à IA eram os mais castigados. Apesar da queda significativa do beta no trimestre, a exposição do índice ao beta permanece historicamente elevada no universo large cap growth e o factor momento ainda não corrigiu; dada a escala da força relativa acumulada pelas acções de elevado momento, o desenrolar poderá demorar.
A gestora regista que as acções growth, particularmente em Consumo Discricionário e Tecnologia de Informação, sofreram as quedas mais acentuadas do trimestre, com os níveis de valorização a recuar após um longo período de desempenho superior, enquanto os sectores tradicionalmente defensivos (Saúde, Consumo de Base, Utilities) lideraram o mercado. A correcção recente removeu parte dos excessos, particularmente nas growth de grande capitalização: o P/E forward do S&P 500 caiu de 22 para pouco mais de 20 vezes e o P/E equal-weighted regressou à média de 10 anos de 16,5 vezes.
Lysik mantém cautela sobre as equities de maior duração que alimentaram a especulação dos últimos anos. Durante o trimestre, a capitalização agregada de acções com price-to-sales superior a 20x atingiu um máximo histórico de 6 biliões de dólares — 1 bilião acima do pico de 2022 e quase o dobro do pico Dot Com. Citando a Kailash Capital, ter-se-ia tido o dobro das probabilidades num casino do que sucesso a investir a longo prazo em acções com múltiplos superiores a 20x vendas. O segmento mais caro do mercado tem consistentemente ficado atrás do mercado agregado no longo prazo.
Acções representam a maior proporção de sempre dos activos financeiros das famílias e nunca foram tão grandes face ao PIB. Os 10% no topo respondem por metade do consumo agregado. No Russell 3000 dos cinco anos terminados em Março 2025, o quintil superior rendeu mais de +500% e o inferior perdeu -50%. As Mag 7 representam a maior parte dos ganhos do S&P 500 e todo o crescimento de lucros dos últimos anos.
O Russell 1000 Growth entrou em 2025 após os melhores dois anos de sempre (+90%), negociando a um múltiplo historicamente rico de cerca de 30x resultados futuros. As Magnificent 7, antes inatacáveis, caíram 15% no trimestre contra 4% do resto do índice, e os semicondutores recuaram 19%: a concentração do índice, durante anos vento favorável, tornou-se a âncora que o puxa para baixo. Com o índice pesado no topo e avaliações elevadas, os preços das acções continuam vulneráveis se a inflação subir. A carteira tem exposição significativamente inferior às Magnificent 7 e zero semicondutores, o que protegeu capital no trimestre.
As Mag 7 estiveram entre os piores desempenhos do trimestre, penalizadas por preocupações de avaliação (Nvidia) e de abrandamento do crescimento de lucros (Tesla), mas ainda representam quase 30% do S&P 500 e 42% do Russell 1000 Growth. A gestora continua a encontrar boas oportunidades em acções de elevada qualidade e preços razoáveis que não acompanharam os índices concentrados, e nota que o S&P 500 equiponderado cedeu apenas 0,6% contra 4,3% do índice ponderado por capitalização.
As Mag 7 estiveram entre os títulos mais fracos do primeiro trimestre, penalizadas por preocupações de avaliação (Nvidia) e de abrandamento do crescimento dos lucros (Tesla). Mesmo após as quedas recentes, representam quase 30% do S&P 500 e 42% do Russell 1000 Growth por capitalização. A gestora continua a encontrar boas oportunidades entre títulos de elevada qualidade e preços razoáveis que não acompanharam os índices concentrados nos últimos anos; o S&P 500 de ponderação igual caiu apenas 0,6% no trimestre, contra 4,3% do índice ponderado por capitalização.
A 24 de Março a FTSE Russell aplicou uma metodologia de limitação ao Russell 1000 Growth para responder à concentração crescente do mercado e a requisitos regulamentares de diversificação. Emitentes acima de 4,7% não podem somar mais de 45% do índice e nenhum pode exceder 22,5%.
Após um ganho acumulado de 57,8% em dois anos — o mais forte desde a bolha Dot-com de 1997-98 — o S&P 500 entrou em 2025 no terceiro ano de bull market, fase que historicamente produz retornos mais contidos. As dez maiores acções ainda pesam 35% do índice, perto de um recorde, e a concentração no Russell 1000 Growth atinge 61%, contra apenas 17% no Russell 1000 Value. Os gestores sublinham que picos de concentração têm sido historicamente seguidos por desempenho inferior do estilo respectivo, alicerçando o argumento para a rotação a favor de value e dividendo.
A gestão data o pico da bolha de IA das notícias da DeepSeek saídas da China, semanas antes do Liberation Day, e observa um ressurgimento de negócios de baixa qualidade a transaccionar a valuations astronómicas em bolsas temáticas — IA, quantum computing, cripto e eVTOL. O regresso de Trump em plena bolha de IA evoca paralelos com presidentes republicanos que tomaram posse em euforia de mercado: Hoover nos Roaring '20s, Nixon na era Nifty Fifty e George W. Bush no boom Dot-Com — todos seguidos de quedas do S&P 500 superiores a 50%. Sem prever um drawdown dessa magnitude, a gestão considera que a história parece estar a rimar. Com a queda do mercado, a evolução dos preços passou a ditar a narrativa, desligando as valuations dos fundamentais.
Sob a espuma de várias mega caps — a Walmart a cerca de 40x lucros, a Tesla a cerca de 200x — o capital continua a ser drenado sem piedade das small caps. A Tesla sintetiza a desconexão da realidade: entregas em queda, margens comprimidas e concorrência crescente, com uma avaliação que implica não só domínio global mas infalibilidade total. Citando Munger, passas misturadas com excrementos continuam a ser excrementos.
Pelo oitavo ano consecutivo — o período mais longo de que há registo — as large caps superaram as small caps: o Russell 1000 rendeu 24,51% em 2024 contra 11,54% do Russell 2000, o quarto maior diferencial desde 1979. O estilo crescimento bateu o valor em todos os escalões de capitalização. Para um gestor de valor, esta concentração é simultaneamente um travão ao desempenho relativo e a origem do desconto que torna o segmento atractivo.
As mid caps ficaram atrás das large caps no trimestre e no ano: o Russell Midcap rendeu 15,34% em 2024 contra 24,51% do Russell 1000 e 11,54% do Russell 2000. O S&P 500 superou 20% por dois anos consecutivos, apenas a quinta vez desde a criação do índice. O estilo crescimento bateu o valor em todos os escalões de capitalização — o Russell Midcap Value ficou 903 pontos base atrás do crescimento em 2024. Para um gestor de valor, esta dispersão é simultaneamente um travão ao desempenho relativo e a origem do desconto que torna o segmento atractivo.
As large caps continuaram a liderar as small caps em 2024, com o Russell 1000 a render 21,18% no acumulado do ano contra 11,17% do Russell 2000. O estilo crescimento manteve vantagem sobre o valor, embora as small-mid caps de valor tenham acompanhado de perto. Para um gestor de valor, esta dispersão é em simultâneo um travão ao desempenho relativo e a origem do desconto que torna o segmento atractivo.
Os mercados mundiais foram liderados em 2024 pelo desempenho dominante das empresas tecnológicas norte-americanas de muito grande capitalização e pelo entusiasmo por acções com tema de inteligência artificial. A gestora qualifica essa subida como estreita e defende que as oportunidades deverão alargar-se às empresas que usam a inteligência artificial para gerar eficiências no mundo real, alertando para dependência excessiva do mercado norte-americano.
O mercado de 2024 foi largamente conduzido por temas de investimento estreitamente focados, contexto em que o estilo value ficou para trás: o MSCI ACWI Growth superou o ACWI Value em 13,46% no ano e em 7,35% no trimestre. Sete dos onze sectores do MSCI ACWI terminaram o trimestre em queda, mas Consumer Discretionary, Communication Services e Information Technology — os sectores onde a liderança estreita se concentra — foram os mais fortes. Para a equipa, esta estreiteza é conjuntural: no longo prazo, as cotações seguirão os fundamentais.
Os ganhos do mercado em 2024 foram fortemente impulsionados pelos Magnificent 7, que pesam colectivamente 33,5% no S&P 500 e responderam por mais de metade do retorno total do índice; o S&P 500 Equal Weight ganhou apenas 13,01% contra 25,02% do índice ponderado. A equipa observa que mercados estreitos guiados por uma narrativa singular — em 2024, a inteligência artificial — não são novidade nas suas décadas de experiência. Detendo várias tecnológicas de qualidade que não participaram no rally de IA, a estratégia ficou para trás, e a equipa mantém-se disciplinada e paciente, confiante de que no longo prazo os preços seguirão os fundamentais dos negócios.
Os mercados foram liderados por mega caps dos EUA e acções de crescimento, com várias Magnificent Seven a impulsionar o rali do MSCI ACWI. A equipa está ciente da expansão de múltiplos que acompanhou esta forte corrida de dois anos e do momentum extremo de vários títulos de crescimento no topo do índice — evidência de animal spirits robustos que, no seu entender, distorceram o desempenho do índice. Olhando para além destes líderes de momentum, encontra avaliações de carteira mais razoáveis, embora não baratas, tendo aparado títulos de avaliação esticada a favor de investimentos mais oportunistas.
A equipa atribui a força do índice ao momento extraordinário de dois grandes componentes, Palantir Technologies e AppLovin, que subiram cada um mais de 100% no trimestre e representaram mais de 90% do retorno de tecnologia da informação do índice e mais de metade do retorno total do trimestre. A equipa sublinha que uma dominância assim é rara em mercados de média capitalização e considera difícil justificar a avaliação da Palantir, cujo múltiplo de vendas futuras passou de 14 para 49 vezes ao longo do ano. Não deter os dois títulos custou 400 pontos base no trimestre e 600 pontos base no ano.
Segundo uma análise da Empirical Research Partners ao S&P 500, as acções no quintil mais alto de ímpeto de preço bateram o mercado em mais de 20 pontos percentuais no ano anterior, leitura que se situa nos 3% de anos mais altos em sete décadas. A equipa ressalva que o S&P 500 é um índice de grande capitalização e que o ímpeto dificilmente terá sido tão extremo no segmento de valor de média capitalização, dada a concentração do índice num punhado de megacapitalizações ligadas à tecnologia e à inteligência artificial; ainda assim, a atribuição por factores mostra o ímpeto como um travão significativo para a carteira, com os maiores impactos negativos nos sectores de pior selecção de títulos.
