Brown Advisory Global Leaders Strategy

Q1 2026 · 2650 palavras · Commentary

Resumo editorial

Brown Advisory Global Leaders recuou 8,3% em termos absolutos no primeiro trimestre de 2026 (composite gross −8,1%), atrás do MSCI ACWI Net (−3,2%) — underperformance concentrada nos nomes penalizados pela narrativa «AI loser», mais de um terço da estratégia. Microsoft (−1,96 pp), HDFC Bank, Workday, Experian e Visa lideraram detracções; B3, ASML, Deutsche Boerse, TSMC e Ferguson contribuíram. A gestora conduziu drawdown reviews e reforçou todos os «AI losers» — Visa, Mastercard, Experian, Equifax, Microsoft, Autodesk, Workday e LSEG — saindo da Intuit por risco de substituição por IA. Iniciou MercadoLibre em Fevereiro. Não deter Energia custou cerca de um quinto do underperformance após acção militar no Irão. IRR base-case a cinco anos estimado em 12–13%, o mais alto desde a Covid.

Stance macro

Risk Neutral

Postura declaradamente bottom-up e agnóstica ao macro: «somos stock pickers bottom-up… não países, sectores ou factores macro» e a carteira não está posicionada para nenhum curso específico de resultados. Ainda assim, a gestora inclinou-se para a fraqueza — reforçou os maiores detractores («AI losers») após drawdown reviews, argumentando que estes incumbentes de qualidade estão mispriced e bem posicionados para captar a IA. O único ajuste macro é recalibrar quanto do NAV alocar num drawdown (regra «add more or get out» mantida, com mais discrição). O conflito no Irão (desde 28 de Fevereiro) valorizou a Energia — sector que a estratégia não detém — e é apontado como risco a EM importadores e a payment providers caso haja crunch de oferta de petróleo. Foco em receitas recorrentes e defensáveis; opportunity set descrito como o mais amplo desde a Covid, com IRR base-case a cinco anos de 12–13%.

Temas

Tese central do trimestre. O mercado penalizou como «AI losers» mais de um terço da estratégia — pagamentos (Visa, Mastercard), credit bureaus (Experian, Equifax), software (Microsoft, Autodesk, Workday, Intuit) e a LSEG. O bear case — IA a substituir empresas e indústrias e a elevar o desemprego white-collar de longo prazo — foi apelidado de «AI death star». A gestora reconhece riscos reais mas considera que o mercado simplifica em excesso: analisa o risco de substituição por várias lentes (risco tecnológico vs de modelo de negócio; concorrência interna vs novo rival; inovação sustentadora vs disruptiva) e conclui que muitos incumbentes com baixo churn estão bem posicionados para aproveitar a IA. Saiu da Intuit — terceiro exit por receios de substituição, após Wolters Kluwer e Adobe em 2025.

  • «AI death star» — bear case de substituição de indústrias e desemprego white-collar
  • Três lentes de risco de IA — tecnológico vs modelo de negócio, interno vs novo rival, sustentador vs disruptivo
  • Intuit é o terceiro exit por substituição por IA (após Wolters Kluwer e Adobe em 2025)

Contraponto bullish à narrativa «AI loser». A gestora mantém alta convicção de que os moats destas empresas estão subestimados e oferecem protecção contra desintermediação superior ao reflectido no preço. Equifax e Experian têm dados proprietários via acordos directos (mais de 12.000 instituições) e barreira regulatória — difíceis de replicar por LLMs ou startups. A Autodesk está integrada em workflows de elevado custo de falha. A LSEG passou a distribuir dados via protocolo MCP da Anthropic (o LLM não corre a análise sem os dados subjacentes), e Visa e Mastercard são críticas para o comércio agêntico. A Workday, com retenção acima de 95%, pode usar a IA sobre o seu system of record. Incumbentes com baixo churn como beneficiários, não vítimas.

  • Data moats de credit bureaus — 12.000+ instituições, barreira regulatória, impossíveis de replicar em escala
  • LSEG distribui dados via Model Context Protocol (MCP) da Anthropic — beneficiário de IA
  • Visa e Mastercard críticas para comércio agêntico; Workday com retenção acima de 95%

Filosofia central reafirmada: empresas de alta qualidade com superior customer outcomes, pricing power e baixa alavancagem financeira. Métricas do representative account superam o ACWI — ROIC mediano 23,7% vs 10,7%, CAGR de crescimento a 3 anos 9,1% vs 6,2%, Net Debt/EBITDA 0,4 vs 1,2. Nos drawdown reviews aplicam «Expectations Investing» (Mauboussin e Rappaport): reverse DCF, consenso e o quadro 10/10/3 (WACC de 10%, crescimento nominal de FCF de 3%, i.e. zero crescimento real) para inferir a visão de «Mr Market». Concluíram que as estimativas de FCF de longo prazo implícitas estão abaixo das próprias — «pent-up value». Nos credit bureaus, o mercado implica crescimento de FCF em single digit médio contra o base case de CAGR de 10% em 2025–2030.

