Hotchkis & Wiley Large Cap Fundamental Value Fund

Q3 2025 · 1180 palavras · Commentary

Resumo editorial

O Hotchkis & Wiley Large Cap Disciplined Value Fund (I Shares) entregou +6,41% no terceiro trimestre de 2025 e +12,04% no ano até à data, batendo o Russell 1000 Value (+5,33% e +11,65%) em ambos os horizontes. A selecção em discricionário, energia e industriais liderou o contributo positivo, com APA, Warner Bros. Discovery e Citigroup como principais contributors; saúde, comunicações, tecnologia e staples detraíram, com WPP, Comcast e AIG entre os maiores detractors. A equipa mantém postura cautelosa face ao S&P 500 a 25x lucros forward (96º percentil desde os anos 1990), com Magnificent 7 a explicar a maior parte do retorno trimestral; o portefólio negoceia a menos de 13x consensus e pouco mais de 9x lucros normais, com perfil de risco fundamental em melhoria via reforço em qualidade e redução em financeiras.

Stance macro

A equipa considera o S&P 500 fully valued, if not overvalued: 25x consensus do próximo ano coloca o índice no 96º percentil desde o início dos anos 1990, nível só excedido durante a bolha dot.com de final dos 1990 e por breve período em 2020 quando estimativas de lucros colapsaram com a COVID. O yield de lucros resultante de cerca de 4% é praticamente idêntico ao yield da Treasury a 10 anos. A inflação mantém-se mais próxima de 3% do que do target da Fed de 2%, mas estabilizada nos últimos trimestres; combinada com sinais de arrefecimento do mercado de trabalho, levou o FOMC a cortar 25 pontos base para 4,25% (upper bound), com futuros a precificar outro corte em Outubro como quase certo e 0,25% adicional em Dezembro como provável. A liderança de mercado mantém-se estreita: sem as Magnificent 7, o S&P 500 teria rendido +3,1% no trimestre em vez de +8,1%, e o múltiplo do índice cairia para ~21x (77º percentil). A equipa reconhece o investment case mais razoável da Mag 7 face às internet stocks de outrora — com excepção da Tesla, cuja valuation considera perplexante — mas recusa pagar pela ausência de margem de segurança em negócios "priced for perfection". A única exposição directa do fundo às Mag 7 é Alphabet, que satisfaz critérios semelhantes mas negoceia a desconto face ao mercado amplo.

Temas

A equipa estabelece que o S&P 500 negoceia a 25x consensus do próximo ano — 96º percentil desde o início dos anos 1990 — com yield de lucros de apenas 4%, virtualmente igual ao yield da Treasury a 10 anos. Excluindo Mag 7, o múltiplo cai para pouco abaixo de 21x (77º percentil). O portefólio negoceia a menos de 13x consensus e pouco mais de 9x lucros normais, em linha com a sua média histórica apesar da valuation elevada do mercado amplo.

  • S&P 500 a 25x forward — 96º percentil desde inícios dos 1990
  • Ex-Mag 7 a ~21x — 77º percentil do mesmo período
  • Portefólio a <13x consensus e ~9x lucros normais
  • Yield de lucros do S&P 500 (~4%) igual ao yield da Treasury 10Y

Sem as Magnificent 7, o S&P 500 teria rendido apenas +3,1% no trimestre em vez de +8,1% — leadership do mercado permanece estreito. A equipa reconhece que crescimento, margens e ROEs do grupo são impressionantes à escala, com qualidade de negócios e balanços fortes, mas recusa pagar pelo cenário "priced for perfection". Considera Tesla um caso perplexante; a única exposição directa do fundo às Mag 7 é Alphabet, que negoceia a desconto face ao mercado amplo.

  • S&P 500 ex-Mag 7 +3,1% vs +8,1% reportado no trimestre
  • Investment case Mag 7 razoável vs internet stocks dos anos 1990
  • Tesla excluída — valuation considerada perplexante
  • Alphabet é a única exposição Mag 7 do fundo

A equipa documenta que o FOMC cortou a Fed Funds target em 25 pontos base para 4,25% (upper bound), com futuros a precificar outro corte de 0,25% em Outubro como quase certo e mais 0,25% em Dezembro como provável. A inflação mantém-se mais perto de 3% do que do target de 2%, mas tem estado relativamente estável nos últimos trimestres; o arrefecimento do mercado de trabalho foi catalisador adicional. A perspectiva mais dovish suportou os equities; lucros corporativos também apoiaram (>80% de surpresas positivas com margem média de +12% no S&P 500).