Os gestores enquadram a concentração extrema como um vento contrário para a gestão activa: os sete mega-caps contribuíram com 7,9 pontos percentuais, ou 45,3% do retorno do índice em 2024. Acreditam que a combinação de avaliações elevadas e fundamentos em desaceleração prepara o mercado para alargar e favorecer o seu processo em 2025.
Na linha de boa parte de 2023 e 2024, o mercado do quarto trimestre foi liderado pelas mega caps norte-americanas e pelas acções mais orientadas para o crescimento, com várias Magnificent Seven a contribuir para a subida do MSCI ACWI. No ano, os retornos do índice de referência foram ajudados pelos desempenhos extremos de dois títulos que a equipa evitou activamente — Super Micro Computer e MicroStrategy — cuja ausência retirou cerca de 300 pontos base. A equipa lê o momentum extremo no topo do índice como prova de espíritos animais robustos que distorcem o desempenho do índice.
Daniel destaca que as dez maiores posições do S&P 500 pesam ~38% do índice, acima do pico de ~27% da era dot-com, negociando a 29x resultados. Reconhece, porém, que as MAG7 estão entre os melhores negócios de sempre e poderão merecer os múltiplos — com a excepção explícita da Tesla. Excluindo as dez maiores, o resto do índice negoceia a ~19x.
A gestora documenta uma amplitude de mercado excepcionalmente estreita: duas acções de software que o fundo não detinha, a Palantir e a AppLovin, subiram mais de 100% e explicaram 52% do ganho do índice de referência no trimestre, enquanto cinco empresas expostas ao tema da inteligência artificial geraram 46% do retorno do S&P 500 em 2024. Sublinha que o Russell Midcap Growth ficou 749 pontos base abaixo do principal índice de crescimento de grande capitalização, em termos anualizados compostos, nos últimos cinco anos. Classifica o impacto relativo da Palantir e da AppLovin como cerca de sete vezes superior ao historicamente observado para dois títulos exclusivos do índice de referência.
A correcção de Dezembro foi também atribuída a avaliações esticadas e à estreita amplitude de mercado, com o Magnificent Seven a dominar os retornos no final do ano: respondeu pela totalidade dos ganhos do S&P 500 no quarto trimestre e por mais de metade do desempenho do ano completo. As grandes capitalizações bateram as pequenas e médias em mais de 2 pontos percentuais no trimestre, e o crescimento superou o valor em toda a linha, com o diferencial mais pronunciado nos segmentos médio e grande (9 pontos percentuais). O Fundo ultrapassou a força do complexo: as suas posições valorizaram mais de 5% contra uma queda de 1% nas acções não-Magnificent Seven do índice.
Cerca de 25% do atraso relativo é imputado ao efeito desproporcionado de Super Micro Computer e MicroStrategy sobre o Russell 2000 Growth. As duas subiram 188% e 118% no primeiro semestre e foram depois removidas do índice; dado o peso invulgarmente elevado e o desempenho excepcional — embora efémero no caso da Super Micro — contribuíram quase 19% do retorno anual do índice. A gestora estima o impacto em mais de 2,5 vezes o maior efeito adverso médio medido nos últimos 25 anos, a mais de três desvios-padrão da norma, e caracteriza a Super Micro como produto de um frenesim cego por investimentos ligados a IA e a MicroStrategy como aposta alavancada no preço da Bitcoin.
A gestora atribui os ganhos dos índices em 2024 ao desempenho extraordinário de um pequeno conjunto de tecnológicas de grande capitalização, impulsionadas por resultados fortes e pelo entusiasmo com a IA, enquanto o resto do mercado ficou atrás dos índices amplos. Ao tratar do enquadramento para 2025, reconhece — como concessão dentro do argumento a favor das small caps — que essa superioridade é o resultado do crescimento extraordinário dessas empresas.
O forte rally das large e megacaps norte-americanas dos últimos anos deixou muitas carteiras com exposição sobreponderada e concentrada à América do Norte. Os gestores veem este enviesamento como um risco a vigiar, sobretudo em segmentos com avaliações esticadas e em títulos cujas subidas têm sido movidas por momentum em vez de fundamentais de longo prazo. Reforçam a importância de manter diversificação para mitigar estes riscos.
Continuação do tema da carta do ano anterior: a concentração dentro dos índices globais persistiu, com apenas 29% das empresas do ACWI no início de 2024 a superar o benchmark no ano. Num mercado com hit rates abaixo de 50%, a alocação de capital torna-se crítica — a gestora cita-o como validação do seu processo de dimensionamento e não como razão para perseguir os mega-caps em que está subponderada.
Contra o coro que avisa de bolha em large cap tech, a gestora argumenta que as empresas tecnológicas líderes e de maior qualidade têm gerado o grosso do crescimento de lucros do mercado — e por isso devem liderar os retornos. A escala atingida (cloud, software) cria vantagens intransponíveis que, na ausência de evento exógeno como intervenção governamental, devem persistir. O desafio do gestor activo é identificar quais os negócios capazes de sustentar e expandir a liderança.
Tal como no ano anterior, o mercado manteve-se estreito e centrado no large-cap growth, com as Magnificent Seven a subirem mais de 65% e os sectores de comunicação e tecnologia novamente no topo. Os sectores defensivos clássicos — saúde, imobiliário e consumo básico — ficaram para trás, e metade do retorno do índice veio da expansão de múltiplos, com o S&P 500 no múltiplo mais alto do século excluindo os anos COVID. Stance mixed: a concentração penalizou o estilo growth & income em termos relativos, mas a gestora espera ser vindicada quando o mercado alargar para lá das Magnificent Seven, tema que acredita que se acentuará em 2025.
Os retornos do mercado em 2024 foram fortemente conduzidos por um grupo de acções de momentum associadas ao tema de IA, cujas valuations expandiram consideravelmente. Para 2025, a gestora acredita que o mercado deverá assistir a um alargamento dos retornos para lá do tema de IA, à medida que mais negócios beneficiam de potencial desregulação, de um ambiente de M&A mais favorável e do afrouxamento da política monetária. Em contrapeso, o sentiment dos investidores parece ter atingido níveis exuberantes — historicamente, correcções de mercado expurgaram sentiment excessivo e criaram oportunidades atractivas nos mercados accionistas.
Os retornos do mercado accionista em 2024 foram fortemente impulsionados por um grupo de acções momentum associadas ao tema de IA, cujas valuations expandiram consideravelmente. Em 2025, a equipa acredita que o mercado deverá ver um alargamento dos retornos para lá do tema de IA, à medida que mais empresas beneficiam de potencial desregulação, de um ambiente de M&A mais favorável e do alívio da política monetária. O salto recorde do NFIB Small Business Optimism Index em Novembro reforça a tese de broadening a favor de empresas mais pequenas.
O índice está mais concentrado do que alguma vez esteve. Entre 1980 e 2020 o peso das dez maiores empresas oscilou entre os meados da casa dos 10% e os meados da casa dos 20%; hoje, por cada 100 dólares investidos num ETF ou fundo do S&P 500, 36 dólares vão para apenas dez das 500 acções, com as Magnificent Seven a valerem 33,5% do índice e a Apple, sozinha, 7,5%. O gestor conclui que o índice falhou o papel para que foi criado em 1957 — representar a acção média — dado que a ponderação da Apple é 38 vezes superior à média, e passa a distinguir mercado accionista de índice S&P 500.
O ano foi marcado por um conjunto sem precedentes de temas estreitos a conduzir o desempenho do benchmark e dos títulos individuais, com concentração extrema num punhado de nomes — alguns altamente especulativos. Os gestores citam Peter Brooks para sublinhar o domínio da narrativa em detrimento da redução de risco fundamental e de qualidade, um ambiente desafiante para gestores activos. Ainda assim, esperam um alargamento do desempenho à medida que os factores macro estabilizam, pelo que a leitura é mista, com viés negativo sobre a sustentabilidade da concentração.
Os gestores descrevem um período de dois anos dominado por um punhado estreito de temas narrativos — largamente relacionados com a IA generativa — e por desafios idiossincráticos em muitos mercados finais (consumo, pequenas e médias empresas, tecnologia não-IA). Um ciclo de produto geracional, plurianual e multissectorial, foi comprimido num período de 12 a 18 meses. Esperam, porém, um alargamento do desempenho do mercado à medida que este ciclo de produto amadurece, pelo que a leitura é mista com viés negativo sobre a sustentabilidade da concentração.
O indicador de Buffett (capitalização de mercado sobre PIB) atingiu máximos históricos de 230% em 2024 — o que pode explicar os níveis recorde de caixa de 325 mil milhões de dólares da Berkshire Hathaway — e, restringido às 50 maiores acções dos EUA, supera os extremos da bolha de 2000 e do arranque da COVID. Quando as avaliações atingiram extremos historicamente inferiores aos actuais, pesaram fortemente nos retornos de longo prazo: a próxima década deveria gerar retornos passivos de acções dos EUA entre negativos e de um dígito baixo, bem abaixo das expectativas crescentes dos investidores.
Após dois anos de ganhos fortes, os gestores veem a continuação dos ganhos a enfrentar desafios. As valuations das large caps estão bem acima da média e o índice depende fortemente das Magnificent Seven, que representam cerca de um terço do peso total. Será necessário crescimento de resultados para sustentar retornos mais elevados nas large caps, uma fragilidade que contrasta com o desconto relativo das small caps e reforça o posicionamento da carteira.
As grandes capitalizações estão muito dependentes das sete maiores tecnológicas, que valem cerca de um terço do peso do índice, e as suas avaliações estão bem acima da média. O gestor liga esta estreiteza ao entusiasmo com a inteligência artificial, que descreve como criador de um ambiente mais especulativo: dentro do universo micro cap, os nomes de beta mais elevado e maior crescimento de vendas previsto superaram claramente.
