Baron India Fund

Q4 2025 · 4070 palavras · 31 Jan 2026 · Commentary

Resumo editorial

O Baron India Fund valorizou 0,42% (Institutional Shares) no quarto trimestre de 2025, contra uma subida de 4,78% do MSCI AC Asia ex Japan/India Linked Index. No ano recuou 0,34%, face aos 2,62% do índice. A gestora atribui o atraso à exposição a pequenas e médias capitalizações e ao viés de crescimento, num trimestre em que o valor superou o crescimento e as maiores capitalizações lideraram, e à ausência de serviços maduros de tecnologias de informação. Sustenta que o pior do ciclo de revisão em baixa de lucros ficou para trás e que a Índia entra num ciclo de revisão em alta, com o acordo comercial bilateral como catalisador. No trimestre abriu posição na Le Travenues Technology e saiu de quatro empresas.

Stance macro

Risk Risk-on Ciclo Early cycle

A gestora entra em 2026 construtiva quanto à rendibilidade ajustada ao risco das acções indianas. Considera que a Índia está prestes a iniciar um ciclo de revisão em alta dos lucros, sustentado pela recuperação do investimento público em infraestruturas, por alívio fiscal dirigido à classe média, por inflação contida, por uma monção normal que deverá animar a procura rural e pela entrada em vigor da reforma fiscal GST 2.0. Lê a consolidação de 2025 como consequência de uma desaceleração temporária do crescimento traduzida numa contracção cíclica de lucros, e afirma que o pior das revisões em baixa ficou para trás. Regista que o produto interno bruto real cresceu 8,2% no terceiro trimestre de 2025 e que o Reserve Bank of India elevou a previsão para o ano fiscal de 2026 para 7,3%, contra 6,8% no trimestre anterior. Atribui esta resiliência ao modelo de crescimento assente no consumo doméstico e à baixa dependência do comércio global, apesar das tarifas norte-americanas em vigor desde Agosto. Explica a divergência de 2025 face aos emergentes pela reduzida exposição indiana à construção de infraestrutura de inteligência artificial e pela saída recorde de investidores institucionais estrangeiros, e defende que qualquer abrandamento desse capex reverteria os fluxos.

Temas

As acções emergentes subiram mais de 33% no ano e ultrapassaram o MSCI India Index em mais de 30%, uma divergência que a gestora considera historicamente invulgar dado o histórico indiano de superioridade de longo prazo. Sustenta que a consolidação de 2025 reflectiu uma desaceleração temporária do crescimento e uma contracção cíclica de lucros já ultrapassada, o que prepara o terreno para a Índia recuperar terreno face aos emergentes. Enquadra a tese no registo de 25 anos, em que o índice indiano rendeu 10,7% anualizados em dólares contra 8,8% do S&P 500 e 8,5% dos emergentes.

  • Divergência de mais de 30 pontos percentuais entre emergentes e Índia em 2025
  • Ciclo de revisão em alta dos lucros como mecanismo de recuperação
  • Saída recorde de investidores institucionais estrangeiros como fluxo reversível

As tarifas norte-americanas elevadas entraram em vigor em Agosto e a incerteza comercial persiste, mas a gestora lê o impasse como temporário e regista progressos recentes em direcção a um acordo bilateral. Defende que qualquer avanço material funcionaria como catalisador poderoso de reavaliação das acções indianas, particularmente com os primeiros sinais de recuperação económica a preparar um ciclo de revisão em alta dos lucros em 2026. Nota que a economia indiana surpreendeu positivamente apesar das tarifas, com o produto interno bruto real a crescer 8,2% no terceiro trimestre.

  • Impasse comercial lido como temporário
  • Acordo bilateral como catalisador de reavaliação
  • Baixa dependência indiana do comércio global como amortecedor

A gestora mantém um tema dedicado de Make in India e diversificação de cadeias de valor, com 7,8% do activo líquido a 31 de Dezembro de 2025, assente na tese de que as deslocações geopolíticas aceleram a diversificação para fora da China e abrem espaço para os produtores indianos ganharem quota nas cadeias globais. Apesar de o tema ter sido o maior travão do trimestre através da Kaynes Technology India, mantém convicção na empresa como beneficiária de longo prazo do esforço de substituição de importações e de atracção de multinacionais. Acrescenta a Segurança Nacional, com 6,6%, como tema irmão de produção doméstica.

