Hotchkis & Wiley Large Cap Fundamental Value Fund

Q4 2025 · 1450 palavras · Commentary

Resumo editorial

O Hotchkis & Wiley Global Value Fund (I Shares) entregou +3,80% no quarto trimestre de 2025, à frente do MSCI World Value Index (+3,34%) e do MSCI World Index (+3,12%), encerrando o ano com +23,77%. A equipa expressa cautela com a avaliação global do mercado — P/E forward próximo de 23x, no percentil 89 desde 1995 — mas sublinha que o fundo negoceia a 13x lucros forward e menos de 10x lucros normalizados. Sobreposição em software (incluindo F5), saúde e em internacionais; exposição a financeiras reduzida pelo segundo ano consecutivo. Alphabet, Warner Bros. Discovery e Ericsson contribuíram; F5, Workday e Fiserv detraíram.

Stance macro

Risk Risk-off Tilt Defensivos sobrepeso

A equipa adopta postura cautelosa face à avaliação global. P/E forward do MSCI World em ~23x (percentil 89 desde 1995, só ultrapassado durante a bolha dotcom e brevemente em COVID); rendimento dos lucros de pouco mais de 4% deixa pouca margem de segurança. Reconhecem o argumento de que múltiplos elevados se justificam pela rotação para negócios capital-light, mas notam que o ciclo de capex está a regressar — hyperscalers gastaram cerca de 400 mil milhões USD em 2025, com expectativa de +25% em 2026. Privilegiam o portefólio (13x forward, sub-10x normal) face ao mercado. Reforço de sectores não-cíclicos (saúde, staples, utilities) e redução em financeiras no segundo ano consecutivo de capital recycling.

Temas

A equipa documenta que o P/E forward do MSCI World subiu de ~11x no fim de 2008 para perto de 23x, percentil 89 desde 1995, só ultrapassado na bolha dotcom e brevemente em COVID. Sublinham que esta avaliação elevada é fortemente influenciada por um pequeno conjunto de títulos — excluindo os Magnificent 7, o P/E forward seria 17,3x, quase idêntico à média de 30 anos (17,4x). Argumentam que oportunidades fora deste grupo permanecem abundantes, com avaliações próximas da média e algumas muito atractivas.

  • P/E forward do MSCI World em 23x (percentil 89 desde 1995)
  • Rendimento dos lucros de pouco mais de 4% deixa pouca margem de segurança
  • Excluindo Magnificent 7, P/E forward cai para 17,3x
  • Portefólio negoceia a 13x forward e sub-10x lucros normalizados

A equipa contesta a narrativa capital-light usada para justificar múltiplos elevados, notando que a intensidade de capital do mercado está a subir e deve continuar a subir. Hyperscalers gastaram cerca de 400 mil milhões USD em capex em 2025, com expectativa de +25% em 2026. A leitura é cautelosa sobre a sustentabilidade dos retornos sobre capital implícitos nos múltiplos actuais.

  • Hyperscalers gastaram ~400 mil milhões USD em capex em 2025
  • Capex hyperscaler esperado +25% em 2026
  • Renovado ciclo de investimento desafia a narrativa capital-light

Posicionamento contrarian face ao consenso bearish em software empresarial. Software (incluindo F5) é a maior exposição sectorial absoluta e relativa do portefólio, com Workday e Salesforce entre as quatro maiores compras do ano. A equipa argumenta que estas empresas negoceiam a desconto face à sua história e ao mercado apesar de serem negócios de qualidade superior; base de clientes pegajosa, receitas recorrentes, perspectivas de crescimento apelativas, balanços robustos e equipas de gestão amigas dos accionistas. No caso específico do Workday, sustentam que IA é mais provavelmente tailwind que headwind à medida que vendors incorporam features powered by AI nas suites.

  • Software (incluindo F5) é a maior exposição absoluta e relativa
  • Workday e Salesforce entre as quatro maiores compras do ano
  • Margem de EBIT normalizada do Workday em high-30s
  • Workday a low-to-mid teens vs S&P 500 high-teens

Sobreposição significativa em internacionais mantida. Apesar de stocks non-US terem superado US por wide margin em 2025 (+32% vs +16% em USD), o diferencial é integralmente explicado pelo enfraquecimento do dólar. O gap de avaliação entre US e non-US permaneceu pouco alterado, sustentando a tese de overweight. Em 2025, MSCI World ex-USA Value rendeu +42% vs +22% do equivalente growth, diferença quase totalmente explicada por financeiras (38,5% peso médio no value, +60% no ano). A equipa reduziu materialmente a exposição a financeiras non-US pelo segundo ano consecutivo.