Quase todo o atraso do trimestre veio de títulos do índice que a carteira não detém, com a Palantir e a AppLovin a somarem cerca de 6% do peso do índice e ganhos de 103% e 148%. O gestor descreve os vencedores do índice como os de beta mais elevado, maior crescimento previsto de vendas e resultados e avaliações mais caras. No plano das large caps, nota que as Magnificent Seven valem cerca de um terço do peso do índice, com avaliações bem acima da média.
As grandes capitalizações dependem muito das sete maiores tecnológicas, que valem cerca de um terço do peso do índice, com avaliações bem acima da média que exigem crescimento de resultados para sustentar ganhos adicionais. O entusiasmo com a inteligência artificial criou um ambiente mais especulativo, desfavorável ao processo da casa: no trimestre superaram as acções de beta elevado com maior crescimento previsto de vendas e de resultados, e no ano as de múltiplos mais baixos.
As Magnificent 7 renderam 14,9% em média no trimestre, o Nasdaq subiu 6,2% e o Russell 1000 Growth 7,0%, enquanto o Russell 1000 Value caiu 2,1%. Nas observações finais, 24 anos de dados MSCI mostram o crescimento a compor 7,7% ao ano contra 5,4% do valor, com 16 vitórias em 18 anos desde 2007 — e os gestores perguntam se é altura de as tabelas voltarem a virar, recusando porém classificações arbitrárias de valor e crescimento.
A Cooper reitera a atracção por Sports Content assets, articulada no Quarterly de Setembro a propósito da TKO Holdings. A FWONK é o exemplo do trimestre: tendências operacionais fortes em pista e em envolvimento de fãs sustentam monetização incremental — o acordo de patrocínio global de dez anos com a LVMH, superando a Rolex, é o case-study. Latência adicional em direitos de media, promoção de corridas, área comercial, MotoGP e spin-off do Liberty Live Group.
Alocar capital indiscriminadamente a fundos de índice propulsionados pelo mesmo grupo cada vez mais estreito de mega-caps tecnológicas há cerca de 15 anos parece-se mais com jogo de azar do que com investimento em valor. O fundo nota que o S&P 493 rendeu 6,3% em 2024, mas recusa medir-se por métricas que excluem os maiores líderes do mercado.
Após um bull market prolongado dominado por um punhado de gigantes tecnológicos e por growth em geral, seria fácil especular que este poderia ser o ano em que o value retoma a liderança — mas, sem bola de cristal e com experiência suficiente para saber melhor, a equipa recusa a prognose e mantém o processo disciplinado de procurar empresas de alta qualidade subavaliadas face ao valor intrínseco. O facto de a maioria das acções fora das mega-caps tecnológicas ter devolvido grande parte dos ganhos do 4T sugere que o optimismo regulatório é contrabalançado por receios de política económica.
Após um bull market prolongado dominado por um punhado de gigantes tecnológicos e pelas acções growth em geral, a maioria das acções fora das mega-caps tecnológicas devolveu os ganhos do T4 — sinal de que o optimismo regulatório é contrabalançado por receios inflacionistas. Os gestores recusam prever a vez do value e mantêm o processo disciplinado.
A gestora observa um bull market prolongado dominado por um punhado de gigantes tecnológicos e por títulos de crescimento em geral, com o valor a ficar atrás do crescimento em todo o espectro de capitalização no 4T e no ano. Nota que a maioria dos títulos fora das mega-capitalizações tecnológicas devolveu grande parte dos ganhos do 4T. Recusa, porém, prognosticar que 2025 seja o ano em que o valor retoma a liderança, preferindo manter o processo disciplinado de selecção.
A gestora descreve um mercado altista prolongado, dominado por um punhado de gigantes tecnológicos e por acções de crescimento em geral, num trimestre em que o valor ficou atrás do crescimento em todo o espectro de capitalização. Observa que a maioria dos títulos, à excepção das tecnológicas de muito grande capitalização, devolveu grande parte dos ganhos do quarto trimestre — o que, na sua leitura, parece sugerir que o optimismo com um ambiente regulatório possivelmente mais acomodatício e com cortes de impostos é superado pelas preocupações com o potencial efeito inflacionista de propostas em áreas como as tarifas, os impostos e a imigração.
Na conclusão, o gestor nota que as dez maiores empresas do S&P 500 pesam quase quarenta por cento do índice e, segundo números GAAP, oferecem apenas 1 dólar de lucros por cada 100 dólares investidos, contra 2 dólares nos restantes sessenta por cento. Sem prever o desfecho, considera que, ajustado ao preço, prefere as probabilidades do seu portefólio, que parte com três a quatro vezes mais lucros por dólar investido.
O trimestre inverteu a liderança habitual da casa: num rally pós-eleitoral risk-on, as acções de baixa qualidade superaram as de alta qualidade — o Russell 2000 Growth subiu 1,7% contra a perda de 1,1% do Russell 2000 Value — e o S&P 500 de grande capitalização superou os índices de menor dimensão. Os nomes de qualidade midcap ficaram sob pressão, agravada por uma liquidação no final do trimestre em que se realizaram lucros nos melhores desempenhos do ano. Dois terços das holdings do Dividend Focus recuaram — ocorrência rara em 29 anos —, traduzindo-se em underperformance relativa nas três estratégias.
As grandes capitalizações americanas, e sobretudo as maiores empresas de crescimento, tiveram um ano muito forte. A equipa escreve que, num momento em que os índices de grandes estão caros e a amplitude do mercado está a estreitar, as pequenas empresas de qualidade parecem relativamente atractivas e a carteira oferece ao investidor diversificação prudente.
Smith documenta que cinco acções — que apelida de "Fab Five" (Nvidia, Apple, Meta, Microsoft e Amazon) — produziram 45% do retorno do S&P 500 em 2024, com a Nvidia sozinha a gerar mais de 20%. Sublinha que a concentração não é fenómeno exclusivamente americano: na Alemanha, 41% do retorno do índice DAX veio de uma única acção, a SAP, cuja cotação subiu 69% e passou a transaccionar a 97 vezes os lucros. Conclui que era difícil acompanhar o índice sem deter estas acções pelo menos com o peso que têm no índice.
O top 10 do S&P 500 excede um terço da capitalização total do índice, bem acima da média de ~20% das últimas décadas; a Nvidia foi responsável por 5% dos retornos do S&P 500 em 2024 e pesa mais no MSCI World do que a França. A gestora considera que o mercado não distingue suficientemente entre estas empresas — Tesla é fundamentalmente diferente da Amazon — e que parte do pricing se desligou das realidades económicas. Vê os resultados futuros de Microsoft e Amazon como mais duráveis; tem mais dúvidas sobre a Nvidia.
Os Magnificent Seven valem 33,7% da capitalização do índice e as dez maiores componentes cerca de 40%, nível que Poppe classifica como máximo de cem anos. O gestor não prevê reversões chocantes nestas empresas — reconhece-as como extremamente rentáveis e poderosas — mas sustenta que a história rima: Nifty 50, bolha das empresas ponto-com e o Verão de 1929 terminaram todos com os gigantes a vacilar. O argumento é aritmético antes de ser especulativo: compor valor a partir de uma base de 3 biliões de dólares é mais difícil do que a partir de 30 mil milhões.
A secção «What We Don't Own» abre a carta: os Magnificent 7 constituíam quase 40% do valor do S&P 500 no fim de 2024 e geraram a maior parte do retorno de 24%+ do índice — sem eles, as restantes 493 renderam 4,1%. Com o forward P/E perto de 23 vezes, os retornos a 10 anos a partir destes níveis são historicamente negativos, e a Apple, maior componente do índice, valorizou mais de 30% com receitas a crescer menos de 3% e resultados por acção em queda. Miller não chama o topo, mas está céptico e feliz a caçar fora do índice.
Apesar do forte ano do S&P 500, a maioria das acções teve ganhos modestos: a acção mediana subiu 10% e um terço caiu. O grande motor do resultado do índice foi um punhado de mega-capitalizadas muito caras, às quais o fundo teve exposição limitada de ambos os lados do livro. A dispersão entre estilos foi extrema — o Russell 1000 Pure Growth superou o Pure Value em 25% desde Agosto — com as acções de valor a sofrerem uma sequência histórica de quinze sessões em queda em Dezembro.
Apenas cinco tecnológicas — NVIDIA, Apple, Amazon, Meta e Broadcom — representaram quase metade (46%) dos retornos do S&P 500 em 2024, e o fundo fez o ano à sua maneira, evitando deliberadamente títulos sobrevalorizados. O mercado em alta e o entusiasmo com a inteligência artificial conduziram a níveis elevados de tomada de risco, de que a MicroStrategy — a negociar a três vezes o valor de mercado do Bitcoin no seu balanço — é exemplo notável; o gestor não vê como isso não acabará mal quando os apetites de risco se contraírem.
O top 10 do S&P 500 representa 40% do índice e os Big Ten são quase um terço dos índices globais. Os gestores consideram difícil encontrar oportunidades de baixo risco e elevado retorno no grupo da moda e avisam que a aposta unidireccional em índices dominados por tecnologia acabará por reverter, podendo trazer volatilidade significativa.
A disparidade entre o S&P 500 ponderado por capitalização e a versão equiponderada (+25,0% vs +13,0%) mostra a dependência dos investidores de um punhado de títulos. Wilk recusa ser mais um comentário a lamentar os Mag7 — gosta dos negócios, talvez os melhores de sempre, e admite que mereçam múltiplos acima das médias históricas, com mais subida possível. Mas nota que FOMO, e não risco, conduz as decisões, e escolhe deliberadamente não depender desses títulos.
As Magnificent Seven voltaram a dominar os mercados, com quatro dos sete nomes entre os maiores contribuidores do MSCI World. Os gestores afastam o paralelo com bolhas históricas: o P/E forward médio de 23,9x está muito abaixo dos múltiplos da bolha dot-com (Cisco e Nortel acima de 80x) ou do Japão de 1989, sugerindo crescimento mais sustentável do que correcção iminente, embora as valorizações elevadas deixem o mercado vulnerável.
