Q4 2024
177 cartas publicadas · 331 novas posições · 280 saídas · 2323 posições totais
Cartas publicadas
Alger Mid Cap Focus Fund 1200 palavras
O Alger Mid Cap Focus Fund (Class A, sem comissão de subscrição) avançou 10,72% no quarto trimestre de 2024, superando o Russell Midcap Growth Index (8,14%) num trimestre de acções norte-americanas positivas, impulsionadas pelo desfecho decisivo das eleições presidenciais. O optimismo pós-eleitoral — expectativas de desregulação e reforma fiscal — alimentou a recuperação de Novembro, mas o entusiasmo arrefeceu em Dezembro depois de a Reserva Federal sinalizar cautela quanto a cortes futuros. Palantir, AppLovin e Axon Enterprise lideraram as contribuições; Monolithic Power, Constellation Energy e HEICO detraíram. A gestora reafirma temas seculares — digitalização, cloud computing e o ponto de inflexão da IA — e vê oportunidades na electrificação da economia e na inovação em saúde.
Alger Small Cap Focus Fund 1350 palavras
O Alger Small Cap Focus Fund (Class A, sem comissão de subscrição) subiu 7,41% no quarto trimestre de 2024, acima do Russell 2000 Growth Index (1,70%), num trimestre marcado pelo desfecho decisivo das eleições presidenciais norte-americanas. As acções recuperaram em Novembro com a reeleição de Donald Trump e a maioria republicana, mas o entusiasmo esmoreceu em Dezembro depois de a Reserva Federal cortar 25 pontos base e sinalizar cautela quanto à extensão e ao calendário dos cortes futuros. Xometry, Astera Labs e Natera estiveram entre os contributos de topo; Wingstop, CareDx e Modine entre as detracções. Health Care e Information Technology eram os maiores pesos sectoriais; a gestora mantém que digitalização, cloud e inteligência artificial continuam a criar oportunidades atractivas.
Alger Spectra Fund 1700 palavras
O Alger Spectra Fund (Class A, sem comissão de subscrição) registou +11,46% no quarto trimestre de 2024, superando o Russell 3000 Growth Index (+6,83%) num trimestre marcado pelo desfecho decisivo das eleições presidenciais norte-americanas. As acções US subiram com a reeleição de Trump e a maioria republicana a impulsionarem o sentimento, antes de a cautela da Reserva Federal em Dezembro — corte de 25 pontos base mas com sinalização de menos cortes em 2025 — arrefecer o entusiasmo. AppLovin, Nvidia e Amazon lideraram as contribuições; Microsoft, Eli Lilly e MercadoLibre detraíram. A gestora mantém convicção nos temas seculares — digitalização, cloud computing e IA num ponto de inflexão — e em tecnologias cirúrgicas e sequenciação genómica.
Alger Weatherbie Specialized Growth Fund 1293 palavras
O Alger Weatherbie Specialized Growth Fund (Class A, sem comissão de subscrição) superou o Russell 2500 Growth Index no quarto trimestre de 2024, com +3,90% face a +2,43%, embora tenha ficado ligeiramente atrás no ano (+13,78% vs +13,90%). Os equities norte-americanos subiram, impulsionados por um resultado eleitoral decisivo, antes de a cautela do Fed em Dezembro travar o entusiasmo e fazer disparar as yields. Upstart, Natera e Semtech lideraram contributos via crédito por IA, diagnósticos genéticos e semicondutores para data centers; Neogen, Montrose e Tandem Diabetes detraíram. A gestora reafirma convicção em digitalização, cloud e IA num ponto de inflexão, e em tecnologias cirúrgicas e sequenciação genómica.
Alluvial Capital Management 2300 palavras
O Alluvial Fund LP fechou 2024 com +16,4% líquidos, à frente de todos os benchmarks (Russell MicroCap TR +13,7%, Russell 2000 TR +11,5%). O quarto trimestre foi propositadamente monótono — apenas +0,7% — com o fundo a subir 3,3% em Novembro e a ceder 0,3% em Dezembro, enquanto os índices small-cap oscilaram entre +11% e -8%. Dave Waters reafirma a filosofia de fundo aborrecido: balanços robustos, cash flows previsíveis e diversificação geográfica. A Net Lease Office Properties (10,2%) lidera a carteira numa liquidação acelerada. A McBride dispara após o trading update de Janeiro e a Zegona avança na venda de fibra. Novas posições: Titan Cement (IPO da operação norte-americana) e CBL & Associates.
Alphyn Capital Management 1850 palavras
O Alphyn Capital, gerido por Samer Hakoura, fechou 2024 com +16,9% líquido, abaixo dos +25,0% do S&P 500 TR, embora tenha batido o índice no T4 (+2,6% vs +2,4%). Maiores contribuidores do trimestre: KKR (+1,47%), Fairfax (+1,14%), Amazon (+0,97%), Alphabet (+0,61%) e Melrose (+0,54%). Maiores detractores: Exor (−1,28%), Ashtead (−0,75%), Prosus (−0,57%), as mineiras de ouro Van Eck (−0,52%) e a DSGR (−0,33%). Hakoura reduziu KKR, Fairfax e Exor, reforçou Cogent, Ashtead e Melrose, e trocou as mineiras de ouro por um ETF de ouro directo. Refinou o dimensionamento das posições para limitar risco e montou um pequeno hedge de puts SPX que lucrou na volatilidade de Dezembro. Mantém ~9% em cash/treasuries e o top-10 em ~67%.
AMG River Road Large Cap Value Select Fund 1950 palavras
O AMG River Road Large Cap Value Select Fund (Classe N) avançou 0,43% no quarto trimestre de 2024, superando o Russell 1000 Value, que recuou 1,98%; no conjunto do ano rendeu 24,59% contra 14,37% do índice. A selecção de títulos somou 268 pontos base de retorno activo, liderada por materiais e bens de consumo de base. lululemon, Fairfax Financial e KKR destacaram-se entre os contribuidores; Lennar, Elevance Health e Nestlé pesaram negativamente. A carteira encerrou com 29 posições, mais quatro do que no terceiro trimestre, após cinco compras — AerCap, LVMH, CSX, Becton Dickinson e UPS — e a saída da GE HealthCare. O gestor adoptou uma postura ligeiramente mais cautelosa, perante avaliações elevadas e incerteza orçamental e monetária.
AMG River Road Mid Cap Value Fund 2400 palavras
O AMG River Road Mid Cap Value Fund (Classe N) avançou 2,97% no quarto trimestre de 2024, superando o Russell Midcap Value, que recuou 1,75%; no conjunto do ano rendeu 13,55% contra 13,07% do índice. A selecção de títulos somou 492 pontos base, liderada por bens de consumo discricionário e de base. lululemon, Expedia e Talen Energy destacaram-se entre os contribuidores; Centene, WEX e St. Joe pesaram negativamente. A carteira estabeleceu cinco posições — CACI, Huntington Ingalls, Genuine Parts, LGI Homes e Humana — e eliminou sete, encerrando com 46 títulos e 4,3% de liquidez. O gestor adoptou uma postura ligeiramente mais cautelosa, perante avaliações elevadas e incerteza orçamental e monetária.
AMG River Road Small-Mid Cap Value Fund 2750 palavras
O AMG River Road Small-Mid Cap Value Fund (Classe N) avançou 3,67% no quarto trimestre de 2024, superando o Russell 2500 Value, que recuou 0,26%; no conjunto do ano rendeu 12,46% contra 10,98% do índice. A carta revê o terceiro trimestre, em que a selecção de títulos penalizou os resultados relativos, sobretudo em industriais e financeiras. Talen Energy, Lithia Motors e Vistra destacaram-se entre os contribuidores; Atkore, BJ's e White Mountains pesaram. A carteira iniciou oito posições e eliminou nove, e acrescentou no quarto trimestre a construtora naval Huntington Ingalls. Perante avaliações elevadas e a diminuição dos cortes de juros, o gestor adoptou uma postura de cautela de curto prazo, mantendo uma preferência relativa pelas small-mid caps.
Andvari Associates 1160 palavras
Excerto da carta de fim de ano de Douglas Ott: num ano em que o mercado subiu 24,9%, a Andvari ganhou 13,3% — bom em termos absolutos, mas aquém do índice. O atraso concentrou-se nas três participações mais sensíveis às taxas de juro — as REIT de torres American Tower e SBA Communications e o grupo de dados imobiliários CoStar —, penalizadas pela expectativa de menos cortes da Fed. Ott reafirma a tese de qualidade: margens elevadas, produtos de missão crítica e poder de fixação de preços, com a retoma de dividendos e recompras como catalisadores. Os agregadores de software Topicus, Constellation e Tyler bateram o mercado, e a australiana Kelly Partners rendeu 114%.
Aoris International Fund 4450 palavras
A carta anual de 2024 do Aoris International Fund, assinada pelo CIO Stephen Arnold, regista um retorno de 22,9% na Classe A não-coberta (AUD), após comissões, contra 29,8% do índice — um ano forte em termos absolutos, mas aquém da referência. Os principais contribuidores foram a Amphenol (+55,7%), a RELX e a Halma; os detractores, a L'Oréal (−20%) e a CDW. Arnold revê com franqueza os erros, substitui cinco títulos (vende Tractor Supply, LVMH, Costco, Cintas e CDW; compra Compass Group, Visa, MSCI, Diploma e Sherwin-Williams) e reitera a disciplina de valorização, a concentração em 15 negócios de qualidade e o agnosticismo macro.
Ariel Fund 880 palavras
O Ariel Fund recuou 0,66% no T4 2024 (Investor Class), aquém do Russell 2500 Value (−0,26%) e do Russell 2500 (+0,62%). Em 2024, os mercados foram liderados pelas mega-caps tecnológicas, enquanto a sinalização de alívio monetário mais lento pela Reserva Federal penalizou as small caps em Dezembro. A gestora manteve a disciplina de longo prazo e não iniciou nem alienou posições no trimestre. Contribuidores: Royal Caribbean (RCL), Adtalem Global Education (ATGE) e Carlyle Group (CG). Detractores: Mohawk Industries (MHK), Leslie's (LESL) e Madison Square Garden Entertainment (MSGE). A gestora antevê o alargamento do mercado para além das Magnificent Seven, recompensando empresas diferenciadas de pequena e média capitalização.
Ariel Global Fund 1480 palavras
O Ariel Global Fund recuou 3,66% no T4 2024, abaixo dos -0,99% do MSCI ACWI mas acima da queda de 4,71% do MSCI ACWI Value; no ano terminado a 31 de Dezembro rendeu 7,14% contra 17,49% do índice. Ao nível sectorial, os contratos cambiais a prazo, o imobiliário e a ausência de materiais contribuíram, enquanto as escolhas em consumo discricionário, tecnologias de informação e serviços de comunicação detraíram. A Emaar Properties foi o maior contributo; a Capital One teve bom desempenho e o Monte dei Paschi avançou; Michelin, JD.com e CVS Health detraíram. Além do banco italiano, a gestora iniciou oito posições e saiu de sete títulos. Tese de fecho: acções internacionais mal cotadas face às congéneres norte-americanas.
Ariel Appreciation Fund 1100 palavras
O Ariel Appreciation Fund recuou 0,53% no T4 2024, batendo o Russell Midcap Value (-1,75%) mas atrás do Russell Midcap (+0,62%); no ano, o ganho de 6,30% ficou aquém dos 13,07% do índice de valor. Os ganhos de 2024 concentraram-se nas Magnificent Seven, com a eleição norte-americana, a dinâmica forte de resultados e o mercado de trabalho robusto a alimentar o sentimento, enquanto o sinal de abrandamento dos cortes da Fed penalizou as small caps em Dezembro. Contributors: Goldman Sachs, Northern Trust e Carlyle. Detractors: Stanley Black & Decker, MSGE e Interpublic. Reentrada em Walgreens após wash sale; sem saídas no trimestre. A casa espera o alargamento do mercado para lá das mega caps.
Ariel Focus Fund 1299 palavras
O Ariel Focus Fund recuou -1,19% no T4 2024, superando o Russell 1000 Value (-1,98%) mas atrás do S&P 500 (+2,41%); no ano, o ganho de +13,48% ficou aquém de ambos os índices (+14,37% e +25,02%). Os mercados desafiaram as expectativas em 2024, liderados pelas Magnificent Seven, com a eleição norte-americana e o mercado de trabalho robusto a alimentar o sentimento, enquanto o sinal de alívio mais lento da Fed penalizou as small caps em Dezembro. Snap-on, Goldman Sachs e Resideo contribuíram; Mohawk, Lockheed Martin e Barrick Gold detraíram. Nova posição em Schlumberger (SLB); saída de Generac (GNRC) por valorização. A casa espera o alargamento do mercado para lá das mega caps.
Ariel Small Cap Value Tax-Exempt Composite 1722 palavras
O Ariel Small Cap Value Tax-Exempt Composite recuou -0,69% bruto (-0,83% líquido) no T4 2024, à frente do Russell 2000 Value (-1,06%) mas aquém do Russell 2000 (+0,33%); no ano, +9,01% líquido superou o benchmark primário (+8,05%). Norwegian Cruise Line, OneSpaWorld e Lindblad foram os principais contributors; MGP Ingredients, Brink's e Mohawk os maiores detractors. Sem entradas nem saídas no trimestre. A sinalização da Reserva Federal de alívio mais lento pressionou as small caps em Dezembro. A gestora vê a economia norte-americana saudável e lucros empresariais resilientes, com políticas pró-mercado a suportar o alargamento do mercado para lá das Magnificent Seven — quando o fosso face às mega-caps estreitar, as carteiras deverão ser recompensadas.
Aristotle Atlantic Core Equity Strategy 1500 palavras
O Aristotle Atlantic Core Equity Composite valorizou 4,11% bruto (4,00% líquido) no quarto trimestre de 2024, superando o S&P 500 (+2,41%), com selecção de títulos em Information Technology e Industrials a contribuir mais; Utilities e Consumer Discretionary detraíram. Broadcom e Chart Industries lideraram os contributos; Cigna e Avery Dennison foram os principais detractores. A gestora comprou GE Aerospace e CrowdStrike e vendeu Spirit AeroSystems e Microchip Technology. A Fed cortou taxas duas vezes, fixando os fed funds em 4,25%-4,50%, e Trump foi eleito 47.º presidente com varrimento republicano. No ano, o composite rendeu 26,63% líquido contra 25,02% do índice. O foco mantém-se em empresas com tailwinds seculares e ciclos product-driven.
Aristotle Atlantic Focus Growth Strategy 1400 palavras
O Aristotle Atlantic Focus Growth Composite (net de comissões) registou +5,03% no quarto trimestre de 2024, abaixo dos +7,07% do Russell 1000 Growth Index, por efeitos de alocação e selecção de títulos. Selecção em Consumer Discretionary e Information Technology detraiu; Health Care e Communication Services contribuíram. Expedia destacou-se como contributor após resultados acima do esperado e regresso da Vrbo ao crescimento; UnitedHealth detraiu após o trágico tiroteio do CEO da divisão de seguros e maior escrutínio do sector. A gestora comprou Eli Lilly pelo pipeline em GLP-1 e vendeu DexCom por fraqueza nas vendas nos EUA. A Fed implementou dois cortes, fixando os fed funds em 4,25%-4,50%; Trump foi eleito 47.º presidente.
Aristotle Atlantic Large Cap Growth Strategy 1422 palavras
O Aristotle Atlantic Large Cap Growth Composite registou 6,15% (net de comissões) no quarto trimestre de 2024, aquém dos 7,07% do Russell 1000 Growth Index, com selecção de títulos em Information Technology e Consumer Discretionary a detrair e Health Care e Industrials a contribuir. Expedia, Eli Lilly (underweight), Chart Industries, ServiceNow e Guardant Health lideraram os contribuintes relativos; Tesla (underweight), UnitedHealth Group, KLA, Bio-Techne e Broadcom detraíram. A gestora comprou Amphenol e vendeu Honeywell e Dexcom. O S&P 500 subiu 2,41% num trimestre marcado pela eleição de Trump; a Fed cortou duas vezes para 4,25%-4,50%. As perspectivas apontam tarifas como ponto focal, valuations elevadas e ênfase em empresas com tailwinds seculares.
Aristotle Global Equity Composite 1850 palavras
O Global Equity Composite da Aristotle Capital caiu -7,72% gross (-7,80% net) no quarto trimestre de 2024, ficando muito atrás dos -0,99% do MSCI ACWI e dos -0,16% do MSCI World; no ano, +3,67% gross contra +17,49% do índice. A selecção de títulos em Information Technology e Consumer Discretionary e o overweight em Materials penalizaram; a selecção em Materials, o overweight em Consumer Discretionary e a ausência de Utilities contribuíram. Cameco, Norwegian Cruise Line, Sony, DBS e Brookfield lideraram os contributos; Lennar, Microchip, DSM-Firmenich, Amgen e Michelin detraíram. Sem compras nem vendas no trimestre, a equipa reitera o horizonte de ciclo completo de três a cinco anos e a convicção de que as cotações seguirão os fundamentais.
Aristotle International Equity Composite 2300 palavras
O International Equity Composite da Aristotle Capital recuou -6,91% gross (-7,02% net) no quarto trimestre de 2024, superando os -8,11% do MSCI EAFE e os -7,60% do MSCI ACWI ex USA; no ano, os +6,24% gross bateram ambos os benchmarks. A selecção em Financials, Energy e Consumer Staples contribuiu mais; a selecção em Industrials e Materials e o overweight em Consumer Staples detraíram. Brookfield, Cameco e Sony lideraram os contributos; Ashtead, DSM-Firmenich e Symrise pesaram. Coerente com o horizonte longo e a baixa rotação, não houve compras nem vendas no trimestre. A equipa reitera que o desempenho é um resultado do processo de investimento, não um objectivo em si.
Aristotle Small Cap Equity Composite 1450 palavras
A Aristotle Small Cap Equity Composite registou -0,31% gross (-0,46% net) no quarto trimestre de 2024, atrás do Russell 2000 (+0,33%); no ano, 10,04% gross contra 11,54% do índice. A selecção de títulos em Information Technology, Energy e Financials penalizou, parcialmente compensada por Health Care, Materials e Communication Services. Chart Industries e Summit Materials lideraram as contribuições relativas; Acadia Healthcare e Ardmore Shipping detraíram. Trimestre activo: cinco compras (Amentum, Americold, Axalta, Hexcel, Tronox) e duas vendas (Aspen Technology, Infinera), ambas ligadas a operações de M&A. A gestora mantém optimismo de longo prazo — valuations small-cap perto de mínimos de várias décadas face a large caps — vigiando inflação, tensões geopolíticas e pressões em imobiliário comercial e banca regional.