  • Non-US +32% vs US +16% em 2025 (diferença explicada por moeda)
  • MSCI World ex-USA Value +42% vs Growth +22%
  • Financeiras non-US foram 38,5% do índice value e renderam +60%
  • Redução material em financeiras non-US pelo 2.º ano consecutivo

A Warner Bros. Discovery anunciou em 9 de Junho a intenção de cisão em duas empresas — Streaming/Studios ("Warner Bros.") e Linear TV ("Discovery Global"). A acção subiu fortemente no trimestre devido a bidding war pelos activos entre Netflix e Paramount Skydance, com a Netflix aparentemente vencedora via oferta cash que avalia o negócio de estúdio e streaming ~50% acima do preço de fim de Setembro.

  • Cisão da WBD anunciada a 9 de Junho
  • Bidding war Netflix vs Paramount Skydance
  • Oferta da Netflix avalia o negócio ~50% acima do preço de fim de Setembro

Posições

GOOGL neutral conv. core manter
Alphabet
Stalwart

Holding company cuja subsidiária primária é a Google, maior empresa de publicidade do mundo. Para além do Search, detém a plataforma enterprise cloud e empresas venture-stage agregadas como "Other Bets". A acção superou após resultados sólidos do 3T25 que bateram expectativas em todas as linhas, com confiança crescente na capacidade de converter oportunidades de IA em crescimento. Outperformance prolongou-se via entrega de novos produtos de IA a capturar quota material em Consumer Chatbot ao ChatGPT da OpenAI.

WBD neutral conv. core manter
Warner Bros. Discovery
Turnaround

Líder global em TV networks e produção; Discovery e Turner em US Pay TV, Warner Bros. Studio em TV e cinema, HBO Max é a terceira maior plataforma de streaming. A 9 de Junho anunciou cisão em duas empresas — Streaming/Studios ("Warner Bros.") e linear TV ("Discovery Global"). Acção subiu fortemente após bidding war pelos activos entre Netflix e Paramount Skydance, aparentemente ganha pela Netflix com oferta cash a ~50% acima do preço de fim de Setembro.

ERIC neutral conv. core manter
Ericsson
Turnaround

Um dos maiores fornecedores globais de hardware e software para redes wireless fora da China. Resultados abaixo do normal por procura fraca no Japão e na Índia; gestão a executar turnaround do negócio Cloud Software and Services. Avaliação considerada atractiva mesmo sem perda de quota por concorrentes, com upside material caso se materialize. A acção superou após sinalização de pivot para retorno de capital aos accionistas e resultados 3T25 modestamente acima do esperado, com melhoria continuada das margens brutas.

FFIV neutral conv. top manter
F5 Inc.
Stalwart

Fornecedor global de application delivery e segurança em ambientes híbridos e multi-cloud. Acções caíram após divulgação de breach por hackers state-backed da China, com acesso a ficheiros do BIG-IP. Impacto directo limitado e operações intactas, mas a gestão antecipa impacto modesto em new bookings. Investigação da equipa sugere que eventos similares em IT vendors são tipicamente short-lived e raramente deterioram capacidade de gerar lucros. Negoceia a ~10x lucro normalizado, balanço net cash e elevados switching costs.

WDAY bullish conv. top aumentar
Workday
Stalwart

Líder em software cloud-based para gestão de capital humano, gestão financeira e analytics. Acções cederam após Q2 sólido com orientação reafirmada (sem o beat-and-raise esperado). Sentimento sobre application software deteriorou-se com gap face a semicondutores perto de all-time high. Equipa argumenta que IA é tailwind, não headwind. Margem de EBIT normalizada em high-30s à medida que o negócio matura; negoceia a low-to-mid teens vs high-teens do S&P 500.

FISV neutral conv. core manter
Fiserv
Turnaround

Tecnologia financeira de pagamentos e soluções para comerciantes e instituições financeiras. Escala, diversificação e capacidade de compor lucros a double-digits sustentam avaliação atractiva. Reset agudo no 3T com revisão material da previsão FY25 após miss significativo no segmento Financial Solutions, onde topline e rentabilidade decepcionaram. O novo CEO enquadrou FY26 como ano de transição que repõe o algoritmo de crescimento num baseline mais baixo. Estabilizados os lucros, oferece combinação de crescimento, margem e cash.