  • «Expectations Investing» (Mauboussin, Rappaport) — reverse DCF e quadro 10/10/3
  • WACC de 10% e crescimento de FCF de 3% (zero real) como premissas conservadoras vs 7-8% implícito no mercado
  • Credit bureaus — mercado implica FCF single digit médio vs base case de 10% CAGR (2025–2030)

O processo de drawdown é parte integral da alocação de capital e gestão de risco, com forte ênfase em evitar perdedores. O gatilho é claro: queda de 20% desde a iniciação ou underperformance de 20% vs benchmark em 12 meses aciona «add more or get out». No trimestre a gestora conduziu reviews em todos os «AI losers» e reforçou-os, saindo apenas da Intuit. Uma modificação data-driven, discutida com o coach comportamental em Março: historicamente adicionavam cerca de um terço da base de capital de uma vez, mas desde 2023 os preços não revertem tão rápido como em 2016–2022, sugerindo uma janela de oportunidade mais larga. Mantêm a regra «add more or get out», mas usarão mais discrição sobre quanto NAV alocar ao adicionar.

  • Gatilho — queda de 20% desde a iniciação ou −20% vs benchmark em 12 meses
  • Recalibração 2026 — manter «add more or get out» mas com mais discrição sobre NAV a alocar
  • Reforço de todos os «AI losers» após reviews; único exit foi a Intuit

A acção militar no Irão, iniciada a 28 de Fevereiro e a persistir até ao fim do trimestre, empurrou os preços de energia — com os grandes produtores de petróleo como maiores beneficiários. Não estar em Energia (0% peso, sector +33,57%) explicou cerca de um quinto do underperformance relativo YTD. A gestora não exclui a Energia por regra, mas a falta de barreiras de capital/tecnologia, os preços altos a atrair concorrência e a ausência de diferenciação tornam commodities difíceis para os seus critérios — nunca investida desde a inception (~11 anos). Sinaliza impactos de curto prazo em FMI (Deutsche Boerse beneficia via Eurex/EEX), aeroespacial, pagamentos e EM, e um potencial headwind para EM importadores e payment providers caso haja crunch de oferta de petróleo.

  • Não deter Energia custou ~1/5 do underperformance relativo YTD (sector +33,57%)
  • Deutsche Boerse beneficia da volatilidade via Eurex e EEX (maior bolsa de energia europeia)
  • Risco a EM importadores e payment providers caso haja crunch de oferta de petróleo

O activista Elliott anunciou em Fevereiro que construiu uma participação na LSEG — visão que a gestora já partilhava sobre o data moat da empresa. Genericamente cautelosa quanto ao horizonte curto de muitos activistas («business renters» em vez de owners de longo prazo), a gestora concorda ainda assim com premissas centrais da Elliott: acções subvalorizadas e natureza acretiva de buybacks a estes níveis. Mas alerta contra alavancar «up to the hilt», desejando buybacks a uma escala que não comprometa a saúde financeira de longo prazo. Engajada construtivamente com a gestão e o board da LSEG desde 2023.

  • Concorda com premissas da Elliott — acções subvalorizadas, buybacks acretivos
  • Alerta contra alavancar em demasia para preservar saúde financeira de longo prazo
  • Novo Índice de Vitalidade de Produtos revelou 24% das receitas de produtos dos últimos cinco anos

A gestora enquadra o selloff como oportunidade: os melhores retornos vêm de manter uma perspectiva diferenciada, tipicamente quando outros estão preocupados. O processo de risco mantém as perdas pequenas mas «lean in» em momentos raros em que as expectativas divergem materialmente do mercado. Reuniram-se com quase todas as empresas da carteira nos últimos meses (incluindo 20+ tecnológicas em São Francisco em Março). Concluem que o opportunity set se alargou face a 12–18 meses atrás e esperam um IRR base-case médio anualizado de 12–13% a cinco anos — o nível mais alto desde a Covid — lembrando como a venda indiscriminada cria oportunidades para investidores de longo prazo. Cash em apenas 0,6%.