Aristotle Small/Mid Cap Equity Composite 1200 palavras
O Aristotle Small/Mid Cap Equity Composite recuou -0,37% gross (-0,45% net) no quarto trimestre de 2024, atrás dos +0,62% do Russell 2500 Index, penalizado por selecção de títulos em Financials, Information Technology e Industrials. No conjunto do ano, contudo, o composite ganhou +14,04% gross, superando os +11,99% do índice. Chart Industries e Summit Materials lideraram os contributos relativos; Acadia Healthcare e Catalent pesaram. A equipa abriu seis posições (Americold, Axalta, Columbus McKinnon, Healthpeak, Hexcel, Insight Enterprises) e liquidou Aspen Technology, Catalent e Infinera, as três ligadas a aquisições. A gestora mantém perspectivas construtivas para SMID caps, com valorizações atractivas face a large caps e ventos favoráveis de desregulamentação, M&A e reshoring.
Aristotle Value Equity WM Composite 1900 palavras
O Value Equity Composite da Aristotle Capital recuou 4,09% gross (4,14% net) no quarto trimestre de 2024, aquém dos -1,98% do Russell 1000® Value e dos +2,41% do S&P 500. No ano, rendeu 8,20% gross contra 14,37% do índice, num mercado dominado pelos Magnificent 7 e pela narrativa singular da inteligência artificial. Selecção em Consumer Discretionary e Information Technology e a sobreponderação em Materials detraíram; selecção em Materials e Financials e a subponderação em Health Care contribuíram. Ameriprise liderou os contributos, com activos sob gestão a crescer 22%; Lennar foi o maior detractor, penalizada pela subida das taxas hipotecárias. Sem compras nem vendas no trimestre, a equipa reafirma o ciclo completo de mercado de três a cinco anos.
Artisan Global Discovery Fund 3000 palavras
O Artisan Global Discovery Fund encerrou 2024 com um quarto trimestre positivo (Investor Class APFDX +2,65%; +16,11% no ano), superando o MSCI All Country World Small Mid Index em ambos os períodos graças a forte selecção em saúde, serviços de comunicação e tecnologia. MACOM e Galderma lideraram os contributos; Monolithic Power Systems e Gerresheimer detraíram. Jason White e Jim Hamel iniciaram dez novas Gardens — incluindo Pure Storage e Sage —, reforçaram Monolithic Power e Novonesis e saíram de Arista Networks e Monday.com por avaliação. A entrar em 2025, a equipa apara nomes de avaliação esticada, vê valor em saúde e mantém-se atenta à incerteza política da nova administração e à trajectória das taxas.
Artisan Mid Cap Fund 5498 palavras
A carteira da Artisan Mid Cap subiu 5,11% no quarto trimestre de 2024, um retorno absoluto forte que ficou aquém dos 8,14% do Russell Midcap Growth. O défice vem da ausência de Palantir Technologies e AppLovin, duas empresas que representaram mais de metade do retorno trimestral do índice; não as deter custou 400 pontos base no trimestre e 600 pontos base em 2024. Atlassian, Spotify e Marvell estiveram entre os contributos de topo; Monolithic Power Systems, Xylem e Exact Sciences entre os travões. A equipa iniciou posições Garden na US Foods, na Pure Storage e na Robinhood, reforçou Monolithic Power Systems, Onto Innovation e Gitlab, e encerrou as campanhas na ON Semiconductor, na Monday.com e na CoStar Group. Entra em 2025 atenta à expansão dos múltiplos de avaliação e à incerteza política.
Artisan Mid Cap Value Fund 3087 palavras
O Artisan Mid Cap Value Fund (ARTQX) recuou 3,70% no quarto trimestre de 2024 e ficou atrás do Russell Midcap Value Index, que cedeu 1,75%; no conjunto do ano rendeu 4,49% contra 13,07% do índice. A equipa descreve um duplo travão sobre o seu estilo: o ímpeto de preço em leituras que se situam nos 3% de anos mais altos em sete décadas e reacções de mercado exageradas a surpresas de resultados. Dentsply Sirona, Polaris e Baxter International foram os maiores travões do trimestre; Expedia, First Citizens e Vail Resorts os principais contributos. Entraram quatro títulos, com a Humana à cabeça e a Asbury Automotive Group a seguir; saíram a Progressive, iniciada em 2007, e a AutoNation. A carteira fecha o ano mais barata e de melhor qualidade do que o índice.
Artisan Global Opportunities Fund 2000 palavras
O Artisan Global Opportunities Fund recuou −1,67% no quarto trimestre de 2024 (Investor Class ARTRX), aquém dos −0,99% do MSCI All Country World Index; no ano rendeu +14,94% face a +17,49% do índice. Jim Hamel e Angela Wu atribuem o atraso à concentração dos Magnificent Seven, responsáveis por 45,3% do retorno do índice. Atlassian e Shopify lideraram os contribuidores; AMD, Novo Nordisk e Danaher foram os principais detractores. No trimestre iniciaram seis posições Garden — incluindo Marvell e CBRE —, reforçaram GE Vernova e Oracle e saíram de Microsoft e Ingersoll Rand. A tese liga a procura energética dos data centers de IA ao gás natural e à electrificação; a saúde surge como a oportunidade de valor mais atractiva para 2025.
Artisan Select Equity Strategy 1900 palavras
O Artisan Select Equity Strategy (ARTNX) recuou 1,36% no quarto trimestre de 2024, contra +2,41% do S&P 500®, e fechou o ano a ganhar 15,67% face aos 25,02% do índice — o atraso habitual de um gestor de valor num mercado dominado pela tecnologia norte-americana. Daniel O'Keefe e Michael McKinnon descrevem a concentração recorde das Magnificent Seven e a dificuldade crescente de encontrar valor nos EUA. Heidelberg Materials e Alphabet lideraram os contributos; Elevance, Samsung Electronics e Alibaba foram os piores. Não acrescentaram nomes novos nem saíram de posições, mas reforçaram Elevance na fraqueza e colocaram uma cobertura cambial sobre o renminbi. A conclusão é de humildade perante a chegada da administração Trump.
Artisan Small Cap Fund 3422 palavras
O Artisan Small Cap Fund ficou praticamente na mesma no quarto trimestre de 2024 — 0,61% na classe ARTSX contra 1,70% do Russell 2000 Growth — e fechou o ano em 14,69%, acima do Russell 2000 e em linha com o índice de crescimento. A equipa atribui o trimestre às participações de tecnologia de informação, com a Astera Labs e a MACOM a beneficiarem da despesa em centros de dados. Entre os contributos nomeados estão Astera Labs, Veracyte e Vita Coco; entre os travões, Halozyme, Crocs e Novanta. Abriu posições Garden na VSE, Flowserve e Integer Holdings, entre os reforços notáveis estão John Bean Technologies, Parsons e Gitlab, e encerrou as campanhas na Argenx, Tyler Technologies e Interparfums.
Askeladden Capital 25822 palavras
Carta anual invulgar: Samir Patel dedica mais de quarenta páginas a uma investigação profunda sobre inteligência artificial, depois de admitir que os retornos de 2024 — 2,8% líquidos contra 12,3% do S&P 1000 — ficaram muito aquém do historial. A tese central: os LLM não pensam, reconhecem padrões; alucinam demasiado para substituir analistas, mas, usados com critério, são um multiplicador de força capaz de duplicar ou triplicar a produtividade da investigação. Patel evita os vencedores óbvios como a Nvidia e prefere impactos de ordem N: comprou uma pequena empresa de semicondutores analógicos, barata pelo ciclo, com opções gratuitas ligadas à IA. Pondera ainda maior diversificação da carteira.
Atai Capital Management 3318 palavras
O Atai Capital Management, gerido por Brandon Daniel, registou +3,1% no quarto trimestre de 2024, fechando o ano com +7,7% líquido de fees — atrás do S&P 500 (+25,0%), do Russell 2000 (+11,5%) e do Russell Microcap (+13,7%). Daniel iniciou uma posição core nova não divulgada e liquidou três participações non-core. A carta abre com um ensaio sobre valor intrínseco e dedica o corpo a uma actualização extensa de AstroNova: a aquisição de MTEX destruiu capital e fez da posição o maior detractor do ano, mas o novo CFO Tom DeByle sustenta a permanência. Bel Fuse e Turning Point Brands foram aparadas perto do fair value. Top 5 representa ~55% do portfolio.
Baron Asset Fund 4348 palavras
O Baron Asset Fund recuou 0,04% (Institutional Shares) no quarto trimestre de 2024, ficando 818 pontos base abaixo do Russell Midcap Growth Index, que subiu 8,14%. A gestora atribui o défice sobretudo à selecção em Tecnologias de Informação — cerca de três quartos do desvio total — e ao sobrepeso na Saúde, sector que ficou quase 1.000 pontos base abaixo do índice no trimestre. A Palantir e a AppLovin, não detidas, explicaram 52% do ganho do índice. SpaceX, X.AI e Dayforce contribuíram; IDEXX, Mettler-Toledo e Arch Capital detraíram. A ServiceTitan foi a maior compra líquida, a ICON e a Aspen Technology saíram da carteira e a Gartner, maior posição do fundo, foi reduzida.
Baron Discovery Fund 2900 palavras
O Baron Discovery Fund subiu 6,20% (Institutional Shares) no quarto trimestre, superando o Russell 2000 Growth em 4,50 pontos (índice em 1,70%); no ano completo de 2024 ganhou 16,28%, à frente do índice em 1,13%. A gestora recuperou de um primeiro semestre fraco com uma segunda metade forte (fundo +20,58% vs índice +10,26%). Axon, Chart Industries e PAR Technology lideraram as contribuições; CareDx, Montrose Environmental e Floor & Decor detraíram. Foram iniciadas Macerich, ServiceTitan, Independence Realty Trust e Brunello Cucinelli, reforçada a Montrose e reduzidas Axon (após ~400% de retorno), Intapp, Advanced Energy e ASGN, com saída de Rexford. A perspectiva antecipa desregulação, impostos mais baixos e energia normalizada como tailwind para small caps.
Baron Emerging Markets Fund 3000 palavras
Michael Kass fecha 2024 com uma tese de valor relativo: o Fundo cedeu 7,35% no trimestre contra -8,01% do MSCI Emerging Markets Index e ganhou 7,90% no ano. A eleição nos EUA é apontada como o catalisador central, com o dólar a subir cerca de 6% e os múltiplos relativos dos EUA em máximos de várias décadas. A leitura é contrária: acções norte-americanas a cerca de 21 vezes lucros futuros contra 12 vezes nos emergentes sugerem-lhe que o excepcionalismo dos EUA já está descontado, e mantém que há provavelmente mais potencial de subida fora dos EUA. No trimestre iniciou S.F. Holding, MercadoLibre, Talabat e Hanwha Systems, reforçou várias posições existentes — sete nomeadas — e saiu de PDD Holdings e Hyundai Rotem.
Baron Fifth Avenue Growth Fund 3600 palavras
O Baron Fifth Avenue Growth Fund subiu 11,72% (Institutional Shares) no quarto trimestre de 2024, à frente dos ganhos de 7,07% do Russell 1000 Growth Index e de 2,41% do S&P 500, encerrando o ano a valorizar 37,75%. A selecção de títulos gerou 422 pontos base de excesso de retorno, mais forte em Information Technology, Health Care e Industrials. Shopify, Tesla, NVIDIA e Amazon contribuíram mais de 100 pontos base cada; MercadoLibre, ASML e Coupang foram os detractores de nota. Alex Umansky iniciou a X.AI, recomprou a Mobileye e reforçou nove posições — entre elas Cloudflare, GitLab e Alphabet —, financiando-as com a redução de Trade Desk, NVIDIA e Intuitive Surgical. Encerrou o ano com 33 investimentos.
Baron FinTech Fund (renomeado Baron Financials ETF a 12/12/2025) 2700 palavras
O Baron FinTech Fund subiu 5,29% (NAV Institutional) no quarto trimestre de 2024, batendo o FactSet Global FinTech Index (+4,24%) e o S&P 500 (+2,41%). O avanço face ao Benchmark veio de ganhos de dois dígitos em Payments e Capital Markets; os Leaders superaram os Challengers (+6,1% vs +3,9%). O trimestre foi marcado pela reeleição de Donald Trump e pela maioria republicana, seguidas de comentários hawkish da Reserva Federal em Dezembro. Apollo, LPL Financial, Wise, Visa e Interactive Brokers lideraram os contribuidores; MercadoLibre, Nu Holdings, Arch Capital, Guidewire e Progressive detraíram. ServiceTitan (via IPO) e Robinhood foram as duas novas posições; Endava e Repay foram vendidas.
Baron Focused Growth Fund 3300 palavras
O Baron Focused Growth Fund avançou 14,49% (Institutional Shares) no quarto trimestre de 2024, superando largamente o Russell 2500 Growth Index (+2,43%) e fechando o ano com +29,85% face a +13,90% do benchmark. A vitória eleitoral de Trump e a expectativa de novos cortes da Fed alimentaram um rali transversal, liderado pela categoria Disruptive Growth (42,9% do NAV, +36,02%, +1.329bps). A Tesla (+54,36%, +508bps), a SpaceX (+65,18%, +462bps) e a Interactive Brokers (+26,94%, +139bps) foram os maiores contribuidores. Do lado negativo, Arch Capital, Red Rock Resorts e FIGS penalizaram por receios cíclicos. A gestora iniciou posição na Live Nation, reforçou a IDEXX e mantém 30 holdings com rotação mínima e balanços sólidos.
Baron Growth Fund 7178 palavras
O Baron Growth Fund valorizou 5,02% (Institutional Shares) em 2024, ficando atrás do Russell 2000 Growth Index (+15,15%) e do Russell 3000 (+23,81%); no quarto trimestre recuou 2,42% contra +1,70% do índice. Ronald Baron e Neal Rosenberg atribuem cerca de 50% do atraso relativo ao foco exclusivo em activos de crescimento duráveis e de elevada qualidade, fora de favor durante o ano; 25% ao efeito desproporcionado de Super Micro Computer e MicroStrategy sobre o índice, duas acções que juntas contribuíram quase 19% do retorno anual deste; e os restantes 25% a posições de elevada convicção temporariamente penalizadas por factores cíclicos de curto prazo ou por investimentos de crescimento elevados. A carteira detinha 33 investimentos a 31 de Dezembro de 2024, com as dez maiores a pesarem 70,5% e um período médio ponderado de detenção de 17,5 anos.
Baron Health Care Fund 3500 palavras
O Baron Health Care Fund recuou 9,58% (Institutional Shares) no quarto trimestre de 2024, praticamente em linha com o Russell 3000 Health Care Index (-9,75%) e bem atrás do Russell 3000 amplo (+2,63%); no ano fechou +1,55% face a +3,48% do benchmark sectorial. A selecção foi positiva em equipamento de saúde e biotecnologia, com argenx, Natera e Boston Scientific a liderar, mas UnitedHealth, Eli Lilly, Thermo Fisher e Vertex detraíram, agravados pela ausência de Bristol-Myers Squibb. Neal Kaufman abriu cinco posições (HealthEquity reaberta, Edgewise e Wave Life Sciences iniciadas) e saiu de oito (ICON, Merck, Elevance). Após a vitória de Trump e os receios com RFK Jr., vê o sentimento no máximo pessimismo e mantém-se optimista no longo prazo.
Baron Partners Fund 3200 palavras
O Baron Partners Fund ganhou 27,05% (Institutional Shares) no quarto trimestre de 2024, muito acima do Russell Midcap Growth Index (+8,14%) e do Russell 3000 (+2,63%), fechando o ano com +33,08% vs +22,10% do benchmark. Tesla (+54,37%) e SpaceX (+65,18%), as duas maiores posições, contribuíram em conjunto +28,59 p.p., apoiadas por Schwab, Vail e Spotify. Arch Capital e IDEXX foram os principais detractores; a Northvolt entrou em Chapter 11 com peso residual. A gestora vê confiança dos investidores a melhorar, inflação controlada, cortes de taxas a persistir e administração entrante mais acomodatícia para o crescimento. O fundo detinha 21 investimentos, top 10 a 90,7% e leverage de 12,3%.
Baron Real Estate Fund 6000 palavras
O Baron Real Estate Fund recuou 2,98% no T4 2024 (Institutional Shares), à frente do MSCI USA IMI Extended Real Estate Index (-4,69%) e do MSCI US REIT Index (-6,39%); no ano completo subiu 12,46%. Jeffrey Kolitch assinala o 15.º aniversário com um retorno cumulativo de 584,08% e o primeiro lugar Morningstar a 15, 10 e 5 anos. A subida do rendimento do Tesouro a 10 anos de 3,8% para 4,6% pesou nas acções imobiliárias. Cortou construtoras e promotores de 18,9% para 7,9% e casinos de 8,8% para 4,0%, reforçando hotéis e gestores de activos alternativos; a liquidez subiu de 1,0% para 7,2%. Iniciou a Kilroy Realty e saiu da Caesars. Para 2025 mantém-se optimista, com prudência.
Baron Small Cap Fund 3450 palavras
O Baron Small Cap Fund recuou 0,99% (Institutional Shares) no quarto trimestre de 2024, contra +1,70% do Russell 2000 Growth Index; no ano subiu 13,61% contra 15,15% do índice. Cliff Greenberg descreve um trimestre de extremos: mercado plano em Outubro, disparada em Novembro com a eleição de Trump e o segundo corte do Fed, devolução dos ganhos em Dezembro com a subida das taxas longas e leituras de inflação acima do antecipado. Vertiv e Chart Industries lideraram os contribuidores; ICON e Baldwin detraíram. Reforçou Enpro, iniciou JFrog, alienou Fox Factory e Americold. Carteira de 57 nomes e US$4,3 mil milhões, com as dez maiores a valer 40,4% e rotação de 11,5%.
Bell Global Equities Fund 1650 palavras
O Bell Global Equities Fund subiu 8,9% no trimestre (Platform Class, AUD), contra 12,1% do MSCI World ex-Austrália, e encerrou 2024 com +21,7% face a +31,2% do índice. O subponderar estrutural às Magnificent Seven — sobretudo Tesla, Meta e NVIDIA — explicou mais de metade do alfa negativo anual, agravado pelos vieses de Qualidade e Baixo Risco. Em Dezembro, o fundo superou ligeiramente o índice, com Alphabet a liderar os contribuidores. Os gestores introduziram Broadcom e Clean Harbors e saíram de Estée Lauder e Charles River Laboratories. Reiteram a abordagem Quality at a Reasonable Price e veem as small e mid-caps, após a pior bienal relativa do século, preparadas para reverter em 2025.