Godfrey vê o mercado a repetir os erros de 2021: beta elevado e empresas sem lucros foram os melhores factores do T4, o bitcoin subiu +45% e a PLTR — maior posição do Russell Mid Cap Index — mais do que duplicou apenas por expansão de múltiplo, terminando o ano a 51x vendas, acima do pico do T1 de 2021. Recorda que, da última vez que a PLTR transaccionou a este nível, a acção caiu -68% no ano seguinte, e aponta bolsas de exuberância em ETFs de inovação, acções de IA marginais e computação quântica. A subida das yields para níveis de 2007 torna a especulação ainda mais surpreendente.
A gestão assinala que a especulação alargou a amplitude do mercado depois das eleições, apenas para a estreitar de forma significativa em Dezembro, com as áreas mais especulativas a beneficiarem mais. O Russell Midcap Growth subiu 8,14% enquanto o Russell Midcap Value caiu 1,75%, e a confiança dos investidores atingiu o máximo de um quarto de século num momento em que as expectativas dos consumidores continuam mornas.
A carta abre com a constatação de que a euforia do mercado accionista é arrebatadora e, na leitura da equipa, insustentável. Mais de um quarto das empresas norte-americanas, ponderadas por capitalização, transacciona acima de 10x o valor da empresa sobre vendas, nível não visto desde a bolha das dotcom, e a confiança do investidor ultrapassa a que precedeu o colapso tecnológico de 2000.
A equipa lê o rali pós-eleitoral como o início da erosão de uma concentração que dominou os últimos anos: o mercado alargou-se para lá das mega caps e, apesar de toda a atenção dedicada aos sete gigantes tecnológicos, as acções de pequena capitalização somaram dois anos fortes consecutivos. A objecção que levanta é de composição — foram os títulos de menor qualidade do universo small cap que primeiro beneficiaram — e a expectativa é que a rotação prossiga e passe a incluir as empresas de melhor qualidade. Nos primeiros dias do rali, os fluxos dirigiram-se para tecnologia e criptomoedas, os alegados vencedores da desregulamentação.
O S&P 500 transacciona a 25x os lucros consensuais para o próximo ano, uma avaliação no percentil 94 desde o início da década de 1990 — só superada durante a bolha dotcom e brevemente em 2020. A equipa diz-se cautelosa quanto às perspectivas do mercado amplo, mas encontra algum conforto: excluindo as Magnificent Seven, o índice transaccionaria a cerca de 19x, e a melhoria secular da rendibilidade dos capitais próprios e do capital devolvido aos accionistas justifica múltiplos mais altos. O desequilíbrio permanece, ainda assim, um risco latente.
A gestora documenta a estreiteza do mercado: as Magnificent 7 contribuíram mais de 50% dos ganhos do S&P 500 em 2024, elevando o peso colectivo para ~30% do benchmark, contra apenas 20% dois anos antes. A própria carteira demonstrou amplitude modesta — 16 de 29 acções detidas durante todo o trimestre superaram o benchmark — o que a gestora considera não surpreendente dada a estreiteza recente dos retornos do mercado. Constatação factual, sem julgamento direccional sobre a sustentabilidade da concentração.
O ensaio macro da carta contrasta 2016 com hoje: na altura, o múltiplo estava em linha com a média histórica e os lucros do S&P 500 cresceram depois a 14% ao ano até 2019; agora as margens estão em high-teens e o índice a 6000 implica um P/E em mid-20s, fora da escala excepto na era 1999-2000. Os mesmos temas de mercado tocam a volumes ainda mais altos — histórias de traders compulsivos em reuniões de Gamblers Anonymous encolhem ombros — e isso penalizou o diferencial de retornos relativos no curto prazo.
A carta dedica várias páginas ao enquadramento Trump 1.0 vs. 2.0 para concluir que o mercado está a descontar uma repetição de 2017-2019: as margens do S&P 500 estão em high-teens, literalmente fora da escala histórica, e o múltiplo em mid-20s só tem paralelo na era 1999-2000. O Russell 3000 voltou a ser puxado pelo large cap growth, os temas de mercado repetem-se em volume cada vez mais alto e os traders compulsivos a aparecer no Gamblers Anonymous são sinal dos tempos.
A concentração dos retornos do índice é citada de forma factual e sem juízo direccional: a Nvidia começou 2024 com peso de 3% no S&P 500, valorizou 171%, terminou o ano com 7% e gerou 20% do retorno global do índice. Sanchez usa o exemplo para ilustrar a opcionalidade embutida das posições pequenas numa carteira diversificada, uma das razões pelas quais o S&P 500 é um bom portefólio.
A gestora observa que, tal como em 2023, o mercado foi conduzido por um pequeno grupo de acções — NVIDIA, Meta, Tesla, Amazon, Alphabet, Apple e Broadcom — graças ao entusiasmo em torno da IA, fazendo de 2023 e 2024 os primeiros anos consecutivos com retornos acima de 20% no S&P 500 desde o final dos anos 90. O esforço deliberado de diversificação para tecnologia permitiu beneficiar parcialmente desta subida, mas o fundo historicamente fica atrás em bull markets robustos e este ano não foi excepção. Regista, porém, sinais de alargamento a outros sectores e acções.
A concentração de retornos nas grandes capitalizações de tecnologia continuou a ser um desafio para as casas de investimento. O grupo BATMMAAN — Broadcom, Apple, Tesla, Microsoft, Meta, Amazon, Alphabet e Nvidia, todas com valuations acima de $1 bilião — entregou um retorno médio de 63,3% em 2024, superando largamente o mercado global. O gestor argumenta que investir simplesmente em benchmarks passivos pode não proporcionar o nível de diversificação que muitos investidores assumem, sendo a concentração crescente um obstáculo significativo à verdadeira diversificação.
A concentração de retornos em mega-caps de tecnologia continuou a desafiar gestores com políticas que limitam o capital investido em cada acção. O grupo BATMMAAN — Broadcom, Apple, Tesla, Microsoft, Meta, Amazon, Alphabet e Nvidia — entregou retorno médio de 63,3% em 2024, enquanto o S&P 500 excluindo estas oito acções subiu apenas 10,5%. O peso combinado das acções com 3% ou mais do índice atingiu cerca de 30%, um máximo histórico, evidenciando que o investimento passivo no S&P 500 oferece menos diversificação do que muitos investidores assumem.
A concentração de retornos nas acções de tecnologia de maior capitalização manteve-se um desafio para as sociedades gestoras com políticas que restringem o capital investido em cada acção. O grupo BATMMAAN — Broadcom, Apple, Tesla, Microsoft, Meta Platforms, Amazon, Alphabet e Nvidia — entregou um retorno médio de 63,3% em 2024, enquanto o S&P 500 excluindo estas acções subiu apenas 10,5%. O peso combinado das acções com 3% ou mais do índice atingiu cerca de 30%, um máximo histórico e ainda em subida; o gestor acrescenta que investir simplesmente no S&P 500 pode não proporcionar o nível de diversificação que muitos investidores assumem.
O top 8 do S&P 500 termina 2024 com P/E colectivo de 40x. ETF inflows bateram recordes pós-eleição. Cinnamond e Wiggins enquadram o ciclo como apoiado em política monetária e fiscal frouxas que produziram concentração extrema de riqueza. Bitcoin acima de cem mil dólares, NFTs, meme coins (PNUT com market cap superior a mil milhões em menos de um mês) e o Comedian de Justin Sun ($6,2 milhões pela banana) são citados como manifestações sintomáticas.
O atraso do fundo no ano deveu-se sobretudo aos subpesos nos maiores constituintes do índice de crescimento, em particular a Nvidia, que representa quase 12% do benchmark e gerou o maior efeito negativo do ano. As maiores subponderações da carteira, em Consumo Discricionário e Serviços de Comunicação, decorrem de grandes nomes que a casa não detém, como a Meta Platforms e a Tesla. A casa mantém estas decisões por razões de qualidade e avaliação.
O Russell 1000 Growth subiu +91% acumulados em 2023-2024, o melhor biénio desde a criação do índice em 1987, com os sete maiores retornos de dois anos a ocorrerem ou no último quinquénio ou na bolha tecnológica do final dos anos 1990 — após 1999, o biénio seguinte rendeu -20%. As Magnificent 7 valem 56% do peso e o top 10 ultrapassa 60%: dez das 394 acções pesam mais do que as restantes 384. Mais de metade do retorno do índice em dois anos veio de expansão de múltiplos, deixando as cotações vulneráveis se a inflação subir. A carteira ronda 20-25 posições, com o top 10 a representar cerca de 60%, mas assente em compounders duráveis.
Em 2024 o Russell 2000 Growth foi dominado por motores estreitos — posições sobrelotadas em IA e sectores sensíveis às taxas de juro, como habitação e biotecnologia. Os dez maiores contribuidores do índice valeram perto de metade do retorno do ano, ambiente que a gestora descreve como pouco propício ao desempenho superior de empresas rentáveis e de qualidade elevada. A gestora identifica-o como um travão relevante ao seu desempenho relativo.
Durante boa parte de 2024 o desempenho do Russell 2500 Growth foi em larga medida impulsionado por posições sobrelotadas em IA e por empresas mais expostas à descida das taxas de juro — habitação, biotecnologia e negócios não rentáveis de temática especulativa. Os dez maiores contribuidores do índice valeram mais de um terço do retorno do ano, ambiente que a gestora descreve como decididamente pouco propício ao desempenho superior da maioria das empresas rentáveis e de qualidade elevada. Identifica-o como um travão relevante ao seu desempenho relativo.
A amplitude do mercado foi invulgarmente estreita: apenas cerca de um quarto das acções do S&P 500 superou o índice em 2024, e o índice equiponderado rendeu muito menos do que o ponderado por capitalização. A gestora compara o ambiente actual ao período de 1998-1999, igualmente dominado pela tecnologia e seguido de uma amplitude mais ampla, e acredita que o contexto apresenta potencial semelhante para um alargamento da amplitude, continuando a encontrar boas oportunidades fora dos nomes mais concentrados.