  • Opportunity set mais amplo que há 12–18 meses; IRR base-case 12–13% a cinco anos, o mais alto desde a Covid
  • Reuniões com quase toda a carteira, incluindo 20+ tecnológicas em São Francisco em Março
  • «Lean in» em momentos raros de divergência material vs mercado; cash em 0,6%

Posições

MELI bullish conv. core nova posição
MercadoLibre, Inc.
Fast Grower

Plataforma dominante de e-commerce e fintech na América Latina, iniciada em Fevereiro. Ecossistema integrado de logística, pagamentos (MercadoPago) e crédito (MercadoCredito) gera network effects e vantagens de dados difíceis de replicar. A gestora entrou na fraqueza das acções, com base case de IRR de dois dígitos a cinco anos e desconto de 15% por risco de país e moeda.

Target: base case de IRR de dois dígitos a cinco anos (constant currency, desconto de 15%)

INTU bearish conv. core sair
Intuit Inc.
Stalwart

Software de impostos e back-office (TurboTax) e contabilidade para PME, detido perto de seis anos, com o FCF por acção a triplicar (CAGR de 14,15%). A saída em Fevereiro não reflecte execução — que foi forte — mas o risco de substituição por IA: challengers de baixo custo podem erodir pricing power e monetização de IA, com clientes de maior churn. Capital realocado para Visa, Mastercard e credit bureaus.

MSFT bullish conv. top aumentar
Microsoft Corporation
Stalwart -2,0% contrib.

Maior detractor do trimestre (−1,96 pp, −23,36%) apesar de forte desempenho em Azure e Copilot. A gestora vê o mercado a penalizar expectativas altas de ciclo de produto e não os fundamentais: crescimento e cash flow genuínos de GenAI, entrega em ambiente de oferta constrangida endereçada via capex, prolongando a durabilidade do FCF. Reforçada no drawdown review.

V bullish conv. core aumentar
Visa Inc. Class A
Stalwart -0,7% contrib.

Rede de pagamentos crítica, penalizada como «AI loser» por receios de desemprego white-collar e por potencial abrandamento macro de risco geopolítico (−0,72 pp, −13,86%). A gestora vê a IA como oportunidade — a Visa permanece central para o comércio agêntico. Reforçada no drawdown review, financiada pela saída da Intuit. Top-3 holding (5,5%).

MA bullish conv. core aumentar
Mastercard Incorporated Class A
Stalwart

Rede de pagamentos com posição crítica para o comércio agêntico, agrupada com a Visa entre os «AI losers» reforçados no trimestre. A gestora mantém alta convicção de que os moats e vantagens competitivas estão subestimados e oferecem protecção contra desintermediação superior ao reflectido no preço. Top-5 holding (5,3%), reforçada com capital da saída da Intuit.

EXPN bullish conv. core aumentar
Experian PLC
Stalwart -0,8% contrib.

Um dos maiores credit bureaus, penalizado como «AI loser» (−0,77 pp, −24,21%). Barreiras à entrada extremamente altas: dados proprietários via acordos directos com mais de 12.000 instituições, praticamente impossíveis de replicar em escala, profundidade e qualidade, além de barreira regulatória. A gestora não acredita que LLMs ou startups consigam entrar facilmente; reforçada no drawdown review.

EFX bullish conv. core aumentar
Equifax Inc.
Stalwart

Credit bureau iniciado em 2025, agrupado com a Experian entre os «AI losers» reforçados. Possui vastos conjuntos de dados não acessíveis publicamente, com moats de dados frequentemente proprietários. Usando o quadro conservador 10/10/3, o mercado implica crescimento de FCF em single digit médio, contra o base case da gestora de CAGR de 10% no período 2025–2030.

Target: base case de CAGR de FCF de 10% em 2025–2030 (vs single digit médio implícito no mercado)

ADSK bullish conv. core aumentar
Autodesk, Inc.
Stalwart

Líder de software verticalmente integrado para arquitectura, engenharia e construção — sectores de elevado custo de falha, onde as soluções estão profundamente integradas nos workflows dos clientes, criando altos switching costs e barreiras à entrada. A gestora acredita que soluções probabilísticas não competirão onde há requisitos de segurança e validação; reforçada como «AI loser» mal compreendido.

WDAY bullish conv. core aumentar
Workday, Inc. Class A
Fast Grower -0,8% contrib.

Software de gestão empresarial (system of record) materialmente impactado pela narrativa «AI loser» (−0,84 pp, −39,42%). O modelo de dados funciona como fonte única de verdade e gera valor, reflectido em taxas de retenção acima de 95%. A gestora vê enorme oportunidade para incumbentes SaaS aproveitarem a IA sobre o seu core; reforçada no drawdown review.