Brennan Asset Management 4429 palavras
Patrick Brennan abre a carta do quarto trimestre de 2024 com um aviso sobre avaliações: os mercados norte-americanos transaccionam entre os níveis mais caros da história, enquanto os mercados fora dos EUA e as acções de valor negoceiam com descontos extremos. As taxas de juro funcionam como gravidade sobre os activos financeiros e a Reserva Federal sinalizou menos cortes em 2025. No plano das posições, o gestor reduziu substancialmente LILAK após metas falhadas, vendeu Megacable e CAB Payments por razões fiscais e reforçou Compass Diversified. Millicom, Arcos Dorados, Charter e PTSB mantêm-se como teses centrais, com o gestor a sublinhar que vários nomes negoceiam muito abaixo do valor intrínseco.
Bretton Fund 2800 palavras
O Bretton Fund caiu 0,98% no quarto trimestre de 2024 face a +2,41% do S&P 500, fechando o ano com +20,27% contra +25,02% do índice. Os principais culpados do trimestre foram os homebuilders Dream Finders (-1,5%) e NVR (-1,1%), penalizados pela subida das taxas longas apesar dos cortes da Fed, e a Eagle Materials (-0,7%). Alphabet (+1,3%), Visa e JPMorgan (+0,7% cada) contribuíram. No ano, Alphabet (+2,7%), Progressive (+2,6%) e American Express (+2,5%) lideraram. A carta abre com um aviso sobre expectativas de retornos futuros e fecha com um ensaio sobre a UnitedHealth após o assassinato de Brian Thompson. Eagle Materials foi a única entrada de 2024; Armanino saiu com IRR anualizado de 21,5%.
Brown Advisory Global Leaders Strategy 3200 palavras
Carta anual «Pressure» da Brown Advisory Global Leaders: em 2024, a UCITS C-share USD rendeu 14,7% líquida de comissões contra 17,5% do MSCI ACWI — diferencial de -2,81 pontos quase exactamente igualado pelo desempenho individual da NVIDIA, que a estratégia não detém por valorização. Gestores destacam quatro novos investimentos no ano (AutoZone, Zoetis, Rentokil e Illumina, esta iniciada no quarto trimestre), reforços nas quatro financeiras emergentes (HDFC Bank, Bank Rakyat, AIA e B3) após drawdown reviews, e saídas de Estée Lauder e GE Vernova. Exposição a saúde no nível mais alto em mais de oito anos. O portefólio entra em 2025 com 36 investimentos em 13 países e RoIC combinado de 21,4% contra 8,8% do índice.
Burke Wealth Management Focused Growth Composite 3800 palavras
A Burke Wealth Management Focused Growth Composite fechou 2024 com +28,4%, superando os +25,0% do S&P 500 Total Return, depois de ganhar +2,7% no quarto trimestre (vs +2,4% do índice). A carta argumenta que a concentração de retornos nas Magnificent 7 reflecte fundamentos — as maiores empresas atingiram escala com vantagens intransponíveis — e declara o início da «Agentic Age», a era dos agentes de IA. Amazon (+17,7%) e Crowdstrike (+22,0%) lideraram contributos; Adobe (-14,1%) e Novo-Nordisk (-27,8%) penalizaram. Actividade do trimestre: recompra de Charter e Snowflake, eliminação da Alphabet (risco regulatório e concorrência da pesquisa por IA generativa) e corte de 50% no peso da United Health.
Carillon Eagle Growth & Income Fund 1355 palavras
O Carillon Eagle Growth & Income Fund fecha 2024 com o S&P 500 a subir 2,4% no trimestre e 25,0% no ano, o melhor biénio desde os anos 1990. O mercado manteve-se estreito e centrado no large-cap growth — as Magnificent Seven subiram mais de 65% — com metade do retorno anual a vir da expansão de múltiplos. Broadcom, Goldman Sachs, JPMorganChase, Williams e BlackRock contribuíram, impulsionadas pela IA e pelo optimismo pós-eleitoral; Eastman Chemical, Mondelez, Best Buy, Target e Prologis detraíram. Para 2025, a gestora desvaloriza o risco tarifário, vigia os receios de inflação com o Treasury a 10 anos acima de 4,5% e espera o alargamento do mercado para lá das Magnificent Seven, com dividendos crescentes como âncora.
Carillon Eagle Mid Cap Growth Fund 2300 palavras
O Carillon Eagle Mid Cap Growth Fund fecha 2024 com o Russell Midcap Growth a subir 8,14% no quarto trimestre e 22,10% no ano, de novo à frente do Russell Midcap Value. AppLovin, Axon, Marvell, LPL Financial e Royal Caribbean lideraram os contributos; Monolithic Power, Wingstop, Booz Allen, Floor & Decor e Entegris detraíram. A equipa mantém-se construtiva: ciclo de descida da Fed, ambiente político pró-negócios e expectativa de alargamento dos retornos para lá do tema de IA em 2025, via desregulação, M&A e política monetária mais frouxa. Vigia riscos: tarifas e deportações inflacionistas, yield do 10 anos a subir 100 pontos base, sentiment exuberante e excesso de capacidade se as aplicações GenAI não gerarem procura.
Carillon Eagle Small Cap Growth Fund 2500 palavras
O Carillon Eagle Small Cap Growth Fund fecha 2024 com o Russell 2000 Growth a subir 1,70% no quarto trimestre — invertendo a vantagem do Value, que caiu 1,07% — e 15,14% no ano, de novo à frente do Russell 2000 Value (+8,04%). Summit Materials, PJT Partners, LPL Financial, BILL e Freshworks lideraram os contributos; Transmedics, Zeta, Vaxcyte, Evolent Health e Impinj detraíram. A equipa (Eric Mintz, Christopher Sassouni, David Cavanaugh) mantém-se construtiva — ciclo de descida da Fed, ambiente político pró-negócios e alargamento esperado dos retornos para lá do tema de IA em 2025. Vigia riscos — tarifas e deportações inflacionistas, yield do 10 anos a subir 100 pontos base e sentiment exuberante.
CDT Capital Management 5816 palavras
A carta anual de 2024 de David Papson diagnostica uma crise de senso comum nos mercados norte-americanos. A CDT argumenta que o S&P 500 deixou de representar a acção média: dez das 500 empresas absorvem 36 de cada 100 dólares investidos no índice, as Magnificent Seven valem 33,5% e a Apple transacciona a 41 vezes lucros — um rendimento de 2,4% contra 4% a 4,6% nas obrigações do Tesouro. Os fluxos passivos automáticos alimentam o ciclo de retroacção. O modelo de excesso de rendimento da casa aponta cerca de 70% de probabilidade de queda. Excluídas as Mag 7, porém, o mercado transacciona a 15,5 vezes lucros e a compra por insiders orienta a carteira para esse universo. O fundo mantém cerca de 16% em Reserva.
Cedar Creek Partners, LLC 2500 palavras
O Cedar Creek Partners subiu 5,2% líquido em 2024, ficando aquém do NASDAQ (+28,6%) e do S&P 500 (+24,9%) num ano dominado pelas grandes tecnológicas. O retorno médio anual em dezanove anos é de 14,0% e o acumulado desde o início de 1.099,8%. Tim Eriksen atribui a maior parte do atraso à descida da valuation das posições de expert market, que subiram para 31% do fundo. No fim de Dezembro as holdings transaccionavam a 7,7x resultados estimados para o ano seguinte e 6,2x líquidos de caixa. Eriksen reentrou na Evercel, na Pardee e na Western Capital; a Solitron registou os melhores bookings em vinte anos e a PharmChem iniciou alternativas estratégicas. A caixa subiu de 3% para 8%.
ClearBridge Growth Strategy 1450 palavras
A ClearBridge Growth Strategy registou retornos absolutos positivos no quarto trimestre de 2024, mas ficou atrás do Russell Midcap Growth Index (+8,14%), penalizada por fraqueza específica em Vertex, UnitedHealth e L3Harris e por menor exposição aos nomes growth de beta mais alto que lideraram o mercado momentum-driven pós-eleição de Trump. Evan Bauman e Aram Green adicionaram quatro posições — AppLovin, Palantir, Chipotle e Robinhood — três delas disruptors, financiadas em parte por profit taking em Broadcom, e saíram de Biogen e Comcast, holdings de longa data com crescimento desafiado. Esperam que regulação mais leve e retoma de M&A sob a nova administração favoreçam o segmento de 10 a 100 mil milhões de dólares.
ClearBridge Large Cap Growth Strategy 1858 palavras
O ClearBridge Large Cap Growth Strategy underperformou o Russell 1000 Growth num T4 2024 de retornos momentum-driven desencadeados pela reeleição de Donald Trump: o benchmark subiu 7,07% no trimestre e 33,36% no ano, com as Magnificent Seven a responder por 74% do desempenho trimestral do índice. O overweight em saúde, o underweight em Tesla e a ausência de Broadcom explicaram a maior parte do atraso relativo. Erica Furfaro e Margaret Vitrano aproveitaram deslocações de preço para comprar ICON, Novo Nordisk e Airbnb, saíram da NextEra Energy e reduziram Netflix, Accenture e Intuitive Surgical, posicionando o Strategy defensivamente para turbulência sob a nova administração. Amazon, Nvidia, Netflix, Visa e Tesla lideraram as contribuições absolutas.
ClearBridge Mid Cap Strategy 900 palavras
A ClearBridge Mid Cap Strategy superou o seu benchmark Russell Midcap no quarto trimestre de 2024, impulsionada pela selecção de acções em tecnologias de informação e industriais. Os gestores Brian Angerame e Matthew Lilling descrevem um trimestre tumultuoso: as mid caps subiram num rally pós-eleitoral e com os cortes da Fed, mas cederam liderança às large caps à medida que as expectativas de cortes abrandavam. AppLovin e Marvell, vistas como as beneficiárias de IA de maior qualidade, lideraram os contributos, com a CAE a beneficiar do negócio de defesa. A saúde foi o maior detractor, penalizada por taxas mais altas e pela nomeação de RFK Jr. Iniciaram Archrock, International Paper e Coinbase, e saíram da Coterra Energy.
ClearBridge Small Cap Growth Strategy 1450 palavras
A ClearBridge Small Cap Growth Strategy, gerida por Jeffrey Bailin e Aram Green, acompanhou o Russell 2000 Growth Index (+1,70% no trimestre) num quarto trimestre de 2024 marcado por uma rotação parcial de liderança. A força em industriais e saúde — com a subponderação a biotecnologia a beneficiar do ruído em torno da nomeação de RFK Jr. — compensou a fraqueza em IT e consumer discretionary. Os gestores iniciaram cinco posições (Oscar Health, TG Therapeutics, Clearwater Analytics, Fluor e Modine) e saíram de dez, incluindo Aspen Technology e ChampionX antes de aquisições propostas. Encerram 2024 optimistas: um ciclo de flexibilização continuado, factores macro estáveis e uma potencial passagem para crescimento de lucros mais rápido poderiam pôr fim à série negativa das small caps.
ClearBridge SMID Cap Growth Strategy 1514 palavras
A ClearBridge SMID Cap Growth Strategy, gerida por Brian Angerame, Jeffrey Bailin, Aram Green e Matthew Lilling, superou o Russell 2500 Growth Index (+2,43%) num quarto trimestre marcado pela recuperação pós-eleitoral e pelo regresso da liderança às acções de crescimento em Dezembro. A selecção de títulos em saúde e materiais — com a Doximity em destaque — compensou os detractores no consumo discricionário, liderados pela Wingstop. Os gestores iniciaram nove posições, incluindo RadNet, TG Therapeutics, Regal Rexnord e Texas Roadhouse, e saíram de seis, entre as quais a ChampionX antes da aquisição pela Schlumberger. Mantêm o foco em empresas capazes de compor crescimento elevado sem depender de ventos macro favoráveis e antecipam um alargamento do desempenho do mercado em 2025.
ClearBridge Value Strategy 2400 palavras
A ClearBridge Value Strategy superou o Russell 1000 Value no T4 2024, com financials e energy a compensarem a fraqueza em consumer staples; seis dos dez maiores contributos vieram de financials (Apollo Global Management, First Horizon, Block), com a EQT a liderar em energy e a Nestle a pesar. Sam Peters, Reed Cassady e Jean Yu evocam Dorian Gray: o value caiu para mínimos de 40 anos face ao growth e o indicador de Buffett atingiu 230%. Trocas no trimestre: Talen Energy substitui Constellation, Schlumberger substitui Baker Hughes; novas CVS Health, Fortune Brands e Charles Schwab; dez saídas adicionais. Três cenários para 2025 (Goldilocks, inflação, recessão), com reforço de defensivos em saldo.
Columbia Threadneedle Global Technology Growth Strategy 1620 palavras
O Columbia Global Technology Growth Fund (Classe Institucional) ganhou 6,14% no quarto trimestre de 2024, superando o S&P Global 1200 Information Technology Net (+3,72%), com a selecção de títulos a comandar o desempenho relativo; no ano, 31,70% contra 32,55% do índice. A eleição americana funcionou como evento clarificador e a IA manteve-se o motor central do mercado, com a Broadcom (+1,84% de efeito) e a NVIDIA (+1,66%) a liderarem os contributos e a Reddit como melhor título do trimestre. Os equipamentos de semicondutores — ASML, Lam Research e Applied Materials — sofreram com as tensões EUA-China, enquanto Uber e Adobe enfrentaram dúvidas competitivas. A gestora reitera convicção nas tendências seculares de IA.
Conestoga Capital Advisors — Small Cap Growth Composite 2200 palavras
A Conestoga Capital Advisors registou +1,67% líquido no Small Cap Composite no 4T 2024, em linha com os +1,70% do Russell 2000 Growth Index; no ano o Composite subiu 9,59% contra 15,15% do índice. O atraso anual concentrou-se na selecção em Tecnologia: a ausência de SMCI e MSTR custou cerca de 250 pontos base e a falta de exposição ao hardware ligado à IA, que disparou mais de 100%, penalizou. A alocação ajudou, via subponderação de Energia, Saúde e biotecnologia. No trimestre saiu de Fox Factory e iniciou Crane NXT, Kadant e nCino. Os gestores defendem que as small caps estão melhor posicionadas para 2025, dado o desconto de valuation face às large caps dominadas pelas Magnificent Seven.
Conestoga Capital Advisors — Micro Cap Growth Composite 2888 palavras
O Micro Cap Composite da Conestoga avançou 9,91% líquido no 4T 2024, mas ficou aquém dos 11,55% do Russell Microcap Growth, e fechou o ano com 13,52% contra 21,91% do índice. A selecção de títulos foi o principal travão: nos industriais, nove das onze participadas retiraram valor, com a Montrose Environmental a liderar as quedas por receio de alterações regulatórias depois de o Supremo revogar a doutrina Chevron. A Alpha Teknova foi o maior contributo, com a acção a atingir máximos de 52 semanas. O gestor admite desapontamento com o ano, mas mantém a convicção na carteira pela qualidade das empresas. Comprou a N-able e não vendeu nenhuma posição.
Conestoga Capital Advisors — Mid Cap Growth Composite 2380 palavras
O Mid Cap Composite da Conestoga recuou 4,63% líquido no 4T 2024, contra uma subida de 8,14% do Russell Midcap Growth Index; no ano fechou em 4,36% contra 22,10% do índice. O atraso veio quase todo de títulos do índice que a carteira não detém: Palantir e AppLovin, com cerca de 6% de peso conjunto no índice, subiram 103% e 148% e retiraram perto de 400 pontos base ao resultado relativo em Tecnologia. A selecção falhou também em Industriais, Saúde e Consumo Discricionário, com Exponent, IDEXX e Bright Horizons à cabeça; a ausência de Consumo de Base e Materiais Básicos deu um pequeno ganho. Fortinet, Copart e West Pharmaceutical lideraram. No trimestre entraram Old Dominion e Paylocity e saiu a Teleflex.
Conestoga Capital Advisors — SMid Cap Growth Composite 2450 palavras
O Conestoga SMid Cap Composite recuou -0,68% líquido no quarto trimestre de 2024, contra +2,43% do Russell 2500 Growth, e fechou o ano em +11,36% contra +13,90% do índice. A selecção de acções em Consumo Discricionário, Industriais e Tecnologia explicou o atraso do trimestre, com a alocação a Saúde a compensar em parte. Bright Horizons, Rollins e SiteOne travaram, tal como Exponent, Simpson Manufacturing e HEICO, enquanto Axon Enterprise e Construction Partners, ambas com subidas superiores a 100% no ano, foram os maiores contributos. A casa comprou Procore, Kadant e nCino e vendeu Vail Resorts, Teleflex, Cognex e Hillman. Entra em 2025 a defender que as pequenas capitalizações estão melhor posicionadas do que as grandes.
Conventum - Alluvium Global Fund 2600 palavras
O Conventum-Alluvium Global Fund subiu 1,3% em EUR no quarto trimestre de 2024 (-5,9% em USD, +5,4% em AUD), fechando o ano em +11,9% (EUR). Stuart Pearce e Alexis Delloye confessam que teriam falhado quase todas as previsões sobre a vitória de Trump: os títulos de crescimento dispararam e as Magnificent 7 renderam 14,9%. A venda integral da Capri, após o colapso da fusão com a Tapestry, custou 2,4% ao Fundo. McKesson, Visa e Alphabet brilharam; HCA caiu 26,0% com receios sobre os subsídios de saúde. Compraram Mastercard e Charter, reforçaram Ryanair, e mantêm 14,8% em caixa — sem pressa de investir.
Cooper Investors Global Equities Fund (Unhedged) 1450 palavras
A carta do quarto trimestre de 2024 da Cooper Investors Global Equities (Unhedged) não articula retornos em prosa — a síntese de desempenho remete para gráficos. A Liberty Formula One (FWONK) destaca-se nos contributos, com tendências operacionais fortes, o patrocínio LVMH de dez anos e o spin-off iminente do Liberty Live Group. Eurofins Scientific e Ashtead Group foram os maiores detractores; em ambas, as gestoras mantêm convicção após reavaliar os fundamentos. O Stock in Focus é a Ryan Specialty Holdings (RYAN), corretor grossista de seguros fundado por Pat Ryan, com crescimento orgânico de cerca de 14% em 2024 e latências em margens, expansão europeia e M&A — 58 aquisições desde a fundação.