Os dois últimos anos estiveram entre os períodos consecutivos mais fortes do último quarto de século, mas a amplitude foi invulgarmente estreita: apenas 26% dos títulos do S&P 500 superaram o índice em 2024, abaixo dos 27% de 2023, e a versão de ponderação igual subiu 13% contra 25% da ponderada por capitalização. A última vez que se observaram dois anos seguidos de amplitude tão fraca foi em 1998-1999, período seguido de maior amplitude e de cinco anos de desempenho do small cap growth acima do large cap growth entre 2000 e 2004.
A equipa argumenta que a fixação dos investidores em mega-cap tech, IA e comunicação serviços começou a esmorecer, com rotação de large-cap tech para valor e de large-caps para small e mid-caps no terceiro trimestre. Essa rotação favorável ao valor abrandou no quarto trimestre com o crescimento a superar, mas a noção de que o rally do mercado se alargou mantém-se intacta. Dadas as avaliações relativas actuais, a equipa considera o pano de fundo favorável a estratégias de valor daqui em diante.
Em períodos de maior incerteza os investidores procuraram refúgio nas mega-capitalizações, vistas como exposição de menor risco à inteligência artificial, e muitos negócios mais cedo no percurso de lucros ficaram para trás. Essa dinâmica levou a concentração do índice de referência a níveis extremos, que tornaram progressivamente mais difícil superar o índice.
O gestor observa que 2024, tal como 2023, teve retornos conduzidos pelas maiores e mais lucrativas tecnológicas, com o entusiasmo da inteligência artificial a atingir um pico febril. Embora reconheça os benefícios da IA como consumidor, enquanto investidor mostra-se incerto sobre os vencedores numa indústria que cresce depressa, preferindo ficar à margem até surgir um activo subavaliado e de fácil compreensão.
A casa descreve o panorama recente como o mais parecido com um casino de que tem memória, facilitado por uma democratização da especulação em que se aposta facilmente sobre toda a classe de activos. Critica a incerteza alimentada por especulação sem fim sobre factores macro que nem a casa nem as participadas controlam, a enorme concentração de capital em tão poucos negócios, a indiferença face ao maior número de falências empresariais desde 2010 e a indisciplina orçamental ao nível federal. É um aviso sobre os excessos do mercado, não uma leitura direccional dos índices, e reforça o foco em investigação fundamental.
A SouthernSun descreve um mercado que se assemelha, tanto quanto consegue recordar, a um casino, facilitado por uma democratização do investimento que permite a especuladores apostar em activos de todo o tipo. Identifica quatro fontes de incerteza: especulação incessante sobre factores macro fora do controlo da casa e das suas participadas, capital demasiado concentrado num número reduzido de negócios, indiferença perante o maior número de falências empresariais desde 2010 registado no ano passado e indisciplina orçamental ao nível federal. A resposta declarada não passa apenas por reagir aos movimentos de mercado, mas por ancorar as decisões em investigação e análise fundamentais alinhadas com os objectivos de longo prazo dos clientes.
Entre as acções de pequena e média capitalização de crescimento dos EUA, as melhores rendibilidades do trimestre couberam às de maior risco (beta ou volatilidade), menor qualidade (rendibilidade dos capitais próprios) ou valorização mais alta (P/E). As grandes capitalizações bateram as pequenas e médias no trimestre e no ano. Este ambiente de liderança estreita e de rally de baixa qualidade penalizou a abordagem da carteira, focada em quality compounders, conduzindo à underperformance face ao índice.
Com o P/E forward do S&P 500 a terminar 2024 perto de 23x, o gestor invoca dados da J.P. Morgan Asset Management que associam este nível a retornos a dez anos historicamente negativos. O quartil mais caro está muito mais caro, enquanto o quartil mais barato está no nível mais baixo da década.
A gestão considera o rally recente em acções especulativas de baixa qualidade reminiscente do final de 2021, com muitas valuations esticadas e negócios a transaccionar a múltiplos de receita excessivos apesar de pouco ou nenhum caminho para a rentabilidade. Temas especulativos — cripto, IA, quantum computing e energia nuclear — ganharam momentum, com equipas de gestão promocionais a capitalizar o hype. No S&P 500, a maioria do crescimento de lucros veio das megacaps tecnológicas; no Russell 2000, os lucros ficaram quase planos e o desempenho resultou todo de expansão de múltiplos. O regresso de Trump em plena bolha de IA evoca paralelos com presidentes republicanos que tomaram posse em euforia — Hoover, Nixon e George W. Bush —, todos seguidos de quedas do S&P 500 superiores a 50%.
A consistência do factor momentum colocou-o em ar rarefeito, com partes do Grande Humilhador a violar a probabilidade histórica. O S&P 500 subiu 27% em 2024 com apenas 8% de crescimento de lucros — o múltiplo expandiu 15% mesmo com a yield a 10 anos a subir mais de 70 pontos base. A Voss vê uma desconexão entre preço e realidade, simbolizada pela Tesla a ~100x contra OEMs automóveis a ~1x EBITDA.
Fitzpatrick reconhece o efeito mecânico das maiores capitalizações sobre os retornos do S&P 500 e a outperformance dos EUA face a mercados não-EUA. As carteiras Vulcan divergem deliberadamente dos índices por via da disciplina de price-to-value, o que cria oportunidade em segmentos negligenciados (Small Cap, não-EUA).
2024 foi literalmente uma repetição de 2023: o S&P 500 ganhou +25% após +26%, o melhor biénio desde 1997-1998, de novo liderado pela Magnificent 7 — o índice equiponderado subiu apenas cerca de 13%. Wedgewood documenta o excesso especulativo: a capitalização da NVIDIA a quase 12% do PIB dos EUA, mais do dobro da Cisco no pico da bolha dotcom; o ETF NVDL a multiplicar activos por 24x; activos em fundos alavancados longos a exceder os baixistas em quase 12 vezes. A expansão de múltiplos de muitas das maiores acções não acompanhou o ritmo dos lucros. A postura é de cautela face à concentração e à valorização, não de chamada direccional.
O fundo sublinha que mais de 95% dos activos do Russell 3000 e do Russell 1000 estão investidos de forma idêntica, dominados por grandes e mega capitalizações e, em particular, pelo Magnificent 7. O entusiasmo em torno da IA impulsionou retornos desproporcionados num punhado de tecnológicas. O elemento de pequena capitalização representa apenas cerca de 3% do índice de referência, pelo que qualquer alocação material a empresas de menor dimensão foi um vento contrário relativo, mesmo com bom desempenho absoluto.
O fundo nota que o índice de referência se saiu melhor graças ao fervor contínuo dos investidores por tudo o que se relaciona com inteligência artificial, com um punhado de megacapitalizações tecnológicas a gerar ganhos desproporcionados. A equipa optou por não perseguir a mais quente entre elas — a NVIDIA —, ainda que participadas nucleares como a Amazon, a Alphabet e a Meta tenham acompanhado a onda e estado entre os principais contribuidores do ano. A posição curta sobre um ETF de replicação do S&P 500 foi o maior detractor global perante a força do mercado.
O S&P 500 está fortemente concentrado e enviesado para as maiores empresas tecnológicas. Sivia reconhece a vantagem recente do índice, mas argumenta que tudo opera em ciclos e a liderança eventualmente reverte, citando o Nifty Fifty, o Japão, as acções de internet e os emergentes. Embora as suas posições pareçam razoavelmente avaliadas, o mercado bolsista no seu todo cota no quartil superior, com investidores jovens atraídos por apostas especulativas.
Posições associadas
Citações
The market’s riding high, but don’t mistake momentum for safety.
"O mercado vai em alta, mas não confundam momentum com segurança."
The wall of worry isn’t coming down — it’s just getting taller.
"A wall of worry não está a baixar — está apenas a ficar mais alta."
Expect two cuts before year-end, but don’t expect them to be a magic wand — inflation isn’t fully dead, just sleeping.
"Esperem dois cortes antes do fim do ano, mas não esperem que sejam varinha mágica — a inflação não está totalmente morta, apenas adormecida."
we continue to view macroeconomic developments through the lens of our long-term investment horizon
"continuamos a olhar para os desenvolvimentos macroeconómicos pelo prisma do nosso horizonte de investimento de longo prazo"
By concentrating on what is analyzable, we believe our approach is well suited to navigating a range of market environments while remaining disciplined through full market cycles.
"Concentrando-nos no que é analisável, acreditamos que a nossa abordagem está bem posicionada para navegar uma série de ambientes de mercado mantendo-se disciplinada ao longo de ciclos completos."
Rather than react impulsively to every macro headline or try to time short-term market moves, we focus on what is analyzable and enduring: the long-term fundamentals of the companies we own.
"Em vez de reagir impulsivamente a cada manchete macro ou tentar antecipar movimentos do mercado de curto prazo, focamo-nos no que é analisável e duradouro: os fundamentais de longo prazo das empresas que detemos."
Market gains became more broadly distributed during the quarter, although artificial intelligence (AI)-related companies remained an important driver of returns
"Os ganhos de mercado passaram a distribuir-se de forma mais alargada durante o trimestre, ainda que as empresas ligadas a inteligência artificial (IA) tenham continuado a ser um motor importante dos retornos"
Market leadership broadened during the quarter compared with the narrow, mega-cap-driven rally that characterized much of the past two years.
"A liderança de mercado alargou-se durante o trimestre face ao rali estreito e dominado por mega caps que caracterizou grande parte dos dois anos anteriores."
How else to explain the 27X trailing earnings multiple on the S&P 500® Index?
"De que outra forma explicar o múltiplo trailing de 27X do S&P 500® Index?"
Risk, as they say, is clearly on.
"O risco, como se costuma dizer, está claramente activado."
Markets consistently underestimate how long truly dominant businesses can continue compounding.
"Os mercados subestimam consistentemente quanto tempo negócios verdadeiramente dominantes podem continuar a compor."
we are confident that the market will inevitably turn its attention back to cash flow and profitability.
"estamos confiantes de que o mercado voltará inevitavelmente a sua atenção para o cash flow e a rentabilidade."
there is evidence of bubble-like behavior in certain segments of the ecosystem.
"há evidência de comportamento bolha em certos segmentos do ecossistema."
This is a difficult market backdrop for our strategy, which focuses on high quality, profitable companies.
"Este é um pano de fundo de mercado difícil para a nossa estratégia, que se foca em empresas rentáveis de elevada qualidade."
