Black Bear Value Fund
Manager: Adam Schwartz · Estratégia: Long short equity · Geografia: US · Global
Performance por trimestre
Posições core
Temas recorrentes
- Défice estrutural de habitação nos EUA
- Ciclo do crédito privado
- Concentração de portefólio
- Aproveitamento de deslocações de mercado
- Met coal e ciclo do aço
- Ciclo de capex energético
- Capex de IA e infraestrutura de data centers
- Alocação de capital e compounders
- Ciclo de imobiliário comercial
- Tarifas e política comercial
Cartas publicadas
Q1 2026 3698 palavras
O Black Bear Value Fund subiu +1,9% em Março e +13,2% no acumulado anual de 2026, contra -5,0% e -4,4% do S&P 500 e -4,6% e -1,2% do HFRI. Adam Schwartz mantém posicionamento contrarian assente em quatro pilares: subinvestimento crónico em energia e recursos naturais (PrairieSky, Tidewater, met coal), défice estrutural de habitação norte-americana via Builders FirstSource e Five Point Holdings, turnaround do Flagstar Financial liderado por Joseph Otting, e cesto de shorts no crédito privado, neo-clouds, buy-now-pay-later e bancos com balanços opacos. A exposição short em acções subiu de 39% para 45% no trimestre. O gestor enquadra a carteira como mola comprimida em fase inicial de reconhecimento, com retornos lumpy a recuperar terreno após dois anos de divergência face ao mercado.
Q4 2025 2839 palavras
O Black Bear Value Fund encerrou 2025 com retorno de -12,6% face a +17,9% do S&P 500 e +17,1% do HFRI, completando o segundo ano consecutivo de divergência. Adam Schwartz mantém posicionamento contrarian assente em habitação estruturalmente subabastecida via Builders FirstSource, recursos naturais subinvestidos via Tidewater, PrairieSky e Warrior Met Coal, turnaround do Flagstar Financial liderado por Joseph Otting, e cesto de shorts em crédito privado, neo-clouds, buy-now-pay-later, bancos com balanços opacos e bridge lenders. Lanxess foi a maior baixa do ano e foi saída por dúvidas sobre a tese. O gestor descreve a carteira como mola comprimida pronta a destrancar quando os ciclos de capex terminarem em 2026/2027.
Q3 2025 2150 palavras
O Black Bear Value Fund cedeu -1,0% no terceiro trimestre e -12,7% no acumulado de 2025, contra +8,1% e +14,8% do S&P 500. Adam Schwartz reconhece que o livro curto foi o principal lastro do ano (-12+% nos shorts de acções), enquanto os longs subiram apenas cerca de +2%. O gestor mantém posicionamento contrarian em cinco apostas concentradas Builders FirstSource, Flagstar Financial, Lanxess, Tidewater e Warrior Met Coal, todas em indústrias descritas como bumping along the bottom com tailwinds estruturais. A tese central é que a AI-mania alimenta empresas delusionais (delulu), e que paciência sobre activos com más notícias precificadas vai pagar quando o sentimento normalizar.
Q2 2025 1850 palavras
O Black Bear Value Fund cedeu -10,5% no segundo trimestre e -11,7% no acumulado de 2025, contra +10,9% e +6,2% do S&P 500. Adam Schwartz atribui mais de metade do mark to market negativo ao livro curto, onde várias money-losing companies subiram com força — um padrão que o gestor classifica como temporário, lembrando 2022. A carteira é descrita como uma coiled spring, com más notícias precificadas nos longs e magical thinking nos shorts. Cinco apostas concentradas — Asbury e AutoNation, Builders FirstSource, Core Natural Resources, Warrior Met Coal e Flagstar Financial — enfrentam hard catalysts em 6 a 18 meses que deverão destrancar cash flow significativo. Schwartz mantém que o tempo é aliado da tese.
Q1 2025 1300 palavras
O Black Bear Value Fund recuou -1,3% no primeiro trimestre de 2025, batendo o S&P 500 (-4,3%) e o HFRI Fundamental Value (-0,5%) num arranque de ano marcado pelo regresso da volatilidade e pelo choque tarifário. Adam Schwartz vendeu negócios de retorno bom para reforçar apostas de retorno óptimo e descreve a carteira short como a alavanca que permitiu jogar à ofensiva enquanto o mercado recuava. As cinco posições core (Asbury, Builders FirstSource, Core Natural Resources, Warrior Met Coal e Flagstar Financial) combinam pricing power, balanços sólidos e baixo custo, perfis que o gestor considera vencedores num ambiente de tarifas. A mensagem central é de paciência: os ambientes mais desconfortáveis geram as melhores oportunidades.