  • Incentivos fiscais e investimento em infraestrutura industrial ao abrigo do Make in India
  • Substituição de importações e atracção de multinacionais
  • Índia como polo global de produção e exportação a prazo

A gestora atribui grande parte da divergência de 2025 à reduzida exposição indiana às infraestruturas de inteligência artificial, cujo ciclo de capex beneficiou de forma excepcional grandes constituintes do índice emergente como a Taiwan Semiconductor, a Samsung Electronics e a SK Hynix. Nota que esta dinâmica alimentou uma rotação sem precedentes dos investidores institucionais estrangeiros, que venderam mais de 18 mil milhões de dólares de acções indianas no ano. Conclui que qualquer abrandamento do capex, à medida que os mercados questionem a rendibilidade do investimento, reverteria esses fluxos a favor da Índia.

  • Concentração dos retornos emergentes nos fornecedores de infraestrutura de inteligência artificial
  • Saída recorde de mais de 18 mil milhões de dólares de investidores institucionais estrangeiros
  • Dúvidas sobre a rendibilidade do capex como gatilho de reversão

A gestora considera que os investidores subestimam a oportunidade de longo prazo da Índia em inteligência artificial, que se tornará visível quando a criação de valor passar da construção de infraestrutura para as aplicações empresariais e de consumo. Traça o paralelo com a Internet 1.0, em que a Índia não participou nas redes de fibra mas beneficiou enormemente da difusão da internet e dos ecossistemas aplicacionais. Invoca o conjunto de talento tecnológico, as políticas públicas de apoio e a capacidade de monetizar grandes conjuntos de dados proprietários, e regista compromissos de mais de 67 mil milhões de dólares da Microsoft, Amazon e Google em infraestrutura indiana.

  • Comoditização dos grandes modelos de linguagem por analogia com a fibra
  • Pressão deflacionista sobre os serviços de tecnologias de informação maduros
  • Compromissos de infraestrutura dos grandes operadores de nuvem na Índia

A gestora mantém um tema dedicado de Segurança Nacional com 6,6% do activo líquido a 31 de Dezembro de 2025. Justifica-o pela subida de conflitos globais e por escaramuças militares recentes com países vizinhos, que levam a Índia a acelerar a despesa em defesa com foco acrescido na produção doméstica. As posições associadas, Centum Electronics e Astra Microwave Products, estiveram entre os travões do trimestre na selecção em tecnologias de informação.

  • Aceleração da despesa indiana em defesa
  • Preferência por fornecedores de produção doméstica

A gestora dedica 9,4% do activo líquido ao tema de reformas do sector eléctrico, sustentado por reformas favoráveis ao mercado e pelo crescimento da procura de electricidade em imobiliário, indústria, centros de dados e penetração de ar condicionado, que obrigam a um ciclo plurianual de investimento em geração e transporte. Liga a tese à Precision Wires India, que espera beneficiar da aceleração das adições de capacidade de geração e do mercado indiano de veículos eléctricos.

  • Reformas favoráveis ao mercado no sector eléctrico
  • Procura de electricidade de centros de dados e ar condicionado
  • Fio esmaltado de cobre como insumo crítico do ciclo

A gestora identifica o realinhamento geopolítico, e em particular a subida das tensões entre os Estados Unidos e a China, como factor que leva as multinacionais a diversificar cadeias de valor e pegadas industriais. Considera que esse movimento posiciona a Índia para evoluir, ao longo do tempo, para polo global de produção e exportação. É o enquadramento macro do tema de carteira Make in India.

  • Diversificação de cadeias de valor para fora da China
  • Índia como polo de produção e exportação a prazo

Posições

BHARTIARTL neutral conv. top manter
Bharti Airtel Limited
Stalwart +1,3% contrib.

Empresa de telecomunicações de referência com operações na Ásia e em África, cuja oferta inclui serviços móveis, comércio móvel e banda larga fixa. As acções contribuíram no trimestre com resultados robustos e visibilidade sobre a geração futura de fluxo de caixa livre. Enquanto operador móvel dominante da Índia, beneficia da consolidação em curso, com a concorrente Vodafone Idea aparentemente à beira da insolvência. A gestora mantém convicção na transformação em empresa de serviços digitais e na subida das tarifas móveis.