The third quarter saw an acceleration in the low-quality rally that began late last year and accelerated throughout 2025.
"O terceiro trimestre viu uma aceleração do rally de baixa qualidade que começou no final do ano passado e acelerou ao longo de 2025."
Capital allocation is critical when index hit rates are below 50%.
"A alocação de capital é crítica quando as taxas de acerto do índice estão abaixo de 50%."
2024 underperformance of -2.81% versus our benchmark was almost precisely matched by the individual outperformance of NVIDIA, which we did not own.
"O subdesempenho de 2024 de -2,81% face ao nosso benchmark foi quase exactamente igualado pelo desempenho individual superior da NVIDIA, que não detínhamos."
Palantir, which we do not own, contributed 430 basis points to the Russell Mid-Cap Growth Index’s return during the period and was the driver of the strategy’s relative underperformance in 2025.
"A Palantir, que não detemos, contribuiu 430 pontos base para o retorno do Russell Mid-Cap Growth Index durante o período e foi o driver da underperformance relativa da estratégia em 2025."
Our portfolio construction compared to the benchmark is decidedly different. We have a heavy quality bias and a massive underweight to unprofitable, heavily shorted, low price, and micro capitalization stocks.
"A nossa construção de portfolio comparada com o benchmark é decididamente diferente. Temos um pesado quality bias e um massive underweight a acções não-rentáveis, fortemente shorted, low price e de micro capitalização."
At >$3.8T in market capitalization, NVIDIA (NVDA) is the S&P 500’s largest company, which currently equates to roughly 126% of the entire Russell 2000’s market capitalization. To put this in perspective, the pre-COVID mean, and median was ~30%.
"Com mais de $3,8 mil milhões de milhões de capitalização de mercado, a NVIDIA (NVDA) é a maior empresa do S&P 500, o que actualmente equivale a aproximadamente 126% da capitalização total do Russell 2000. Para colocar em perspectiva, a média e mediana pré-COVID eram de cerca de 30%."
with oil sitting in triple digits, geopolitics still in flux, and recorded crowding in US benchmarks trading at record valuations
"com o petróleo em três dígitos, a geopolítica ainda em fluxo e a aglomeração registada nos índices dos EUA a transaccionar em valorizações recorde"
diversification is less about maximizing returns and more about ensuring durability.
"a diversificação é menos sobre maximizar retornos e mais sobre assegurar durabilidade."
TOP 10 STOCKS = 39% OF US MARKET COMPARED TO 14% FOR INTERNATIONAL
"TOP 10 = 39% DO MERCADO DOS EUA COMPARADO COM 14% NO INTERNACIONAL"
Momentum-driven themes tied to artificial intelligence (AI), technology and cryptocurrencies extended into the early part of the quarter before reversing, resulting in heightened volatility and greater stock-level dispersion.
"Temas momentum-driven ligados a inteligência artificial (IA), tecnologia e criptomoedas estenderam-se à parte inicial do trimestre antes de reverter, resultando em volatilidade elevada e maior dispersão a nível de acção."
We believe resurgent growth in the economy ex-tech from fiscal stimulus and easing monetary policy will lead to broadening participation within our benchmark.
"Acreditamos que o resurgent growth na economia ex-tech via fiscal stimulus e easing monetary policy levará a broadening participation no nosso benchmark."
While 2024 was defined by a narrow market dominated by a small set of momentum stocks, 2025 has ushered in a much more diversified environment.
"Enquanto 2024 foi definido por um mercado estreito dominado por um pequeno conjunto de momentum stocks, 2025 trouxe um ambiente muito mais diversificado."
when the top 10 weights in large cap indexes like the S&P 500 have historically made up an outsize share of the benchmark, equal-weighted versions of such benchmarks have handily outperformed the traditional cap-weighted versions over the next five years.
"quando os dez maiores pesos em índices large cap como o S&P 500 historicamente constituíram quota desproporcionada do benchmark, versões equal-weighted destes benchmarks superaram com folga as versões cap-weighted tradicionais nos cinco anos seguintes."
Growth stocks lagged their value counterparts as the AI trade lost momentum and investors began to question when billions of dollars in capital spending would lead to a meaningful return on investment.
"Acções de growth perderam para as suas congéneres de value à medida que o trade IA perdeu momentum e os investidores começaram a questionar quando é que biliões de dólares de capital spending levarão a retorno significativo do investimento."
However, this rise — propelled by risky and speculative assets — suggests that the market has reached a level of euphoria and exuberance that is somewhat reminiscent of the post-COVID days of meme stocks and NFTs.
"No entanto, esta subida — propelled por activos arriscados e especulativos — sugere que o mercado atingiu um nível de euphoria e exuberance algo reminiscente dos dias post-COVID de meme stocks e NFTs."
High levels of retail trading create difficulties for fundamental based active managers as low-quality, no-earnings and meme stocks surge, while fundamentals are cast aside.
"Níveis elevados de retail trading criam dificuldades para gestores activos baseados em fundamentais, à medida que low-quality, sem lucros e meme stocks disparam enquanto os fundamentais são postos de lado."
The last two years have been characterized by a hyperfocus on narratives (largely related to generative AI), as a multiyear, multisector generational product cycle has been compressed into a 12- to 18-month period.
"Os últimos dois anos caracterizaram-se por um hiperfoco em narrativas (largamente relacionadas com a IA generativa), com um ciclo de produto geracional, plurianual e multissectorial, comprimido num período de 12 a 18 meses."
After two years dominated by a narrow handful of narrative themes and challenges, we could see a broadening out of market performance.
"Após dois anos dominados por um punhado estreito de temas narrativos e desafios, poderemos assistir a um alargamento do desempenho do mercado."
the long-anticipated broadening of market leadership beyond Mega Cap stocks may be delayed rather than derailed, as some have feared
"o tão antecipado alargamento da liderança de mercado para além das mega caps pode estar adiado em vez de descarrilado, como alguns temiam"
Furthermore, the Index experienced remarkably narrow leadership, with the majority of the benchmark's gains concentrated in a small handful of top contributors
Acresce que o Índice registou uma liderança notavelmente estreita, com a maioria dos ganhos do índice de referência concentrada num pequeno punhado de maiores contribuidores.
Relative performance was significantly impacted by a market environment that persistently favored low-quality, high-beta, and unprofitable companies, particularly following the market bottom on April 8, 2025.
O desempenho relativo foi significativamente afectado por um enquadramento de mercado que favoreceu persistentemente empresas de baixa qualidade, beta elevado e sem lucros, sobretudo a seguir ao fundo de mercado de 8 de Abril de 2025.
their business fundamentals are sound, and we are confident in their future earnings capacity.
"Os fundamentos dos seus negócios são sólidos, e estamos confiantes na sua capacidade de geração de lucros futuros."
We hate to harp on about it, but the level of exuberance for growth and speculative businesses continues to amaze us.
"Odiamos insistir no tema, mas o nível de exuberância para negócios de crescimento e especulativos continua a deixar-nos espantados."
The circularity of it all. Ponzi schemes work well - until they don’t!
"A circularidade de tudo isto. Esquemas Ponzi funcionam bem — até que deixam de funcionar!"
The way I describe the stock market at the moment is it's a market in which people invest in companies in which they've never heard of, recommended on the internet by people that they've never met, sometimes with money that they don't have.
"A forma como descrevo o mercado bolsista no momento é como um mercado em que as pessoas investem em empresas de que nunca ouviram falar, recomendadas na internet por pessoas que nunca conheceram, por vezes com dinheiro que não têm." — John Hempton, Bronte Capital, 21 Julho 2024
allocating capital indiscriminately to index funds being propelled by pretty much the same, increasingly narrow group of mega-cap tech stocks for ~15 years running more closely resembles gambling than our approach of thoughtful, research-driven value investing
"alocar capital indiscriminadamente a fundos de índice propulsionados praticamente pelo mesmo grupo cada vez mais estreito de mega-caps tecnológicas há ~15 anos consecutivos parece-se mais com jogo de azar do que com a nossa abordagem ponderada de investimento em valor assente em investigação"
AI seems to be all many investors care about.
"IA parece ser tudo o que muitos investidores se preocupam."
Such frothy dynamics are typical of the introduction of transformative innovations like we have now with AI.
"Estas dinâmicas frothy são típicas da introdução de inovações transformadoras como temos agora com a IA."
Fear of missing out (FOMO) was very much on display.
"O fear of missing out (FOMO) esteve muito em evidência."
We are coming off the starting line with three to four times the earnings for every dollar invested, and a growth trajectory that I expect will also prove to be higher than the broad index.
"Partimos da linha de partida com três a quatro vezes mais lucros por cada dólar investido, e uma trajectória de crescimento que espero venha também a revelar-se superior à do índice geral."
In this environment, investors adopted a defensive stance, favoring firms with size, stability, earnings durability and balance-sheet strength.
"Neste ambiente, os investidores adoptaram uma postura defensiva, favorecendo empresas com dimensão, estabilidade, durabilidade de lucros e força de balanço."
The four most dangerous words in investing are: This time it’s different.
"As quatro palavras mais perigosas em investimento são: 'desta vez é diferente'."
The increasing proportion of equities held by index funds are invested without any regard to the quality or valuation of the shares bought which produces dangerous distortions.
"A proporção crescente de acções detidas por fundos de índice é investida sem qualquer consideração pela qualidade ou avaliação das acções compradas, o que produz distorções perigosas."
It may make no fundamental sense to buy Tesla shares on a Price Earnings Ratio (‘PE’) of 327 (which is its current rating) but it is the ninth largest company in the S&P 500 Index by value so not holding it is a perilous position to take when money is flowing into index funds.
"Pode não fazer sentido fundamental comprar acções da Tesla com um rácio preço-lucro (PE) de 327 (que é a sua avaliação actual), mas é a nona maior empresa do S&P 500 Index por valor, pelo que não a deter é uma posição perigosa de tomar quando o dinheiro está a fluir para fundos de índice."
Microsoft is an incredible company, but time will tell if it is an incredible stock over the next 5 or 10 years.