LSEG bullish conv. core aumentar
London Stock Exchange Group plc
Stalwart

Infraestrutura de mercados financeiros com data moat reforçado por projecto de investigação próprio. O activista Elliott anunciou participação em Fevereiro; a gestora concorda com premissas (acções subvalorizadas, buybacks acretivos) mas alerta contra alavancar em demasia. Novo Índice de Vitalidade de Produtos revelou 24% das receitas de produtos recentes; distribuição de dados via protocolo MCP da Anthropic ilustra beneficiário de IA.

DB1 neutral conv. core manter
Deutsche Boerse AG
Stalwart +0,6% contrib.

Infraestrutura de mercados financeiros (FMI) com pouco risco de desintermediação por IA. Beneficiou da volatilidade de mercado no ano — hedging de participantes no Eurex e actividade acrescida na EEX, a maior bolsa de energia europeia detida pela Deutsche Boerse. Segundo maior contribuidor do trimestre (+0,56 pp). Segunda maior holding (5,8%).

B3SA3 neutral conv. core manter
B3 SA - Brasil, Bolsa, Balcao
Stalwart +0,8% contrib.

Bolsa e infraestrutura de mercados do Brasil, uma das posições de FMI com pouco risco de desintermediação por IA. Maior contribuidor do trimestre (+0,84 pp), com retorno de 40,5%, beneficiando da volatilidade e da actividade de mercado ligadas ao contexto geopolítico e à valorização de activos brasileiros.

TSM neutral conv. core manter
Taiwan Semiconductor Manufacturing Co., Ltd. Sponsored ADR
Fast Grower +0,3% contrib.

Liderança em manufactura de leading node que sustenta ganhos de quota e exposição à procura de cómputo de alto desempenho e infraestrutura de IA. Terceiro maior contribuidor do trimestre (+0,35 pp, +12,01%). Historicamente o maior contribuidor do portfolio desde o reforço em Novembro de 2022, compondo a 65,34% anualizado.

ASML neutral conv. core manter
ASML Holding N.V.
Stalwart +0,7% contrib.

Monopólio de litografia EUV, parte da exposição a infraestrutura técnica de IA. Segundo maior contribuidor do trimestre (+0,71 pp, +23,26%), recuperando com o sentimento em torno do capex de IA. Compounder de qualidade com moat tecnológico e regulatório no nicho de equipamento de semicondutores.

SAF bullish conv. core aumentar
Safran SA
Stalwart

Motores aeronáuticos e equipamento de defesa; investida pelos activos aeroespaciais core. A gestora alocou mais em Março, financiado a partir da GE, pela atractividade relativa do IRR. Procura de peças de reposição continua supply-constrained (não demand-constrained), limitando o impacto de menos milhas voadas. Top-10 holding (3,6%), aeroespacial ~6% do portfolio.

GE bearish conv. core reduzir
GE Aerospace
Stalwart

GE Aerospace — motores aeronáuticos comerciais e de defesa, com aftermarket rentável e pricing power. Reduzida em Março para financiar o reforço da Safran, por razões de atractividade relativa de IRR. Nas reuniões recentes, a gestão confirmou que a procura de peças permanece supply-constrained, mitigando o impacto de menos milhas voadas no curto prazo.

FERG neutral conv. core manter
Ferguson Enterprises Inc.
Stalwart +0,1% contrib.

Principal distribuidor grossista de canalização, AVAC e produtos MRO nos EUA. Quinto maior contribuidor do trimestre (+0,13 pp, +5,18%), articulado como motor central da selecção em Industriais. Modelo de distribuição resiliente com receita recorrente e ganhos de quota de longo prazo.

HDB neutral conv. core manter
HDFC Bank Limited Sponsored ADR
Fast Grower -0,8% contrib.

Banco indiano com vantagem estrutural de depósitos e funding. Segundo maior detractor (−0,85 pp, −32%), pressionado pela redução mais lenta do rácio empréstimos/depósitos pós-fusão e pela saída abrupta do presidente Atanu Chakraborty. A gestora espera melhoria do rácio, com depósitos a crescer acima dos empréstimos, e proof points de cross-selling pós-fusão.

Citações

Whilst we do believe the bear case encompasses real risks, the market appears to be oversimplifying it.

"Embora acreditemos que o bear case encerra riscos reais, o mercado parece estar a simplificá-lo em excesso."