PRECWIRE bullish conv. core aumentar
Precision Wires India Limited
Fast Grower +1,0% contrib.

Maior fabricante indiano de fio de cobre esmaltado, com mais de 25% de quota. Os seus produtos são insumos críticos de transformadores, geradores e motores eléctricos, com aplicação em automóvel, aeroespacial e defesa, energia, electrónica, electrodomésticos e infraestruturas. As acções subiram com crescimento forte de vendas e de rendibilidade. A gestora espera crescimento composto de receitas de 15% a 20% nos próximos três a cinco anos, apoiado no ciclo eléctrico indiano e na procura de fio para veículos eléctricos.

RELIANCE bullish conv. top aumentar
Reliance Industries
Stalwart +0,6% contrib.

Principal conglomerado indiano, com actividade em petroquímica, refinação e petróleo e gás, além de retalho, telecomunicações e media. As acções subiram com resultados trimestrais acima do consenso. A gestora mantém convicção na transformação em líder de serviços digitais, com transmissão de vídeo, banda larga e comércio electrónico, e no mercado em linha que ligará cerca de 13 milhões de pequenos retalhistas a mais de 480 milhões de assinantes. Espera crescimento de lucros na casa dos quinze por cento.

KIRLOSENG bullish conv. média aumentar
Kirloskar Oil Engines Limited
+0,3% contrib.

A carta identifica a posição apenas no quadro de contributos e na lista de reforços do trimestre. Contribuiu com 0,30 pontos percentuais para o retorno e foi um dos nomes a que a gestora acrescentou capital, sem justificação individual no texto.

SBILIFE neutral conv. média manter
SBI Life Insurance Company Limited
+0,3% contrib.

A carta identifica a posição apenas no quadro de contributos do trimestre, com 0,29 pontos percentuais, sem descrição do negócio nem justificação individual no texto corrido.

KAYNES neutral conv. core manter
Kaynes Technology India Limited
Fast Grower -0,7% contrib.

Fornecedor de serviços de fabrico electrónico de referência na Índia, com soluções para automóvel, indústria, ferrovia, medicina e aeroespacial e defesa. As acções caíram no trimestre com receios sobre a gestão do fundo de maneio e a geração de caixa, e com questões sobre práticas de relato financeiro que a administração esclareceu. A gestora mantém convicção, apoiada nos incentivos fiscais e no investimento público do Make in India, e espera crescimento composto de resultado operacional acima de 30%.

ETERNAL bullish conv. core aumentar
Eternal Limited
Fast Grower -0,7% contrib.

Principal plataforma indiana de entrega de refeições e de comércio rápido, com cerca de 55% e 40% de quota nas respectivas categorias. As acções caíram com a intensificação da concorrência no comércio rápido e receios sobre a rendibilidade de curto prazo. A gestora mantém convicção pela vantagem de pioneiro, escala e execução superior, lê a correcção como retracção de ganhos anteriores e aproveitou-a para aumentar a posição, esperando duplicação de receitas na entrega de refeições em linha.

INDIGO neutral conv. core manter
InterGlobe Aviation Limited
Fast Grower -0,5% contrib.

Maior companhia aérea indiana, com mais de 60% de quota num mercado doméstico quase duopolista. As acções caíram após novas regras sobre horas de voo dos pilotos, que geraram escassez de tripulações e cancelamentos. A gestora mantém convicção pela consolidação em curso, pela procura doméstica a crescer perto de dez por cento ao ano, pela estrutura de custos entre as mais baixas do mundo e pelo fornecimento via Airbus, que evitou as perturbações sofridas pela concorrente Air India.

CENTUM neutral conv. média manter
Centum Electronics Limited
-0,4% contrib.

A carta identifica a posição no quadro de travões do trimestre, com 0,42 pontos percentuais negativos, e como um dos nomes do tema Segurança Nacional responsáveis pela selecção adversa em tecnologias de informação. Não descreve o negócio nem apresenta tese individual.

SIEMENSENERGY neutral conv. média manter
Siemens Energy India Limited
-0,4% contrib.

