Platinum International Fund

Q1 2025 · 1150 palavras · Commentary

Resumo editorial

O Platinum International Fund subiu 0,2% no primeiro trimestre de 2025, contra uma queda de perto de 2% do MSCI AC World Net Index em dólares australianos. Ted Alexander assumiu a gestão da carteira a 3 de Março e atribui grande parte do resultado aos gestores cessantes, Andrew Clifford e Clay Smolinski. Explica o trimestre por três factores, o excesso de peso na Europa e no Reino Unido, o excesso de peso na China e o reforço da defesa contra quedas em Março. A tese central é o contango do risco, que sustenta a rotação para farmacêuticas, com AbbVie, AstraZeneca, Merck e Novartis, e para bens essenciais. Realizou mais-valias em títulos chineses, fixou um peso mínimo de 2% por posição e fechou o trimestre com 14% de liquidez.

Stance macro

Risk Risk-off Ciclo Late cycle Tilt Defensivos sobrepeso

Postura defensiva assumida como resposta táctica e não como mudança de doutrina. O gestor descreve a subida da volatilidade accionista por incerteza tarifária e diz estar a posicionar a carteira para a proteger caso a pressão persista, tendo reforçado a defesa contra quedas em Março e mantido a exposição curta total. Assume como cenário base, se o regime tarifário mais elevado persistir entre os Estados Unidos e o resto do mundo, uma economia norte-americana mais fraca e um choque inflacionista, com choque de preços atenuado no resto do mundo mas ainda assim um choque económico negativo pela quebra da procura norte-americana. Admite uma compensação possível por descidas de impostos nos Estados Unidos, ainda sem clareza.

Temas

O gestor descreve anos em que não faltaram investidores de retalho norte-americanos dispostos a apostar em modelos de negócio tecnológicos arriscados, o que fez subir os preços e consumiu a recompensa futura desses títulos. No extremo oposto, negócios estáveis e de qualidade, com menor probabilidade de perder dinheiro, ficaram esquecidos. Chama contango do risco à inversão daí resultante, em que se troca risco mais baixo por retorno esperado mais alto.

  • Aglomeração de retalho em modelos de negócio tecnológicos arriscados
  • Sectores de menor volatilidade como fonte de retorno esperado superior

A carta regista a subida da volatilidade accionista por incerteza sobre as tarifas norte-americanas, que se desenrolava enquanto o texto era escrito, e o anúncio de um novo regime tarifário logo após o fecho do trimestre, que fez o mercado cair 10% em poucos dias. O gestor diz não haver clareza de mais longo prazo e vigia o contágio à Europa e à China, as regiões de maior exposição da carteira.

  • Cenário base de economia norte-americana mais fraca com choque inflacionista
  • Choque económico negativo no resto do mundo pela quebra da procura

O gestor identifica o excesso de peso na Europa e no Reino Unido e o excesso de peso na China como dois dos três factores que explicam o desempenho relativo do trimestre, com os títulos chineses a superarem largamente em Fevereiro e no início de Março. Mantém o forte excesso de peso na China com base na continuação da recuperação económica do país, ainda que tenha realizado mais-valias em algumas detenções.

  • Recuperação económica chinesa como suporte da posição
  • Carteira posicionada para um choque com origem nos Estados Unidos

O gestor afirma que não está a deslocar filosoficamente o fundo para títulos defensivos, mas a responder às oportunidades que o mercado apresenta neste momento. Descreve a ambição de ganhar dinheiro para os clientes onde o mercado abre essas oportunidades e depois proteger lucros nas quedas, e considera que jogar o contango do risco serve os dois propósitos. Daí a rotação para farmacêuticas e bens essenciais.

  • Procura de medicamentos resiliente numa recessão
  • Cotações deprimidas das farmacêuticas como fonte de lucro potencial

Na revisão de carteira, o gestor declara querer passar a uma postura de maior convicção e deter pelo menos 2% em cada posição individual. Em consequência, reviu todas as posições menores e deu ordens para reforçar até 2% ou sair. Diz não ter apressado a rotação de uma carteira desta dimensão e esperar concluí-la no final de Abril.

A protecção do capital é apresentada como resultado do trimestre e como intenção declarada. O gestor reforçou a defesa contra quedas à medida que o mercado geral caiu em Março, realizou mais-valias em algumas posições curtas, como a Tesla, mas manteve a exposição curta total, e fechou o trimestre com liquidez acima do alvo por causa da rotação da carteira, a reinvestir nas semanas seguintes.

  • Liquidez temporariamente acima do alvo por efeito da rotação
  • Exposição curta total mantida apesar da realização de mais-valias

Posições

ALLFG neutral conv. top manter
Allfunds Group

Plataforma britânica de distribuição de fundos e maior posição da carteira, com 4,3% a 31 de Março de 2025 e classificação em financeiras, o maior peso sectorial do fundo. Integra o excesso de peso na Europa e no Reino Unido que o gestor aponta como um dos três factores do trimestre, mas a carta não lhe dedica argumento de investimento próprio.