Brown Advisory Global Leaders Strategy · Q1 2026

We prefer companies with high probabilities and strengthening moats.

"Preferimos empresas com probabilidades altas e moats a fortalecer."

Brown Advisory Global Leaders Strategy · Q1 2026

We are bottom-up stock pickers who invest in companies and management teams—not countries, sectors, or macro factors.

"Somos stock pickers bottom-up que investem em empresas e equipas de gestão — não em países, sectores ou factores macro."

Brown Advisory Global Leaders Strategy · Q1 2026

Our risk management process is designed to keep losses small but we lean in when we see rare moments of opportunity where our expectations differ meaningfully from the market.

"O nosso processo de gestão de risco foi concebido para manter as perdas pequenas, mas inclinamo-nos para a frente quando vemos momentos raros de oportunidade em que as nossas expectativas divergem materialmente do mercado."

Brown Advisory Global Leaders Strategy · Q1 2026

This is the highest level we have seen since Covid and reminds us how indiscriminate selling can provide opportunities for long term investors looking on a different time horizon.

"Este é o nível mais alto que vemos desde a Covid e lembra-nos como a venda indiscriminada pode criar oportunidades para investidores de longo prazo que olham num horizonte temporal diferente."

Brown Advisory Global Leaders Strategy · Q1 2026

We have never been directly invested in energy since inception, which was close to 11 years ago.

"Nunca estivemos directamente investidos em energia desde a inception, há cerca de 11 anos."

Brown Advisory Global Leaders Strategy · Q1 2026

Performance

Retornos

T1 2026 (composite gross)
-8,10%
YTD
-8,10%
Base
gross

Benchmark

MSCI ACWI Net Index

Período
-3,20%
YTD
-3,20%

Contribuidores

Top contributors: B3SA3, ASML, DB1, TSM, FERG
Top detractors: MSFT, HDB, WDAY, EXPN, V

Attribution

No primeiro trimestre a estratégia corrigiu c.8,3% (composite gross −8,1%) e ficou atrás do MSCI ACWI Net Index (−3,2%). A esmagadora maioria do underperformance veio dos nomes impactados pela narrativa «AI loser» — mais de um terço da estratégia (pagamentos, credit bureaus, software e uma das FMI, a LSEG). Por atribuição sectorial (representative account, gross), Information Technology detraiu (peso 20,22%, retorno −13,66% vs benchmark −6,73%; Selection −1,55) e Industrials também (peso 21,22%, retorno −7,91% vs +2,46%; Selection −2,10, com aeroespacial e distribuição). Financials, o maior peso (32,85% vs 17,09%), foi quase neutro (Total Effect −0,08, Selection +0,45). Não estar em Energia (0% vs 3,89%, sector +33,57%) custou Allocation −1,19, cerca de um quinto do underperformance relativo YTD, após a acção militar no Irão. Top contributors: B3 (+0,84 pp, +40,5%), ASML (+0,71 pp), Deutsche Boerse (+0,56 pp), TSMC (+0,35 pp) e Ferguson (+0,13 pp). Top detractors: Microsoft (−1,96 pp, −23,36%), HDFC Bank (−0,85 pp, −32%), Workday (−0,84 pp, −39,42%), Experian (−0,77 pp, −24,21%) e Visa (−0,72 pp, −13,86%).

Portfólio

Cash
0,6%
Top 10 concentração
49,4%
Top 5 concentração
29,1%

Sector tilts

  • Financeiras · overweight (significant) — Maior exposição do portfolio (~+15,8 pp vs MSCI ACWI) via infraestrutura de mercados financeiros (LSEG, Deutsche Boerse, B3), payment networks (Visa, Mastercard) e differentiated financials em EM (HDFC Bank)
  • Industriais · overweight (significant) — ~+9,9 pp vs ACWI via aeroespacial (GE Aerospace, Safran, ~6% do portfolio), distribuição (Ferguson) e os credit bureaus Experian e Equifax (classificação GICS Industrials)
  • Tecnologia · underweight (modest) — ~−6,5 pp vs ACWI apesar de nomes core (Microsoft, TSMC, ASML, Autodesk, Workday) — a selecção detraiu no trimestre pela narrativa «AI loser»
  • Energia · underweight (significant) — Zero exposição por escolha — commodities e energia não satisfazem os critérios de superior customer outcome, sustainable business advantage ou RoIC durável de 20%+; nunca investida desde a inception (~11 anos)
  • Imobiliário · underweight (significant) — Zero exposição por escolha — critérios de qualidade
  • Utilities · underweight (significant) — Zero exposição por escolha — critérios de qualidade