A carta identifica a posição apenas no quadro de travões do trimestre, com 0,41 pontos percentuais negativos, sem descrição do negócio nem justificação individual no texto corrido.

HDB bullish conv. top aumentar
HDFC Bank

Maior posição da carteira a 31 de Dezembro de 2025, com 7,9% do activo líquido, e o primeiro nome da lista de reforços do trimestre. A carta não apresenta descrição do negócio nem tese individual, e enquadra a exposição no tema de Financiamento ao Consumo, o maior da carteira com 25,0% do activo.

IBN neutral conv. core manter
ICICI Bank Ltd.

Quinta maior posição da carteira a 31 de Dezembro de 2025, com 4,4% do activo líquido. A carta identifica-a apenas no quadro das dez maiores posições, sem descrição do negócio nem tese individual.

BAJFINANCE neutral conv. core manter
Bajaj Finance Limited

Sexta maior posição da carteira a 31 de Dezembro de 2025, com 4,3% do activo líquido. A carta identifica-a apenas no quadro das dez maiores posições, sem descrição do negócio nem tese individual.

MAXHEALTH neutral conv. core manter
Max Healthcare Institute Limited

Sétima maior posição da carteira, com 4,3% do activo líquido. A carta enquadra-a como exposição hospitalar do tema de formalização da economia e aponta-a, com a Aster DM Healthcare, como causa da má selecção no sector da saúde durante o trimestre. Não apresenta descrição do negócio nem tese individual.

ASTERDM neutral conv. core manter
Aster DM Healthcare Limited

Nona maior posição da carteira, com 3,0% do activo líquido. A carta enquadra-a como exposição hospitalar do tema de formalização da economia e aponta-a, com a Max Healthcare Institute, como causa da má selecção no sector da saúde durante o trimestre. Não apresenta descrição do negócio nem tese individual.

M&M neutral conv. core manter
Mahindra & Mahindra Limited

Décima maior posição da carteira a 31 de Dezembro de 2025, com 3,0% do activo líquido. A carta identifica-a apenas no quadro das dez maiores posições, sem descrição do negócio nem tese individual.

IXIGO bullish conv. starter nova posição
Le Travenues Technology Limited
Fast Grower

Segunda maior agência de viagens em linha da Índia, com 10% a 15% do volume bruto transaccionado. Líder em reservas ferroviárias em linha, com mais de 60% de quota, o que lhe deu presença nas cidades de menor dimensão, e em expansão para o transporte aéreo e rodoviário. Em 2025 a Prosus investiu mais de 200 milhões de dólares por cerca de 15% do capital. A gestora espera crescimento composto de 20% a 25% no volume transaccionado.

GMRP&UI bullish conv. média aumentar
GMR Power and Urban Infra Limited

A carta identifica a posição apenas na lista de reforços do trimestre, sem descrição do negócio nem justificação individual. O reforço foi feito com base em fundamentos específicos da empresa, segundo a formulação usada pela gestora para o conjunto dos ajustes de peso do período.

BAJAJFINSV bullish conv. média aumentar
Bajaj Finserv Limited

A carta identifica a posição apenas na lista de reforços do trimestre, sem descrição do negócio nem justificação individual. O reforço foi feito com base em fundamentos específicos da empresa, segundo a formulação usada pela gestora para o conjunto dos ajustes de peso do período.

ASTRAMICRO neutral conv. média manter
Astra Microwave Products Limited

A carta cita a posição como um dos nomes do tema Segurança Nacional responsáveis pela selecção adversa no sector das tecnologias de informação durante o trimestre. Não descreve o negócio nem apresenta tese individual.

TRENT neutral conv. média manter
Trent Limited

A carta cita a posição entre os investimentos de vários temas que explicam a fraca selecção no sector do consumo discricionário durante o trimestre. Não descreve o negócio nem apresenta tese individual.

DIXON neutral conv. média manter
Dixon Technologies (India) Limited

A carta cita a posição entre os investimentos de vários temas que explicam a fraca selecção no sector do consumo discricionário durante o trimestre. Não descreve o negócio nem apresenta tese individual.