Crossroads Capital Investment Partners, LP 6900 palavras
A Crossroads Capital, de Ryan O’Connor, recuou 3,5% líquido no quarto trimestre de 2024, fechando o ano com 5,7% face aos 7,3% do Russell 2000 Value e muito atrás do S&P 500. O trimestre foi dominado pela Vistry, que retirou cerca de 6,9 pontos ao retorno líquido após três avisos de lucros que O’Connor considera reacção exagerada a problemas confinados ao segmento legado; o gestor reforçou a posição. A Calumet obteve a aprovação condicional do empréstimo do DOE, marco transformacional ofuscado por uma emissão ATM desastrada. Iniciou posição grande na não divulgada Company Z, mantém Nintendo e Magnite como teses centrais e lança veículo offshore em Abril.
Curreen Capital Partners LP 990 palavras
O Curreen Capital Partners subiu 5,71% no quarto trimestre de 2024, à frente dos 2,41% do S&P 500, mas encerrou o ano em apenas 7,72% contra 25,05% do índice. Christian Ryther vendeu a Kambi e reinvestiu o produto na Credit Acceptance, abriu posição na TriNet e reforçou ainda Advance Auto Parts, Enhabit, GetBusy e Truecaller, ficando de novo totalmente investido. O gestor revisita a cautela assumida desde Setembro de 2022 e atribui o atraso de desempenho à lentidão do mercado em reconhecer os seus patinhos feios subvalorizados. Mantém a disciplina de comprar bons negócios a preços bem abaixo da sua estimativa conservadora de valor, confiante no retorno ao longo do tempo.
Diamond Hill Large Cap Concentrated Fund 1800 palavras
O Diamond Hill Large Cap Concentrated Fund (Class I) recuou 2,00% no quarto trimestre de 2024, atrás do Russell 1000 (+2,75%), e fechou o ano com 14,24%, aquém dos 24,51% do índice. A fraqueza relativa concentrou-se nas posições de tecnologia, com financials positivas em termos absolutos mas atrás dos pares. Top contributors: General Motors, Amazon, Bank of America, Parker-Hannifin e Labcorp. Detractors: HCA Healthcare, Freeport-McMoRan, Extra Space Storage, Texas Instruments e Union Pacific. Com o ciclo económico maduro, Austin Hawley iniciou apenas três posições — Berkshire Hathaway, Aon e Waste Management — financiadas pelas saídas de PepsiCo, Allstate e Parker-Hannifin. Valuations elevadas tornam difícil igualar retornos históricos nos próximos cinco anos.
Diamond Hill Mid Cap Strategy 2500 palavras
A Diamond Hill Mid Cap Strategy recuou 2,35% líquido no T4 2024, atrás do Russell Midcap (+0,62%), e fechou o ano com 10,61% face aos 15,34% do índice. A fraqueza relativa concentrou-se no consumo discricionário, no sobrepeso a imobiliário e nos materiais, enquanto saúde e utilities deram suporte. Top contributors: Ciena, WESCO, Alaska Air, Webster Financial e Liberty Formula One. Detractors: Red Rock Resorts, Ashland, CubeSmart, NVR e Freeport-McMoRan. Com o ciclo económico maduro e avaliações elevadas, Welch iniciou seis posições — ICON, Informatica, Teledyne, LPL Financial, Teleflex e Solventum — financiadas pelas saídas de Jones Lang LaSalle, Arrow Electronics e Bank OZK, reiterando a disciplina de valor intrínseco num horizonte de três a cinco anos.
Diamond Hill Select Strategy 1700 palavras
A Diamond Hill Select Strategy recuou 1,67% líquido (-1,47% bruto) no quarto trimestre de 2024, atrás do Russell 3000 (+2,63%) mas à frente do Russell 3000 Value (-1,94%); no ano, +13,14% ficou aquém dos +23,81% do índice. A fraqueza relativa concentrou-se em industriais, tecnologia e consumo discricionário, com a saúde a dar suporte relativo. General Motors e a nova posição lululemon lideraram os contributos; Red Rock Resorts e Ashland detraíram. A gestora iniciou Huntington Ingalls e lululemon, financiadas com as saídas de Allstate, Lear e Extra Space Storage. Com valorizações elevadas e ciclo maduro, reduz exposição cíclica e reitera a disciplina de valor intrínseco.
Diamond Hill Large Cap Strategy 2104 palavras
A Diamond Hill Large Cap Strategy recuou 2,27% líquido no quarto trimestre de 2024 e ficou atrás do Russell 1000 Index (+2,75%), tanto no trimestre como no conjunto do ano (12,06% contra 24,51%). A fraqueza relativa concentrou-se nas participações de tecnologia e de industriais, com a ausência de exposição a serviços de comunicação e as posições em imobiliário também a pesar; as participações em serviços de utilidade pública deram um contributo relativo modesto. Entre os principais contributos estiveram a General Motors, a nova posição lululemon, a Amazon, o Wells Fargo e o Bank of America; entre os detractores, a HCA Healthcare, a Freeport-McMoRan, a Builders FirstSource, a Extra Space Storage e a SBA Communications. A gestora iniciou apenas duas posições — Colgate-Palmolive e lululemon — financiadas em parte pelas vendas de PepsiCo, Lear e Stryker, e saiu da Humana.
Emeth Value Capital 10230 palavras
A Emeth Value Capital valorizou 20,70% no segundo semestre de 2024, contra 4,54% do MSCI ACWI, elevando o ganho anual a 28,51% (índice: 16,43%). Andrew Carreon abre com um ensaio sobre expectativas e «reflexividade inversa»: expectativas muito baixas podem devolver flexibilidade estratégica às empresas, ilustrado pelo colapso da Under Armour e pela reformulação do modelo de subscrições da Take 5 Car Wash, da participada Driven Brands. O grosso da carta aprofunda a Vivid Seats, marketplace secundário de bilhetes cuja valorização comprimiu de 18,7x para 5,1x EV/EBITDA apesar do crescimento, com valor intrínseco estimado em 9,19 dólares por acção e rumores de venda reportados pela Bloomberg. Conclui criticando a concentração do S&P 500.
FAM Funds (Fenimore Asset Management) 2200 palavras
A Fenimore cobriu as três estratégias no fecho do T4 2024: FAM Value (+0,04%), FAM Dividend Focus (-5,19%) e FAM Small Cap (-0,13%) — todas a ficar aquém dos benchmarks (Russell Midcap +0,62%, Russell 2000 +0,33%) num trimestre de rally pós-eleitoral. O ambiente risk-on, impulsionado pela eleição, penalizou a qualidade: as acções de baixa qualidade superaram as de alta qualidade e dois terços das posições do Dividend Focus recuaram — ocorrência rara em 29 anos. CDW e Microchip foram os maiores detractores transversais. A Fed cortou as taxas duas vezes. Movimentos: saídas de CarMax e SouthState, reforços em Steris, Broadridge, Martin Marietta, Watsco e Houlihan Lokey, e trims de Trane, Microchip, Berkshire e Dutch Bros por limites de peso.
FMI International Equity Strategy (Unhedged) 2623 palavras
A FMI publicou o fact sheet do quarto trimestre de 2024 da estratégia International Equity (unhedged). O composite recuou 7,24% em termos brutos no trimestre, à frente do iShares MSCI EAFE ETF (−8,36%), e fechou 2024 com ganho bruto de 3,43%, em linha com o índice (3,50%). O documento é puramente quantitativo: tabela de retornos, dez maiores posições (42,2% do portfólio), características de valorização (P/E de 23,1x, EV/EBITDA de 11,4x), 33 posições e quota activa de 96%. A única rotação divulgada é a compra da ICON plc em Dezembro e a venda da Arch Capital em Novembro de 2024. Sem comentário do gestor nem teses por posição — captura limitada a dados estruturais.
FMI Large Cap Equity Strategy 3052 palavras
A FMI publicou o fact sheet do quarto trimestre de 2024 da estratégia Large Cap Equity. O composite recuou 3,92% em termos brutos no trimestre, atrás do S&P 500 (+2,41%), e fechou 2024 com ganho bruto de 11,03%, muito aquém dos 25,02% do índice. O documento é essencialmente quantitativo — tabela de retornos, dez maiores posições (45,7% do portfólio), 30 posições, quota activa de 93% e P/E de 23,2x — mas inclui duas teses comentadas: a compra da Allegion, posição de 2% iniciada em Dezembro, e a venda da Omnicom, após o anúncio da fusão com a Interpublic, por riscos de integração. Sem comentário macro — captura limitada a dados estruturais e duas rotações divulgadas.
FMI Small Cap Equity Strategy 3002 palavras
A FMI publicou o fact sheet do quarto trimestre de 2024 da estratégia Small Cap Equity. O composite recuou 0,63% em termos brutos no trimestre, atrás do Russell 2000 (+0,33%), e fechou 2024 com ganho bruto de 11,46%, praticamente em linha com os 11,54% do índice. O documento é essencialmente quantitativo — tabela de retornos, dez maiores posições (41,6% do portfólio), 30 posições, quota activa de 99% e P/E de 21,0x — mas inclui duas teses comentadas: a compra da Hayward Holdings, posição de 1,5% iniciada em Dezembro, e a venda da Interpublic, após o anúncio da fusão com a Omnicom, por riscos de integração. Sem comentário macro — captura limitada a dados estruturais e duas rotações divulgadas.
Focus Capital Advisers 2954 palavras
A Focus Capital fecha 2024 com um trimestre de −4,7% contra +2,8% do S&P 500, coroando um ano desastroso de −27,6% face a +25,5% do índice. O gestor reconhece a dor, mas insiste que os negócios subjacentes estão a disparar em todos os cilindros e que a avaliação acabará por convergir com os fundamentos. A actualização anual de carteira percorre as quatro posições: Burford Capital, com o caso YPF contra a Argentina a dominar o sentimento; Silicon Motion, com receitas e margens em expansão; Kingsgate, com a mina de Chatree finalmente em plena operação; e a nova posição Valeura Energy, revelada após meses de acumulação discreta.
FPA Queens Road Small Cap Value Fund 5330 palavras
O FPA Queens Road Small Cap Value subiu 2,38% no quarto trimestre de 2024 e 10,76% no ano, contra -1,06% e 8,05% do Russell 2000 Value. No trimestre a equipa fez reforços significativos em AGCO, Qorvo, Advance Auto Parts, Science Applications, Vishay e Levi Strauss, e reforços menores noutros onze nomes. Aliviou Sprouts, InterDigital e CSW Industrials por controlo de risco, depois de estas chegarem ao limite de 5% por posição, e ainda Mativ e Scholastic. Recebeu acções da Everus na cisão da MDU a 1 de Novembro. O numerário fechou em 9,3%.
Fundsmith Equity Fund 4229 palavras
O Fundsmith Equity Fund subiu 8,9% em 2024 (Classe T Accumulation, em libras), face a 20,8% do MSCI World, na décima quinta carta anual de Terry Smith. Atribui a subperformance à concentração extrema dos retornos: cinco acções — Nvidia, Apple, Meta, Microsoft e Amazon — geraram 45% do retorno do S&P 500, e a Nvidia sozinha mais de 20%. Dedica a carta a duas diferenças face à bolha Dotcom: a Nvidia é lucrativa e os fundos de índice ultrapassaram metade dos activos sob gestão, criando um ciclo de retroacção que descreve como estratégia de momentum. Vendeu Diageo, McCormick e Apple, comprou Atlas Copco e Texas Instruments, com rotação de carteira de 3,2%.
Generation IM Global Equity Strategy 7000 palavras
A carta de fim de ano de 2024 da Generation IM Global Equity (USD 25,7 mil milhões de AUM a 31 de Dezembro) diagnostica uma «policrise» nos mercados, em duas frentes: política — populismo e backlash ESG, que a reeleição de Trump deverá alimentar — e tecnológica — passivos a ultrapassar activos, fundos multi-manager e concentração extrema, com o top 10 acima de um terço do S&P 500 e a Nvidia responsável por 5% dos retornos do índice. Os co-PMs Miguel Nogales e Nick Kukrika respondem com qualidade: Business Quality interna perto de máximos, CFROI ponderado acima de 15%, upside estimado de 30% e peso europeu de 21%. Profilam Microsoft, ASML, Adyen, Kingspan e Becton Dickinson; oito novas posições em 2024.
Giverny Capital Asset Management 4415 palavras
A Giverny Capital Asset Management, gerida por David Poppe, subiu 0,78% líquido no quarto trimestre de 2024 e 21,09% no ano, contra 2,41% e 25,02% do S&P 500 TR. A causa que Poppe identifica é uma só: a subponderação nos Magnificent Seven, com apenas 16,8% em dois desses nomes, metade do peso do índice. A carta é dedicada a justificar o posicionamento — 29% do capital em empresas abaixo de 30 mil milhões de dólares de capitalização, contra 7% do índice — detalhando as teses de M&T, Ashtead, Installed Building Products, Fiserv, Ferguson, Kinsale, Align e Medpace. No trimestre saiu da Analog Devices e da Eurofins, reduziu a Arista acima de 10% de peso e fechou o ano com 6% de liquidez.
Greenhaven Road Capital Fund 6349 palavras
O Greenhaven Road Capital Fund ganhou cerca de 13% líquidos no quarto trimestre e fechou 2024 com mais de 27% — outro «chunk» de retornos depois da espera. Scott Miller sublinha o que não detém: o S&P 500, onde só a KKR figura, criticando a concentração dos «Magnificent 7» — quase 40% do índice — e a valorização da Apple com receitas quase paradas. Revisita as cinco maiores posições — PAR, Lifecore, KKR, Cellebrite e Burford — à luz da pergunta de Chuck Royce, «will the company get there?», vendeu a MarketWise, o pior investimento da sociedade, e comprou Delivery Hero e Vistry, duas cotadas fora dos EUA em transição e alvo de profundo cepticismo do mercado.
Greenlight Capital 3000 palavras
A Greenlight Capital de David Einhorn fechou 2024 em +7,2% líquidos, muito atrás dos +25,0% do S&P 500, num ano que começou forte e terminou medíocre. O ouro foi o maior ganho (+27%), reforçado com opções de compra, e o livro macro rendeu +7,2% líquidos; shorts e cobertura de índice penalizaram o resultado. Preocupado com avaliações que diz serem das mais altas de sempre, Einhorn manteve exposição bruta e líquida baixas, com correlação diária de 0,01 ao índice. Dedica páginas à euforia especulativa — da Fartcoin às memecoins de Trump e à MicroStrategy — e abriu uma arbitragem a descoberto sobre ETF alavancados. Entrou em CNH e Centene; saiu de Tenet (+99% de TIR), LivaNova e ODP.
GreensKeeper Value Fund 2350 palavras
O GreensKeeper Value Fund fechou 2024 a ganhar 23,6% líquido de comissões, à frente do S&P/TSX (+21,7%) e em linha com o Dow Jones, embora atrás do S&P 500 (+35,7% em dólares canadianos), num ano em que cinco tecnológicas geraram quase metade dos retornos do índice. A Automatic Bank Services (+59%) e a Lululemon (+45%) lideraram o quarto trimestre; a Elevance foi o pior desempenho do ano. O fundo adicionou LULU, LVMH e Hershey e saiu da Cisco, deslocando capital para empresas de qualidade fora dos EUA. O ensaio "Marshmallows" contrasta o caminho seguro do juro composto com a especulação em activos como a MicroStrategy e o Bitcoin.
GreenWood Investors 3735 palavras
A GreenWood Investors fechou 2024 com 16,6% no conjunto das contas separadas, em linha com os 16,3% do MSCI ACWI, apesar de um vento contrário cambial de -4,4% com a valorização do dólar. Steven Wood e Chris Torino mantêm posicionamento conservador de fim de ciclo, com exposição praticamente nula aos EUA e fora do entusiasmo com a IA. CTT e Leonardo, onde a firma tem assentos no conselho, somaram retornos brutos de 27-28% às carteiras, impulsionados pela parceria com a DHL que avaliou o Expresso & Encomendas a 12,5x EBIT e pela aliança da Leonardo com a Rheinmetall no novo tanque europeu. TPL foi largamente vendida após o entusiasmo com a inclusão no S&P 500; MEI Pharma e PDD foram as detractoras do ano.
Greystone Capital Management 6649 palavras
A Greystone Capital, gerida por Adam Wilk em estratégia concentrada de microcaps e small-caps, fechou 2024 com a conta mediana a ganhar +19,9% líquido, acima do Russell 2000 (+11,5%) mas atrás do S&P 500 (+25,0%); no quarto trimestre, +1,7% contra +0,3% e +2,4%. Wilk recusa juntar-se ao coro contra os Mag7 e reafirma a Greystone como anti-índice: zero empresas do S&P 500 em carteira e pechinchas abundantes entre pequenas capitalizações. Sylogist, Innovative Food, Limbach, Natural Resource Partners e Bel Fuse, os cinco maiores, somam mais de 65% do capital e foram os principais contribuidores do ano. Em apêndice, tese detalhada da NRP, royalties de carvão compradas a 4-6 vezes o fluxo de caixa livre normalizado.
Guinness Global Innovators Fund 14009 palavras
O Guinness Global Innovators Fund fechou 2024 com retorno total de 21,9% (TR, GBP), batendo o MSCI World (20,8%) em 1,1 pontos percentuais e a média do sector IA Global (12,6%) em 9,3 pontos. Ian Mortimer e Matthew Page atribuem o desempenho à detenção de seis das Magnificent Seven, ao sobrepeso em tecnologia de informação e à rotação para títulos de crescimento após a viragem da Fed, parcialmente travados pela selecção fraca em software (Adobe, −25,5%). A revisão anual percorre seis regimes de mercado distintos, defende que as valorizações das mega-capitalizações não configuram bolha e antecipa incerteza política com Trump 2.0. Rotação habitual: quatro compras (Siemens Healthineers, LSEG, Netflix, Ametek) e quatro vendas (Zoom, Comcast, Nike, PayPal).