GOOGL neutral conv. top manter
Alphabet

Segunda maior posição, com 4,2% a 31 de Março de 2025, única representante dos serviços de comunicação e única exposição norte-americana entre as três maiores detenções. É também a única presença do fundo nas grandes tecnológicas cuja subida o gestor diz ter consumido a recompensa futura do sector, mas a carta não lhe dedica argumento próprio.

TSM neutral conv. core manter
Taiwan Semiconductor Manufacturing Company

Fundição taiwanesa de semicondutores com 3,9% a 31 de Março de 2025, única representante da tecnologia de informação entre as dez maiores detenções, num sector que vale 12% da carteira. O gestor argumenta que a aglomeração em tecnologia especulativa comprimiu retornos futuros, mas não distingue esta posição desse juízo nem lhe dedica tese própria.

St James's Place PLC neutral conv. core manter

Gestora de património britânica com 3,7% a 31 de Março de 2025, classificada em financeiras. Reforça o excesso de peso no Reino Unido que o gestor identifica como motor do trimestre. A carta não desenvolve argumento de investimento sobre a empresa e o documento não divulga o seu código de negociação, pelo que o ticker fica a null.

TRU neutral conv. core manter
TransUnion

Empresa norte-americana de informação de crédito com 3,6% a 31 de Março de 2025, classificada em industriais no quadro das dez maiores detenções. O texto da carta não desenvolve argumento de investimento sobre a empresa, pelo que ficam registadas apenas a dimensão da posição, o sector e o país atribuídos pelo quadro.

ZTO neutral conv. core manter
ZTO Express Cayman Inc

Operador chinês de entregas expresso com 3,5% a 31 de Março de 2025, classificado em industriais. Faz parte do bloco chinês que o gestor mantém em forte excesso de peso com base na continuação da recuperação económica do país, ainda que tenha realizado mais-valias em algumas detenções chinesas durante o trimestre.

JD neutral conv. core manter
JD.com, Inc.

Retalhista chinesa em linha com 3,5% a 31 de Março de 2025 e única representante do consumo discricionário entre as dez maiores detenções, numa rubrica que caiu de 10% para 4% da carteira com a realização de mais-valias chinesas. O gestor mantém forte excesso de peso na China pela recuperação económica do país.

UBS neutral conv. core manter
UBS Group

Banco suíço com 3,4% a 31 de Março de 2025, integrado no bloco de financeiras que representa 27% da carteira e é o maior peso sectorial do fundo. A carta não desenvolve argumento de investimento sobre a empresa, pelo que só a dimensão da posição e a classificação sectorial ficam registadas.

BEZ.L neutral conv. core manter
Beazley plc

Seguradora especializada britânica com 3,0% a 31 de Março de 2025, a quarta financeira do quadro das dez maiores. Contribui para o excesso de peso no Reino Unido que o gestor identifica como um dos motores do trimestre, mas a carta não desenvolve argumento de investimento sobre a empresa.

NVS bullish conv. core nova posição
Novartis AG
Stalwart

Farmacêutica suíça centrada em cardiovascular, imunologia, neurociência e oncologia, com 2,6% a 31 de Março de 2025. O gestor nomeia-a entre as farmacêuticas em que tomou posição no trimestre e regista crescimento do resultado essencial superior a 20% em 2024 e expectativa de vendas entre um dígito alto e dois dígitos baixos em 2025.

ABBV bullish conv. média nova posição
AbbVie
Stalwart

Posição tomada no trimestre, dentro da rotação para farmacêuticas. Empresa sediada em Chicago com áreas de foco em imunologia, oncologia, neurociência, oftalmologia, virologia e gastrenterologia. O gestor destaca o Botox, que rendeu mais de mil e quinhentos milhões de dólares no quarto trimestre de 2024, e a resistência da procura de medicamentos numa recessão.

AZN bullish conv. média nova posição
AstraZeneca
Stalwart

Posição tomada no trimestre. Farmacêutica britânica grande e diversificada que, segundo o gestor, aplica 20% da receita total em investigação e desenvolvimento e tem actualmente uma carteira profunda de medicamentos em ensaio. Entra pela mesma lógica das restantes farmacêuticas, procura resistente numa recessão combinada com cotações deprimidas.

MRK bullish conv. média nova posição
Merck
Stalwart

Posição tomada no trimestre. Empresa norte-americana de produtos farmacêuticos e de saúde animal que, segundo o gestor, desenvolveu o maior medicamento do mundo em vendas, o oncológico Keytruda. Justifica-se pela mesma tese defensiva das restantes farmacêuticas, procura de medicamentos resistente numa recessão e cotações deprimidas.

TSLA bearish conv. média reduzir
Tesla, Inc.

Única posição curta nomeada na carta. O gestor diz ter realizado mais-valias em algumas posições curtas, dando a Tesla como exemplo, mas manteve a exposição curta total do fundo, que o quadro de exposição regista em 7% a 31 de Março de 2025. Não há argumento desenvolvido sobre a empresa.