GODREJCP bearish conv. em observação sair
Godrej Consumer Products Limited

Posição vendida durante o trimestre. A gestora agrupa a saída com as restantes três e justifica-a por incertezas quanto à durabilidade do crescimento dos lucros e ao posicionamento competitivo futuro, sem detalhe por empresa.

SRF bearish conv. em observação sair
SRF Limited

Posição vendida durante o trimestre. A gestora agrupa a saída com as restantes três e justifica-a por incertezas quanto à durabilidade do crescimento dos lucros e ao posicionamento competitivo futuro, sem detalhe por empresa.

JIOFIN bearish conv. em observação sair
Jio Financial Services Limited

Posição vendida durante o trimestre. A gestora agrupa a saída com as restantes três e justifica-a por incertezas quanto à durabilidade do crescimento dos lucros e ao posicionamento competitivo futuro, sem detalhe por empresa.

TIPSMUSIC bearish conv. em observação sair
Tips Music Limited

Posição vendida durante o trimestre. A gestora agrupa a saída com as restantes três e justifica-a por incertezas quanto à durabilidade do crescimento dos lucros e ao posicionamento competitivo futuro, sem detalhe por empresa.

Citações

Baron India Fund® (the Fund) appreciated 0.42% (Institutional Shares) during the final quarter of 2025, while its relevant benchmark, the MSCI AC Asia ex Japan/India Linked Index (the Linked Benchmark), rose 4.78%.

"O Baron India Fund® (o Fundo) valorizou 0,42% (Institutional Shares) durante o último trimestre de 2025, enquanto o seu índice de referência relevante, o MSCI AC Asia ex Japan/India Linked Index (o Linked Benchmark), subiu 4,78%."

Baron India Fund · Q4 2025

the breadth of equity returns was narrow with small and mid-cap (SMID) stocks underperforming large-cap peers by over 360 basis points and value-oriented equities outpacing growth peers by approximately 450 basis points

"a amplitude dos retornos accionistas foi estreita, com as acções de pequena e média capitalização a ficar mais de 360 pontos base atrás das de grande capitalização e as acções de valor a superar as de crescimento em cerca de 450 pontos base"

Baron India Fund · Q4 2025

We remain underweight such businesses given that the proliferation of AI is creating deflationary earnings pressure and structural headwinds for global IT services players.

"Mantemo-nos subponderados nesses negócios, dado que a difusão da inteligência artificial está a criar pressão deflacionista sobre os lucros e ventos contrários estruturais para os prestadores globais de serviços de tecnologias de informação."

Baron India Fund · Q4 2025

this resilience reflects India’s predominantly domestic, consumption-driven growth model and its relatively low dependence on global trade

"esta resiliência reflecte o modelo de crescimento indiano, predominantemente doméstico e assente no consumo, e a sua dependência relativamente baixa do comércio global"

Baron India Fund · Q4 2025

Any meaningful progress on trade is likely to serve as a powerful catalyst for a repricing of Indian equities, particularly as early signs of economic recovery set the stage for an earnings upgrade cycle in 2026.

"Qualquer progresso material no comércio deverá funcionar como catalisador poderoso de uma reavaliação das acções indianas, sobretudo com os primeiros sinais de recuperação económica a preparar um ciclo de revisão em alta dos lucros em 2026."

Baron India Fund · Q4 2025

we continue to view the company as a key long-term beneficiary of India’s focus to drive import substitution and attract global corporates to set up manufacturing in the country

"continuamos a ver a empresa como beneficiária determinante, a longo prazo, do esforço indiano para promover a substituição de importações e atrair multinacionais a instalar produção no país"

Baron India Fund · Q4 2025

In our view, India is on the cusp of an earnings upgrade cycle, supported by a recovery in government infrastructure spending, targeted tax relief for the middle class, benign inflation trends, a normal monsoon that should lift rural demand

"Na nossa leitura, a Índia está prestes a entrar num ciclo de revisão em alta dos lucros, sustentado pela recuperação do investimento público em infraestruturas, por alívio fiscal dirigido à classe média, por tendências benignas de inflação e por uma monção normal que deverá animar a procura rural"

Baron India Fund · Q4 2025

we are confident that the worst of the earnings downgrade cycle is now behind us, setting the stage for India to play “catch up” with EM peers that enjoyed a breakout year in 2025.