Hardman Johnston Global Equity 2800 palavras
O Hardman Johnston Global Equity Composite recuou 0,17% líquido de comissões no quarto trimestre de 2024, contra -0,99% do MSCI AC World Net Index, elevando a vantagem anual para 453 pontos base (22,02% vs 17,49%). Industriais e Materiais lideraram os contributos sectoriais; Saúde e Consumo Discricionário detraíram. O Reino Unido foi a região mais forte e a América do Norte a mais fraca. Atlassian, Standard Chartered e Howmet destacaram-se; MercadoLibre, IQVIA e Universal Display penalizaram. O fundo iniciou posições em Lennar, Bank of America e Uber e liquidou Charles Schwab. Na perspectiva, o gestor antecipa imprevisibilidade em 2025 sob a nova administração Trump, com desregulação como vento favorável e tarifas como risco inflacionista.
Headwaters Capital Management 1919 palavras
A Headwaters Capital, gerida por Christopher Godfrey, caiu -6,8% líquido no quarto trimestre de 2024, contra +0,6% do Russell Mid Cap Index — o segundo pior trimestre relativo da estratégia, igualando o T1 de 2021. No ano, +13,1% líquido contra +15,3% do índice. Godfrey atribui o desvio à rotação de activos de qualidade para activos especulativos — bitcoin +45%, PLTR a duplicar para 51x vendas — e traça paralelos com a bolha de 2021, agravados pela subida das yields para níveis de 2007. A resposta é disciplina: paciência, ignorar a especulação e comprar grandes negócios a preços apropriados. CLMB (+23%) repetiu como top contributor; TMDX (-60%) foi o detractor, tese reiterada. Sem novas posições — apenas reforços selectivos.
Heartland Mid Cap Value Fund 4182 palavras
O Heartland Mid Cap Value Fund recuou 5,50% no quarto trimestre de 2024 (Investor Class), contra a queda de 1,75% do Russell Midcap Value Index, num trimestre em que a especulação pós-eleitoral levou o Russell Midcap Growth a subir 8,14%. Colin McWey, Will Nasgovitz e Troy McGlone recusam perseguir acções especulativas ou sem margem de segurança suficiente e sublinham que a confiança dos investidores atingiu o nível mais alto do último quarto de século. A carta detalha a abordagem de dois buckets, quality value e deep value, e apresenta três casos: a compra da Sysco, a recuperação da Willis Towers Watson e a Centene, maior travão do trimestre, onde vários administradores compraram acções com dinheiro próprio.
Heartland Value Fund 2050 palavras
O Heartland Value Fund subiu 1,97% no T4 2024, contra uma queda de 1,06% do Russell 2000® Value, e ficou à frente do índice também a 1, 3 e 5 anos. Will e Bill Nasgovitz descrevem uma euforia bolsista que consideram insustentável: mais de um quarto da capitalização norte-americana transacciona acima de 10x o valor da empresa sobre vendas, nível não visto desde a bolha das dotcom. A selecção de títulos explicou praticamente toda a superação do trimestre. A carta detalha quatro casos — Sealed Air, Delek US, Patterson Companies e Dentsply Sirona — e o processo de quatro alvos de preço por posição que sustenta a paciência da equipa perante quedas severas.
Heartland Value Plus Fund 1500 palavras
O Heartland Value Plus Fund recuou 1,79% no T4 2024, contra uma perda de 1,06% do Russell 2000® Value Index, e fechou o ano nos -0,31%. Andrew Fleming descreve um mercado que, após as eleições, correu atrás dos beneficiários da desregulamentação e das small caps de menor qualidade. A equipa manteve-se noutra pista: a procura de «green shoots» — empresas que melhoram eficiência operacional e posicionamento estratégico sem depender de uma aceleração da procura. A selecção de títulos foi negativa no conjunto, mas forte em Financials, sector que gerou cinco dos maiores contribuidores do trimestre. FB Financial e Semtech ilustram a abordagem. O argumento de fundo é histórico: depois de dois anos positivos, as small caps subiram no terceiro em seis de dez casos.
Himalaya Capital 15287 palavras
Em vez da habitual carta trimestral, Li Lu assinala o décimo aniversário do curso de investimento em valor da Universidade de Pequim com um discurso sobre o investimento em valor global na era actual. Diagnostica os bloqueios da China — desemprego jovem, deflação, perda de confiança do sector privado — e a reavaliação do papel dos EUA na ordem mundial, enquadrando-os como transição entre a civilização 2.0 e a 3.0. Defende que a riqueza é a quota de poder de compra na economia e que o investidor deve aceitar o macro e actuar no micro. Sistematiza seis princípios de investimento em valor e ilustra a disciplina com a BYD, detida há 22 anos apesar de seis quedas superiores a 50%.
Hotchkis & Wiley Large Cap Fundamental Value Fund 1050 palavras
O Hotchkis & Wiley Large Cap Fundamental Value Fund (I Shares) recuou -0,91% no quarto trimestre de 2024, superando o Russell 1000 Value (-1,98%) num trimestre em que o crescimento esmagou o valor — o Russell 1000 Growth subiu +7,1% e a vantagem do crescimento sobre o valor a dois anos atingiu 63 pontos percentuais, a maior desde 1979. No conjunto do ano, porém, o fundo ficou aquém (12,81% contra 14,37%), penalizado pela exposição negativa ao factor momento. F5, General Motors e Wells Fargo lideraram os contributos; Elevance Health, CVS e Olin detraíram. Com o S&P 500 a 25x lucros, a equipa mostra-se cautelosa quanto ao mercado amplo, aliviou financeiras e reforçou defensivas, mantendo a carteira perto da avaliação média histórica.
Hotchkis & Wiley Mid-Cap Value Fund 780 palavras
O Hotchkis & Wiley Mid-Cap Value Fund (I Shares) recuou -2,39% no quarto trimestre de 2024, aquém dos -1,75% do Russell Midcap Value Index, e fechou o ano com +3,63% contra +13,07% do índice. O valor voltou a ficar atrás do crescimento, pela sétima vez em dez anos. A vitória eleitoral e a agenda 'America First' — tarifas, relocalização, desregulação e impostos mais baixos — animaram inicialmente as mid-cap, mas o ganho reverteu em Dezembro com os receios de inflação. A selecção em energia foi o principal detractor relativo; F5, Crescent Energy e Ericsson contribuíram, enquanto Adient, Olin e Kosmos detraíram. A equipa destaca o desvio amplo entre valor e crescimento como oportunidade para gestão activa disciplinada.
Invesco Small Cap Value Fund 4161 palavras
O Invesco Small Cap Value Fund rendeu 4,25% no quarto trimestre de 2024, na classe A ao valor patrimonial líquido, contra -1,06% do Russell 2000 Value, e fechou o ano com 24,53% contra 8,05% do índice. A gestora atribui o desempenho superior à selecção de títulos e ao sobrepeso em industriais, com a selecção em bens de consumo discricionário e em energia também a somar; a selecção e o sobrepeso em materiais foram o maior travão. Aproveitando a volatilidade, abriu posições na ICON, na Onto Innovation e na MSC Industrial Direct e eliminou a MaxLinear e a Vistra. No fecho do trimestre a carteira mantinha-se sobreponderada em títulos sensíveis ao ciclo económico.
Ironvine Capital Partners — Concentrated Equity Composite 2100 palavras
A carta de fim de ano da Ironvine combina uma leitura optimista do poder do capitalismo e da engenhosidade humana com prudência perante valorizações ricas, inflação persistente e taxas próximas do máximo desde 2007. O quarto trimestre foi de reposicionamento: aproveitando a queda dos preços, a gestora construiu exposição a líderes de nicho dos semicondutores — Taiwan Semiconductor e Applied Materials na Concentrated — e saiu por completo do Dollar Tree e da Adobe, citando declínio estrutural e dúvidas competitivas. A Concentrated rendeu 10,46 por cento líquidos em 2024, atrás do S&P 500 (25,02) mas à frente do índice equiponderado (9,72). Cerca de metade das empresas detidas cresceu a um dígito médio, deixando a gestora construtiva quanto aos próximos anos.
Ithaka US Growth Strategy 3262 palavras
A Ithaka US Growth Strategy ganhou 8,4% (bruto) no quarto trimestre de 2024, batendo o Russell 1000 Growth (+7,1%) por 133 pontos base num mercado estreito; no ano, o composite somou 30,2%, atrás do benchmark (+33,4%). A selecção de títulos (+80 pontos base) e a alocação sectorial (+50) contribuíram, com Health Care, tecnologia e serviços financeiros a superar; Consumer Discretionary detraiu. ServiceNow, Amazon e Palantir lideraram os contribuintes; AMD, Uber e ASML os detractores. A gestora iniciou Arista Networks e eliminou Lululemon e Medpace. O trimestre ficou marcado pela vitória eleitoral republicana, por dois cortes da Fed e pelo cepticismo do mercado obrigacionista, com a equipa totalmente investida e céptica de previsões top-down.
Jacob Funds 961 palavras
O comentário de gestão de Outubro de 2024 da Jacob Asset Management abre com nova correcção ligeira no início do trimestre, seguida da recuperação dos principais índices accionistas. Os receios de abrandamento da economia e a fragilidade do mercado de trabalho foram superados pela probabilidade de um corte de juros mais agressivo; concretizado em Setembro com 50 pontos base e a declaração de que a política restritiva deixara de ser apropriada, alargou a participação na subida. Ryan Jacob e Darren Chervitz leem daí interesse mais sustentado pelas empresas de menor dimensão e mantêm enviesamento para capitalizações menores. O Internet Fund abriu Coinbase Global e BM Technologies; a Powerfleet entrou no Small Cap Growth Fund e no Forward ETF.
Kingdom Capital Advisors, LLC 1880 palavras
O Kingdom Capital Advisors registou +2,07% líquido no quarto trimestre de 2024, contra +0,33% do Russell 2000 TR, fechando o ano civil com +18,27% líquido (+6,73 pp vs Russell 2000). David Bastian articula reflexão de três anos sobre processo: distinguir sorte de skill, gerir horizontes de investimento e aceitar volatilidade idiossincrática. Top contributors do trimestre foram UNFI e NPK; detractors SUP e ENZ. Iniciaram-se posições em Magnera (spin Glatfelter+Berry), National Presto (defesa) e TSS Incorporated (AI infrastructure beneficiary). NLOP mantém-se largest position com cone de liquidação a $45/share. Corsa Coal anunciou pedido de falência a 6 de Janeiro de 2025.
Long Cast Advisers 1180 palavras
O Long Cast Advisers de Avi Fisher encerra o 4T24 com um forte +20% líquido, contra 0% do Russell 2000, e fecha 2024 nos +39% (vs 12%), elevando o cumulativo desde a inception de 2015 para 270% (CAGR de 15%). O fundo cruzou os 10 milhões USD sob gestão no nono ano. Três posições rondam os 15% e o top-5 vale 70% da carteira. CCRD, PDEX e RSSS lideraram os ganhos — a RSSS foi reforçada após o fundador alienar todas as acções, dissolvendo a pressão vendedora; QRHC e PESI penalizaram. O ensaio de fecho argumenta que o avanço da gestão passiva sufoca a descoberta de preço nas small caps subcobertas, criando a ineficiência que sustenta o seu desempenho superior.
Longleaf Partners Fund 3300 palavras
O Longleaf Partners Fund recuou 1,33% no 4T 2024, atrás do S&P 500 (+2,41%) mas à frente do Russell 1000 Value (-1,98%); no ano, +8,80% contra +25,02% e +14,37%, respectivamente. A carta anual defende que por vezes é prudente ficar atrás do índice, como em 1999/2000, e contrapõe o P/V em high-60s% e 10x o poder de lucros da carteira ao S&P 500 num múltiplo em mid-20s. CNX, Kellanova, FIS, RTX e PayPal contribuíram no ano; WBD, Liberty Broadband, MGM, IAC e HF Sinclair detraíram. Compraram a HF Sinclair e uma empresa de bens de consumo não divulgada; saíram Live Nation, Warner Music e WBD. Liquidez de 19,6% e 17 posições.
Longleaf Partners Small-Cap Fund 2700 palavras
O Longleaf Partners Small-Cap Fund caiu 1,58% no 4.º trimestre de 2024, contra +2,63% do Russell 3000 e +0,33% do Russell 2000; no ano, +9,69% face a 23,81% de um índice novamente puxado pelas grandes capitalizações de crescimento. A Southeastern lembra que por vezes é prudente ficar atrás do mercado, como em 1999/2000, e sublinha a melhoria qualitativa da carteira: P/V em high-60s%, 12,6% de caixa e 18 posições. CNX, Liberty Live e Kodak contribuíram no trimestre; Oscar, Anywhere e Gruma penalizaram. Sem novas posições no trimestre e saída da Seaport Entertainment; no ano, quatro compras e cinco saídas. Dois erros admitidos: os bancos no abalo SVB de 2023 e os legados das Three Rules.
LVS Advisory 2100 palavras
A carta de fim de ano da LVS Advisory celebra um 2024 forte: o Growth Portfolio ganhou 36,7% líquido, superando o S&P 500 em mais de 11 pontos, e o Event-Driven ganhou 7,5%, o melhor ano desde 2021 num ambiente hostil à arbitragem de fusões. Luis V. Sanchez antecipa 2025 brilhante para a arbitragem: a eleição de Donald Trump e a substituição de Lina Khan por Andrew Ferguson devem libertar a actividade de fusões e aquisições, como sugere a valorização média superior a 60% dos bancos de investimento especializados. No Growth, detalha três melhorias de processo: concentração com diversificação, posições experimentais de 1% a 2% e uma regra de espera de seis meses entre compras.
Madison Dividend Income Fund 1234 palavras
O Madison Dividend Income Fund (Class I) recuou 1,7% no quarto trimestre de 2024, à frente do Russell 1000 Value e do grupo de pares Lipper Equity Income, que caíram 2,0% e 1,8%, e atrás do S&P 500, que subiu 2,4%. No ano fechou em 7,7% contra 25,0% do índice. A gestora mantém a tese que vem expondo há vários trimestres: a rotação para acções tecnológicas sem dividendo desde o final de 2022 deixou as acções de dividendo a negociar com desconto histórico, com o rendimento relativo da carteira em 2,15 vezes o do S&P 500. No trimestre entraram duas posições novas, a Rockwell Automation e a TE Connectivity. Ambas entram com vantagem competitiva sustentável e um historial de aumentos do dividendo.
Madison Mid Cap Fund 795 palavras
O Madison Mid Cap Fund (Class I) recuou 1,86% no quarto trimestre de 2024, contra uma subida de 0,62% do Russell Midcap Index, e fechou o ano em 10,46% contra 15,34% do índice. Os cinco maiores contributos vieram da Liberty Formula One, Arista Networks, Copart, Brookfield Asset Management e Lithia Motors; os cinco maiores travões foram Arch Capital Group, Carlisle Companies, CDW, Floor & Decor Holdings e Brown-Forman. A gestora não iniciou qualquer posição no trimestre, reforçou a Microchip e a CDW e vendeu a CarMax, reafectando os fundos ao que considera melhores ideias. O fio comum é a paciência perante fraqueza cíclica — procura fraca na habitação residencial, despesa fraca em tecnologias de informação e volumes de whiskey em baixa, com recuperação esperada em cada caso.
Madison Small Cap Fund 1460 palavras
O Madison Small Cap Fund (Class I) rendeu 4,04% no quarto trimestre de 2024, contra 0,33% do Russell 2000 e 0,62% do Russell 2500, resultado que a gestora atribui à selecção de títulos e a uma alocação favorável. No ano a Class I subiu 22,02% e a carta regista uma vantagem de 900 pontos base sobre o índice. A selecção em consumo discricionário, saúde e tecnologias de informação compensou os travões em industriais, financeiras e consumo básico. A carteira rodou seis nomes — saíram JFrog, Gogo e AMN Healthcare, entraram Knowles, VF Corporation e Medpace — e reforçou a WillScot na fraqueza. Faraz Farzam e Aaron Garcia entram em 2025 com muita cautela, a questionar a continuidade do surto de capex em inteligência artificial.
Mairs & Power Growth Fund 3604 palavras
O Mairs & Power Growth Fund fechou 2024 com um ganho de 19,62%, atrás do S&P 500 Total Return (25,02%) e do peer group Morningstar Large Blend (20,51%). O mercado foi novamente conduzido por um punhado de mega-caps ligadas à IA, e a sobreponderação em Health Care, Industrials e Materials, juntamente com a selecção de acções, penalizou o desempenho relativo. NVIDIA, Fiserv e Motorola Solutions lideraram os contribuintes; H.B. Fuller e Toro os detractores. A gestora reforçou Graco e Toro, castigadas pela fraqueza do mercado imobiliário, e iniciou posição na Clearfield, fornecedora de soluções de fibra óptica. Com as small caps no maior desconto face às large caps em mais de 25 anos, continua a reforçar essa exposição.
Manole Capital Management 5097 palavras
Na última carta do ano, Warren Fisher reafirma a definição própria de FINTECH da Manole Capital — «qualquer coisa que utilize tecnologia para melhorar um processo estabelecido» — ilustrada por Virtu Financial e RB Global, beneficiadas pela inclusão nos índices S&P 600 e S&P 400. A carta percorre a batalha legal das comissões de intercâmbio, o consumo natalício recorde (dados de Square, Fiserv e Stripe), o endividamento crescente das famílias americanas e o ciclo de cortes da Fed. Fisher desvaloriza o impacto das eleições nos mercados, antecipa um ambiente saudável para as acções e o regresso dos «animal spirits» em fusões, aquisições e IPOs em 2025, mantendo disciplina de longo prazo e foco no fluxo de caixa livre.
Mar Vista Global Quality Strategy 1640 palavras
Mar Vista Global Quality recuou -3,31% net-of-fees no quarto trimestre de 2024, abaixo do MSCI World Net (-0,16%) e do MSCI ACWI Net (-0,99%), embora tenha encerrado o ano em +12,71% — segundo ano consecutivo de mercados acima de 15%. A selecção de acções em consumo básico, industriais e imobiliário detraiu. Os principais contribuidores foram Broadcom, Salesforce e Amazon; os principais detractores American Tower, Nestlé e Novonesis. No trimestre, o gestor iniciou ASML Holdings, reforçou Alphabet, Brookfield, Danaher, Intuit e Meta, reduziu American Tower e liquidou Disney e Roper Technologies. Para 2025, antecipa crescimento de lucros de low-double-digit no MSCI World, impulsionado pela inteligência artificial e pela desregulação esperada sob a administração Trump, mas alerta para valuations esticadas.