"A Microsoft é uma empresa incrível, mas o tempo dirá se é uma acção incrível nos próximos cinco ou dez anos."
Currently, many of the largest companies in the world are defying the law of large numbers.
"Actualmente, muitas das maiores empresas do mundo estão a desafiar a lei dos grandes números."
Eventually, the one-way bet most have made on big tech-dominated indices will reverse, and when it does, it could bring about significant volatility.
"Eventualmente, a aposta unidireccional que a maioria fez em índices dominados pela grande tecnologia vai reverter e, quando isso acontecer, pode trazer volatilidade significativa."
PDD is a perfect example of why we want to look outside of the “Big Ten” companies that are nearly a third of global market indices.
"A PDD é um exemplo perfeito de por que queremos olhar para fora das empresas 'Big Ten' que representam quase um terço dos índices de mercado globais."
part of it is due to passive investing in market capitalization weighted indexes in addition to money creation at the Fed.
"parte disso deve-se ao investimento passivo em índices ponderados por capitalização de mercado, para além da criação de moeda pela Reserva Federal."
Our focus is on high-quality companies positioned for long-term secular growth, supported by strong fundamentals, including healthy margins and robust balance sheets.
"O nosso foco está em empresas de alta qualidade posicionadas para crescimento secular de longo prazo, suportadas por fundamentos sólidos, incluindo margens saudáveis e balanços robustos."
With a forward P/E ratio well below historical bubble levels, the current environment could suggest a more sustainable growth story rather than an imminent correction driven by overvaluation.
"Com um rácio P/E forward bem abaixo dos níveis históricos de bolha, o ambiente actual pode sugerir uma história de crescimento mais sustentável, em vez de uma correcção iminente motivada por sobrevalorização."
Even though AI-related technology stocks may appear priced to perfection, we continue to identify opportunities among mid- and smaller-capitalization value stocks.
"Apesar de acções tecnológicas relacionadas com IA poderem parecer priced to perfection, continuamos a identificar oportunidades em acções de valor de mid e small caps."
While technology-related stocks saw the largest gains, other sectors of the market also benefited from the broadening of the market advance.
"Enquanto acções de tecnologia registaram os maiores ganhos, outros sectores de mercado também beneficiaram do alargamento do avanço de mercado."
We own seven of these strongly performing stocks, among them ASML in the Netherlands and Samsung Electronics in South Korea. But the absence of others from our portfolio, particularly memory chip makers Micron and SK hynix, has hurt relative returns.
"Detemos sete destas acções de forte desempenho, entre elas a ASML na Holanda e a Samsung Electronics na Coreia do Sul. Mas a ausência de outras da nossa carteira, em particular os fabricantes de chips de memória Micron e SK hynix, prejudicou o retorno relativo."
Indeed, 20 stocks contributed 78% of the MSCI ACWI Index’s total return in May; of these 20 stocks, 18 were in IT.
"De facto, 20 acções contribuíram 78% do retorno total do MSCI ACWI em Maio; destas 20 acções, 18 eram de IT."
Given the current concentration of stock market value in AI related companies (both in large caps and increasingly in small and mid caps), the only question that matters for investors today is how durable is this AI infrastructure investment cycle?
"Dada a actual concentração do valor do mercado acionista em empresas ligadas à IA (tanto em large caps como, crescentemente, em small e mid caps), a única questão que importa para os investidores hoje é quão durável é este ciclo de investimento em infraestrutura de IA?"
The market today is AI or bust.
"O mercado hoje é IA ou nada."
a lengthening list of perceived AI losers are approaching valuations not seen since the Great Financial Crisis in 2008-2009.
"uma lista crescente de perdedores de IA percepcionados aproxima-se de avaliações não vistas desde a Grande Crise Financeira de 2008-2009."
Unlike passive investing, which prioritizes index weighting regardless of price paid to achieve said weight, we remain disciplined and opportunistic.
"Ao contrário do investimento passivo, que prioriza o peso no índice independentemente do preço pago para o atingir, mantemo-nos disciplinados e oportunistas."
times like this are precisely when to be opportunistic, not discouraged.
"alturas como esta são precisamente quando ser oportunista, e não desencorajado."
When we apply capital cycle analysis to the anomalies of behavioural finance suddenly an ‘economic’ explanation suggests itself: value stocks attract less competition, growth stocks attract more; IPOs and secondary offerings (right issues) appear in sectors which are ‘hot’, where investment and competition are increasing; high rates of earnings retention and capital expenditure by companies leads to excess capacity, causing future returns on capital (and stock prices) to decline. Growth companies fail to maintain their historic rates of earnings growth because they attract competition
"Quando aplicamos a análise de capital cycle às anomalias das finanças comportamentais, sugere-se subitamente uma explicação 'económica': as acções de valor atraem menos concorrência, as de crescimento atraem mais; os IPOs e as ofertas secundárias (aumentos de capital) surgem em sectores que estão 'na moda', onde o investimento e a concorrência aumentam; taxas elevadas de retenção de lucros e de capex pelas empresas conduzem a excesso de capacidade, fazendo cair os retornos futuros sobre capital (e as cotações). As empresas de crescimento não conseguem manter as suas taxas históricas de crescimento de lucros porque atraem concorrência."
While the current market euphoria may feel once-in-a-lifetime, we believe we may be seeing a return to traditional capital-cycle investing.
"Ainda que a actual euforia de mercado possa parecer única numa vida, acreditamos que podemos estar a assistir a um regresso ao investimento tradicional de capital cycle."
today's elevated valuation should prompt investor caution—particularly for passive equity investors.
"A valuation elevada actual deveria suscitar cautela ao investidor — particularmente para investidores em equity passivo."
abandoning a demonstrably successful long-term discipline simply because our investment style is out of favor can destroy far more investor capital over time than a temporary period of underperformance
"abandonar uma disciplina de longo prazo demonstrably bem-sucedida simplesmente porque o nosso estilo de investimento está out of favor pode destruir muito mais capital de investidor ao longo do tempo do que um período temporário de underperformance"
So, we feel we’re back to where we ended 2024, with sentiment toward AI stocks running hot, stocks on balance expensive versus history, and investors seemingly excited about the future.
"Sentimo-nos de volta ao ponto onde terminámos 2024, com o sentimento em torno das acções de IA aquecido, acções em geral caras face à história e investidores aparentemente entusiasmados com o futuro."
investor optimism for many of these high-growth tech stocks is predicated on an unwaveringly bright outlook and, in our view, assumptions that boggle the mind.
"o optimismo dos investidores em muitas destas acções tech de elevado crescimento assenta numa visão de futuro inabalavelmente brilhante e, na nossa perspectiva, em pressupostos que desafiam a razão."
The average FCF yield for the entire Magnificent 7 is just 1.9%!
"O FCF yield médio para o conjunto da Magnificent 7 é de apenas 1,9%!"
Not hoarding a little cash at this point in the cycle seems reckless.
"Não acumular alguma reserva de cash nesta fase do ciclo parece imprudente."
Hot hands, in our experience, revert to the mean more reliably than most people expect
As mãos quentes, na nossa experiência, revertem para a média com mais fiabilidade do que a maioria das pessoas espera
the environment is becoming more conducive to broader leadership and a return to fundamentals
"o ambiente está a tornar-se mais propício a uma liderança mais alargada e a um regresso aos fundamentais"
strong headline returns have masked growing dispersion beneath the surface
"retornos de cabeçalho fortes mascararam dispersão crescente sob a superfície"
Layered on top of historic index concentration and valuations requiring near-flawless execution, the cumulative case for discipline is hard to ignore.
Sobreposto a uma concentração histórica dos índices e a valorizações que exigem uma execução quase perfeita, o argumento cumulativo a favor da disciplina é difícil de ignorar.
today’s fads like prediction markets, weird forms of crypto, and overhyped IPOs inevitably disappoint.
"as modas de hoje como mercados de previsão, formas estranhas de cripto e IPOs sobrevalorizados acabam inevitavelmente por desapontar."
today’s fads like prediction markets, weird forms of crypto, and overhyped IPOs inevitably disappoint.
"as modas de hoje como mercados de previsão, formas estranhas de cripto e IPOs sobrevalorizados acabam inevitavelmente por desapontar."
just because something trades at a low multiple on readily determined earnings, that does not mean it is undervalued, nor does it qualify on Business and People, which come before Price for us.
“só porque algo transacciona a um múltiplo baixo de lucros facilmente apurados, isso não significa que esteja subavaliado, nem qualifica em Negócio e Pessoas, que para nós vêm antes do Preço.”
Market valuations are currently at extreme levels – something that has historically led to poor forward returns for broad market indexes.
"As valorizações de mercado estão actualmente em níveis extremos — algo que historicamente conduziu a retornos futuros fracos para os índices de mercado amplos."
Our strategy is long a diversified basket of high-quality companies and short broad market indexes.
"A nossa estratégia está longa num cabaz diversificado de empresas de elevada qualidade e curta em índices de mercado amplos."
we feel the market and many investors believe nothing can stop the AI juggernaut, allowing significant risk to build up
"sentimos que o mercado e muitos investidores acreditam que nada consegue travar a força avassaladora da IA, permitindo que se acumule risco significativo"
The outlook for corporate earnings has remained a bright spot and continues to show signs of broadening beyond the large technology companies.
As perspectivas para os resultados empresariais mantiveram-se um ponto positivo e continuam a mostrar sinais de alargamento para além das grandes empresas de tecnologia.
Historically, only a small minority of companies that have traded in this rarified valuation territory ultimately prove to be outstanding longterm investments.
"Historicamente, apenas uma pequena minoria de empresas que transaccionaram nesse território de valorização rarificado se revelaram, em última análise, investimentos notáveis de longo prazo."
Artificial intelligence (AI) and increasing market concentration took center stage again in 2025.
"A inteligência artificial (IA) e a crescente concentração de mercado voltaram a estar no centro do palco em 2025."
the global market’s trajectory from here will likely hinge more on earnings growth than further multiple expansion.
"a trajectória do mercado global a partir daqui dependerá provavelmente mais do crescimento de lucros do que de expansão adicional de múltiplos."
Big Tech once again led the market higher as hopes for a broader rally across sectors did not materialize.