Citações

As of 3 March 2025 Ted Alexander became Portfolio Manager of the Platinum International Fund.

A partir de 3 de Março de 2025, Ted Alexander tornou-se gestor de carteira do Platinum International Fund.

Platinum International Fund · Q1 2025

you can now reasonably expect a higher future return from quality stocks than more speculative businesses. We are finding companies from lower volatility sectors such as medicines, food and household goods that are attractive investment propositions.

pode agora esperar-se, com razão, um retorno futuro mais alto de acções de qualidade do que de negócios mais especulativos. Estamos a encontrar empresas de sectores de menor volatilidade, como medicamentos, alimentação e bens domésticos, que são propostas de investimento atractivas.

Platinum International Fund · Q1 2025

Global stock markets rose moderately through the first six weeks of the year, but reversed sharply in March on tariff concerns to end the quarter down. Over the quarter the Fund rose +0.2% while the benchmark was down nearly 2%.

As bolsas mundiais subiram moderadamente ao longo das primeiras seis semanas do ano, mas inverteram bruscamente em Março, com os receios tarifários, para fechar o trimestre em queda. No trimestre, o fundo subiu 0,2% enquanto o índice de referência caiu perto de 2%.

Platinum International Fund · Q1 2025

Having been appointed Portfolio Manager of the Fund starting 3 March much of the Fund’s outperformance for the quarter is down to the outgoing Managers, Andrew Clifford and Clay Smolinski.

Tendo sido nomeado gestor de carteira do fundo a partir de 3 de Março, grande parte do desempenho superior do fundo no trimestre deve-se aos gestores cessantes, Andrew Clifford e Clay Smolinski.

Platinum International Fund · Q1 2025

This led to a form of “risk contango” – you could reasonably expect a higher future return from safer bets on quality stocks than on speculative, risky businesses.

Isto conduziu a uma forma de «contango do risco»: podia esperar-se, com razão, um retorno futuro mais alto de apostas seguras em acções de qualidade do que em negócios especulativos e arriscados.

Platinum International Fund · Q1 2025

A fund like Platinum’s International Fund can invest in more volatile businesses in return for high potential profits – if the valuation is right.

Um fundo como o International Fund da Platinum pode investir em negócios mais voláteis em troca de lucros potenciais elevados, desde que a avaliação seja adequada.

Platinum International Fund · Q1 2025

The economic demand for medicines holds up well if we do see a recession, and we would expect these stocks to protect capital in a downturn.

A procura económica de medicamentos aguenta-se bem se vier mesmo uma recessão, e esperaríamos que estas acções protegessem o capital numa queda.

Platinum International Fund · Q1 2025

Good returns from some of our Chinese holdings saw us take some profits, but we retain a strong overweight to China on the basis of its continued economic recovery.

Bons retornos de algumas das nossas detenções chinesas levaram-nos a realizar mais-valias, mas mantemos um forte excesso de peso na China com base na continuação da sua recuperação económica.

Platinum International Fund · Q1 2025

We took profits on some shorts, such as Tesla, but maintained our total short exposure.

Realizámos mais-valias em algumas posições curtas, como a Tesla, mas mantivemos a nossa exposição curta total.

Platinum International Fund · Q1 2025

Due to the process of rotating a sizeable portfolio, we ended the quarter with higher cash than our target, but this will be reinvested in coming weeks.

Devido ao processo de rotação de uma carteira de dimensão considerável, terminámos o trimestre com liquidez acima do nosso alvo, mas esta será reinvestida nas próximas semanas.

Platinum International Fund · Q1 2025

Performance

Retornos

T1 2025 — classe C, líquida de comissões e custos, em dólares australianos
+0,20%
Base
net
CAGR desde inception
+11,00%

Benchmark

MSCI AC World Net Index (AUD)

Período
-2,00%

Track record anual

Período Fundo Benchmark
1 ano, a 31 de Março de 2025 +1,00% +12,00%
3 anos, composto ao ano +8,00% +14,00%
5 anos, composto ao ano +8,00% +15,00%

Attribution

O gestor não divulga contributos por título nem em pontos percentuais. Atribui o desempenho do trimestre a três factores, o excesso de peso na Europa e no Reino Unido, positivo de Janeiro a Março, o excesso de peso na China, que teve desempenho muito superior em Fevereiro e no início de Março, e o reforço da defesa contra quedas à medida que o mercado geral caiu em Março. As bolsas mundiais subiram moderadamente nas primeiras seis semanas do ano e inverteram bruscamente em Março com os receios tarifários, fechando o trimestre em queda, enquanto o fundo subiu 0,2%. Ted Alexander, nomeado a 3 de Março, atribui grande parte do desempenho superior aos gestores cessantes, Andrew Clifford e Clay Smolinski, e regista que Andrew Clifford continua na equipa.

Portfólio

Cash
14,0%
Top 10 concentração
35,7%
Top 5 concentração
19,7%
Gross long
92,0%
Gross short
7,0%
Net exposure
85,0%