  • Fed cortou 25pb para 4,25% upper bound
  • Futuros pricing 25pb em Outubro (quase certo) + 25pb em Dezembro (provável)
  • Inflação ~3% vs target Fed 2% — estável nos últimos trimestres
  • Época de resultados: >80% do S&P 500 supera consensus por +12% médios

A equipa quantifica a melhoria do perfil de risco do portefólio em 2025: as 5 maiores vendas YTD tiveram Fundamental Risk Ratings médios de 2,4 (balanço), 2,8 (qualidade negócio) e 2,4 (governance); as 5 maiores compras tiveram 1,4, 1,6 e 2,4 respectivamente — melhoria material em balanço e qualidade (governance inalterado). Reforço foi em parte financiado pela redução de ~3 pontos percentuais em financeiras, com desempenho forte do sector levando-o a underweight face ao benchmark pela primeira vez em algum tempo.

  • 5 maiores compras YTD: balanço 1,4 vs 2,4 nas 5 maiores vendas
  • 5 maiores compras YTD: qualidade negócio 1,6 vs 2,8 nas 5 maiores vendas
  • Redução de ~3pp em financeiras — underweight pela primeira vez em algum tempo
  • Cada uma das 5 maiores vendas YTD performou bem

A equipa argumenta que APA está mal compreendida por investidores focados na shorter resource life do Permian, sem factoring de optionality em Suriname, Egipto e potencialmente Alasca. Contratos financeiros lucrativos permitem geração significativa de free cash flow a partir de diferenciais entre Waha (Permian), Houston Ship Channel, Henry Hub e LNG global. Selecção em energia foi um dos contributos positivos mais relevantes do trimestre.

  • APA com optionality em Suriname, Egipto e potencialmente Alasca
  • FCF generation via diferenciais Waha vs Houston Ship Channel vs Henry Hub vs LNG
  • Selecção em energia foi um dos top contributors do trimestre

Várias teses do trimestre apoiam-se em capital allocation disciplinada e gestão shareholder-friendly: AIG melhora ROE e tem boa gestão comprometida com alocação inteligente do capital excedente; Citigroup completa investimentos em IT, compliance e risk capabilities, com expectativa de declínio de expenses e convergência de margens com peers; Comcast deverá gerar EPS forte após capital return. Em cada caso, a equipa argumenta que o preço não reflecte a melhoria operacional esperada.

  • AIG: melhoria de ROE e capital allocation excedente
  • Citigroup: fim do ciclo de investimentos em IT, compliance e risk
  • Comcast: EPS growth pós capital return

Posições

APA neutral conv. core manter
APA Corp.
Cyclical

Empresa independente de Exploration & Production com operações offshore nos Midland e Delaware basins do Permian e onshore no Egipto. A equipa considera APA mal compreendida pelo mercado: investidores focam-se na resource life mais curta do Permian sem factoring das oportunidades de reinvestimento em Suriname, Egipto e potencialmente Alasca. Contratos financeiros lucrativos permitem geração significativa de free cash flow a partir de diferenciais entre Waha (Permian), Houston Ship Channel, Henry Hub e mercado global de LNG.

WBD neutral conv. core manter
Warner Bros. Discovery
Turnaround

Uma das maiores empresas de TV networks e produção do mundo. Discovery e Turner networks formam um dos maiores negócios de TV nos EUA por horas vistas, com cerca de 20% de audience share. Combinação de resultados melhores e potencial takeover bid pela Paramount Skydance impulsionou a cotação no trimestre. A equipa irá continuar a rever WBD cuidadosamente face a possíveis desafios regulatórios ou estruturais decorrentes do deal com Paramount.

C neutral conv. core manter
Citigroup Inc.
Turnaround

Um dos maiores bancos US por total de activos. Investimentos em IT, compliance e risk capabilities pressionaram margens e retornos em anos recentes, obscurecendo a franchise core forte. Com esses investimentos largamente concluídos, a equipa espera declínio das expenses do Citi e convergência de margens e retornos com peers. A equipa considera Citigroup subvalorizada face às expectativas normalizadas, com atractividade preservada mesmo que goals de expense e margem não sejam plenamente atingidos.

WPP neutral conv. core manter
WPP PLC
Turnaround

Uma das maiores ad agency holding companies do mundo. Acções sob pressão por crescimento de receitas abaixo do esperado e resultados Q2 desapontantes. Novo CEO introduzido no trimestre, com experiência em digital transformation e IA vistos como activos-chave para o plano de turnaround. A negociar a múltiplo baixo sobre lucros de consensus com balanço sólido, a equipa acredita que a empresa pode entregar retornos próximos de mid-teens via combinação de capital return e crescimento orgânico capital-light.

