O'Keefe Stevens Advisory
Manager: Dominick D'Angelo · Estratégia: Long only value · Geografia: US
Performance por trimestre
Posições core
Temas recorrentes
- Aproveitamento de deslocações de mercado
- Disrupção do software incumbente por IA generativa
- Capex de IA e infraestrutura de data centers
- Sobrecarga regulatória
- Desconto de conglomerado e sum-of-parts
- Camada aplicacional de IA — adopção e ROI
- Deslocação por forced selling
- Concentração extrema do mercado norte-americano
- Défice estrutural de habitação nos EUA
- Alocação de capital e compounders
Cartas publicadas
Q2 2026 2978 palavras
A O'Keefe Stevens Advisory aproveita um dos trimestres mais fortes em duas décadas — S&P 500 +15,2%, Nasdaq +21,4% e Russell 2000 +21,5% — para realizar ganhos na infraestrutura de IA. Dominick D'Angelo reduziu Qualcomm e Corning com recurso a opções e vendas de acções, depois de subidas de 43,8% e 87,5% no trimestre. A novidade é a Sotera Health, duopólio de esterilização com margens EBITDA de 50%, comprada assim que a Warburg Pincus vendeu a última acção e deixou de pressionar a cotação. O gestor observa a queda do software sem comprar e entra no terceiro trimestre com a caixa entre as maiores posições pelo terceiro trimestre consecutivo.
Q1 2026 2600 palavras
A O'Keefe Stevens Advisory mantém uma posição de caixa elevada no primeiro trimestre de 2026, descrita por Dominick D'Angelo como posicionamento defensivo após o primeiro trimestre negativo do S&P 500 (-4,3%) desde o choque tarifário de 2025. A gestora vendeu Alibaba, Fannie Mae, BMW e Mercedes-Benz, reduziu Corning e saiu de Tri Pointe Homes através de aquisição, deixando a caixa acumular. Corning, Sphere Entertainment e Callaway lideraram os ganhos do trimestre; Perrigo foi o principal contributo negativo. Iniciou-se uma posição em Baxter International e reforçou-se Weyerhaeuser. O gestor define posicionamento defensivo como a recusa em deter activos a preços que exigem que tudo corra bem.
Q4 2025 2050 palavras
A O'Keefe Stevens Advisory encerra 2025 com a caixa como maior posição da carteira, num posicionamento que Dominick D'Angelo enquadra como disciplina de avaliação após três anos de forte desempenho. No quarto trimestre, a gestora vendeu as acções ordinárias da Fannie Mae — o melhor contributo de 2025, com 235,4% — mantendo as preferenciais, e reforçou a Callaway na fraqueza após a venda de 60% da Topgolf. Sphere e Fannie Mae lideraram os ganhos do ano; GreenFirst e Perrigo foram os principais detractores. A carta dedica espaço à inteligência artificial: 2025 como ano de exploração, 2026 como ano de implementação, com o gestor a alertar para a diluição de alfa e a ilusão de competência.
Q3 2025 2050 palavras
A O'Keefe Stevens Advisory dedica o terceiro trimestre de 2025 a um aviso sobre a especulação em activos ligados à inteligência artificial e às criptomoedas, enquadrando-a com paralelos da Corning entre 1998-2000. Dominick D'Angelo exemplifica disciplina de avaliação: saiu de Donnelley Financial (DFIN), Lazard (LAZ) e Capstone Copper (CSCCF) e iniciou uma posição em Topgolf Callaway Brands (MODG) na fraqueza, vendo valor após o desempenho fraco da divisão de venues. A gestora descreve a Corning como uma beneficiária pick-and-shovel da capex de IA, embora ainda a 36x lucros, e alerta para os 600 mil milhões de dólares de capex hyperscaler previsto para 2026 como sinal de potencial excesso.
Q2 2025 2400 palavras
A O'Keefe Stevens Advisory abre o segundo trimestre de 2025 com um arco "do desespero à euforia": três meses após o Liberation Day, a especulação regressou em força. Dominick D'Angelo enquadra o ressurgir dos SPACs (44 IPOs no Q2, perto de 38% das IPOs nos EUA no ano) e a vaga de treasury companies de Bitcoin (126 empresas com 819 mil BTC) como sinais de risco-on exuberante. Em contrapartida, a gestora abre Compass Minerals (CMP), maior mina de sal do mundo e vendedor forçado clássico após a remoção do S&P 600 em Setembro de 2024, apostando no regresso ao essencial do novo CEO Edward Dowling e em 180 milhões de FCF potencial a libertar de capital circulante.
Q1 2025 1503 palavras
Dominick D'Angelo abre 2025 recusando comentário político, mas regista o vaivém tarifário da Casa Branca como fonte de confusão e incerteza. O coração da carta é um mercado punitivo: falhas de resultados castigadas com 362 pontos base de desempenho inferior ao S&P 500 e volatilidade realizada acima da implícita desde 2021 — sinal de risco subavaliado. A Donnelley Financial, em queda de cerca de 20% após resultados, ilustra a confusão entre fraqueza temporária e imparidade permanente; a Five Point Holdings disparou 50% num dia com orientação de 200 milhões de lucro líquido. Três novas posições — BMW, Mercedes-Benz e Compass Minerals a 6x lucros normalizados — e top 5 concentrado em cerca de 34% dos activos, com a NVDA perto de 13%.
Q4 2024 2100 palavras
Dominick D'Angelo fecha 2024 com a Nvidia, a maior posição, a valorizar mais de 170%, e revê o boletim de previsões do ano: as top picks Five Point Holdings e AerCap mereceram nota A-, a aposta numa aquisição entre as 25 maiores posições falhou (nota F) perante a FTC de Lina Khan, e o Russell 2000 desiludiu (nota D). Para 2025, elege a Beyond e a Donnelley Financial como top picks, ambas teses de mispricing por pressão vendedora não fundamental. O coração da carta está na disciplina de compreender quem vende e porquê: sell-downs de private equity, regras de índices e fluxos passivos criam pontos de entrada. Não iniciou novas posições no trimestre; o top 5 é NVDA, QCOM, BGC, GLW e BKRIF.