"A Big Tech voltou a liderar o mercado em alta enquanto a esperança de um rally mais alargado entre sectores não se materializou."
The Magnificent Seven accounted for roughly one-third of the S&P 500's total market capitalization
"Os Magnificent Seven representaram aproximadamente um terço da capitalização total de mercado do S&P 500"
We do not expect this dynamic to change until either the next recession occurs, or AI enthusiasm significantly diminishes.
Não esperamos que esta dinâmica se altere até que ocorra a próxima recessão ou que o entusiasmo com a inteligência artificial diminua significativamente.
we anticipate the market’s performance will continue to broaden beyond the high concentration in a few favorite sectors
"antecipamos que o desempenho do mercado continue a alargar-se para lá da elevada concentração num punhado de sectores favoritos"
a single memory and storage producer accounting for nearly a quarter of the index's 18.50% total quarterly return
"um único produtor de memória e armazenamento a explicar perto de um quarto dos 18,50% de retorno total trimestral do índice"
the sector drove nearly 50% of the index's absolute return for the quarter
"o sector gerou perto de 50% do retorno absoluto do índice no trimestre"
the news cycle has been filled with the recent announcement of large AI partnerships, where suppliers, customers and investors are overlapping.
"o ciclo noticioso tem sido dominado pelo anúncio recente de grandes parcerias de IA, onde fornecedores, clientes e investidores se sobrepõem."
the so-called Mag 7 (Nvidia, Alphabet, Apple, Microsoft, Amazon, Meta, and Tesla) represent a historically high 40% of the S&P 500.
"a chamada Mag 7 (Nvidia, Alphabet, Apple, Microsoft, Amazon, Meta e Tesla) representa uns historicamente elevados 40% do S&P 500."
The recent market dynamics haven’t favored defensive stocks as the market concentration in the Magnificent 7 tech stocks continues to reach new heights.
"As dinâmicas de mercado recentes não favoreceram acções defensivas, à medida que a concentração de mercado nas acções tecnológicas da Magnificent 7 continua a atingir novos máximos."
We added three new stocks during the fourth quarter that reflect our focus on high-quality businesses positioned for improving fundamentals over our multiyear investment horizon.
"Adicionámos três novas acções no quarto trimestre que reflectem o nosso foco em negócios de alta qualidade posicionados para fundamentos em melhoria ao longo do nosso horizonte de investimento multianual."
the top eight stocks generated approximately 55% of the benchmark’s total return. All but one of these stocks are considered early AI beneficiaries.
"as oito maiores acções geraram aproximadamente 55% do retorno total do benchmark. Todas menos uma são consideradas beneficiárias iniciais de IA."
Companies with share price momentum, particularly beneficiaries of AI capex spend, are driving the equity markets higher. Valuation has become a secondary consideration
«As empresas com dinâmica favorável de cotação, em particular as beneficiárias da despesa de capital em IA, estão a conduzir os mercados accionistas em alta. A avaliação passou a ser uma consideração secundária»
Market capitalisation of the companies in the Semiconductor Index has increased from 5% of the S&P500 Index in late 2022 to 22% currently
«A capitalização bolsista das empresas do índice de semicondutores subiu de 5% da do índice S&P 500 no final de 2022 para 22% actualmente»
Many lower-quality companies did not meet our Flywheel framework for quality, weighing heavily on relative performance.
"Muitas empresas de qualidade inferior não cumpriam o nosso quadro Flywheel de qualidade, o que pesou fortemente no desempenho relativo."
While we did not own such stocks due to their low quality, which hurt our performance, we believe the Portfolio overall is well-positioned to benefit from the Gen AI-driven transformation—albeit in a more sustainable, long-term-oriented manner.
"Embora não detivéssemos essas acções devido à sua baixa qualidade, o que penalizou o nosso desempenho, acreditamos que a carteira, no seu conjunto, está bem posicionada para beneficiar da transformação impulsionada pela IA generativa — ainda que de uma forma mais sustentável e orientada para o longo prazo."
Semiconductor heavyweights like TSMC, SK Hynix, and Samsung drove these benchmarks, meaning much of that return was simply the AI trade under a different name.
"Pesos-pesados dos semicondutores como a TSMC, a SK Hynix e a Samsung comandaram estes índices, o que significa que grande parte desse retorno era simplesmente a aposta em inteligência artificial sob outro nome."
we continue to believe that actively managed, value-oriented strategies are well positioned going forward
"continuamos a acreditar que estratégias orientadas para o valor e geridas activamente estão bem posicionadas daqui em diante"
we feel value investing is ripe for a period of outperformance
"sentimos que investir em valor está maduro para um período de desempenho superior"
we believe the backdrop sets up favorably for value-oriented strategies going forward
"acreditamos que o pano de fundo se configura favoravelmente para estratégias orientadas para o valor daqui em diante"
The so-called Magnificent Seven accounted for more than 40 percent of the index's advance, underscoring the continued market leadership of large-cap U.S. technology companies.
"As chamadas Magnificent Seven representaram mais de 40% do avanço do índice, sublinhando a continuada liderança de mercado das empresas tecnológicas norte-americanas de grande capitalização."
Concentration within the S&P 500 has reached historic extremes, with the top five and top ten constituents now representing a record 30% and 40% of index weight, respectively
"A concentração dentro do S&P 500 atingiu extremos históricos, com os cinco e os dez maiores constituintes a representar agora um recorde de 30% e 40% do peso do índice, respectivamente."
the large cap concentration and investor attention has created greater structural inefficiencies within the small and micro-cap universe
"a concentração em grande capitalização e a atenção dos investidores criaram maiores ineficiências estruturais no universo small e micro-cap"
Worldly wisdom teaches that it is better for reputation to fail conventionally than to succeed unconventionally.
"A sabedoria convencional ensina que é melhor para a reputação falhar de forma convencional do que ter sucesso de forma não convencional."
unless an easy to understand and undervalued AI-related stock comes along, I’ll likely be sitting on the sidelines watching the AI fireworks unfold.
"a menos que surja uma acção relacionada com IA fácil de compreender e subavaliada, é provável que fique à margem a observar o fogo de artifício da IA a desenrolar-se."
Unlike the dot-com era, many of today’s AI leaders are profitable and cash generative. This distinction matters, but it does not eliminate valuation risk.
"Ao contrário da era dot-com, muitos dos líderes de IA actuais são rentáveis e geradores de caixa. Esta distinção importa, mas não elimina o risco de valorização."
It is no longer just a technology theme; it has become a macroeconomic assumption embedded in capital expenditure plans, valuation models, corporate strategy, and public policy.
"Já não é apenas um tema tecnológico; tornou-se um pressuposto macroeconómico embebido em planos de despesa de capital, modelos de valorização, estratégia corporativa e política pública."
We believe the highly anticipated SpaceX IPO will create a particularly favorable setup for shorting high multiple, speculative stocks.
"Acreditamos que o muito antecipado IPO da SpaceX criará um enquadramento particularmente favorável para vender a descoberto acções especulativas de múltiplo elevado."
It’s impossible to predict the short term, but I suspect that by year-end we’ll look back on this stretch as an echo of the 2021 mania – different in many ways, but similar in its indiscriminate abandonment of “boring” stocks in favor of more speculative fare.
"É impossível prever o curto prazo, mas suspeito que, no final do ano, olharemos para este período como um eco da mania de 2021 — diferente em muitos aspectos, mas semelhante no abandono indiscriminado de acções aborrecidas a favor de opções mais especulativas."
But in a market maniacally obsessed with momentum, “good companies” get sold due to temporary setbacks or extrapolated risks (enemies of pure momentum).
"Mas num mercado maniacamente obcecado por momentum, as boas empresas são vendidas devido a contratempos temporários ou riscos extrapolados (inimigos do puro momentum)."
Historically, Upslope has performed well during periods of volatility and struggled during speculative manias.
"Historicamente, a Upslope teve bom desempenho em períodos de volatilidade e sofreu durante manias especulativas."
The stock market as a whole is trading at record-high earnings multiples driven by record-high margins.
"O mercado accionista no seu conjunto transacciona a múltiplos de lucros em máximos históricos, impulsionados por margens em máximos históricos."
Performance alpha may increasingly depend not on the use of better A.I. tools but on the extent to which investors refuse to be constrained by their outputs.
"O alfa de desempenho poderá depender cada vez menos do uso de melhores ferramentas de IA e cada vez mais da medida em que os investidores se recusam a ser condicionados pelos seus resultados."
Equity markets are navigating a dynamic macro environment influenced by geopolitical developments, policy uncertainty, and evolving growth expectations.
"Os mercados accionistas estão a navegar um ambiente macro dinâmico, influenciado por desenvolvimentos geopolíticos, incerteza de política e expectativas de crescimento em evolução."
Market participation broadened meaningfully during the quarter, with cyclical sectors and small cap stocks gaining traction as leadership expanded beyond the largest mega cap companies.
"A participação de mercado alargou-se de forma significativa durante o trimestre, com sectores cíclicos e small caps a ganhar tracção à medida que a liderança se estendeu para lá das maiores companhias de mega capitalização."
We shifted some mega cap technology exposures during the quarter, adding to Microsoft while trimming Alphabet, Amazon and Meta Platforms.
"Deslocámos algumas exposições a megacapitalizações tecnológicas durante o trimestre, reforçando a Microsoft e aparando a Alphabet, a Amazon e a Meta Platforms."
Our short position against an S&P 500 tracking ETF was our top detractor overall given market strength, while CoStar Group, Global Payments and Charter round out the list.
"A nossa posição curta contra um ETF de replicação do S&P 500 foi o nosso maior detractor global, dada a força do mercado, enquanto a CoStar Group, a Global Payments e a Charter completam a lista."
We have chosen not to chase the hottest among them (namely, NVIDIA) but core holdings like Amazon, Alphabet and Meta are all riding the wave, delivering strong returns and were top contributors to the year’s results.
"Optámos por não perseguir a mais quente entre elas (nomeadamente, a NVIDIA), mas participações nucleares como a Amazon, a Alphabet e a Meta estão todas a acompanhar a onda, entregando retornos fortes e tendo sido os principais contribuidores para os resultados do ano."