CMCSA neutral conv. core manter
Comcast Corp.
Stalwart

O negócio de cabo da Comcast é um dos maiores fornecedores de telecom wireline nos EUA. Detém ainda o conglomerado NBCU e o negócio europeu de Pay TV Sky. A cotação caiu por receios no broadband. A equipa espera que crescimento em wireless e pricing modesto no broadband impulsionem o net income e, após capital return, o EPS. Considera que o preço não reflecte o crescimento via pricing no broadband e ganho de quota no wireless.

AIG neutral conv. core manter
American International Group
Stalwart

Seguradora líder em commercial insurance — property-casualty, life e risk management. Resultados recentes vistos como decididamente positivos pela equipa: EPS subiu mais de 50% homólogo, underwriting e investment income cresceram consideravelmente, com share count em queda. Premiums written ficaram abaixo das expectativas, mas a equipa considera a queda da cotação largamente inexplicável. AIG tem melhorado o ROE e conta com gestão comprometida com alocação inteligente do excess capital — característica que ainda não está reflectida na valuation.

Citações

Our view is that the S&P 500 is fully valued, if not overvalued. It trades at 25x next year's consensus estimates, which puts it in the 96th percentile since the early 1990s.

"A nossa visão é que o S&P 500 está fully valued, se não overvalued. Negoceia a 25x as estimativas de consensus do próximo ano, o que o coloca no 96º percentil desde o início dos anos 1990."

Hotchkis & Wiley Large Cap Fundamental Value Fund · Q3 2025

Excluding the Magnificent 7, the S&P 500 would have returned just +3.1% in the quarter.

"Excluindo as Magnificent 7, o S&P 500 teria rendido apenas +3,1% no trimestre."

Hotchkis & Wiley Large Cap Fundamental Value Fund · Q3 2025

we believe they are the kinds of businesses we would like to own, just not when there is no margin of safety because they are priced for perfection

"Acreditamos que são o tipo de empresas que gostaríamos de deter, apenas não quando não há margem de segurança porque estão priced for perfection."

Hotchkis & Wiley Large Cap Fundamental Value Fund · Q3 2025

The portfolio trades at less than 13x consensus earnings and a little more than 9x our estimate of normal earnings.

"O portefólio negoceia a menos de 13x lucros de consensus e pouco mais de 9x a nossa estimativa de lucros normais."

Hotchkis & Wiley Large Cap Fundamental Value Fund · Q3 2025

we are optimistic about the risk/return prospects of the portfolio, irrespective of market direction or temperament, particularly compared to richly valued passive alternatives.

"Estamos optimistas quanto às perspectivas de risco/retorno do portefólio, independentemente da direcção ou temperamento do mercado, particularmente face a alternativas passivas richamente valorizadas."

Hotchkis & Wiley Large Cap Fundamental Value Fund · Q3 2025

Performance

Retornos

T3 2025 (I Shares)
+6,41%
YTD
+12,04%
Desde início
+8,57%
Base
net
CAGR desde inception
+8,57%

Benchmark

Russell 1000 Value Index

Período
+5,33%
YTD
+11,65%

Track record anual

Período Fundo Benchmark
1 ano +11,33% +9,44%
3 anos (anualizado) +20,59% +16,96%
5 anos (anualizado) +19,92% +13,88%
10 anos (anualizado) +11,86% +10,72%
since inception 8/30/04 (anualizado) +8,57% +8,65%

Contribuidores

Top contributors: APA, WBD, C
Top detractors: WPP, CMCSA, AIG

Attribution

O fundo bateu o Russell 1000 Value no trimestre. A selecção em discricionário e energia foi o principal contributo positivo, apoiada por subponderação em consumer staples e selecção em industriais. Detraíram a selecção em saúde, comunicações, tecnologia e staples (estes últimos com magnitude modesta). Em Q3, 84% das empresas do portefólio reportaram surpresas positivas com margem média de +14%, ligeiramente acima dos >80% das empresas do S&P 500 que excederam consensus por margem média de +12%.

Portfólio

Top 10 concentração
30,4%
Top 5 concentração
18,8%

Sector tilts

  • Financeiras · underweight (modest) — Equipa reduziu cerca de 3 pontos percentuais a exposição a financeiras no ano até à data após desempenho forte do sector — primeira vez em algum tempo que estão underweight face ao benchmark
  • Consumo base · underweight (modest) — Subponderação em staples contribuiu positivamente — único sector S&P 500 com retorno negativo no trimestre