Mar Vista U.S. Quality Strategy 1750 palavras
Mar Vista U.S. Quality recuou -0,18% net-of-fees no quarto trimestre de 2024, aquém do Russell 1000 (+2,74%) e do S&P 500 (+2,41%) num ano em que o índice subiu 25,0% — o segundo ganho anual consecutivo acima de 20%. A selecção de acções em industriais, tecnologia da informação e imobiliário penalizou o desempenho relativo. Broadcom, Salesforce e Amazon lideraram as contribuições; American Tower, Mettler-Toledo e Danaher detraíram. O gestor reforçou Intuit, Meta Platforms, Ametek e Equifax, reduziu American Tower e liquidou Disney, GXO Logistics e Microchip Technology. Para 2025 antecipa crescimento de lucros em mid-teens impulsionado por IA e desregulação, mas adverte que o P/E do S&P 500 perto de 22x se aproxima de níveis perigosamente elevados.
Mar Vista U.S. Quality Select Strategy 2154 palavras
A estratégia U.S. Quality Select da Mar Vista rendeu +0,39% líquidos de comissões no quarto trimestre de 2024, abaixo do Russell 1000 (+2,74%) e do S&P 500 (+2,41%), num ano em que o índice subiu 25,0%. A selecção de acções em tecnologia da informação, saúde e imobiliário penalizou o desempenho. Broadcom, Salesforce e Amazon lideraram as contribuições; American Tower, Mettler-Toledo e Danaher detraíram. O gestor construiu uma posição nova em Equifax, reduziu American Tower e liquidou integralmente a Disney. Para 2025 o mercado espera lucros do S&P 500 em mid-teens, sustentado pela inteligência artificial e pela desregulação esperada, mas adverte que o múltiplo de lucros do índice, perto de 22 vezes, se aproxima de níveis perigosamente elevados.
Maran Capital Management 3118 palavras
A Maran Capital, gerida por Dan Roller, fecha o nono ano completo com retorno líquido de +6,4% no quarto trimestre e +16,0% no conjunto de 2024, batendo o Russell 2000 (+0,3% e +11,5%) nos dois períodos. Roller insiste na avaliação a cinco anos e reclama um alfa anualizado próximo de oito pontos percentuais desde o início. O grande destaque é a conclusão do primeiro esforço relevante de activismo: a fusão da SLGD na Horizon Kinetics rendeu 3,7 vezes o capital investido e uma TIR de 69%. As cinco maiores posições são APi Group, Clarus, CTT, Horizon Kinetics e Turning Point Brands, com a transformação da postal portuguesa CTT a ocupar o centro da carta.
Massif Capital, LLC 3200 palavras
A Massif Capital Real Assets Strategy fechou 2024 com +12,1% líquido de fees, acima do Russell 2000 (+11,5%) e da sua própria universe de selecção (menos de 2%), mas muito atrás do S&P 500 (+25%) pela ausência de exposição às Mag7 e ao tema da IA. No quarto trimestre o retorno foi residual (+0,04%). O gestor alerta para deterioração de breadth, internals e valuations em níveis de bolha, e aborda o capital com cautela, focado em balanços e equipas contracíclicas. Siemens Energy (+323%) foi o motor do ano, com saída de 90% da posição; Lithium Americas Argentina foi o principal detractor. A tese central é a crónica subinvestimento na velha economia extractiva.
McIntyre Partnerships 3050 palavras
A McIntyre Partnerships terminou 2024 com cerca de 2% bruto e 0% líquido, contra cerca de 8% do Russell 2000 Value, no primeiro ano de desempenho inferior desde 2019. Chris McIntyre atribui o resultado à queda de três posições nucleares de longa data — a Sotera Health, a Garrett Motion e a Star Holdings — e sublinha que, sem qualquer negociação, o fundo teria recuado cerca de 4%. Abriu um cabaz da indústria de piscinas (SWIM, LESL, HAYW), que considera num mínimo cíclico próximo do da crise financeira, e a Seaport Entertainment. Reduziu a OneSpaWorld e a Sphere após fortes valorizações e iniciou coberturas com opções contra a sobrevalorização do S&P 500.
Meridian Contrarian Fund 1464 palavras
O Meridian Contrarian Fund fechou o quarto trimestre de 2024 com retorno de 1,70% (Legacy class, net), acima dos 0,62% do Russell 2500 Index e dos -0,26% do Russell 2500 Value Index. The Honest Company, Mirion Technologies e Planet Labs foram os três principais contribuidores para o desempenho relativo; Legend Biotech, Constellium e Tenet Healthcare os três principais detractores. Os dez maiores pesos divulgados somam cerca de vinte e sete por cento. Num trimestre marcado pelo resultado eleitoral norte-americano e pela sinalização, em Dezembro, de uma abordagem mais comedida aos cortes, a equipa manteve o processo contrarian de 50 a 75 melhores ideias.
Meridian Hedged Equity Fund 1100 palavras
O Meridian Hedged Equity Fund ganhou 0,07% (Legacy, net) no quarto trimestre de 2024, ficando abaixo do S&P 500, que avançou 2,41%, e do benchmark secundário CBOE S&P 500 BuyWrite, que rendeu 5,79%. No conjunto do ano, o Fundo subiu 13,10% face aos 25,02% do S&P 500. Visa, Amazon e Vistra foram os principais contribuidores relativos; American Tower, Danaher e Coty os principais detractores. A reeleição de Trump, a inflação e a trajectória das taxas dominaram o trimestre, com o anúncio de Dezembro da Fed de cortes mais comedidos em 2025 a reverter o entusiasmo pós-eleitoral. No fecho do período, cerca de 46% da carteira estava sem cobertura, o restante investido em covered calls.
Meridian Small Cap Growth Fund 800 palavras
O Meridian Small Cap Growth Fund registou no quarto trimestre de 2024 retorno de 2,85% (Legacy class, net), superando o Russell 2000 Growth Index (1,70%). Os resultados eleitorais, a inflação e a direcção das taxas dominaram os mercados: as small caps growth subiram após a reeleição de Trump, mas o anúncio de uma abordagem mais cautelosa da Fed aos cortes de 2025 reverteu parte dos ganhos. A qualidade não foi amplamente recompensada, embora os growers estáveis tenham sido favorecidos no final do período. A disciplina de downside protection mostrou-se eficaz. Principais contribuidores: Mirion, Turning Point Brands e Byrna. Principais detractores: TransMedics, Stoneridge e Angi. A equipa mantém-se construtiva sobre a saúde, a maior alocação.
Middle Coast Investing 2100 palavras
Middle Coast Investing fechou o T4 2024 com +5,1% nos portefólios US, batendo o S&P 500 (+2,1%) e o Russell 2000 (0,0%) no trimestre. No ano, +15,1% superou o Russell 2000 (+10,0%) mas ficou atrás do S&P 500 (+23,3%), penalizado pela menor exposição a mega-cap tech. O gestor enquadra a carta — "Staying Sane, Preparing for Change" — na convicção de que antecipar uma mudança de regime é fútil e que preparar o portefólio para vários ambientes é prudente. Recusa apostar contra a mega-tech, mas mantém disciplina de valor a pensar no próximo 2022. Trimestre activo: abriu Portillo's, TripAdvisor, Crown Holdings, Ingram Micro e Levi-Strauss; saiu de Arlo, Matterport e MDU. Cash 15,3%, P/E TTM 20,9.
Minot Light Capital Appreciation Fund 1714 palavras
A Minot Light Capital publica a sua primeira carta a investidores desde o arranque do fundo em 1 de Outubro de 2024. No trimestre inaugural, a parceria valorizou 6,9% bruto e 5,2% líquido, contra 2,4% do S&P 500 e 0,3% do Russell 2000. Tom Wetherald descreve uma carteira de mais de 100 posições, cerca de 110% líquida longa sem vendas a descoberto, com potencial de subida a três anos de 115-120% e descida estimada de 30%. Os principais contribuidores foram marketplaces de segunda mão e luxo (REAL, TDUP, MYTE) e os detractores Journey Medical, Beyond e TransMedics. As teses detalhadas recaem sobre MyTheresa e Journey Medical.
Moon Capital Management 1320 palavras
O Moon Capital Management dedica a carta de fim de ano 2024 a um aviso sobre valorizações elevadas, traçando paralelos com 1999: o S&P 500 transacciona a cerca de 22,5x lucros futuros e mais de metade do seu retorno de 23% veio das Magnificent Seven. David Moon questiona a reputação de capital-light destas gigantes — só a Microsoft planeia investir 80 mil milhões de dólares em centros de dados — e sublinha que o retorno de 27% da carteira em acções nada deveu a nomes de IA. O trimestre foi de disciplina de venda: liquidou CVS por má alocação de capital, Goldman Sachs por valorização e KKR após uma subida de 80%, elevando a tesouraria como subproduto.
Munro Global Growth Fund 560 palavras
O Munro Global Growth Fund rendeu +10,4% líquido no trimestre de Dezembro de 2024 (MAET.ASX igualmente +10,4%), com posições longas e divisa a contribuir e shorts e cobertura em opções a subtrair. A inteligência artificial manteve-se como tema dominante: GE Vernova, Broadcom, Amazon, Nvidia e Rheinmetall lideraram os contribuidores, enquanto Applied Materials, KLA, ASML, Uber e Constellation Energy detraíram. A eleição presidencial norte-americana foi o evento do trimestre, bifurcando o mercado entre os EUA e o resto do mundo. A Reserva Federal sinalizou apenas dois cortes em 2025, travando o fecho do trimestre. Nick Griffin antecipa um bull market a entrar no terceiro ano.
Munro Global Growth Small & Mid Cap Fund 1001 palavras
O Munro Global Growth Small & Mid Cap Fund rendeu 20,9% líquidos no trimestre de Dezembro de 2024, contra 8,3% do MSCI ACWI SMID, um excesso de 12,6%. O Reddit e a AppLovin lideraram os contribuidores — a AppLovin acrescentou 216 pontos base e é objecto de nota dedicada, com o modelo Axon 2.0 a acelerar receitas e margens. A ASM International e a Onto Innovation detraíram, com o sentimento no equipamento de semicondutores a enfraquecer por menor despesa da China e restrições orçamentais na Samsung e na Intel. A eleição presidencial norte-americana bifurcou o mercado e a Reserva Federal sinalizou apenas dois cortes em 2025. A gestora considera as avaliações de pequena e média capitalização atractivas e o fundo bem posicionado para 2025.
Night Watch Investment Management 1800 palavras
O Night Watch Investment Management, sob direcção de Roderick van Zuylen, recuou 2,92% líquidos no quarto trimestre de 2024, fechando o ano em 10,30%. A carteira beneficiou pouco da euforia especulativa que animou os mercados americanos no final do ano, mas ficou largamente protegida da queda de Dezembro. A A-Mark Precious Metals, a Marex e a Remitly lideraram os contribuidores, enquanto a Valaris, a X-FAB e a St Joe foram os principais detractores. O posicionamento global, ancorado na Europa de qualidade a preços de valor e em mercados emergentes baratos, reduziu a volatilidade ao longo do ano. A equipa saiu da A-Mark e do sleeve aeroespacial com lucro.
Nightview Capital 2400 palavras
A carta anual de 2024 da Nightview Capital enquadra a inteligência artificial como a nova electricidade — uma força que passa de demonstrações impressionantes a fundação da economia moderna. Arne Alsin organiza a carteira em torno de cinco tendências: sistemas inteligentes (Tesla, Amazon, Alibaba), plataformas de precisão na publicidade (Netflix, Meta), o superciclo de semicondutores (TSMC, Qualcomm), a economia da experiência (Hyatt, Airbnb, Wynn, Las Vegas Sands, MGM) e a evolução do sector financeiro (Goldman Sachs, Schwab, Morgan Stanley, BlackRock). As duas únicas mexidas destacadas: a saída de DraftKings, por dúvidas sobre o posicionamento competitivo de longo prazo, e a compra de John Deere, tese de transformação de fabricante de máquinas em líder tecnológico.
Oakmark Equity and Income Fund 760 palavras
O Oakmark Equity and Income Fund (Investor Class) recuou -0,20% no quarto trimestre de 2024, à frente dos -1,24% do Lipper Balanced Fund Index, e acumula 9,56% desde a constituição face a 6,97% do índice. A carteira accionista rendeu 1,28% (vs 2,41% do S&P 500), penalizada pela subponderação em tecnologia de informação e pela fraqueza em consumo discricionário; a carteira obrigacionista rendeu -2,25% (vs -3,06% do Bloomberg Aggregate). Alocação de fim de trimestre: 59,3% acções, 39,5% rendimento fixo, 1,2% liquidez. Financeiro e serviços de comunicação contribuíram; saúde e materiais detraíram. A Alphabet foi o top contributor e a Glencore o top detractor. Novas compras: Airbnb, Elevance Health e Equifax, a desconto face ao valor intrínseco.
Oakmark Global Select Fund 950 palavras
O Oakmark Global Select Fund recuou −4,96% no T4 2024 (Investor Class), abaixo do MSCI World Index (−0,16%) e ligeiramente atrás desde a constituição (7,37% vs 7,61%). A nível sectorial, serviços de comunicação e financeiras foram os maiores contribuidores; saúde e consumo discricionário, os detractores. Geograficamente, 61,1% EUA, 20,8% Europa ex-Reino Unido e 15,2% Reino Unido; mercados emergentes pesavam 2,8%. Top contributors: Capital One (impulsionada pela eleição norte-americana e bons resultados), Alphabet Cl A e Fiserv. Top detractors: Bayer (litígio PCB e previsão fraca para 2025), Centene e IQVIA Holdings. As gestoras lideradas por David Herro iniciaram Charles Schwab, Diageo e Elevance Health — todas compradas a desconto por ventos contrários temporários — e saíram totalmente de Bank of America e Samsung Electronics Pfd.
Oakmark International Fund 812 palavras
O Oakmark International Fund (Investor Class) recuou -8,48% no T4 2024, contra -7,43% do MSCI World ex USA, e +8,19% anualizado desde a criação em 1992 versus +5,92% do índice — um trimestre e um ano desafiantes. Sectorialmente, communication services contribuiu; saúde e financeiras foram os maiores detractors. Airbus liderou os contributos, com order books em alta em todas as divisões; Bayer foi o maior detractor, penalizada por litigância PCB e previsões fracas para 2025. A actividade foi mínima: uma única nova posição, o sul-coreano KB Financial Group, e nenhuma venda completa. O fundo reforçou a Kering, aproveitando a fraqueza da acção. David Herro mantém a confiança na qualidade dos negócios e nas valuations baixas a que transaccionam.
Oakmark Select Fund 1685 palavras
O Oakmark Select Fund registou +6,01% no quarto trimestre de 2024 (Investor Class), acima dos +2,41% do S&P 500 e dos −1,98% do Russell 1000 Value. A nível sectorial, financeiras e serviços de comunicação foram contribuidores; saúde e energia, detractores. Paycom Software destacou-se como top contributor por aceleração de receita e margens robustas; IQVIA Holdings foi top detractor após cancelamento de programa e adiamentos de ensaios clínicos em R&D Solutions. Foram iniciadas três novas posições — Airbnb, Equifax e Keurig Dr Pepper — todas a múltiplos atractivos face ao valor intrínseco estimado. As gestoras Nygren, Bierig e Fitch reforçaram exposição em ConocoPhillips, Phillips 66 e IQVIA; reduziram Salesforce e Fiserv após cotação aproximar do valor intrínseco; saíram integralmente de Wells Fargo.
O'Keefe Stevens Advisory 2100 palavras
Dominick D'Angelo fecha 2024 com a Nvidia, a maior posição, a valorizar mais de 170%, e revê o boletim de previsões do ano: as top picks Five Point Holdings e AerCap mereceram nota A-, a aposta numa aquisição entre as 25 maiores posições falhou (nota F) perante a FTC de Lina Khan, e o Russell 2000 desiludiu (nota D). Para 2025, elege a Beyond e a Donnelley Financial como top picks, ambas teses de mispricing por pressão vendedora não fundamental. O coração da carta está na disciplina de compreender quem vende e porquê: sell-downs de private equity, regras de índices e fluxos passivos criam pontos de entrada. Não iniciou novas posições no trimestre; o top 5 é NVDA, QCOM, BGC, GLW e BKRIF.
Optimist Fund 1987 palavras
O Optimist Fund encerrou 2024 com +66,5%, contra +23,4% do benchmark composto (50% MSCI World Growth, 50% Russell Midcap Growth), e +11,6% no quarto trimestre (vs +6,0%); desde o arranque em Março de 2022, cerca de 15% anualizados. Carvana liderou as contribuições do ano (+46,5%; TSR +284%), seguida de DoorDash, HelloFresh, Revolve e Latham; Wayfair, ThredUp e Xponential Fitness penalizaram. Brandon Snow, antigo CIO da Cambridge Global, juntou-se como Partner. Jordan McNamee iniciou DSV A/S e Teledyne e saiu de Cricut, Figs, Basic Fit e Xponential. A carta apresenta a ThredUp como nova posição do top 10: plataforma gerida de roupa em segunda mão com inflexão de free cash flow e price target a cinco anos de $19 (mais de 700% de upside).
Palm Valley Capital Fund 5400 palavras
O Palm Valley Capital Fund encerrou 2024 com retorno de +4,22% face a +8,70% do S&P SmallCap 600 e +10,84% do Morningstar Small Cap, mantendo em média 81% dos activos em equivalentes de caixa ao longo do ano. No quarto trimestre o fundo recuou -0,09%, com as posições em acções a perderem -3,6%. Eric Cinnamond e Jayme Wiggins enquadram a euforia pós-eleitoral — recordes em ETFs, Bitcoin acima de cem mil dólares, P/E do S&P 500 sete pontos acima do nível de 2016 — como retoma de excesso especulativo. Reentraram em Kelly Services (terceira passagem) e Heartland Express, iniciaram Seaboard a cinquenta porcento do book tangível, e reafirmaram convicção em Carter's, Manpower e TrueBlue. Sprott Physical Silver e Gold foram os principais contribuidores do ano.
Parnassus Core Equity Fund 1180 palavras
O Parnassus Core Equity Fund rendeu 0,28% (líquido, Investor Shares) no quarto trimestre de 2024, aquém dos 2,41% do S&P 500, e fechou o ano em 18,52% contra 25,02% do índice. A sobreponderação em Materiais — o pior sector do índice — e a selecção em Financeiras e Bens de Consumo Discricionário travaram o resultado trimestral, enquanto Tecnologias de Informação e o subponderamento em Saúde ajudaram. Salesforce, Amazon e Fiserv lideraram os contributos; Realty Income, Ball e Cigna penalizaram. A casa manteve a carteira equilibrada entre ataque e defesa: comprou Ferguson, Eli Lilly, Workday, KLA e Vertex e vendeu Sysco, CME, Mondelez e Intel.