"estamos confiantes de que o pior do ciclo de revisão em baixa dos lucros ficou para trás, o que prepara o terreno para a Índia recuperar o atraso face aos pares emergentes, que tiveram um ano de ruptura em 2025."

Baron India Fund · Q4 2025

This dynamic also fueled an unprecedented rotation by foreign institutional investors (FIIs), who sold a record $18 billion plus of Indian equities during the year.

"Esta dinâmica alimentou também uma rotação sem precedentes dos investidores institucionais estrangeiros, que venderam um valor recorde de mais de 18 mil milhões de dólares de acções indianas ao longo do ano."

Baron India Fund · Q4 2025

investors are underappreciating India’s longer-term AI opportunity, which should become increasingly visible as value creation shifts from infrastructure build-out to enterprise and consumer applications

"os investidores estão a subvalorizar a oportunidade indiana de mais longo prazo em inteligência artificial, que se deverá tornar cada vez mais visível à medida que a criação de valor passa da construção de infraestrutura para as aplicações empresariais e de consumo"

Baron India Fund · Q4 2025

Performance

Retornos

T4 2025 (Institutional Shares)
+0,42%
YTD
-0,34%
Desde início
-1,81%
Base
net
CAGR desde inception
-1,81%

Benchmark

MSCI AC Asia ex Japan/India Linked Index

Período
+4,78%
YTD
+2,62%

Benchmarks alternativos

  • MSCI India Index · +4,78% (YTD +2,62%) — Índice principal do Fundo desde a conversão de 1 de Setembro de 2024; a gestora declara superioridade de 2,10% em termos anualizados desde essa data
  • MSCI Emerging Markets Index · +4,73% (YTD +33,57%) — Índice de mercados emergentes invocado para enquadrar a divergência de 2025 entre a Índia e os pares emergentes

Track record anual

Período Fundo Benchmark
1 ano -0,34% +2,62%
Desde a conversão em 1/9/2024 -3,26% -5,36%
3 anos (anualizado) +7,47% +3,24%
Desde o início 30/7/2021 (anualizado) -1,81% -3,47%

Contribuidores

Top contributors: BHARTIARTL, PRECWIRE, RELIANCE, KIRLOSENG, SBILIFE
Top detractors: KAYNES, ETERNAL, INDIGO, CENTUM, SIEMENSENERGY

Attribution

A subida de 0,42% no trimestre ficou 436 pontos base abaixo do Linked Benchmark. A gestora identifica três causas: a exposição significativa a pequenas e médias capitalizações, que ficaram mais de 360 pontos base atrás das grandes capitalizações; o viés de crescimento, num trimestre em que o valor superou o crescimento em cerca de 450 pontos base; e a ausência de serviços maduros de tecnologias de informação, como a Infosys e a HCL Technologies, que recuperaram parte das perdas do ano. Por sector, o maior travão foi a selecção em tecnologias de informação, através da Kaynes Technology India (tema Make in India) e da Centum Electronics e Astra Microwave Products (tema Segurança Nacional). Seguiram-se o consumo discricionário (Eternal, Le Travenues Technology, Trent e Dixon Technologies) e a saúde, onde o forte sobrepeso e a má selecção nos hospitais (Max Healthcare Institute e Aster DM Healthcare) pesaram. Compensou parcialmente a alocação favorável e a boa selecção em serviços de comunicação, via Bharti Airtel. No ano, o Fundo ficou cerca de 300 pontos base atrás do Linked Benchmark, atraso que a gestora imputa sobretudo ao quarto trimestre.

Portfólio

Cash
4,9%
Top 10 concentração
49,8%
Position count long
38

Sector tilts

  • Saúde · overweight (significant) — A gestora declara um grande sobrepeso em saúde, através das posições hospitalares Max Healthcare Institute e Aster DM Healthcare, integradas no tema de formalização da economia
  • Tecnologia · underweight (significant) — Subponderação declarada em serviços de tecnologias de informação maduros, como Infosys e HCL Technologies, por a difusão da inteligência artificial criar pressão deflacionista sobre os lucros do sector

Geographic tilts

  • EM · overweight (significant) — Mandato dedicado à Índia: a carteira é construída exclusivamente com empresas sediadas no país, com 4,9% em liquidez a 31 de Dezembro de 2025