Citações

We view the prospects of select software companies as highly compelling.

"Consideramos as perspectivas de empresas de software seleccionadas como altamente apelativas."

Hotchkis & Wiley Large Cap Fundamental Value Fund · Q4 2025

Excluding the Magnificent 7, the MSCI World’s forward P/E would be 17.3x, nearly identical to its 30-year average of 17.4x.

"Excluindo os Magnificent 7, o P/E forward do MSCI World seria 17,3x, quase idêntico à sua média de 30 anos de 17,4x."

Hotchkis & Wiley Large Cap Fundamental Value Fund · Q4 2025

AI is more likely to be a tailwind as vendors like Workday incorporate AI-powered features into their software suites.

"IA é mais provavelmente um tailwind à medida que fornecedores como a Workday incorporam funcionalidades powered by AI nas suas suites de software."

Hotchkis & Wiley Large Cap Fundamental Value Fund · Q4 2025

we improved the portfolio’s risk profile without sacrificing return potential.

"melhorámos o perfil de risco do portefólio sem sacrificar potencial de retorno."

Hotchkis & Wiley Large Cap Fundamental Value Fund · Q4 2025

F5’s shares offer a very attractive risk/reward outlook, in our opinion.

"As acções da F5 oferecem um perfil risco/retorno muito atractivo, na nossa opinião."

Hotchkis & Wiley Large Cap Fundamental Value Fund · Q4 2025

Performance

Retornos

T4 2025 (I Shares)
+3,80%
YTD
+23,77%
Desde início
+10,31%
Base
net
CAGR desde inception
+10,31%

Benchmark

MSCI World Value Index

Período
+3,34%
YTD
+20,79%

Benchmarks alternativos

  • MSCI World Index · +3,12% (YTD +21,09%) — Benchmark secundário (broad market, growth+value)

Track record anual

Período Fundo Benchmark
1 ano +23,77% +20,79%
3 anos (anualizado) +20,09% +14,51%
5 anos (anualizado) +14,15% +11,35%
10 anos (anualizado) +10,60% +9,23%
since inception 12/31/12 (anualizado) +10,31% +8,88%

Contribuidores

Top contributors: GOOGL, WBD, ERIC
Top detractors: FFIV, WDAY, FISV

Attribution

O Global Value Fund superou o MSCI World Value Index no T4 2025 e no calendário completo. No trimestre, a selecção positiva em communication services e consumer discretionary sustentou o desempenho relativo, assim como o sobrepeso em tecnologia. A selecção em tecnologia, materiais, saúde e industrials detraíu. No ano, a outperformance veio da selecção em consumer discretionary, industrials e saúde, e do sobrepeso em tecnologia; a selecção em tecnologia e o subpeso em financeiras detraíram.

Portfólio

Top 10 concentração
31,6%
Top 5 concentração
19,2%

Sector tilts

  • Tecnologia · overweight (significant) — Software (incluindo F5, classificado em communications equipment) é a maior exposição sectorial absoluta e relativa ao MSCI World Value Index; reforço durante o ano com Workday e Salesforce entre as quatro maiores compras
  • Saúde · overweight (significant) — Sector negoceia a desconto de 14% face ao mercado vs prémio histórico de 14%; só esteve mais barato 9% das vezes desde 1995
  • Consumo base · overweight (modest) — Reforço da exposição nos últimos dois anos, em conjunto com utilities, para reduzir a anterior subponderação significativa em sectores não-cíclicos
  • Utilities · overweight (modest) — Reforço da exposição nos últimos dois anos, integrado no shift defensivo dos três sectores não-cíclicos (saúde, staples, utilities) de 13 pp underweight para equal weight
  • Financeiras · underweight (modest) — Posições trimadas e vendidas após bom desempenho; financeiras foram a maior origem do capital reciclado para os sectores não-cíclicos e para software

Geographic tilts

  • Global · overweight (significant) — Sobreponderação significativa em internacionais mantida; gap de avaliação entre US e non-US pouco alterado em 2025 apesar do diferencial de retorno (non-US +32% vs US +16% em USD), explicado pela depreciação do dólar