Parnassus Growth Equity Fund 1500 palavras
O Parnassus Growth Equity Fund avançou 4,85% (líquido) no quarto trimestre de 2024, ficando aquém dos 7,07% do Russell 1000 Growth, e fechou o ano com 26,85% contra 33,36% do índice. A selecção em Consumo Discricionário — sobretudo não deter Tesla — e os subpesos em Saúde e Materiais penalizaram no trimestre; no ano, os subpesos nos pesos-pesados de Tecnologias de Informação, em particular a Nvidia, explicaram o atraso. A casa comprou Datadog, DoorDash, Atlassian, Exact Sciences e Vertex, e vendeu LVMH, UnitedHealth e AstraZeneca. Mantém uma carteira equilibrada entre ataque e defesa, atenta à política da nova administração e optimista quanto aos beneficiários de Inteligência Artificial.
Patient Opportunity Equity Strategy 2928 palavras
O Patient Opportunity Equity Strategy rendeu +8,2% líquido no quarto trimestre de 2024, contra +2,4% do S&P 500. A gestora Christina Siegel Malbon atribui a diferença aos efeitos de alocação e de selecção. Financeiras e nomes ligados a viagens voltaram a liderar. SoFi, United Airlines, Peloton, Energy Transfer e Amazon foram os maiores contribuidores; CVS, IAC, Crocs, Biogen e Alibaba os maiores detractores. Parte dos ganhos foi reinvestida em retardatários de saúde e energia, com Biogen e CVS a negociar em mínimos de uma década. Entraram a Precigen, via PIPE em preferenciais convertíveis e warrants, e o Fidelity Wise Origin Bitcoin Fund; saíram Fiserv, PureTech, Travel + Leisure e Western Alliance. A carteira fechou com 37 títulos, top 10 a 48,6% e active share de 94,2%.
Polen Capital Focus Growth Strategy 1900 palavras
O Polen Focus Growth avançou 4,65% líquido no quarto trimestre de 2024, superando o S&P 500 (2,41%) mas ficando aquém dos 7,07% do Russell 1000 Growth, num trimestre dominado pela euforia com IA e pela vitória de Trump. Dan Davidowitz e Damon Ficklin alertam que a concentração do índice atingiu extremos — as Magnificent 7 valem 56% do peso e o top 10 ultrapassa 60% —, com avaliações historicamente ricas sustentadas pela expansão de múltiplos. Iniciaram CoStar Group, reforçaram Oracle, Zoetis e Eli Lilly e reduziram UnitedHealth, Amazon, ServiceNow e Gartner. Recusam posicionamento táctico em torno do mercado, mantendo o objectivo de crescimento de resultados mid-teens em compounders duráveis ao longo de mais de três décadas.
Polen U.S. Small Company Growth 2825 palavras
A estratégia Polen U.S. Small Company Growth rendeu +4,73% líquido de comissões no quarto trimestre de 2024, contra +1,70% do Russell 2000 Growth, fechando um ano de +3,82% face aos +15,15% do índice. Rayna Lesser Hannaway atribui o trimestre aos contributos de Warby Parker, Revolve Group e Dutch Bros, tendo do lado oposto Insight Enterprises, AMN Healthcare Services e Option Care Health. Explica o atraso anual pelo estreitamento dos motores do índice — os dez maiores contribuidores valeram perto de metade do retorno — e pela liderança de empresas de qualidade inferior ligadas à IA, que a carteira não detinha. No trimestre iniciou quatro posições e liquidou outras quatro, mantendo o critério Flywheel.
Polen U.S. SMID Company Growth 3072 palavras
A estratégia Polen U.S. SMID Company Growth rendeu +2,67% líquido de comissões no quarto trimestre de 2024, ligeiramente acima dos +2,43% do Russell 2500 Growth, fechando um ano de +1,39% contra os +13,90% do índice. Rayna Lesser Hannaway atribui o trimestre aos contributos de Revolve Group, Warby Parker e Goosehead Insurance, tendo do lado oposto Booz Allen Hamilton, TopBuild e Hamilton Lane. Explica o atraso anual pelo estreitamento dos motores do índice — os dez maiores contribuidores valeram mais de um terço do retorno — e pelo desempenho superior de empresas de qualidade inferior adjacentes à IA, que a carteira não detinha. No trimestre iniciou sete posições e eliminou seis, mantendo o critério Flywheel.
Praetorian Capital Fund LLC 5200 palavras
A Praetorian Capital Fund LLC fechou 2024 com -14,76% líquido no trimestre e -10,55% no ano — a primeira queda anual desde a criação, apesar de índices de grande capitalização em alta. Harris Kupperman atribui as perdas a três cestos — offshore services, St. Joe e urânio físico — equilibrados pelo livro Event-Driven. A carta é uma análise aprofundada do offshore (33,6% do capital, via Valaris, Tidewater e Noble), onde vê o fim de um bear market de uma década e equipamento impossível de replicar. JOE (12,5%) negoceia muito abaixo do NAV estimado. Posicionamento defensivo perante economia em desaceleração: exposição reduzida, put spreads e a convicção de que a carteira está ao preço mais barato desde o crash da Covid.
Recurve Capital Partners LP 5900 palavras
A Recurve Capital fechou 2024 com +76,5% brutos (+55,7% líquidos), muito acima dos +23,3% do S&P 500, e um quarto trimestre de quase +13% brutos. Na carta que assinala o quarto aniversário do fundo, Aaron Chan enquadra o desempenho como a recuperação do drawdown de 2022, captada em duas pernas ao longo de 2023 e 2024. A Carvana, maior posição com 38,4% da carteira, gerou sozinha 58% da atribuição com um retorno de 284%. O gestor não acrescentou nenhuma posição nova no ano e saiu apenas da Armstrong World Industries. O resto da carta detalha a sua filosofia de investir em disrupção: empresas disruptivas em indústrias não-disruptivas, compradas a avaliações conservadoras.
Renaissance Investment Management International Small Cap Equity Strategy 1300 palavras
A estratégia International Small Cap da Renaissance fechou 2024 com retornos negativos em termos absolutos, mas à frente do índice de referência no quarto trimestre, num mercado em que todos os sectores recuaram. A boa selecção em Consumo Discricionário e Serviços de Comunicação compensou a selecção negativa em Materiais e Financeiras. Celestica liderou os contributos, impulsionada pelo investimento em infra-estrutura de inteligência artificial; Ero Copper foi o maior detractor. A carteira comprou Atour Lifestyle, na China, e vendeu Scorpio Tankers. A gestora destaca o desconto de avaliação de 40% das acções internacionais face às norte-americanas, o maior em mais de quinze anos, e o estímulo chinês como argumentos para 2025, apesar das ameaças tarifárias de Trump.
Renaissance Investment Management Large Cap Growth Strategy 920 palavras
A estratégia Large Cap Growth da Renaissance superou o S&P 500 (+2,4%) mas ficou atrás do Russell 1000 Growth (+7,1%) no quarto trimestre de 2024, num mercado impulsionado pelo rali pós-eleição de Trump e pelo entusiasmo inabalável com a inteligência artificial. AppLovin e Broadcom lideraram os contributos; HCA Healthcare e Booz Allen Hamilton penalizaram, arrastadas pelo risco de cortes na despesa pública após a eleição. A carteira iniciou Pinterest, Jabil, Comfort Systems, Apollo, Cardinal Health e Uber, e saiu de WEX, Applied Materials, Lam Research, Airbnb, Cigna, Danaher e EOG. A gestora alerta para a subida dos juros das Treasuries e para a concentração histórica do índice, mas mantém-se construtiva e disciplinada.
Renaissance Investment Management Small Cap Growth Strategy 1180 palavras
A Renaissance Small Cap Growth gerou um retorno positivo no quarto trimestre de 2024 e superou o Russell 2000 Growth, que subiu 1,7% no período e 15,2% no ano. A selecção de títulos em Tecnologias de Informação e a subponderação e selecção em Saúde lideraram o desempenho relativo; a selecção em Serviços de Comunicação e Consumo Discricionário penalizou. Credo Technology liderou os contributos, impulsionada pela procura de servidores de inteligência artificial; TransMedics foi o maior detractor. A carteira iniciou Catalyst Pharmaceuticals e saiu de Deckers Outdoor, cuja capitalização excedeu o limite da estratégia. A gestora mantém-se cautelosamente optimista, apontando avaliações em linha com as médias históricas e crescimento de lucros, mas alerta para tarifas, défices e a subida das yields obrigacionistas.
Rewey Asset Management LLC 1700 palavras
A Rewey Asset Management encerrou 2024 com uma subida de 27,31% no composto RAM SMID (líquido), 16,33 pontos acima dos 10,98% do Russell 2500 Value Total Return e à frente também do S&P 500 TR — o sexto ano consecutivo a superar o índice de referência. O resultado foi transversal aos sectores e assente na selecção de títulos: a Aris Water Solutions liderou o ano e a Kyndryl foi o melhor título do quarto trimestre, enquanto a Avanos Medical foi o maior detractor trimestral. Chip Rewey antecipa um soft landing em 2025, com cortes de juros a favorecer a rotação para small e mid-caps de valor. A carta inclui um deep dive na nova posição Weatherford, vista como subvalorizada após a queda do sector energético.
River Oaks Capital 9500 palavras
O River Oaks Capital publica o seu relatório semestral H2 2024, finalizado em finais de Janeiro de 2025 e assinado por Whit Huguley. A carta marca o quinto aniversário do fundo com um ensaio sobre as cinco lições aprendidas e uma estratégia concentrada em micro e small-caps subseguidas, dividida entre "Wonderful Business" (alocadores de capital de excelência em nichos fragmentados) e "Excessive Discount" (desconto profundo a valor intrínseco). A tese central assenta na deslocação estrutural provocada pelo investimento passivo, que deixa pequenas empresas por descobrir e mal avaliadas durante anos. Única adição no semestre: Innovative Food Holdings. Posições destacadas incluem Medical Facilities, Citizens Bank e Boston Omaha, com recompras e realização de valor via fusões a dominar a narrativa.
RiverPark Large Growth Fund 1840 palavras
O RiverPark Large Growth Fund subiu 5,11% no quarto trimestre de 2024 (classe institucional), à frente do S&P 500 (+2,41%) mas atrás do Russell 1000 Growth (+7,07%). No conjunto do ano, o fundo rendeu 22,57%, um retorno absoluto sólido mas aquém do índice de crescimento (+33,36%), penalizado pela ausência de Tesla e Broadcom, que dispararam no trimestre. Amazon, Shopify, NVIDIA, Netflix e Alphabet lideraram os contributos, impulsionados pelo entusiasmo com a inteligência artificial e por resultados robustos. Do lado negativo, Uber, Eli Lilly, UnitedHealth, Adobe e NIKE detraíram. O gestor Conrad van Tienhoven mantém a convicção numa carteira de empresas de crescimento secular geradoras de fluxo de caixa crescente.
Riverwater Partners Micro Opportunities Strategy 1125 palavras
A Micro Opportunities Strategy de Nathan Fredrick gerou retornos absolutos fortes no quarto trimestre, mas ficou abaixo do índice de referência, resultando em subdesempenho relativo no ano, com a selecção de títulos a dominar a alocação sectorial. Materiais destacou-se através do tema nuclear e do urânio, enquanto a Coastal Financial foi a melhor contribuidora e a A-Mark Precious Metals a maior detractora. O gestor mantém-se sobreponderado em bancos, ancorado na expectativa de mais cortes da Reserva Federal, iniciou posições na Uranium Royalty e na SuRo Capital e saiu da Centrus Energy. Privilegia micro-caps domésticos, melhor insulados das tarifas da nova administração, e encara a volatilidade como oportunidade de compra.
Riverwater Partners Sustainable Value Strategy 1553 palavras
A Sustainable Value da Riverwater Partners superou o Russell 2500 Value Index no trimestre e no conjunto do ano, com alfa positivo em oito de onze sectores e a selecção de títulos a explicar a maior parte do excesso de retorno. A InterDigital e a Exelixis lideraram os contributos do quarto trimestre; a Capri Holdings, penalizada pela decisão judicial que travou a fusão com a Tapestry, custou 123 pontos base. O gestor vendeu cinco participações, incluindo a Modine e a Atkore, e iniciou quatro: Mr. Cooper, Darling Ingredients, National CineMedia e Exelixis. Mantém-se cautelosamente optimista para o ano seguinte, antecipando uma aterragem suave, minimizando a exposição à China e privilegiando os fornecedores de infraestrutura da inteligência artificial.
Rogue Funds 6058 palavras
A Rogue Funds valorizou 8,58% líquido no quarto trimestre de 2024, contra 2,07% do S&P 500, acumulando 71% desde o arranque em Maio de 2023 face a 41,6% do índice. Na maior carta do ano, Jacob Rowe descreve uma carteira que finalmente estabilizou nas posições core após intensa rotação, com volatilidade elevada como contrapartida de uma concentração reforçada. A ASP Isotopes mantém-se como maior aposta, seguida de ElectroCore, Abaxx, Green Data Centers, Achieve Life Sciences e Global Atomic. Saíram a Haypp, a Aware, a RADCOM e a Mitchell Services, sobretudo por custo de oportunidade e colheita fiscal. O comentário macro percorre o Japão, a Europa, a Argentina e o ciclo de capex de IA.
Rowan Street Capital 1500 palavras
O exercício de 2024 fechou com +56,6% líquidos para a Rowan Street, mais do dobro dos +25,0% do S&P 500, com Meta, Spotify, The Trade Desk, Shopify e Netflix a liderar os contributos. Desde o drawdown de 2022, a carteira valorizou +217% líquidos e o gestor não cobra comissão de desempenho desde Junho de 2021. A carta reafirma a filosofia: deter um grupo restrito de negócios excepcionais liderados por fundadores-operadores, comprados a preços sensatos e mantidos durante anos. Detalha as cinco maiores posições — Meta, Spotify, The Trade Desk, Shopify e Topicus — sublinhando que o preço de entrada importa tanto quanto a qualidade do negócio.
RS Concentrated All Cap Value Strategy 1750 palavras
A RS Concentrated All Cap Value Strategy avançou 1,07% líquido no T4 2024, batendo o Russell 3000 Value (-1,94%) num trimestre em que a rotação para valor abrandou e o crescimento voltou a liderar. No ano, o composto rendeu 21,31% líquido contra 13,98% do índice. A selecção de acções em Health Care e Utilities suportou o desempenho relativo; Real Estate e Consumer Staples detraíram. Top contributors: Vistra, Gates Industrial, Trimble, Teva e Goldman Sachs; detractors: Sensata, Keurig Dr Pepper, CubeSmart, Nomad Foods e Graphic Packaging. Iniciada NICE Ltd. a 7,5% de free cash flow yield. A equipa, focada em ROIC e desconto ao valor intrínseco, considera o pano de fundo favorável a estratégias de valor em 2025.
Sands Capital Select Growth 1780 palavras
A Sands Capital Select Growth fechou 2024 com um quarto trimestre a superar o Russell 1000 Growth (+8,8% líquido vs +7,1%), mas o ano completo ficou aquém (+24,3% vs +33,4%), penalizado pela concentração extrema do índice nas mega caps. Frank M. Sands enquadra a tese central no desfasamento entre o crescimento dos lucros das participadas — quase o triplo do índice em três anos — e a compressão das suas avaliações. Os motores do trimestre foram Atlassian, Amazon e NVIDIA; Nu Holdings e ASML detraíram. A carteira concentrada de 28 negócios disruptivos assenta em IA, eleições norte-americanas e na correção do desalinhamento entre fundamentais e preço.
Sands Capital Technology Innovators 10590 palavras
O relatório do quarto trimestre de 2024 da Sands Capital Technology Innovators fecha o ano com +9,0% líquidos contra +4,4% do índice MSCI ACWI de tecnologia e serviços de comunicação, e +37,7% contra +31,6% no conjunto do ano. A carta de Frank M. Sands reconhece três anos sem acrescentar valor face aos referenciais e atribui-os à concentração extrema do índice e à procura de refúgio nas mega-capitalizações, sublinhando o desfasamento entre o crescimento de lucros das participadas e a evolução das cotações. Aponta as eleições norte-americanas e a inteligência artificial como as duas forças que moldarão 2025. No trimestre entraram Axon Enterprise, Crowdstrike e Monday.com e saiu a Lam Research, por avaliação.
Smoak Capital Management 1605 palavras
A Smoak Capital, fundo concentrado em empresas pequenas e pouco seguidas, encerrou 2024 com +32,4% líquido contra +25,0% do S&P 500 Total Return, elevando o retorno anualizado desde a inception em Junho de 2018 para 42,0% face a 14,4% do índice. Os principais contribuidores foram FitLife Brands, QEP e Azeus. O gestor reduziu a maior parte de FitLife por proximidade ao valor justo e detalhou duas posições centrais anteriormente não divulgadas: FILA, cuja participação na cotada indiana DOMS quase iguala toda a capitalização bolsista num clássico desconto de conglomerado, e QEP, transformada por desinvestimentos que dispararam as margens. Sobre a euforia da inteligência artificial, mantém-se prudente, preferindo ficar de fora enquanto não surgir um activo claramente subavaliado.
Sound Shore Fund 1150 palavras
O Sound Shore Fund (Investor SSHFX) avançou 1,25% no quarto trimestre de 2024, atrás do S&P 500 (+2,41%) mas à frente do Russell 1000 Value (−1,98%). No conjunto do ano subiu 22,58%, muito acima dos 14,37% do Russell Value. Carta temática centrada no processo: a gestora vê valor em empresas fora de moda em transformação negligenciada e nota que o impacto da IA se estende muito além de semicondutores e cloud — Vistra, Baker Hughes e Oracle beneficiaram dessa vaga. Contrarianismo perante as Magnificent 7, que já pesam 33% do índice. A carteira fechou a 11,5x lucros forward contra 21,5x do S&P 500, sem qualquer Magnificent 7. Paciência e disciplina de venda como pilares.
SouthernSun Asset Management Small Cap Strategy 3747 palavras
A carta de fim de ano de 2024 da SouthernSun reafirma os pilares da casa — paciência, descontentamento saudável e disponibilidade para abandonar posições — perante um mercado que compara a um casino, dominado pela especulação e por capital concentrado em poucas empresas. A Small Cap Strategy recuou 7,55 por cento em base bruta no quarto trimestre, atrás do Russell 2000, e fechou o ano com mais 5,53 por cento, abaixo do índice. A Dorman e a Armstrong World lideraram os contributos; a MGP Ingredients, alienada, e a Brink's foram os maiores detractores. Iniciaram-se posições na Advanced Energy Industries e na Oxford Industries, com olhar de optimismo cauteloso para 2025.
SouthernSun Asset Management SMID Cap Strategy 2080 palavras
A SouthernSun encerra 2024 com um balanço dos acontecimentos que marcaram o trimestre: a eleição presidencial norte-americana e o rali de Novembro, novo corte de taxas da Reserva Federal, tensões no Médio Oriente e o estímulo chinês. Reafirma as características centrais da casa — paciência aliada a um descontentamento saudável, disponibilidade para abandonar posições e investigação no terreno. A estratégia SMID Cap rendeu -6,13 por cento em base bruta no trimestre, contra 0,62 por cento do Russell 2500. A SEI Investments e a Armstrong World lideraram os contributos; a MGP Ingredients, integralmente alienada no trimestre, foi o principal detractor. Para 2025 a casa antecipa optimismo cauteloso e vigilância sobre política comercial e inflação.
Stewart Asset Management Flagship Portfolio 250 palavras
O documento do quarto trimestre de 2024 da Stewart Asset Management, equipa de Thomas M. Valenzuela na Ingalls & Snyder, limita-se à página institucional de apresentação da carteira Flagship. Descreve o objectivo de multiplicar o capital dos clientes a cada cinco anos líquido de comissões, uma filosofia assente na composição de lucros de longo prazo, na concentração em empresas americanas de elevada qualidade e na compra a preço justo. O processo apoia-se em previsões proprietárias a cinco anos, taxas de desconto altas para criar margem de segurança e baixa rotação por eficiência fiscal. Não são divulgados retornos, posições nem comentário de mercado — captura limitada à estratégia declarada.
Third Avenue Small-Cap Value Fund 4395 palavras
O Third Avenue Small-Cap Value Fund recuou 4,38% no quarto trimestre de 2024, contra uma queda de 1,06% do índice Russell 2000 Value; no conjunto do ano rendeu 3,55%, abaixo dos 8,05% do índice. A carta é um ensaio sobre conversão de recursos: a gestão sustenta que a carteira transacciona com um desconto historicamente amplo face à sua estimativa de valor líquido dos activos e que o diferencial de avaliação entre grandes e pequenas capitalizações tende a comprimir-se. O capital por investir acumulado pelo capital privado e uma supervisão mais permissiva das concentrações são apresentados como catalisadores. Foram iniciadas a OceanFirst Financial e a Ambac, reposta a Five Point Holdings e alienada a InvenTrust; a liquidez desceu para cerca de 8%.
Third Point LLC — Third Point Offshore Fund, Ltd. 3670 palavras
O Third Point Offshore Fund avançou +9,1% no T4 2024 e +24,2% no ano, com resultados positivos em todas as estratégias — acções, crédito corporativo e estruturado, e privados. Daniel Loeb atribui o trimestre à rotação para cíclicas (consumo discricionário, financeiras, industriais) que capturou o rally pós-eleitoral previsto no T3, com a carteira de acções a render 10,7% bruto. Apresenta três novas posições — Brookfield, Live Nation e Siemens Energy — e defende a PG&E face aos incêndios na Califórnia, sublinhando as protecções da lei AB1054. No crédito, vê nos Liability Management Exercises a oportunidade distressed mais aliciante e anuncia a aquisição da Birch Grove. Mantém-se construtivo em acções, antecipando deslocações periódicas pela abordagem não convencional da nova administração.
TimesSquare U.S. Focus Growth Strategy 1300 palavras
A TimesSquare U.S. Focus Growth, carteira concentrada de mid cap growth, ficou atrás do Russell Midcap Growth no quarto trimestre e no conjunto do ano, num período em que as melhores rendibilidades couberam às acções de maior risco, menor qualidade e valorização mais alta. As gestoras descrevem um trimestre marcado pela vitória de Trump, por três cortes da Reserva Federal e pelo apetite persistente por IA. CrowdStrike, Cheniere e BJ's destacaram-se pela positiva; IDEXX, Chemed e Cintas penalizaram. Reforçaram Cheniere, Veeva e Verisk, reduziram O'Reilly, RenaissanceRe e CrowdStrike, saíram de IDEXX e Chemed e iniciaram posições na TPG, Monolithic Power e HubSpot. Encaram 2025 fiéis aos fundamentos, apesar da incerteza política.
TMR Capital LLC 680 palavras
A TMR Capital encerrou 2024 com a sua estratégia long/short (TMR Long Short Opportunities) a render +15,7% líquido, à frente dos +11,7% do Russell 2000 e dos +9,1% do índice Eurekahedge Long Short. O gestor sublinha um fluxo de retornos descorrelacionado do S&P 500, evidente sobretudo em 2022. A tese assenta na deslocação entre o quartil mais barato — o mais barato da década — e um quartil caro inflacionado pela migração para a gestão passiva (~54% dos activos dos EUA). A casa concentra-se em tecnologia e em situações especiais de valor em SMID caps, antecipando maior dispersão com o ciclo de IA e a reactivação de fusões e aquisições em 2025. Destacam-se duas posições longas: Zenvia e WM Technology.
Tourlite Capital Management 1800 palavras
A Tourlite Capital Management, gerida por Jeffrey Cherkin, encerrou 2024 com um ganho líquido de 14,2% no ano e de 0,4% no quarto trimestre, contra 25,0% e 2,3% do S&P 500. Desde o início, em Abril de 2022, o Fundo anualiza 10,2%, abaixo do índice mas com exposição líquida perto de zero. O livro long contribuiu com 37,3% brutos no ano e os shorts subtraíram 17,6%, com a FTAI Aviation a liderar os ganhos e a FTAI Infrastructure entre os detractores. A gestão mantém leitura cautelosa: vê riscos de queda nos índices, identifica uma bolha de IA e prepara-se para tirar partido das oportunidades de short no segundo semestre.
Tsai Capital Growth Equity Strategy 13428 palavras
Na carta anual que assinala 25 anos de história, intitulada «Twenty-five Years in the Making», a Tsai Capital Growth Equity Strategy registou um ganho de 24,5% bruto (23,0% líquido) em 2024, ligeiramente abaixo do retorno total de 25,0% do S&P 500. Christopher Tsai dedica a carta à filosofia de composição de longo prazo, ancorada no conceito japonês de «kaizen» e na disciplina de preservar capital. Defende que a revolução da inteligência artificial, sobretudo a autonomia, é a maior disrupção desde a internet e que a carteira de 23 empresas de qualidade está posicionada para dela beneficiar. As cinco maiores convicções são Alphabet, Amazon, Apple, QXO e Tesla. Em 2024 vendeu Hershey e comprou Copart, Markel e QXO.
Turtle Creek Equity Fund 3200 palavras
A Turtle Creek dedica o comentário de fim de ano a um trimestre e a um ano fracos em cotação, mas fortes em valor intrínseco. O preço unitário do fundo principal subiu apenas 2% em 2024, ficando muito atrás dos índices, ao passo que o Portfolio Business Value avançou 14%, com 23 das 26 empresas detidas todo o ano a aumentar o valor intrínseco. O gestor relata quatro novas posições — BRP, Ashtead, Kinsale e WillScot — todas adquiridas com desconto superior a 50% face ao valor de negócio, e as saídas de Discover e Urban Outfitters. Sobre as tarifas de Trump, conclui que o impacto na carteira será modesto e reforça as posições mais penalizadas.
Upslope Capital Management, LLC 2000 palavras
A Upslope fechou o T4 2024 com queda líquida de 7,3% — o trimestre mais difícil desde 2021 —, contra um S&P Midcap 400 quase estável; no ano ficou aquém do referencial. George Livadas reconhece erros próprios: foi demasiado lento a reduzir exposição após as perdas e a aposta na descida do cacau falhou, com a Barry Callebaut a infligir a maior perda do trimestre. A sobreponderação à Europa, apesar do mau desfecho trimestral, é mantida como conjunto de escolhas idiossincráticas de valor. Livadas adicionou três longos divulgados — Charles River, V.F. Corp e QinetiQ — e saiu de Garmin, Kongsberg, North West e Winpak. Com o livro deliberadamente contido, afirma raramente ter visto tantos shorts maduros e longos baratos em simultâneo.
Vltava Fund SICAV plc 3592 palavras
Daniel Gladiš dedicou a carta do quarto trimestre de 2024 ao lançamento do seu novo livro Hidden Investment Treasures, que descreve mais de 80% das posições actuais do Vltava Fund e cuja edição em inglês será enviada aos accionistas internacionais. No plano da carteira, o gestor iniciou duas posições em equipamento para semicondutores — Applied Materials e Lam Research — aproveitando a correcção significativa nas cotações do final do ano e juntando-se à KLA Corporation já em carteira para criar exposição colectiva ao oligopólio do sector. Vendeu a maior parte da Williams-Sonoma após uma triplicação do preço desde o Verão de 2023, libertando liquidez. O retorno anualizado médio do fundo desde a mudança de estratégia há dezasseis anos é de 12% ao ano.
Voss Capital 2650 palavras
A Voss Capital encerra 2024 com +19,9% líquidos (Voss Value Fund, LP), à frente do Russell 2000 (+11,5%) e do Russell 2000 Value (+8,1%), mas atrás do S&P 500 (+25,0%); no quarto trimestre bateu folgadamente o índice small cap (+9,6% contra +0,3%). Travis Cocke lê um mercado de contradições extremas — o quartil mais barato está mais barato do que em 2014 — e faz das fusões e situações especiais em small caps a tese central, já com três aquisições no livro longo (SolarWinds, Converge, Playa). Detalha quatro longas de valor: Euronet, Mercedes-Benz, Subaru e Amentum, todas com inflexões no retorno de capital ou catalisadores de reavaliação e potenciais de subida entre 60% e 116%.
Vulcan Value Partners 7500 palavras
Vulcan fechou 2024 com retornos de dois dígitos em quatro das cinco estratégias e Small Cap em ligeiro positivo. Large Cap (Gross) +18,2%, Focus +26,6% e Focus Plus +28,3% bateram Russell 1000 Value (+14,4%) mas ficaram aquém do S&P 500 (+25,0%). Fitzpatrick descreve realocação activa de capital de empresas com preços a subir mais do que valor para empresas mais descontadas, com price-to-value relativamente estável e diversificação acrescida em todas as carteiras. Exposição não-norte- americana em Large Cap subiu de 10% para mais de 20%. Iniciaram seis posições em Large Cap (Sodexo, Crown, Heineken, Rentokil, Pernod Ricard, UnitedHealth) e novas posições em Small Cap, Focus e All Cap. Saíram KKR e InterContinental Hotels por atingirem fair value.
Wasatch Long/Short Alpha Fund 1230 palavras
O Wasatch Long/Short Alpha Fund — Investor Class recuou -8,28% no quarto trimestre de 2024, ficando atrás do índice de referência Russell 2500, que rendeu +0,62%. Num ambiente predominantemente «risk-on», as acções de empresas ligadas a temas especulativos — SPACs, cannabis, energia verde, robótica, impressão 3-D, exploração espacial e computação quântica — dispararam, penalizando as posições curtas do fundo. No ano, o fundo ganhou +7,24% contra +12,00% do Russell 2500, dentro dos objectivos ajustados ao risco para uma beta de 0,60. Mick Rasmussen posicionou a carteira de forma mais defensiva, baixando a exposição líquida de 75% para 69% e visando uma beta de mercado de 0,45.
Wasatch Small Cap Growth Strategy 1050 palavras
A estratégia Wasatch Small Cap Growth subiu no quarto trimestre de 2024 e superou o Russell 2000 Growth Index, que ganhou 1,70%, com a selecção de títulos a impulsionar o desempenho relativo. No conjunto do ano, a estratégia voltou a superar o índice, que valorizou 15,15%, com destaque para a selecção em cuidados de saúde e serviços financeiros. BellRing Brands, Paylocity e Construction Partners lideraram as contribuições; TransMedics foi o maior detractor. Ryan Snow, Ken Korngiebel e JB Taylor venderam PACS Group, alvo de investigação federal, e Boot Barn, após a saída do CEO. Mantêm uma leitura bottom-up: as condições são favoráveis, mas os lucros terão de sustentar as cotações.
Wedgewood Partners — Large Cap Focused Growth Composite 3600 palavras
O Wedgewood Composite Net subiu 5,5% no quarto trimestre de 2024, batendo o S&P 500 (+2,4%) mas ficando atrás do Russell 1000 Growth (+7,1%); no conjunto do ano, +29,1% contra +25,0% e +33,4%. A carta, intitulada Curb Your Enthusiasm, alerta para valorizações esticadas, a liderança da Magnificent 7 e o excesso especulativo. Rolfe liquidou Texas Pacific Land após a inclusão em índices triplicar a sua avaliação e dedica o ensaio de fim de ano à IA — Alphabet, Meta e Taiwan Semiconductor constroem-na há mais de uma década. Aprofunda S&P Global, detida há sete anos, e enumera os receios fiscais: 36,2 biliões de dívida e um muro de 7 biliões a refinanciar em 2025.
Weitz Multi Cap Equity Fund 760 palavras
O Weitz Multi Cap Equity Fund recuou 0,57% no quarto trimestre de 2024 (Classe Institucional, WPVIX), ficando atrás da subida de 2,63% do Russell 3000 num pano de fundo descrito como confuso, entre o entusiasmo com a eleição de Novembro e o regresso das atenções à luta da Reserva Federal contra a inflação. Wally e Drew Weitz destacam a Alphabet, a Visa e a Mastercard entre os contribuidores, e a Danaher e a HEICO entre os detractores. No ano, o fundo rendeu 15,80% contra 23,81% do índice, penalizado pela concentração extrema em megacapitalizações e pelo Magnificent 7. Reforçaram SiriusXM e Danaher, iniciaram Bio-Techne e Altus Group, e saíram de Guidewire, Sunrise e Verisign.
Weitz Partners III Opportunity Fund 730 palavras
O Partners III Opportunity Fund (long-short) subiu 1,21% no quarto trimestre de 2024 (Classe Institucional, WPOPX), atrás da subida de 2,63% do Russell 3000, num pano de fundo confuso entre o entusiasmo com a eleição de Novembro e o regresso das atenções à luta da Reserva Federal contra a inflação. Wally e Drew Weitz destacam CoreCard, Visa e Amazon entre os contribuidores, e Danaher e Thermo Fisher entre os detractores. No ano, o fundo rendeu 16,25% contra 23,81% do índice, penalizado por não perseguir a NVIDIA e pela posição curta sobre um ETF do S&P 500. Reforçaram Microsoft e Danaher, iniciaram Bio-Techne e saíram de FIS, Old Dominion e Sunrise.
White Brook Capital, LLC 1750 palavras
A White Brook Capital, gerida por Basil Alsikafi, descreve 2024 como um ano esquecível para o seu fundo focado em middle caps, com reversão de fortunas no arranque de 2025. O tema dominante é a posse de boas empresas em indústrias temporariamente fora de favor: distribuição para habitação (Builders FirstSource, Wayfair), activos cíclicos em mínimos de ciclo (Greenbrier, Openlane), restauração (Portillo's, Krispy Kreme) e dois nomes com exposição ao Brasil penalizados pela desvalorização de 25% do real (Afya, Mosaic). Alsikafi articula catalisadores idiossincráticos de inflexão em 2025 — orientações construtivas, mudança de administração favorável ao etanol na Green Plains e a tese da Box como camada de dados para a IA. A carta não divulga rentabilidades.
White Falcon Capital Management 4000 palavras
A White Falcon, gerida por Balkar Sivia em Toronto, encerrou 2024 com +14,4% líquidos, aquém dos +35,2% do S&P 500 TR (CAD) num ano dominado pela concentração em mega-caps tecnológicas; no quarto trimestre subiu 5,5% contra 8,9%. Concluídos três anos completos, o fundo acumula +40,3% (CAGR 11,95%), penalizado pela depreciação de 15,5% do dólar canadiano apenas parcialmente capturada. Sivia atribui o atraso à maior alocação a posições de valor — Endava, EPAM, Rentokil, Perrigo e Converge — estáveis ou ligeiramente em baixa, compensadas por Amazon, Aritzia, Nu e a cesta de royalties em metais preciosos. Vendeu metade de AMD e Nu a valor intrínseco, reforçando-as na queda, e iniciou a Vale. A carta inclui em apêndice uma tese completa sobre a Perrigo.
Temas mais articulados
- Alocação de capital e compounders bullish 89 misto 291
- Concentração extrema do mercado norte-americano bullish 4 bearish 42 misto 34 neutral 383
- Capex de IA e infraestrutura de data centers bullish 56 bearish 5 misto 12 neutral 275
- Trajectória de política monetária do Fed bullish 7 bearish 12 misto 42 neutral 1475
- Disciplina perante drawdown bullish 67 misto 1 neutral 169
Macro events ativos
- Eleições presidenciais EUA 2024 Political cycle 132 letters
- Fed pivot — primeiros cortes 2024 Monetary policy 101 letters
- Surto de capex em IA — datacenters Capital markets 80 letters
- Concentração das Magnificent Seven Capital markets 66 letters
- Guerra Rússia–Ucrânia Geopolitics conflict 16 letters
- Lançamento de ChatGPT e IA generativa (Nov 2022) Technology disruption 16 letters
- GLP-1 e fármacos para obesidade Health demographics 12 letters
- Política tarifária Trump 2025 Fiscal industrial policy 8 letters
- Trajectória de taxas do BCE Monetary policy 7 letters
- Banco do Japão — alteração do yield curve control Monetary policy 7 letters
- Mudança de administração EUA (Janeiro 2025) Political cycle 6 letters
- Renascimento nuclear — Small Modular Reactors Energy resources 6 letters
- Surto de gastos em defesa Fiscal industrial policy 5 letters
- Stress em imobiliário comercial Capital markets 5 letters
- Aceleração da camada aplicacional IA (2025) Technology disruption 1 letters
- Constrangimento de oferta de petróleo Energy resources 1 letters
- Ciclo Nvidia Blackwell Technology disruption 1 letters
- Crise dos bancos regionais 2023 Capital markets 1 letters
- Congelamento do mercado de IPOs Capital markets 1 letters
- Inflation Reduction Act — subsídios solar/EV Fiscal industrial policy 1 letters
- Tensão China–Taiwan Geopolitics conflict 1 letters